Notas iniciais
Recebi alguns conselhos de uma amiga que me disse que seria melhor colocar a fanfic em 1ª pessoa, portanto, vou tentar fazer isso nesse capítulo. Se gostarem, por favor comentem. Aviso desde já que eu não tenho muita prática em fazer textos em 1ª pessoa. Obrigado, boa leitura.

Semanas depois, eu saí daquele jornal ridículo que me pagava tão mal. Finalmente consegui um emprego de verdade com um editor chefe chamado Jonathan Silva, um brasileiro. Mas por que será que brasileiro tem que ter Silva no nome? Enfim... Comecei uma relação séria com a Annie e parecia que tudo estava dando certo na minha vida, como nunca tinha acontecido antes! Só parecia...

Os meus problemas começaram quando eu estava em casa com a Annie, assistindo filme e o celular tocou. Eu precisava atender, já que tinha entrado no emprego há pouco tempo.

–Alô?!

–Brock?! Sou eu, Jonathan!

–Senhor Silva, oi! Algum problema?

–Se eu estou te ligando a essa hora é por que tem um problema!

–Como eu posso ajudar, senhor?(Infeliz mal educado!)

–Um cientista muito famoso fez uma descoberta incrível usando DNA de répteis, e eu preciso de uma matéria completa! Você tem que descobrir como ele fez, qual foi o incentivo dele, quais ''poções mágicas'' ele usou! Eu quero que você descubra TUDO!!

–Ok, mas qual é o nome do cientista?

–Doutor Curt Connors. Eu vou te dar o endereço da casa dele...

Eu fui até a casa do doutor Connors e fiquei um tempinho dentro do carro, pensando. Novamente, fui movido pela minha ânsia de fama e tive a ideia de transformar a história do Connors no maior furo jornalístico já visto! Posso dizer que foi a pior ideia que eu tive em anos! Tudo que eu precisava para fazer dar certo era achar um mínimo erro de cálculo.

Depois de pensar e repensar, eu saí do carro, me aproximei e bati na porta da casa dele.

–Olá.-Disse ele enquanto me olhava da cabeça aos pés.

–Oi, Dr. Connors. O senhor não me conhece, eu sou Eddie Brock do jornal ''Globe'' e estou aqui para fazer algumas perguntas sobre sua recém descoberta sobre o DNA de répteis.

Ele explicou cada etapa de sua pesquisa e eu anotei tudo. Cada pergunta feita tinha uma resposta científica- que eu não conseguia entender!-.

Assim que cheguei em casa, fiz uma pesquisa completa para saber um pouco mais sobre o que eu iria falar e acabei descobrindo que a pesquisa do Connors estava relacionada a uma forma superior de mutação genética. Com todas as informações que eu tinha, não demorou muito para fazer a matéria perfeita, que iria expor o Connors e me levar à fama!

No dia seguinte, quando eu mostrei ao Jonathan, o homem-aranha apareceu do nada e me fez parecer um idiota. Ele deu uma explicação mais convincente que a minha e fez as minhas palavras parecerem falsas.

–Hunf! Você tá demitido, Brock!-Disse o Jonathan.

–Jonathan, espera! O Connors realmente pretende levar essa pesquisa a diante!

–FORA DAQUI!!!-Gritou ele.

O homem-aranha se aproximou de mim e sussurrou:

–Desculpe, Brock!

–Por que você fez isso?! O que eu falei é verdade!

–Eu sei! Mas se você entregasse o Connors, estaria desfazendo uma família! O filho dele só tem dez anos! Imagina como ele iria ficar sem um pai!-Ele me respondeu.

–Eu perdi meu emprego por causa da sua compaixão!-Eu disse enquanto ia embora.

Quando voltei para casa, contei todos os detalhes para Annie e ela terminou comigo. Novamente eu estava em um abismo! De volta à estaca zero! Para quem queria chegar no topo, caramba, comecei bem!

