Notas iniciais
Gente, esse cap é o mais importante da historia para mim, pois explica bastante. Eu queria fazer algo diferente e então coloquei trechos de todos os caps da minha outra Fanfic, A Queda das Estrelas, que se foca no Fantasma Vigilante e na Bianca, então por favor, me digam se vale a pena postar. Não vou enrolar mais, então, o Cap.

Bianca não queria sair do Baile, dançar novamente com o seu fantasma foi incrível e aquela foi a única vida em que o seu amor nunca apareceu. Mas mesmo sendo um daqueles momentos perfeitos, ela sabia que não era real. Bianca, ainda dentro do grande salão se pos a lembrar daquele dia. Ter sua memória de volta foi a melhor coisa da sua vida.

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A queda das estrelas.

– Meu senhor! – gritou Dante depois de terminar de matar o ultimo soldado. – Isso não está dando certo! Temos inimigos dos dois lados, nunca iremos ganhar assim!

O príncipe Mourrice abaixou a cabeça, fazendo com que os seus cabelos loiros e longos acompanhasse o movimento.

– É verdade. Mas não vou abrir mão dela.

Dante deu dois passos à frente e se curvou diante do príncipe.

– Meu senhor, com todo o respeito, é só uma espada de prata, e é horrível em batalha!

O príncipe se levantou e fez com que seu servo se levantasse também e encarasse seus olhos. Dante podia ver a dor do príncipe Mourrice. Chegava a transparecer naqueles olhos azuis. Ele era isso mesmo, um príncipe perfeito e que todas as mulheres desejavam, mas ele continuara príncipe, pois nenhuma mulher conseguira ganhar seu coração. Ele sabia lá no fundo que jamais seria um rei.

– Meu jovem, você ainda tem muito o que aprender. Aquela espada é a assassina de feras. Todos eles, fantasmas, demônios ou monstros caem em desgraça só de vê-la, mas a verdade mesmo, é que ela possui toda a dor e sofrimento de nossa família por todos esses anos.

– Então, sendo assim, não seria melhor entregá-la de uma vez? – Dante não conseguia entender. A espada só continha desgraça, então por que o príncipe a amava tanto?

A risada de Mourrice foi triste.

– Você não entendeu. Ela é poderosa porque a dor te fortalece. Ela pode guardar mágoa e tristeza, mas também possui a nossa força. – ele se virou e suspirou. – mas contudo, posso abrir mão.

– Senhor, eu não entendo...

– Chame ele. O meu melhor soldado e amigo e juntos vão até o reino do norte. Ofereçam a espada à eles como oferta de paz.

– Espere aí, seria suicídio. O reino deles está cercado e nós somos apenas dois.

O príncipe olho para o chão. Ali o sangue de dez homens molhava o chão do ultimo ataque.

– Você sozinho conseguiu destruir todos esses soldados, tenho certeza que os dois conseguiram chegar com vida.

– Qual o nome de seu guerreiro senhor?

Ele deu um sorriso sincero.

– Ele gosta de ser chamado de Fantasma.

Dante achou irônico, um fantasma que empunhava uma espada que matava fantasmas, essa aventura não seria uma perda de tempo total...

(...)

– Esse é o ultimo! – gritou o fantasma enquanto cortava o peito de um guerreiro que lhe impedia a passagem. Ele já se acostumara com a espada, mas ela continuava sendo horrível para batalhas. Seu parceiro, Dante, era o melhor que qualquer homem podia ter. Ele era legal, divertido e não tinha medo de te corrigir quando estava errado. Dante era um bom homem, o Fantasma entendia agora o porque ele era tão importante para o rei.

– Graças à Deus! – Dante bufou limpando a testa com um lenço. – Como você agüenta usar isso num calor desses? – Dante apontou para a roupa do Fantasma. Era pesada, mas resistente. Quase nada poderia perfurar, mas era quente, muito quente.

– É só uma questão de Estilo. – ele sorriu. – nós limpamos esse portão, acha que o tal rei vai ficar feliz e não nos matar?

– Assim espero.

Os guardas que os ajudaram abriram o portão.

– Somos muito gratos pela sua ajuda, o rei deseja falar com vocês.

