A suposta extinção das sereias
18 Capitulo 17
Notas iniciais
Dois meses depois...
Dois meses haviam se passado desde o flagrante das sereias e as coisas na cidade não havia mudado muito.
Depois de mais algumas semanas — dentro desses dois meses — Gina finalmente se viu longe das muletas, ficando com uma cicatriz como lembrança do ocorrido.
Harry e Gina passaram esses dois meses saindo juntos e se conhecendo cada vez melhor. Ainda não tinham nada, mas sabiam que gostavam bastante um do outro.
Depois do beijo no labirinto, Rony e Hermione começaram a sair com bastante frequência e faz três semanas que estão ficando. Hermione sempre diz que eles estão tentando ver como seria os dois juntos antes de firmarem com um namoro. Gina fala que isso é pura enrolação de Ronald.
Luna e Neville não poderiam estar melhor. O relacionamento deles anda de vento em poupa. E hoje, juntos organizam o luau de verão da escola, que aconteceria em uma parte da praia da cidade, que aproposito estava interditada desde o ocorrido da sereia; ninguém podia entrar na água sem permissão. Por isso já fazia muito tempo que Harry, Hermione, Gina, Rony e suas famílias não entravam no mar. De resto, nada de diferente aconteceu.
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Atualmente...
— ...E se vocês seguirem a direita verão a nossa maravilhosa loja de presentes. Aproveitem, e voltem sempre! – Gina falou com o grupo de turistas que ela estava guiando. Despediu-se deles com um aceno e um sorriso e afastou-se, voltando para o meio do zoológico, onde ficava a lanchonete onde sua mãe trabalhava.
— Mãe, uma garrafa d’água, por favor. – Gina pediu sentando-se em um dos bancos altos em frente ao balcão da lanchonete.
— Dia cheio querida? – Molly perguntou ao lhe entregar a água.
— Muito. Por que que as pessoas vêm aqui? O que há de tão interessante nessa cidade pequena? – Gina questionou abrindo a garrafa e tomando vários goles.
— Isso, eu não sei, mas eles são o nosso sustento. Sem os turistas nós iriamos a falência rapidinho. – Molly a respondeu passando um pano balcão. – Afinal quem que já mora aqui iria se interessar sempre no mesmo programa?
— Eu sei. Só que precisava ser tantos assim? – Gina continuou a reclamar.
— É por eles serem muitos, que temos dinheiro o suficiente para alimentar a todos. – Molly disse contrapartida.
— Como se a senhora se importasse com dinheiro. – Gina respondeu depois de tomar o último gole da água.
— Dinheiro não traz felicidade, querida. É só um pedaço de papel que os humanos usam para conseguir as coisas.
— Sei disso, mamãe. É esse pedaço de papel que nos sustenta no mundo dos humanos.
— Isso mesmo, querida. – Molly prontamente concordou.
— Eu já vou voltar ao trabalho mamãe. Rony me mata se eu o deixar sozinho por muito tempo. – Gina avisou jogando a garrafa vazia no lixeiro ao seu lado.
— Tudo bem, querida. Tenha uma boa segunda rodada. – Molly disse e voltou as suas funções quando algumas pessoas entraram na lanchonete.
— Obrigado, mãe! – Gina a respondeu sorrindo enquanto saía da lanchonete rumo a entrada do zoológico em busca de mais um grupo de turistas, afinal tinha que manter o sustento da família.
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No fim do dia....
— Gina, podemos conversar um instante? – Rony a chamou depois de segui-la até a cozinha.
— Claro, Rony. Sobre o que? – Gina o respondeu pegando um copo e indo em direção a geladeira.
— Preciso da sua ajuda. – Rony disse em um tom meio acanhado mistura com um decidido.
— Minha ajuda? Com o que? – Gina perguntou curiosa servindo-se de água e bebendo-a.
— Para pedir Mione em namoro. – Rony explicou e na mesma hora Gina cuspiu o que estava em sua boca.
— O que!? – Gina falou tossindo um pouco.
