A ultima rosa
2 Capitulo 1
Tinha tudo para ser mais um dia monótono e que eu acordo bem cedo, pego uma roupa elegante no guarda roupa e estendo por sobre a cama e vou tomar banho e depois me arrumo, e faço tudo ficar tudo impecável.
Na minha vida não tem nenhuma novidade e nem motivos para me alegrar desde que o velho Alessandro, meu antigo patrão, se matou; isso não vem ao caso.
Mas nessa manhã tinha algo diferente, o ar estava diferente, eu estava diferente. Tudo isso era fruto daquele bilhete nada agradável que Leonardo deixou no meu carro. Ele me causava medo e ao mesmo tempo uma vontade enorme de estar com ele.
Vi que já estava na hora de ir trabalhar, coloquei uma musica bem alta para que ela calasse os meus pensamentos e as ilusões que eu já estava criando com aquele rapaz tão estranho. Percorri o caminho inteiro cantarolando para evitar pensar em qualquer coisa. Cheguei em frente ao meu trabalho, estacionei perfeitamente o carro, e fui me dirigindo até a minha sala e quando entrei levou um pequeno susto, ao ver Leonardo parado em pé com um dos meus porta retratos em sua mão direita e na esquerda um rosa vermelha, uma maldita rosa vermelha. Ele ao notar que eu havia chegado, levantou a sobrancelha e começou a falar:
— Clara você está mais linda do que nunca.
— Primeiramente bom dia senhor Leonardo.
— Só Leonardo, por favor. Encontrou meu bilhete?
— Encontrei!
Exclamei com um pouco de indignação, não estava da idéia dele estar na minha sala antes de eu chegar. Ele foi falando sem dar a mínima importância a minha cara de quem não esta nem afim de conversar...
— O que achou do meu bilhete?
— Em poucas palavras; eu achei o seu bilhete muito estranho. Até hoje não conseguir entender qual era o real significado das suas palavras.
Ele esboçou um sorriso irônico e me perguntou:
— Para você Clara, o que acha que elas significaram?
Eu sinceramente não queria respondê-lo, na verdade a presença dele estava me perturbando só que eu não podia chamar os seguranças para obriga-lo a se retirar da minha sala, porque como num passe de mágica ele havia se tornado o maior acionista da empresa, no caso então ele era o meu chefe. Eu só estava pensando numa maneira de sair da sala e me livrar dele.
Enquanto ele me encarava eu me peguei uns papeis que estava na minha mesa e virei às costas para me retirar dali, foi ai que ele me puxou pelo braço com violência, deixando meu corpo totalmente perto do dele, eu estava me sentindo vulnerável a esse homem.
Ele me fez estremecer, mas eu não queria percebesse causava em mim então o empurrei e acabei soltando tudo o que eu queria dizer:
— O senhor não queria saber o que eu achei? Vou falar. Achei tão idiota quanto quem escreveu. Seu bilhete é algo tão indefinido quanto você. Suas atitudes não condizem ao assessor majoritário de uma empresa de renome como essa.
Então por favor, se quer me dizer alguma coisa seja bem claro que ninguém é obrigado a tentar decifrar algo sem nem ter idéia do que se trata. Não gosto de rodeios e nem de homens que quando são contrariados tratam as pessoas com brutalidade. Se não for pedir muito, quero que se retire daqui, pois daqui a pouco tenho uma reunião e eu ainda tenho muito que organizar sobre o assunto.
Senti que ele ficou desconcertado com o jeito que eu o tratei, ele só me olhava e não dizia nada até ele abrir a porta e murmurar baixinho:
— Me desculpe.
Quando ele saiu respirei aliviada. Ele me aterrorizou com seu olhar fixo que pareciam me ameaçar mas ao mesmo tempo pareciam que me desejam como nunca alguém havia me desejado. Ele do dia para noite se tornou o cara que me causava os dois por quês. Por que sim? Por que não?
Eu estava com medo de encontrar com ele, mas isso era impossível, pois depois do almoço teríamos uma reunião e eu seria obrigada a agüentá-lo bancado o manda chuva. Sim, confesso que quer sim aqueles lindos olhos castanhos.
Me perdi nos meus pensamentos do passado, meus fantasmas que me há quase um ano mas que fundiam com imagem de Leonardo que não queriam sair da minha cabeça, quando minha secretaria entra minha sala com um buquê volumoso de rosas vermelhas que vinham acompanhadas de um bilhete.
Clara
Me desculpe pelo o que ocorreu hoje cedo. Eu não sou assim. Podemos começar de ovo? Que tal jantarmos naquele restaurante perto da floricultura?
Te espero as 19 hrs.
Leonardo
Minha cabeça insistia para que eu não ir à esse jantar, mas meu coração implorava para que eu fosse.
Depois do almoço tivemos a reunião, e eu nem sei qual assunto foi tratado, pois fiquei pensando em que roupa usaria a noite e também trocando olhar com Leonardo. O olhar dele havia mudado, tinha uma doçura absurda e um leve toque de paixão no seu sorriso. Ele é um mistério que eu quero desvendar.
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