A queda do Muro

5 Capitulo 5. Momentos de tristeza


Notas iniciais
Capitulo novo uhul (finalmente tirei a poeira dos dedos e voltei a escrever)

Ou não. O dia amanhecia nublado, para combinar com o humor de todos. Uma mistura de tristeza, angustia, desespero e solidão.

Os que não haviam sido mortos na batalha, ao meu ver estavam numa poça de sangue chorando por seus entes queridos, outros estavam trancafiados em suas casas morrendo de medo, e tinha aqueles que estavam juntando outros sobreviventes para lutar. Um esforço praticamente inútil.

Mamãe estava em seu quarto chorando e soluçando tão alto que era possível até mesmo eu, que estava no terceiro e ultimo andar da casa, ouvi-la. Papai estava no quarto de Jean (que também estava chorava desesperadamente), tentando consola-lo. Era possível ouvi-lo dizendo:

–Jean, meu filho eu sei que é difícil, mas...-Ele também caia no choro-...Você precisa ser forte, você precisa superar isso...- Quase sussurrando ele disse-.... todos nós precisamos.... –E voltará a chorar.

Eu estava debruçado na janela de meu quarto com uma garrafa de vinho que ganhará no meu aniversário. Comecei a beber no gargalo e antes mesmo daquele liquido de cor roxa descer pela minha garganta eu cuspi aquilo por todo o chão do meu quarto. Nunca gostei de vinho. Nunca gostei de álcool. Nunca gostei daquilo que me tira da minha própria sanidade.

Era possível ver Enzo Giofrino tentando recrutar algumas pessoas para lutar, praticamente em vão. Todos nós sabiam que se fosse a vontade de Koch, ele teria destruído toda a cidade. Ele só queria nos assustar, mostrar quem ainda está no poder.

Não estava me sentido bem, um tipo de náusea com angústia. Não sei se era por causa do vinho (que apesar de achar horrível, continuava bebendo) ou por que eu estava simplesmente pensando em desistir de lutar. E isso me deixava mal. Eu queria ter tanta força de vontade como Enzo, que mesmo tendo quase toda a sua plantação destruída, continuava com um sorriso no rosto e esperança no coração. Devia ser por isso que todos o admiravam, não pelo seu dinheiro, não pelas suas plantações, não por sua habilidade nata de ser um líder, e sim por que ele transmitia esperança, e isso era o que nós precisávamos.

Não sei ao certo quanto tempo eu fiquei encostado na janela olhando as pessoas, mas já estava na hora de se mexer. Nas ruas o cenário estava horrível, centenas de corpos estendidos, outras dezenas empilhadas sendo queimadas, para evitar o mau cheiro, o qual já pairava pelo ar o que tornava difícil respirar pelo nariz. Nunca entendi o por que, mas eu nunca chorei, nunca caiu uma única lagrima mesmo numa situação como essa. Eu fico triste, mas não choro.

Ao fim da rua, eu conseguia ver uma multidão protestando por algo, não sei o porque, mas a coisa iria ficar feia. Ao me aproximar tinha cerca de 50 pessoas desesperadas berrando contra Enzo.

–Como iremos continuar agora Enzo?-Um deles dizia- os soldados de Koch destruíram nossas plantações e nossos armazéns, não temos mais o que comer!

–Calma minha gente!-Enzo dizia com uma voz serena- No momento, eu e o “Muro” estamos discutindo como resolver o problema dos alimentos.

–E quanto aos ataques de Koch?-Um senhor gordinho ao meu lado gritava- Como faremos para acabar com isso? Alias, refazendo a pergunta, como sobreviveremos agora?

–A preocupação de vocês é válida e compreensiva, porém ainda estamos discutindo isso e....-Ele havia feito uma pausa e olhou para mim como se achasse uma moeda no chão- Bryan Walker!-Ele gritou, apontando para mim, seguido de vários olhares – O que você acha de devemos fazer Bryan?

