A ressurreição do fantasma vigilante
29 O verdadeiro dono do sorriso do Fantasma
Notas iniciais
PoV Monica
Quando eu vi o rosto, meu mundo se desabou. Ele era tão lindo, do jeito que eu me lembrava, e estava sorrindo. Mas eu o conhecia bem para saber que estava com raiva.
E facil perceber sorrisos falsos, basta só olhar os olhos, não ha como disfarçá-los, eles sempre vão te trair. Mas quando se trata dele, você nunca tem certeza de nada.
Estava tão na cara.
Aquele dia quando o Toni e o Felipe tentaram me agarrar na festa, ou quando o Cebola sonhou comigo daquele jeito... Nada foi real.
Quando você ama alguem de verdade, você nunca consegue pensar em se aproveitar dela. Só podia ser ele o tempo todo.
O que há debaixo do sorriso do Fantasma? Nunca saberei eu acho, aquela vez não foi legal, mas tenho que começar como toda história, do começo, afinal, não sou o Do Contra, e já não tenho ele mais.
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– Cebola! Você sabia o tempo todo! Porque não me disse? — Gritei. Traidor. Fazia apenas alguns minutos desde que o fantasma mostrara o rosto.
– Você não perguntou. — Ele sorriu. Era um sorriso irritante, mas ainda me atraía. — E estava meio na cara, você tinha todas as pistas.
– Que pistas?
Então ele começou a contar as coisas que fui cega demais para ver.
– No dia em que o DC estava na sua casa, o fantasma apareceu assim que ele saiu não foi? Ele foi para a casa da Denise. Antes disso, eu tive uma conversinha com o DC.
~ Flashback mode on~
– O que você quer Cebola? — perguntou Do Contra quando Cebola o puxou.
– Eu preciso de sua ajuda. Você é essencial no meu plano.
– Eu te ajudar num plano infalível? Ta doidão?
Cebola sorriu.
– Ninguém quer me ajudar num plano.
DC olhou para o lado.
– E todos aqueles que tentam me copiar topariam. Sou contra.
– Nesse ninguém ia topar, porque preciso de sua ajuda para reconquistar a Monica. NENHUM namorado toparia
Dc olhou para o céu.
– Deusa, porque comigo?- E depois para Cebola. — Eu topo.
~ Flash back paused ~
– Você fez o que? — Eu estava a ponto de esganar o garoto. — E como o DC pode topar algo assim?
Cebola sorriu.
– Não sei como não tentei isso antes. Nenhum namorado toparia coisa do tipo, DC não é qualquer namorado...
– Eu vou te matar seu desgraçado!
– Então não vai saber o resto da história. Posso continuar?
Mordi o lábio.
– Sim...
~ Flashback on~
– Mas eu só topo para provar que esse plano irá falhar como qualquer outro. Monica me ama de verdade e você não terá mais chance.
– São detalhes amigo. Venha, vamos "falar" com o Toni.
Toni estava esperando os dois na praça como era o combinado.
– Está tudo certo Cebola? — perguntou Toni sorrindo. Cebola contara o plano para DC no caminho, ele não gostou muito, mas topou, porque queria ver se a Monica se apaixonaria de novo por outro cara.
– Sim está. — disse DC impaciente. — Vamos logo com isso ok?
– Tudo bem. — disse Cebola. — A roupa está aqui, a bengala também. Vamos logo com isso.
– Você está se esquecendo disto. — Toni pegou a espada de prata da sua mochila.
Cebola sabia que Toni era um ótimo espadachin. Ele tinha que tirar essa dúvida que o consumia. Quem era quem naquela história do Fantasma?
Tecnicamente era uma metafora, Tres homens desejavam a garota. O principe, o fantasma e o imperador. Um a queria por poder, nas mesmo assim a amava. O outro homem so queria seu amor e largaria tudo por ela. Mas o fantasma... Esse era um misterio.
– Cebola! — gritou Do Contra — está dormindo?
Toni deu um soco fraco mas costas do garoto.
– Isso foi desnecessário. Vai vestir a roupa Toni.
Os dois garotos se viraram com nojo enquanto o outro se despia.
Quando ele terminou de se vestir, começaram o ritual.
~ Pause ~
– Vocês colocaram um espírito no corpo do Toni? — Eles só podiam ser loucos.
– Sim, nós o fizemos. Tinhamos um plano perfeito...
– Como todos os seus quando éramos crianças? — provoquei.
– Sim, os que você gostava, que te faziam sentir importante o suficiente para perdermos mais tempo com você do que qualquer outra garota. — Pude me sentir corar.
