A ressurreição do fantasma vigilante
12 Uma noite para recordar. - MoX Dc
Notas iniciais
Não quero fechar meus olhos. Eu não quero adormecer. Porque eu perderia você, querida. E eu não quero perder nada...
Ao escutar o Hit do Aerosmith tocando nas caixas de som do shopping, Monica não pode deixar de sorrir. Sempre que ela ficava com o Dc, ele murmurava os trechos contra seus lábios. Ninguém nunca fizera isso com ela antes, mas ele era o Do Contra, inovar era o que ele fazia de melhor. Depois da alegria toda, veio a tristeza. Ele não tinha perdido a, ela é que tinha, deixando ele morrer enquanto dançava com outro...
Dc nunca permitiria que ela falasse assim de si mesma. Ele não quis ir ao baile e ela não insistiu. Talvez seja por isso que ele foi, para contrariar. As vezes era difícil namorar o DC, mas sempre era muito bom... Que saudade ela sentia dele.
Antes de tudo começar, do fantasma aparecer e a Denise mudar, estava tudo bem entre eles.
Uma semana atrás
DC tinha acabado de chegar na casa da Monica. Ele queria vê-la, mesmo fazendo apenas um dia que não se viam.
– Amor – disse DC – olha o que eu trouxe pra você!
Monica olhou sem entender para a palheta de guitarra verde que ele lhe entregara.
– Uma palheta de guitarra? Serio DC
Ele balançou a cabeça negativamente.
– Olhe o verso.
Monica o fez. Estava pintado ali de vermelho as palavras: vou te beijar.
Antes de ela terminar de ler, do contra pegou a pela cintura e a beijou desesperadamente como se fosse perdê-la.
Ele a carregou para o sofá e deitou a lá, entre beijos e mais beijos. O momento ainda não estava perfeito, mas Monica não estava pronta para isso. Ela empurrou DC quando ele estava passando a mão por dentro da camisa dela.
– Ainda não DC. – pediu Monica.
Para um cara que sempre fazia as coisas ao contrario, seus hormônios não resistia ao corpo de Monica. Ele era hétero, coisa rara nesse mundo onde o homossexualismo é cada vez mais frequente, então não mudaria o estilo de vida do garoto.
– É claro que eu vou te respeitar. – disse Dc sorrindo e roubando outro beijo da garota. Ele era desse jeito, sempre sincero e ela gostava assim.
– Tá legal... – disse Monica. – o que eu e o meu namoradinho querido vamos fazer hoje?
DC piscou.
– Palhaço com panquecas? – ele mostrou o DVD.
Monica já assistiu a aquele filme de merda vinte vezes e ele durava seis horas.
– Eu não vou ver isso de novo!
DC pareceu chateado.
– Okay, então que tal...
– Monica! – gritou dona Luíza. – O que é isso aqui?
Monica sorriu envergonhada para DC.
– Tenho que arrumar o meu quarto...
Ela sabia que ele vinha, então ficou lá, tentando achar a roupa certa, que poderia ser discreta, ao mesmo tempo que provocante.
– Eu te ajudo. – disse DC andando atrás dela.
Monica parou e o empurrou de volta para o sofá.
– Me espera aqui.
DC riu e se levantou.
– Monica, eu não me importo se tem roupas esparramadas, livros ou revistas. Eu só me importo com você.
A menos que seja uma revista de homens nus, aí ele se importava, mas ele não disse isso.
– Que fofo DC – disse ela, sabendo que era uma desculpa para ter acesso à cama dela, mas ainda assim era fofo.
Quando chegaram ao quarto, Monica e DC puseram se a recolher as roupas e jogá-las em cima da cama. Em algum momento, DC esbarrou na mão dela.
Rapidamente ele jogou as roupas para o ar e Monica se viu no seu colo, beijando DC.
Ele se inclinou para trás e caiu na cama.
– Está com algum problema? – ele pergunta.
– Não. – ela diz deitada, ainda em seu colo.
– Que bom. – ele sussurrou com a voz grave em seu ouvido e beijou lhe o pescoço, fazendo com que ela gemesse de prazer.
