A verdadeira história de Lorule
9 Capítulo 9
Notas iniciais
1 dia para ir.
Eu tenho tão pouca magia. O suficiente para ir,
talvez para não voltar, mas amanhã deve ser o dia.
Provavelmente, nunca mais a verei, mas eu prometo que a salvarei de tudo isso.
Todos os itens prontos. O livro estava em suas mãos, e o bracelete no pulso. Sheerow voava do lado do amigo, e uma rachadura justo em um muro na casa de Ravio. Se ele pudesse virar uma pintura na parede, então ele poderia achar alguém no outro reino que pudesse lhe ajudar. Segundo o livro que ele leu naquele dia, as pessoas deste reino tinham as personalidades inversas das de Lorule. -É, parceiro. Acho que é agora que temos que ir. Você está pronto? -O pássaro piou concordando. -Então agora é a hora do teste...
Ravio colocou a mão na parede e surpreendeu-se ao ver que ela havia virado uma pintura. Ele tirou rapidamente e olhou para o pássaro. -Tudo bem, tudo bem... Isso foi estranho... -Ele levou todos os itens que precisava em uma sacola branca. Segurando o pássaro numa mão, ele pulou na parede usando aquela roupa que a princesa tinha dado para ele, como recordação mesmo, e andou em direção da rachadura.
A visão dele ficou escura, sem conseguir ver muitas coisas. Nem percebeu quando foi jogado para o chão ao chegar naquele reino cheio de vida. -Sh... Sheerow, você está bem? -O pássaro piou. -Olha só para esse lugar! -A grama verde, as árvores cheias de frutos e o céu claro. Realmente, era totalmente o oposto de Lorule. -Espere... Que vozes são essas?
–Vem Link, o papai tá te esperando! -Ravio viu um menininho loiro correndo. –Ele está muito bravo com você, vem logo!
–Calma, calma, eu mal acordei direito, Gulley. -Quando aquele tal de "Link" era idêntico ao Ravio. –Por que tão cedo?
–Ahá! -Ravio disse. -Esse Link é idêntico a mim, talvez é ele que seja a minha contraparte. Deve ser ele quem possa me ajudar. -Sheerow piou. -Se esse reino é idêntico ao nosso, então eu sei de tudo sobre onde ir. Vem, vamos para o santuário.
Ravio colocou a toca de coelho que Hilda o deu para cobrir seu rosto. Realmente, o reino era muito mais bonito e cheio de vida do que o seu reino natal. O castelo daquele reino era mais bonito do que de Lorule, e até a paisagem era muito melhor. Hilda estava certa quando disse um dia que tudo seria mais bonito se a Triforce ainda existisse lá.
–Aqui está, o Santuário. -Ravio entrou na construção alta e branca, com vidros coloridos nas paredes e um vasto tapete grená e dourado no chão. No final do tapete, uma mulher de cabelos azuis turquesa e vestido azul, com um sorriso no rosto.
–Ah, olá. Você não aparece muito aqui no santuário! -Ela disse, fechando um livro que lia. -O meu nome é Seres, é um prazer conhecê-lo.
–...Ravio. -Ele estendeu uma mão para cumprimentá-la.
–Você parece estar cansado, Ravio. Sente-se aqui e largue esta sacola, ela deve estar pesada. -Ela o guiou até um banco e sentou-se no lado dele. -De onde você vem?
–Er... Digamos que seja de um reino vizinho.
–Ah, entendo. Belo bracelete, a propósito. -Ravio ficou com as bochechas vermelhas, mesmo não dando para ver. -Não se preocupe, se você quer ver o meu pai, ele não demorará para chegar.
–Tudo bem, Seres. -Ela sorriu. Aquela mulher era muito parecida com outra que ele já havia visto antes, a mulher Iria. Seres ouviu um barulho de porta batendo, e foi andando para abri-la. Ravio virou o rosto para ver quem era.
–Ah, olá papai, olá Bal. -A mulher falou o apelido do guarda... Que era idêntico à Dinis. -Por favor, papai, quero que conheça este homem; Ravio.
–Olá, meu nome é Priest. -O senhor de óculos e cabelos brancos sorriu.
–Quem é este, Seres? -Bal disse, enciumado.
–É um homem que veio. Apenas isso. -Ravio olhou para os lados, com as três pessoas conversando e perguntou sobre o tal de "Link" que havia visto alguns minutos atrás. -Ah, ele é o aprendiz do ferreiro. Ele aprendeu com o pai dele como manusear armas, mas faz algum tempo que não faz isso. -É tudo que ele precisava ouvir. Além disso, daqui a pouco ele retornará para casa dele. -Por que?
–Por nada, por nada.
–Desculpe, mas tenho que ir. Vou no ferreiro pegar meu novo escudo. -Bal disse, saindo do lugar.
Ravio pegou a sacola e saiu junto, indo até aquela casa que ele tinha ido antes para concluir se ele realmente iria lhe ajudar.
O antigo vassalo da princesa Hilda esperou um tempo até o dono da casa chegar, e nada. Preocupado, Ravio voltou para o santuário, para perguntar onde ele estava. Ele não podia perder a oportunidade de arranjar um herói para a sua princesa.
Quando chegou lá novamente, encontrou Priest preocupado e tentando acordar Link que estava no chão, inconsciente. Ele e Ravio o levaram até a casa dele, e Ravio entusiasmado por ter finalmente o encontrado, esperou até que ele acordasse para se apresentar e perguntar se poderia ficar na casa dele por algum tempinho. -Ei... EI! Você está bem? Não está morto, não é?
Link caiu no chão, assustado com aquele coelho. -Quem... Quem é você?!
–Meu nome é Ravio. Eu te encontrei inconsciente lá no santuário, o que aconteceu?
–Um feiticeiro... De cabelo ruivo... Ele veio e levou a Seres. -Ravio ficou com medo, ele não precisava pensar duas vezes para notar que era Yuga. -Mas enfim, eu não lembro de mais nada depois disso, além de ter visto ele se tornar uma pintura na parede.
–Entendi... Que... Que medo, né? -Ravio deu uma risadinha falsa, até notar que Seres fora transformada em uma pintura. -Espera, ele a transformou em uma pintura?! Eu ouvi o Priest falando que deveriam falar com a princesa do reino, por que você não vai lá?! Isso é sério!
–Tem razão, eu vou indo! -Link levantou do chão e pegou a espada na mesa perto de sua cama.
–Espere! Bem... Isso... Isso é vergonhoso, mas... Será que eu posso ficar na sua casa por apenas alguns dias? Eu não vou ficar por muito tempo, apenas até eu achar algum outro lugar para ficar!
–Tudo bem...? -Ravio agradeceu. -Mas agora tenho que ir indo.
–Espera mais um pouco! -Ele entregou o bracelete para Link. -Eu não posso lhe dar mais nada além disso por ora. Fique com esse bracelete, por favor. Agora, vá falar com a princesa!
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