– Continua a história.
~ Play ~
Depois de colocarem o fantasma no corpo do garoto, só faltava um passo. Eles deveriam matar o Toni com a propria espada.
– Cebola, não! — gritou Dc quando a espada estava erguida sobre o pescoço do garoto.
– Tem razão. — ele abaixou a cabeça. — Eu jamais conseguiria.
E largou a espada.
– Então deixa comigo! — DC a pegou antes de cair e a enterrou no... Banco.
– O que estão fazendo? — perguntou o Toni, não. O Fantasma Vigilante.
Cebola se virou, apenas para ver o homem segurando a bengala e os olhando incrédulos.
– A gente conseguiu mesmo! — Cebola praticamente gritou. — Precisamos saber a origem das nossas almas e toda a história do Fantasma Vigilante e da Dama de Branco!
– Porque devo contar-lhes meus feitos a reles pirralhos que pensaram que poderiam me matar?
– Não queríamos te matar. É o que fiz a invocação. — Dc mostrou o pergaminho de Cebola.
– Vocês acharam isso na casa de Bianca. Ela estava meio irada comigo nesse dia, então fez essa brincadeirinha. Esse feitiço não é uma invocação, é um pacto com o Diabo.
Cebola e Do Contra tremeram.
– O que quer dizer com isso? — Gaguejou Cebola.
– Suas almas agora estão ligadas com quem vocês eram antes, e como todos eles pecaram, vocês agota estão condenados ao inferno.
Dc deu um soco no rosto de Cebola e o fez cair no chão.
– Desgraçado! A culpa e toda sua.
– Acalme se jovem. Ainda tem um jeito, mas vou terminar o que comecei aqui aquele dia. Cebola, essa partida agora é entre mim e você, prepare o seu exército. Se você ganhar, pode ficar com a Monica... Mas se eu ganhar, quero a alma dela para mim.
– E onde eu entro nisso? — Protesta Do Contra.
– Você tem um papel importante aqui meu amigo. Venha comigo e eu liberto a sua alma, e a de Monica.
– Como vou saber se não está mentindo?
– Não vai. Mas se quiser continuar do lado dele nunca vai ganhar.
– Nisso você tem razão. Vamos para onde?
– Hey! — protestou Cebola. — Seus traidores. Esse plano é meu!
O Fantasma o olhou sorrindo, compreendendo o que ele pensava.
– Você sempre vai perdê-la Vegetal. Sempre. Mas mesmo assim vai lutar por ela até a morte. É o seu destino.
– Eu faço o meu proprio destino, Fantasma.
– Garoto, não sou ele e nunca fui. Meu nome de verdade é Mourrice. Sou o cara por quem ela se apaixonou. O fantasma foi o cara que eu enterrei e meu melhor soldado.
Ele virou as costas.
– Outra coisa, nenhum de nós vai ser bom o suficiente pra ela. Nunca.
Cebola ficou com os pensamentos latejando. Ele nunca seria bom para ela ?
Infelizmente era verdade.
Cebola abaixou a cabeça. Seu plano não acabara.
~Flashback off~
– Mas então... — ele ainda me deixara confusa.
– Não Monica. Junta tudo. Aquele foi um dia antes do Do Contra chegar, ele acabara da sair de
de sair de sua casa. Aquela noite no baile é onde íamos armar tudo. Por isso DC não queria que você fosse, mas teimosa do jeito que é, não deu chance para o garoto. Ele deveria topar o plano.
– É a minha vez de contar a história agora. — Aquele rosto que eu conhecia tão bem, ja não era mais familiar. Ele não era o meu fantasma, não podia ser, porque...
~ pov Fantasma~
Naquele dia o fantasma foi na casa de Denise, mas ele não era o Dimitri.
Aquele dia no Halloween, Do Contra foi na casa de Bianca. Ele não era normal e ela não tentou roubar seu coração. Do Contra a achou chorando no chão. E a ajudou a se levantar. Ela tentou expulsá-lo virando fantasma, mas em toda aquela maldade, ele soube que ela era diferente, perdida, apaixonada, assim como ele.
Eles ficaram amigos rápidos e ele te reconheceu. Dimitri sabia disso, pois os demonios viam tudo. Ele usou essa amizade para fazer Bianca se lembrar de mim. Então usou essa força para me trazer de volta.
Naquele dia fui a casa de Denise e a convenci de me ajudar. No começo não me importava com ela, mas aos poucos se tornou minha amiga. Denise foi a garota que eu confiei e que me entendia, mesmo postando a história toda no seu blog.