As mãos de DC se moviam rapidamente pelo seu corpo. Ela queria que ele tocasse suas partes mais intimas, mas ele não o fez. Sabia que ela tinha medo.
Monica nunca quis que outra pessoa lhe tocasse ali...
– DC... – ela sussurrou. – senti saudades...
– Acredite... eu senti mais. Ele retornou a beija-la.
De repente, ouviram o barulho da campainha. Não era uma boa hora para que Magali chegasse.
– Tenho que atender... – disse Monica se afastando, mas DC a puxou de volta.
– Fica comigo... – ele disse passando as mãos pelo seu quadril e beijando seu pescoço.
– DC... – ela disse sorrindo – eu tenho mesmo que ver, é a Magali com as fantasias.
– Fantasias para que? – pergunta Do Contra sorrindo.
– Para o baile do Masquet. – disse ela ainda sorrindo.
DC não pareceu muito feliz.
– Ah, esse baile. – sua voz estava rouca e chateada.
– O que houve DC? – perguntou Monica.
– Por favor, não vá nesse baile. – pediu DC.
– Por que não posso ir? É meu pai agora? – Monica odiava que mandassem nela. Ela sempre foi assim, cabeça dura e teimosa.
– Não é isso. É comum demais, todos vão ir...
– Você é o Do Contra aqui, não eu! – disse Monica se irritando – se não quiser não vá!
Depois bateu a culpa, quando viu sua expressão chateada.
– Qual é DC, por que não? – perguntou com aqueles olhos grandes e castanhos tão lindos que a maioria das garotas tem inveja.
– Quer saber por que? – DC pergunta. – é por causa daquele cara ano passado. Sei que você ficou caidinha por ele.
Monica não se lembrava, não lhe veio nem um nome na cabeça. Ela só se lembrava de estar na festa com Magali, esperando que Ce aparecesse, mas ele não apareceu. Só tinha uma pessoa que lhe deu atenção de verdade naquela festa. Monica corou. Ela tapou a boca e se sentou na cama.
– O fantasma vigilante... – ela sussurrou. Não acreditava que tinha se esquecido dele
– Está vendo? – disse DC. – é assim que você fica por ele, é por isso que não quero que vá.
Monica sorriu.
– Está com ciúmes como qualquer namorado? – provocou. – Ownnnnt...
Dessa vez, DC que sorriu.
– Não, um namorado qualquer iria com você e não soltaria sua mão até o final. Eu confio em você Monica.
Monica o beijou, um beijo lento e demorado. Eles só pararam quando Magali bateu na porta impaciente.
– Eu tenho mesmo que atender, Dc. – disse Monica sem querer sair do beijo.
– Tudo bem. – disse DC dando um selinho e se afastando.
Quando ela abriu a porta para Magali, DC se despediu das as amigas e sussurrou de modo que as duas pudessem ouvir:
– Durma bem essa noite, se não eu vou dormir junto para garantir.
Magali e Monica subiram as escadas e estavam se trocando quando Magali resolveu brincar.
– Agora eu entendo. – disse Magali. – te perdôo pela demora.
A garota piscou. Monica mostrou a língua.
Magali nota o olhar da garota.
– Está pensando nele, não é?
Monica franziu o cenho.
– No DC?
– Disfarçou bem, mas não é ele.
– Ah ta, dele. – Monica suspirou. – nem sei o que dizer Magá. Eu posso até sentir o olhar dele...
Magali olha pela janela.
– É porque ele ta te olhando. Monica, vem logo!- grita Magali puxando o braço da amiga.
– Deve ser só o Poeira Negra.
– Quem me dera fosse só isso. Olha aqui. — Magali aponta para o telhado da casa de DENISE.
– Aquele não é o fantasma vigilante?
Monica pode sentir seu coração bater mais forte, algo q nem DC e nem Cebola poderiam fazer.
TEMPO ATUAL...
Monica ainda se lembrava da sensação. Ela não pensou que o fantasma fosse mudar e ficar insano. O pior erro da vida dela foi deixar DC deixá-la ir sozinha....
“ Do Contra, — ela pensou – Eu te amo.”
Fale com o autor