A verdade sobre os gatos

1 Vamos dominar o mundo!


Notas iniciais
Se gosta de gatos e chegou até aqui você tem que ler kkk' espero que goste.

Os humanos realmente são criaturas adoráveis tenho que concordar, porém eles acham que nós, felinos domesticados, somos “anjinhos sem asas” e coisas assim. Só que eles não imaginam que podemos ser muito perigosos, que temos poder para dominar o mundo, assim como para matá-los sorrateiramente, hehe. Eu, Shiro, vou domi…

— Para de fazer isso todo dia, Shiro, que saco. – Dizia uma gata preta de olhos verdes, dando uma patada no gato branco de olhos azuis que estava ao seu lado, sentado em um sofá.

— Como assim? Eu estava apenas pensando, não tem como você saber o que eu imaginava, Kuro. – Respondeu Shiro, arrepiando os pêlos, um pouco assustado.

— Essa sua cara te entrega sempre, tenho certeza que estava pensando em algo para dominar o mundo de novo, né? – Questionou a gata, olhando para Shiro seriamente.

— Mas é claro, esses humanos vivem nos tratando como criaturas fofinhas e eu odeio isso. – Levantava a pata direita, com um ar autoritário.

— Mas nós somos criaturas fofinhas, Shiro. – Colocava uma das patinhas no rosto, balançando a cabeça negativamente.

— Não, Kuro, você não entende, nós somos perigosos e temos que honrar nossos parentes distantes. – Disse Shiro, apontando para televisão, onde passava um documentário sobre os felinos mais perigosos do mundo.

— Esses são felinos diferentes, por que até hoje ainda não compreende isso? – Kuro lambia a pata tranquilamente, fechando os olhos.

— Você que não consegue entender meu lado, os humanos te nomearam como Kuro, mas você é uma fêmea, como pode não se importar?

— Para mim tanto faz, desde que cuidem de mim e me alimentem. – Kuro deitava no sofá de forma relaxada, ainda de olhos fechados.

— Tu realmente és uma mala sem alça, pelo menos pode escutar minhas ideias? – Shiro usava uma das patas para cutucar a barriga de Kuro.

— Assim mesmo… um pouco para direita, Shiro, estou quase dormindo. – Kuro começava a ronronar, ainda de olhos fechados.

— ISSO NÃO É CARINHO SUA IDIOTA! – Shiro dava uma patada na cabeça de Kuro com a intenção de acordá-la.

— Para que tanta agressividade com sua companheira? Tu ta ligado que a gente tem que ter filhotinhos, né? Desse jeito não vou me acasalar com você, seu mala. – Kuro virava a cara ficando de costas para Shiro.

— Você vai se acasalar com o primeiro macho que encontrar, idiota, espera só quando estiver no cio. – Shiro colocava uma pata na boca para esconder um “riso”.

— Ta me chamando de vadia é? – Kuro pulou em Shiro, e começou a arranhá-lo com suas garras afiadas pela dona, e logo seu parceiro felino correu para o outro lado do sofá.

— Opa, se acalma Kuro, eu estava brincando. – Dizia Shiro, com os pêlos todos arrepiados.

— Acho bom… Agora me conte seus planos. – Kuro sentava novamente no sofá, dessa vez mais atenta nas palavras de Shiro.

— Pois bem, estava pensando em matar eles de asma, hehe. – Colocou uma pata na boca. – Pode dormir com eles todo dia, isso aumenta as chances deles morrerem, e depois vamos fazer isso com outros humanos, o que acha?

— Shiro, ninguém morre de asma, e nós já dormimos com nossa dona, então esquece essa ideia idiota. – Colocava uma das patas no rosto.

— Caramba, eu achei que era boa. – Miava decepcionado. – Então, que tão cortarmos sua garganta enquanto dorme com nossas garras ferozes?

— Nossas garras mal cortam o tecido do sofá, e também não quero matar minha dona.

— Vish, agora eu não sei.

— Ta brincando que em todo esse tempo você pensou só nisso? – Kuro miava, decepcionada com o tempo que perdeu.

— Ah, eu tinha um monte de coisa para fazer, não tem como dominar o mundo e ver televisão ao mesmo tempo.

— Que o senhor dos gatos tenha piedade dessa alma vagabunda, amém!

— Para de me zoar, vamos perguntar aos nossos amigos próximos.

Kuro e Shiro saíram da casa pela janela, caminhando para o quintal dos fundos, onde miaram algumas vezes com a intenção de chamar seus amigos próximos.

— Fala ae, Kuro e Shiro, como estão meus amigos? – Dizia um gato de pelagem alaranjada saltando do muro para o quintal deles, aquele era o gato chamado Rengar.

— Nós escutamos vocês chamando, querem nossa ajuda? – Pulava uma gata com pelagem alaranjada com manchas pretas por todo corpo, aquela era a gata chamada Nidalee.

— Nidalee e Rengar vou ser bem direto, querem dominar o mundo dos humanos comigo? – Questionou Shiro, com aquele ar autoritário.

— Tô fora. – Respondeu Rengar.

— Nem pensar. – Nidalee Balançou a cabeça negativamente.

— Mas por que? Seu dono colocou nome de personagens de um jogo em vocês, como podem aceitar isso numa boa? — Questionou Shiro, miando indignado.

— Cara, ele cuida da gente como se estivesse cuidando dos seus filhotes, não tem porque dominar o mundo dos humanos com uma vida assim.

— Eu disse praticamente isso para ele, Rengar. – Disse Kuro, passando a pata na cabeça de Shiro.

— Você devia analisar melhor a situação Shiro, nossa vida é boa demais para ser desperdiçada com um plano para dominar o mundo, pense nisso. – Nidalee saltou para o muro de sua casa com Rengar.

— Vamos voltar, Shiro. – Kuro saltou pela janela voltando para dentro da casa.

— Que saco…

Shiro saltou pela janela e viu sua dona sentada no sofá, vendo um filme qualquer com Kuro deitada no seu colo adormecida, e ao vê-lo deu alguns tapinhas no sofá para que ele viesse ficar do seu lado.

Quer saber, que se dane o plano de dominar o mundo, enquanto eu tiver uma dona que goste tanto de mim…

Caminhou até sua dona miando algumas vezes, e deitou ao seu lado, enquanto adormecia aos poucos com seus carinhos

Notas finais
Eae? Gostou? Façe o que achou ^^ abraços.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!