Fiquei paralisado, não estava esperando aquilo, não era um líder, era só o filho de um, mas precisava pensar rápido. Já sabia o que iria falar. Eu comecei a falar:

–Bom, Enzo -fiz uma pausa para limpar a garganta– Minha família comanda uma frota naval inteira, e como a sua tem uma plantação enorme, podemos trazer mais sementes para você continuar as plantações e também podemos trazer bastante mantimento para a população.

Ele acabará de abrir um sorriso no rosto, e disse:

–É uma idéia fantástica Bryan, por isso que gosto de você, pensamento rápido hein? Como estava dizendo pessoal, nós do “Muro” iremos tomar as providencias necessárias para acabar com a falta de alimento, agora por favor, voltem as suas casas, sim?

As pessoas começaram a ir para suas devidas casas, e vi que Enzo estava me chamando para conversar no canto.

–Muito obrigado por ter dito aquilo Bryan, conseguiu acalmar eles.-Ele começará a dizer.

–Não há problema Enzo, mas me diga uma coisa, você realmente já falou com os outros do “Muro” sobre esse assunto?

–Bryan...-Ele suspirou- nenhum deles quer falar sobre isso, todos perderam muito nesse ataque, dos Skystov, Anisim foi morto e Aleksey está desaparecido. Dos mercadé, René perdeu toda a sua mercadoria, da minha família perdi quase metade das minhas plantações. E da sua bem....-Ele fez uma pausa, mas nem percebi pois já tinha baixado a cabeça e fiz menção a chorar, foi como nas outras vezes, não caiu uma única lágrima- ...Bom, o que eles fizeram a sua irmã....E ainda tem os Bracks, pobre Manson, que Deus tenha piedade de sua alma.

–Sabe Enzo, agora a pouco, você parecia tão confiante, tão inspirador e agora me parece tão triste e depressivo...O que aconteceu de 2 minutos e meio para cá?

–Sabe Bryan...as pessoas espertas mantém uma barreira de mentira entre elas e o resto do mundo, não para se sentirem mais segura, e sim para que os outros pensem que elas estão seguras. Como é aquela frase que você mesmo sempre diz? “O mundo é uma festa a fantasia...”

–Bryan! Vamos jantar agora, volte para casa!-Minha mãe gritava da porta de casa.

–Bom Enzo, nos vemos depois- Comecei a ir para casa quando Enzo me segurou pelo braço.- O que foi?

–Bryan, você....-Seu olhar estava distante-...Vai beber essa garrafa de vinho?

Lhe entreguei a garrafa e enquanto ia embora vi ele cair sentado com a garrafa na mão. Parecia um bêbado caído ali, mas nessas ocasiões, quem somos nós pra julgar?

Ao chegar em casa para o jantar, o clima era triste, o que era perceptível tanto pelos olhares, como pela postura de todos.Pai e mãe estavam curvados para frente de seus pratos, representando um tipo de vergonha de não terem sido fortes o suficientes para proteger sua filha. Jean mal estava comendo, olhando para um ponto invisível na mesa com um olhar completamente desolado. Os olhos de todos (principalmente de Jean) estavam vermelhos de tanto chorar. Era perceptível nos punhos cerrados de meu pai estarem com ferimentos de violência (arranhões e cortes pequenos) e na parede atrás dele estava marcado pequenas de sangue, o que me leva a crer que ele estava socando a parede para desestressar. Não parece ser muito efetivo.

O jantar estava horrível, ou eu não estava com fome depois dos últimos acontecimentos que me tirou a fome, estava até mesmo sem sono, a cena de Evelyn sendo abusada e depois tendo a cabeça cortada na minha frente não saia da minha cabeça. Fica passando sem parar, como se fosse um rio, só que quando a água chegava no final, ela voltava. Era uma verdadeira tortura.

O dia inteiro foi um lixo. Pela primeira vez na minha vida não vi motivo para lutar, para viver.