— O que você ouviu! Preciso da sua ajuda para pedir Hermione em namoro. – Rony repetiu agora com um tom mais confiante e decidido enquanto o acanhado tinha ido completamente embora.
Gina o olhou por alguns momentos recuperando-se do pequeno engasgo.
— Como assim, Ronald? Não sabe pedir uma garota em namoro?
— Claro que sei! Mas, preciso da sua ajuda... porque tem que ser romântico... especial, com todas essas coisas que vocês meninas gostam. – Rony confessou. – Hermione é especial.
Gina o avaliou por alguns momentos e pode ver que Rony estava nervoso, mas estava ali pedindo sua ajuda e sendo completamente sincero. Conhecia Rony, sabia quando ele estava mentido.
— Tudo bem, maninho. Você tem alguma ideia do que fazer?
— Não! Acha que seu tivesse estaria te pedindo ajuda, Gina? – Rony respondeu com um pouco de grosseria, estava começado a ficar impaciente. Gina só sabia perguntar? Ele havia pedido ajuda não perguntas.
Gina rolou os olhos e disse sem realmente considerar a ideia.
— Que tal recitar um poema?
Mas então viu Rony fazer uma expressão. Como se estivesse mesmo considerando fazer o que ela sugeriu.
— Rony... eu estava brincando. Não era para considerar.
— Porque não? Digo... acho que seria uma boa! – Ele respondeu animado e virou-se saindo completando com um:
— Vou ver o que consigo fazer!
— Ro... – Tentou chamá-lo de volta, mas ele já estava no andar de cima – Meu irmão é muito brega. – Falou sorrindo consigo mesma.
Largou o copo que ainda segurava no balcão e o seguiu escada acima e foi em direção ao quarto do irmão. Bateu na porta e ele a atendeu rapidamente... sem camisa.
— Meu deus, estou cega! – Gina exclamou colocando as mãos no rosto cobrindo os olhos.
— Muito engraçadinha... entra. – Rony disse lhe dando passagem. Gina entrou e logo acomodou-se na cama do irmão, assim como ele fazia quando ia ao seu quarto.
— Rony, nada de poema. – Gina voltou ao assunto.
— Por que diz isso? Você mesma sugeriu. – Rony perguntou confuso.
— Rony, eu estava brincando. Você ao menos sabe escrever um poema? Ou recitar um?
— É claro que não. É para isso que serve a internet maninha. – Rony respondeu sorrindo orgulhoso de sua solução.
— É. Você não acha que Hermione irá perceber que o poema não foi feito por você, gênio? – Gina o perguntou com sarcasmo.
— Como poderia? – Rony duvidou.
— Ah... não sei. Talvez pelo fato de nossa querida Hermione ser um Google ambulante.
— Então o que você sugere? – Rony voltou a pedir ajuda sentando-se na ponta da cama encarando a irmã.
— Seja você mesmo. – Gina respondeu se levantando da cama e indo em direção a porta.
— Ser eu mesmo, como eu faço isso? – Rony perguntou antes que Gina pudesse sair.
— Apenas peça, Ronald. Duvido que ela não aceite.
— Como pode saber disso? – Rony perguntou e demonstrou insegurança.
— Rony, Hermione é minha amiga, acredite, eu sei que ela aceitará.
— Acha mesmo que devo ser eu mesmo e simplesmente pedir?
— Sim.
— É que vocês me chamam sempre de legume insensível que meus sentimentos cabem em uma colher de chá e...
— Ronald, apenas peça. – Gina o cortou e se aproximou do irmão voltando a sentar-se na cama. – Se Hermione quisesse todas essas coisas que você diz que meninas gostam, ela não estaria investindo em você. Vamos admitir, você não é um dos mais românticos, e ela sabe. Tenho certeza que ela não está esperando algo bonito e grandioso. Ela só está esperando que venha. Ela conhece você, Ronald. Ela gosta de você, não desse cara que está tentando ser. Então só seja você. – Levantou-se e passou a mão nos cabelos de Rony bagunçando-os e em seguida saiu do quarto deixando o irmão sozinho com seus próprios pensamentos.
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