A saga de Nina: O Muiraquitã Branco
1 Prólogo
No centro da floresta havia uma grande árvore que ocupava o equivalente a um campo de futebol, era espaçosa, tomava todo o espaço para si, mas estranhamente, à sua volta não haviam outras árvores, seria essa uma árvore solitária? Sempre esteve ali, com a mesma aparência, com seus galhos fortes que aguentariam até mesmo uma baleia, e suas raízes tão firmes que nem mesmo um furacão as tiraria dali. Esta era uma árvore especial, suas folhas tinham o formato de um coração, suas flores pareciam com um arco-íris de tão coloridas, era alta como um arranha céu, e parecia feliz, mas que coisa estranha uma árvore feliz. Ela passava o dia ali, esperando que o dia passasse, porém, com o aproximar da noite ela ia mudando, suas folhas antes verdes, tornavam-se um amarelo dourado, como se em uma tarde, se passasse todo o outono. De repente ela se inflamava, o fogo que saia de suas raízes, subia por seu tronco até cobrir cada folha, era aterrador e ao mesmo tempo magnifico, mas a árvore era boazinha seu fogo não queimava, apenas a destacava, como se fosse uma árvore de natal, e então começava a cantar, quase como um passarinho, não queria acordar os animais diurnos da floresta, mas queria cantar, pois era a noite o seu despertar.
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