***************************************

–Meu nome é Pietro Giofrino, sou de uma família ligeiramente rica graças as abundantes plantações que meus pais herdaram de meus avós, mas mudando de assunto, não vamos falar de mim, vamos falar de você querida –passei a mão pelo rosto dela.-Pra começar, o seu nome é tão lindo quanto o seu rosto?

Ela reagiu com um sorriso e algumas batidas de palmas no ar, e disse:

–Ótimo Pietro, está perfeita a abordagem!

–Você realmente acha ? Pra mim ficou muito superficial, “sou de uma família ligeiramente rica” , por Deus Giovanna, será que ela vai realmente gostar disso?

Giovanna Giofrino, minha irmã, a mais nova da familia, apaixonada por teatro, as más linguas dizem que ela se oferece para homens que tem condição de leva-la ao teatro.É especialista em plantas e frutas.23 anos, cabelos pretos, alta e linda.

–Ah, Pietro, cada mulher reage de uma forma diferente, não existe uma fórmula exata da consquista. -Ela me disse, ainda sorrindo

–Não consigo entender vocês mulheres.

–As vezes nem nós nos entendemos. – Disse minha mãe entrando no quarto.

Alessandra Giofrino, minha mãe. Desde pequena era apaixonada por jardinagem, que ela ensinou a minha irmã.Alta e magra, 58 anos.

–Nem vocês se entendem e querem que nós,homens, entendemos?-Disse num tom debochado.

Elas riram e fomos para a cozinha, onde já estávamos esperando para que meu pai e Lorenzo (meu irmão).

–Boa noite pai, boa noite Lorenzo -Entrei com um comprimento para ambos.

–Boa noite irmão- Lorenzo me responde com um gesto no ar. Meu pai soltou um grunhido que não deu a entender o que ele disse, mas significava que ele estava bem.

Lorenzo Giofrino, meu irmão “gêmeo” , o uso de aspas é pelo fato de nascermos no mesmo dia, com as mesmas características, mas em anos diferentes, ele é mais alto e mais forte que eu.

–Então, como foi o dia de vocês?-minha mãe tentava puxar assunto.

–Ah mãe, o meu dia foi ótimo, ajudei a replantar a safra de uvas, fui ao teatro e até ajudei Pietro a se preparar para se declarar para uma garota!-Minha irmã disse em tom eufórico, normalmente não gosto de gente que fala as coisas de um jeito muito animado, mas era divertido ver ela falando. Depois do que ela disse os olhares da cozinha se direcionaram a mim, seguidos de um sorriso de minha mãe e um tapa no braço vindo de meu irmão que dizia

–Aleluia Pietro! Começava a achar que nunca iria se interessar por uma garota!

–E eu achando que você nunca iria começar a usar o cérebro pra perceber que eu só estava esperando o momento certo.-Respondi, num tom triunfante.

–Touche, irmão.-Ele responde rindo- E Você pai, fez o que hoje? Parece exausto.

Meu pai estava apoiado na mesa segurando a cabeça enquanto olhava pro nada, demorou alguns segundo até que ele respondesse:

–Ah, eu fiz....-Sua expressão mudara para vinte anos mais jovem – muitas coisas hoje, ajudei a organizar o pessoal, limpei as ruas, etc...

– O senhor está bem pai?

–Pfff, você me pergunta como se eu tivesse escolha –responde num tom debochado.

–Como assim pai?-Eu disse, sem entender.

–Meu filho, eu tenho uma família linda que precisa de mim, faço parte do topo do “muro” , e sou eu quem tem que impedir que essa cambada de camponeses se matem. Eu não tenho o LUXO de poder ficar mal.

–Amor...-Minha mãe iria dizer algo, quando ouvimos um barulho de uma multidão enfurecida lá fora.

–Mas que mer...Eu já volto, Alessandra, Giovanna, fiquem a salvo. Pietro e Lorenzo, venham comigo!