O Fantasma soltou uma risada.

– E só levou dois dias para decidir. Vamos Dante.

Ele puxou o companheiro para dentro, recusando o acompanhamento dos guardas. Eles não eram uma ameaça ao rei, até por que eram apenas dois em reino inimigo.

– Senhores, vocês devem esperá-lo aqui!

O guarda gesticulou para uma porta do outro lado do palácio.

– Senhor, acho que devemos obedecê-los. – preveniu Dante.

O Fantasma sorriu de novo.

– Tolice, já esperamos tempo demais!

Ele apontou sua espada de prata para o pescoço do soldado que insistia em acompanha-los.

– Nós vamos entrar pela porta da frente. Nós temos experiência com reis, não precisamos de você.

O Guarda não gostou muito. Ele era um ótimo espadachim, mas arrogante demais. Quem aquele cara pensava que era? Mas o guarda o deixou passar.

Se arrependeram assim que entraram pela porta da frente e se viram em meio à um baile de máscaras. Todos estavam elegantes e belos, como se fossem todos membros da Elite local. Com vergonha, começaram a andar em meio ao povo, que os olhavam com nojo.

– Da próxima vez me escuta! – Dante sussurrou em seu ouvido.

– Foi você que deu a ideia! – retrucou o Fantasma.

– Ah, agora foi eu não é? Seja homem seu covarde!

– Se não foi sua culpa, foi minha! – disse o fantasma não gostando dos olhares que recebera das mulheres ali. Parecia que elas queriam devorá-lo. Mas que culpa tinha se era gostoso? – E isso é impossível, eu nunca erro!

Dante lhe deu um soco no braço.

– Não estrague tudo, é nossa única chance de salvar nossa casa.

Eles pararam de frente ao trono, onde o rei se sentava desde que eles entraram no salão e se curvaram.

O rei soltou uma risada gostosa.

– A que devo a honra de ser visitado pelo primeiro ministro do príncipe Mourrice?

Ele se referia à Dante.

– Bom, você já deve saber que precisamos de ajuda. Juntos podemos destruir nosso inimigo.

– E porque eu lhes ajudaria? – o rei gesticulou para que se levantassem.

– Não basta nós termos lhe ajudado à vencer seus invasores?

O rei fitou o Fantasma.

– Senhor ministro, diga ao seu soldado para ter mais respeito...

– Eu não sou um soldado! – disse o homem, arrancando murmúrios das pessoas que estavam ali presentes. – Eu sou o comandante do exercito de Mourrice.

O rei soltou outra risada.

– Você é o famoso Fantasma! sua arrogância e seu cavalheirismo é conhecido em todos os povos. É uma mistura estranha, devo observar.

– Vão se arrumar, sejam bem vindos à minha casa e à esse baile!

As pessoas aplaudiram e logo a musica começou a tocar novamente.

– Meu rei, nós lhe trouxemos isso como oferta de paz.

O Fantasma lhe mostrou a espada. Não possuía corte e era melhor para furar. Era de um modelo simples e não seria nada especial se não fosse feita com a mais fina prata e não tivesse sua própria historia. Dizem que o Pirata Crisaor a utilizou, depois passou a ser de Barba Negra, então veio ao primeiro rei Frances e passou a ser do avô de Mourrice. A espada ficou em sua família desde então. Era uma droga para qualquer um que tentasse usá-la como qualquer espada, mas para quem conhecia o segredo, era a mais poderosa arma que já existira.

O rei se admirou.

– Essa é a...

– Sim, a espada do dragão. O príncipe decidiu abrir mão de seu tesouro mais precioso pelo seu lar.

O rei pegou a espada.

– Eu fico honrado em ajudar! Amanhã mesmo eu envio as tropas ao seu reino!

(...)

Ela era bela, possuía compridos cabelos pretos e usava o mais rico dos vestidos.

– Senhor, essa é a princesa Bianca! – apresentou lhe o rei. – Sinto que não confiam em mim, então eu vou dar o meu bem mais precioso ao príncipe Mourrice, minha filha.

A princesa não parecia muito feliz com isso. O Fantasma fez-lhe uma reverencia.