Um dia lhe entreguei meu anel e pedi para que ela nunca tirasse. Bianca me ajudou muito, em troca de minha alma.
Naquele dia eu lhe prometi coisas que nunca poderia lhe entregar, então ela se cansou e trouxe seus amigos pro inferno.
No dia do baile, você não dançava com Toni, dançou comigo desde o começo. Então eu dei o sinal para a Denise, mas Mourrice me traiu e contou a ela que a minha alma e a de Do Contra estavam ligadas. Então o matou.
Desse jeito tomei o controle todo do corpo para mim. Eu te disse que fiquei de olho nele, deixei Cebola te avissasse quando fez que o rádio tocasse tocasse um brinDe para nunca Crescermos na tal festa. Pedi a Denise para que lhe lembrasse do caixão fechado. Fiz uma festa para que não ficasse triste. Você sabia Monica. Meu demonio se transformou na Denise ao inves de você, por que nunca consegui te imaginar daquele modo...
– Só não entendo uma coisa — disse Monica com lágrimas nos olhos. — Eu vi seu rosto, não precisa mais esconder, não fale de si mesmo na terceira pessoa.
– De um jeito Milayde — abaixei a minha cabeça. Era duro o que ia falar agora. — eu não sou mais o seu Do Contra. E ele é o seu fantasma. — Apontei para o Cebola. — Sempre foi.
– Por que diz isso? — Ela parecia confusa.
– Porque naquele baile, ele foi o fantasma. O plano seria alternar entre Do Contra e o fantasma e ver qual você realmente amava. Você deixou que ele te beijasse, varias e várias vezes.
– Foram roubados.
– Monica!- Disse Denise para ela. — o Dc ainda ta "morto" sabia?
Ela se referia a minha alma.
– Não entendo...
– Onde está o demonio! — gritei enquanto via todos ali parados ouvindo a minha história.
– Está ali babando no chão.
Me assustei.
– Demonios não morrem! Eles se curam muito rápido e não sentem dor! Só tem um motivo para ele estar aqui, onde está a espada?
– Ali! — Gritou o garoto nu apontando para uma rocha, onde ele desenhava uma lua com uma estrela presa em dua extremidade. O símbolo de um portal.
Corremos todos até lá.
– Parado aí, Fantasma. — ele apontou a espada para mim. — Eu vou acabar com isso de uma vez
– Traidor! — gritou uma voz que eu reconheci rapidamente.
– Como teve coragem de mentir assim? De brincar comigo desta maneira? — Bianca estava irada e na forma de um fantasma.
– Que bom te ver meu amor. — disse Mourrice. — vamos para um lugar mais reservado.
O portal se abriu e ele pulou por dentro da rocha.
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– Pra onde isso leva? — perguntou Denise abraçando o fantasma e deitando sua cabeça no ombro dele. Monica sentiu ciúmes, agora ainda pior, por saber que ele era o Do Contra, mas não disse nada.
– Para o último teste, onde se repousa a alma de Do Contra. Nãoe sigam! — e ela pulou na rocha e sumiu.
– Eu cansei de mentir. — disse o fantasma.
– Desde o começo, minha intenção foi atrair Monica e Cebola aqui para baixo e trancá-los junto com Bianca, assim minha alma descansaria em paz. Mas vocês me lembraram como é viver, como é ser humano. Eu juro que devolvo o corpo para o Do Contra quando sair daqui, mas vou avisá-los, se entrarem ali vamos todos morrer. Lá é o poço sem fim do inferno. Quem vem comigo?
Eles hesitaram um pouco, então Denise deu um passo a frente e ficou do seu lado. Depois Magali. Então Titi, Cascão e o Cebola. Monica ficou para trás.
– Eu... Não posso. — e fechou os olhos.
O Fantasma se aproximou dela.
Monica o olhou nos olhos e ele disse palavras ineditas, mas que Monica podia jurar que já ouvira antes.
" Eu sempre vou estar com você Mônica, mesmo que me deixe e escolha outro, eu sempre vou te vigiar . Eu te amo e sempre vou te amar."
Aquilo a fez chorar.
– Posso estar estranho, mas ainda sou seu DC. E mesmo não querendo, vai ser sempre minha Milayde, mesmo eu não sendo o cara certo para você.
E Monica o beijou.
– Você sempre será perfeito para mim, Do Contra. Nunca pense o contrario.
As palavras de Mourrice ecoavam na sua mente. Enquanto assistia aquele ultimo beijo, antes de que todos entrassem bo portal e embarcassem na auto estrada do inferno.
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