Estava uma chuva bem forte, eu não sabia o que nos esperava, então por vias das duvidas peguei um punhal e o escondi na manga da jaqueta.Por Deus, havia mais de 200 pessoas fugindo.

****************************************************************

–Que droga Bryan! Me ajude a convence-los a não ir!

–Eu estou ajudando, do meu jeito, mas estou.

–PODE ME AJUDAR SEM BATER NELES??!!

Parei por um instante para pensar no que ele disse antes de continuar socando o nariz de uma cara.

–Acho que posso –larguei o cara no chão.

Feito isso vi que Enzo, Lorenzo e Pietro vinham nossa direção, arrumei o cabelo e fui falar com eles.

–Familia Giofrino, que bom vê-los agora, viram nos ajudar a impedi-los?-Disse a eles.

–Impedi-los? Impedir quem e do que Bryan? O que está acontecendo aqui?

–Fico surpreso de você não saber, afinal faz parte do “muro” também, mas enfim, estamos planejando um contra-ataque a Koch nos próximos dias, e esses covardes estão com medo de lutar...

–Bryan!-Jean me interrompeu- não é bem assim Enzo, perdoe os modos do meu irmão, eles realmente estão com medo de morrer nas mãos de Koch, então viemos tentar convence-los a não fazer isso, porém Bryan já partiu pra ignorância...

–Não é ignorância, é o meio mais fácil!

–Pra você tudo se resolve com brigas? Nós não somos brutamontes!

–E pra você tudo se resolve na conversa? Nem todos aqui ligam pra paz meu irmão, e o exemplo mais claro é o rei Koch, você REALMENTE acha que ele vai vir aqui com tratados de paz e amor? NÃO, ele vai vir com milhares de soldados que iram nos dizimar se não fizermos algo a respeito!

–Rapazes, por favor, agora não é nem a hora nem o lugar para brigarem! Vocês vão realmente ficar discutindo isso agora?

–SIM! -Dissemos em coro.

–Ha-há, eu não deveria esperar coisa diferente dos dois irmãos mais contraditórios da cidade. Mas não temos tempo pra isso, não agora, vou lá falar com eles.

Enzo começou a falar com uma mulher que parecia responder por todos aqueles que estavam tentando fugir. Cerca de 5 minutos depois ele volta para falar com a gente.

–E então, como vamos fazer eles voltarem?-Eu disse.

–Bom, não vai ser fácil fazer isso pois eles ainda tem razão-Ele disse com uma cara de desapontado

–Como assim “eles ainda tem razão” ? Se fugirem podem ser condenados traição!

–Preferimos ser condenados por traição do que morrer pelas mãos de Koch! –Antes que Enzo respondesse a mulher que estava no comando disse, e continuou.- Você não sabe o que é ter medo de morrer pelo simples fato de estar aqui, pelo simples fato de ser mulher!

–Escute aqui sua covarde — Apontei o dedo na cara dela — o mesmo medo que você tem por estar aqui todos nós temos, mas a diferença entre nós dois é que eu vou tentar fazer algo para acabar com isso, diferente de você que quer simplesmente se esconder dos problemas. Você realmente acha que ele vai ter pena ou compaixão por vocês só porque não decidiram lutar? Ele vai é matar vocês com desgosto no olhar por serem tão egoístas!

–Egoistas? Nem todos nós somos super — cavaleiros que sabem usar espadas e machados!

–Ninguém nasce sabendo, o que define quem somos é se o que vamos fazer para proteger aqueles que amamos!

–Olha só quem diz que tem de fazer algo para proteger quem ama, se não é aquele que ficou de joelhos enquanto Koch fazia aquilo a sua irmã e...

Virei-lhe um tapa no rosto, com mais força do que o esperado, pois derrubei ela no chão. Teve um pouco de alvoroço pois tinha acabado de bater numa mulher.