– Prazer em conhecê-la, Mylaide.

– Mylorde. – ela lhe respondeu com uma delicada reverencia.

– Agora que já se conhecem, poderão partir.

Dante acompanhou a princesa até a carruagem, mas o rei puxou o espadachim.

– Es um valente guerreiro, devo admitir. Por favor senhor, jure que não vai deixar com que nada aconteça à ela enquanto viver.

O fantasma se ajoelhou.

– Eu juro pela minha vida!

– Leve! – o rei lhe entregou a espada. – não a deixe ser levada.

Com uma ultima reverencia, o Fantasma andou de costas e esperou que o rei saísse para virar o corpo e seguir seus parceiros uma ultima viagem.

(...)

– Eu não posso fazer isso Mourrice! – gritou o Fantasma. – Eu a amo e você sabe!

Mourrice desviou a espada.

– É o único jeito de sermos livres. Você não Entende? Esperei esse tempo todo por isso!

O Fantasma atacou novamente com fúria, em vão, pois o príncipe era muito melhor com a espada do que ele, mesmo com a espada do dragão.

Mourrice parou sua espada no ar, girou o corpo e bloqueou a novamente, de modo a ficar cara a cara com seu melhor soldado.

– Eu queria que fosse diferente. Você está cego. – as lágrimas brotavam dos olhos dos dois e corriam soltas pela sua face. Porque o amor tinha sempre que atrapalhar?

– Fique com ela! –disse o Fantasma largando a espada e saindo pisando firme pelo palácio.

Quando a princesa chegou ao seu encontro, ele viu a mágoa e a tristeza dela. Ela amava o também. Ele não podia perder seu amigo e viver uma vida inteira de culpas.

– Bianca, eu lhe deixo livre para amá-lo.

– O...O que? – ela gaguejou. Durante seus dias com o príncipe, ela teve certeza de que ele se apaixonara e que a queria mais do que seu reino e do que sua coroa, mas agora... Que tipo de decisão era aquela?

O homem caminhou lentamente até ela e levantou lhe o queixo.

– Não pense que eu não te amo. Você é minha única rainha, mas quando uma pessoa ama de verdade, ela a deixa livre para ser feliz, inclusive para amar outra pessoa.

Lágrimas escorriam pelo rosto da garota.

– Não chore. A tristeza é um sorriso para a morte. Amanhã mesmo, vai te com ele e nunca mais volte aqui.

Em prantos, pois ela também amava o príncipe, ela saiu do palácio. O rei mandou que procurasse, o Fantasma. por três dias o procuraram e nenhum sinal. Então, no quarto dia, o encontraram enforcado em uma árvore próxima ao tumulo de Dante.

O príncipe, chocado com isso, mandou que lhe trouxessem o corpo.

O Fantasma, agora morto, foi visitar sua Mylaide uma ultima vez enquanto essa dormia.

Ela o viu saindo pela janela de manhã. Tentou lhe encontrá-lo para lhe contar a decisão do príncipe, em vão.

No dia seguinte, foi avisada que o soldado estava morto. Ela não aceitou e pegou o cavalo do Fantasma. Seguiu o vulto da carruagem sem cavalos em meio a uma tempestade.

O príncipe à seguia e tentava alcançá-la, sem sucesso. Quando estava perto o suficiente, viu a caindo do cavalo e descendo ladeira abaixo.

O príncipe pegou seu corpo sem vida e trouxe a de volta para o palácio. Ele depositou o corpo junto ao do Fantasma, assim, eles ficariam juntos, para sempre.

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Bianca se levantou, se despediu dos companheiros e foi atrás de Monica. Ela ia fazer com que a garota sofresse dessa vez, apenas por que teve a chance de ficar com o melhor homem do mundo e lhe partira o coração assim. Ela deveria morrer, mas tinha que sofrer antes, afinal Bianca sofrera e partira o coração do Fantasma, mas a culpa não era dela e ela não tinha escolha. Agora queria a alma dele para todo o sempre, e o único jeito seria acabar com a maldição.

Notas finais
Gostaram? Vale a pena postar? então me deixem reviews. Beijos para todos vocês que estão lendo isso, e tratem de retribuir. Amo vocês.