Após três meses, minha vida estava se ajeitando de novo. Eu comecei como faxineiro em um jornal um pouco mais público: O Clarim diário. O chefe, J. Jonah Jameson sabia que eu tinha intenções maiores, mas com aquele currículo não tinha como eu assumir um cargo superior. Óbvio que é uma profissão digna, mas pra calar a boca do meu pai e de todos aqueles que desacreditaram de mim, eu queria mais! E dessa vez o meu desejo foi realizado... Eu ouvi o chefe falando com um tal de Peter Parker sobre fotos do homem-aranha e eu não pude perder aquela oportunidade.

Comecei a seguir o homem-aranha pra todo lado e em uma semana já tinha várias fotos. Quando eu as entreguei para o Jameson, ele me deu o dinheiro e usou uma delas como foto de primeira página. O Parker ficou furioso, mas o Jameson me deu uma vaga na equipe de fotógrafos. Tudo estava voltando ao normal, só faltava eu me desculpar com a Annie.

Eu liguei para ela, mas não tive resposta, então minha última opção era ir até a casa dela, e eu fui! Assim que ela abriu a porta, me ajoelhei pedindo desculpas. O choro dela me magoou por dentro e trouxe o meu ''eu'' de volta. Depois de me explicar e ''pedir com jeitinho'', ela me perdoou e voltou comigo.

Pouco mais de um mês se passou e tudo estava bem na minha vida, mas como sempre, o maldito homem-aranha estragou tudo! Em uma noite qualquer o Jameson me ligou dizendo que precisava de fotos do inseto...

–É o que?!

–É isso mesmo, Brock! Parece que o mascarado está usando uma roupa preta! EU QUERO FOTOS!!!-O Jameson gritou.

–Tudo bem, chefe! Eer... o senhor já falou com o Parker?!

–Já, mas ele ainda não me mandou nenhuma foto!

–Legal! Eu preciso de alguma pista que me leve até ele!

–Ligue a televisão, garoto! Está em todos os canais!

Então, eu fui motivado pela minha disputa com o Peter!

O homem-aranha estava em uma igreja, tendo uma luta com um cara vestido de abutre. Aquela foi a primeira vez que eu vi o aranha quase matar alguém! Ele chegou muito perto de matá-lo, mas parou no último segundo. Tentei me aproximar pra tirar algumas fotos, mas o infeliz me prendeu em uma teia embaixo do sino.

Eu fiquei me debatendo por alguns minutos, até eu ver o homem-aranha lutando para tirar o uniforme. Eu me perguntei se ele tinha ficado louco de vez. Como alguém pode ter sacrifício para tirar uma roupa?! Foi então que eu percebi que o uniforme estava se desfazendo e se transformando em uma gosma preta e quanto mais ele batia no sino, mais aquela coisa ia se deformando, escorrendo pelo corpo dele. Em um momento, ele tirou a máscara e eu consegui ver o rosto, mas não acreditei quando eu vi que era Peter Parker.

Depois de tirar aquela coisa, o Parker foi embora e me esqueceu pendurado lá. Poucos segundos se passaram até a gosma me achar e começar cair em cima de mim. Parecia uma sombra viva, que foi se agarrando no meu corpo e se conectando diretamente com o meu cérebro.

–Eddie Brock, nós podemos sentir o seu ódio pelo aranha-Parker, nós podemos sentir seu ódio pelo seu pai, seu ódio pelo mundo!!! Nós podemos sentir a sua raiva, a sua frustração pelo o que o inseto fez com você! Temos um inimigo em comum, Eddie Brock! Junte-se a nós, mente, corpo e alma! Vamos ser melhores, mais fortes, mais rápidos!

–Sim!!! Vamos ser melhores!!! Vamos ser veneno para o homem-aranha!!! VAMOS SER VENOM!!!

CONTINUA...

Notas finais
Quando falei de brasileiros e de faxineiros eu não estava desvalorizando ninguém, até por que eu sou brasileiro e tenho Silva no nome :D eu apenas inseri um pouco do humor e quando falei de faxineiro apenas relacionei o que o Eddie queria e o que estava em suas mãos.