–Covarde! Homens de verdade não batem em mulheres! Berrou um deles na multidão.

–A mesma educação que eu dou a homens eu dou a mulheres, se algum dos gêneros for rude comigo, o tratamento é o mesmo.

–Então “senhor igualdade de gêneros”, o que devemos fazer?-Disse Jean

Como eu odeio quando ele usa esses apelidinhos.

–Meus amigos, vocês gostam de ter medo sempre que vão viajar para longe?-Consegui ouvir um “não” vindo de alguns da multidão.

–Vocês gostam de ter medo de que um garotinho venha com um maldito exercito e mate todos nós?-Dessa vez o “não” foi mais forte.

–Vocês gostam de ter que ficar preparados para uma batalha a cada segundo do seu dia?-O “não” veio mais forte ainda.

–Vocês gostam de ter que pagar imposto pra um garoto não vir aqui e nos matar?-O “não” veio com muita força dessa vez

Então meus amigos, vocês vão ficar se escondendo ou vão lutar?-O animo acabou.

–Não temos força para lutar Bryan!-Um deles gritou.

–Não dessa vez!-Subi em cima de um pedra- Hoje descansaremos, amanhã lutaremos! Amanhã mostraremos para aquele garoto que ele não pode mandar em ninguém daqui! Amanhã superaremos o medo! Amanhã venceremos o inimigo que bate a nossa porta! Amanhã venceremos a batalha!-O animo deles subiu de novo e foram correndo para a loja dos Mercadé, que já tinha fechado, mas foi obrigado a abrir de novo.

–Wow Bryan, você deu um espetáculo aqui.-Enzo apareceu do meu lado dizendo isso.

–Só disse o que tinha que ser dito,nada de mais.

–Nada demais? Você convenceu mais de 200 pessoas que estavam se borrando de medo a lutarem, você seria um grande líder.

–Eu não acho, eu acredito que a liderança surge quando é necessário.

–Um grande líder diria algo assim.

–Pff, quem sabe um dia Enzo? Mas é melhor irmos descansar, temos um dia CHEIO amanhã. Jean, vamos!

–Digo o mesmo, Pietro e Lorenzo,vamos também.

Eu estava certo, iríamos ter um dia cheio amanhã, feliz ou infeliz seria um dia cheio.

Deve ser umas 23 horas da noite, não sei por que ainda estou escrevendo nesse diário, muito menos sei se vou voltar vivo de amanhã pra poder continuar escrevendo aqui, só o tempo dirá isso. É tão estranho pensar que talvez você possa morrer amanhã, e que a sua morte não vai significar absolutamente nada, vou ser só mais monte de carne sob mais um monte, só uma estatística, mas eu me recuso, a aceitar isso, me recuso a deixar que isso aconteça, mas o que é a vontade de um homem contra a vontade de mil? Mas vamos lá, temos que nos levantar e andar por cima de todos os nossos companheiros e amigos mortos, isso pode acabar virando uma rotina por aqui.

Eu não sei se alguém vai achar isso aqui algum dia. Eu não sei se alguém vai querer ler isso até o fim. Eu não sei se alguém vai se importar comigo, com mais uma entre tantas mortos no campo de batalha, só mais uma estatística, só mais um punhado de carne e aço, só mais uma pessoa...

Eu estou com medo. Eu sei que isso não é permitido aqui, não podemos ter medo, não podemos hesitar, não podemos ser humanos, aqui quem é assim morre, eu sei, e eu não quero morrer.

Alias, eu não sei por que estou com medo de morrer, é algo que independente do que eu faça vai acontecer, por que eu deveria ter medo do inevitável?

Acabei de ouvir um barulho lá na rua, pode ser só um bêbado como pode ser o exercito de Koch chegando, eu não sei, vou ir lá ver, se eu não voltar no próximo parágrafo você já deve saber como isso terminou, como todos nós terminamos.

Notas finais
Mais um capitulo pronto, espero que gostem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.