A quase filha de Krypton.

6 Absorção de Poderes.


Notas iniciais
Com vocês mais um capítulo da Fic. Boa leitura...

— Então... você está com planos de me expor ou algo do tipo?

— Para que faria isso? — ele deu de ombros — Clark... trabalhamos em um jornal, se eu fosse fazer isso, eu já tinha feito. — respondi com toda sinceridade — É real né? Ou um delírio meu? — falei escorando o queixo nas mãos, os braços escorados na mesa.

— Olha meus olhos. — olhei, e seus olhos se tornaram vermelhos, era o que eu simplesmente chamava de lazer que brotavam em seus olhos.

— Tá maluco?!! — exclamei, mas logo olhei em volta com receio de ter despertado a atenção de alguém, mas estávamos praticamente a sós.

— Pensei que gostaria de ter uma prova. — disse calmo com um sorriso surgindo discretamente nos lábios — Achou que eu ia fazer alguma coisa com você? — continuou fingindo se sentir ofendido, não respondi apenas continuamos em silêncio um de frente para o outro, ele terminava seu sanduíche, e eu, o sundae.

— Me responde uma coisa. No trabalho, nas ruas, pessoas que você convive... como ninguém sabe quem você é? Tipo... se todos soubessem seria uma confusão, não?

— Por que eu não conto para ninguém, por isso ninguém sabe.

— Como assim? — e me estiquei por cima da mesa para ficar mais perto dele — Você é super famoso, e a única diferença em seu rosto é um óculos. — ele continuou me olhando em silêncio, e fez questão de concertar seus óculos no rosto, o empurrando com o dedo indicador — Como apenas um óculos faz as pessoas, de repente achar que nuca tinha te visto? Tem alguma magia? Porque tipo... é um absurdo, é um óculos.

— Jane, você é diferente. — não sei se isso era elogio — Simplesmente isso.

— Sério isso?

— Ué.

— Ok. — a conversa ficou tão sem sal que na hora, mesmo em pouco tempo, me deu vontade de ir embora, pensei que falaria sobre poderes, sobre eu ser esperta o suficiente para descobrir, sei lá, qualquer coisa diferente. Talvez minhas expectativas foram quebradas por eu ser um pouco fã, mas claro, nada de fã neurótica. — Pois é Clark, eu vou indo nessa. — falei levantando da cadeira — Eu... nunca fui uma fã louca pelo Superman, mas eu admiro e é uma honra te conhecer. — e caminhei pelo lado direito da mesa, pronta para ir embora quando ele segurou meu braço.

— Jane, o que foi?

— Parece que você está conversando em códigos, como se eu estivesse fazendo algo errado, então acho que... sei lá, fica tranquilo sobre segredos.

— Eu sei. Me desculpe, mas qualquer terrestre ficaria meio maluco a ponto de correr risco de vida ao descobrir isso. Tava esperando o mesmo de você.

— Nossa, muito obrigada por me chamar de terrestre maluca.

— Senta aqui. — e puxou a cadeira para que eu sentasse perto dele — Eu... estava ansioso para que descobrisse isso.

— Ansioso? — sentei colocando minha mochila na mesa.

— No dia que você passou mal, eu... tinha cobrido um evento pela região. Tinha parado em uma lanchonete quando eu te vi. E vi algo diferente em você.

— Lógico, eu tava morrendo.

— Jane, para de graça. Eu fiz uma checagem rápida em você mas claramente não tava morrendo. E... — diz passando a mão nos cabelos, encostando as costas no encosto da cadeira — De noite, eu dei uma passadinha na sua casa, de fora, eu vi seus pais na sala assistindo televisão, vi você levantando a caminho quarto, abraçada a uma almofada. Fui até a janela do seu quarto, não te conhecia mas claramente não estava em sua melhor forma. Eu tive a certeza de que eu tinha de... falar com você de novo.

O jeito que ele descreveu, suas expressões, parecia que eu estava de frente para... um livro de romance. Mas claramente esse não era o foco.

— Não tá dizendo, então, que você tinha armado nossos... encontros né? — e balançou a cabeça como se dissesse "mais ou menos". — Realmente você apareceu na janela da minha casa?

— Sim.

— O dia... que te vi no jardim?

— Eu poderia ser discreto.

— A gravação, na casa da minha madrinha?

— Descobri que era a única daquele meio que tinha câmera na casa. E o pendrive no seu bolso?

— Clark, esse é o momento de eu fazer perguntas.

— Ok. — disse levantando as mãos.

— Meu trabalho?

— Não, eu não consigo empregar ninguém. — disse rindo. Eu não sabia se achava aquela história interessante, ou teria medo e se acharia esse... um pensamento de perseguição. — Você podia dizer alguma coisa. — ai eu percebi que estava a algum tempo em silêncio.

— Eu, não sei o que dizer. — mas estava com um sorriso no rosto — Mas...

— O que?

— Eu não descobri nada. Foi quase uma farsa. — afirmei para eu mesma.

— Eu sou uma farsa? — perguntou ele fingindo indignação

— Clark, você entendeu.

— Eu acho... é que temos de ir Jane. — disse um tempinho depois, pegando a bolsa de cima da mesa — O tempo voa.

— Mas... — eu sinceramente nem sei o que tava pensando mais.

— A gente ainda vai ter muito tempo para conversar.

— Claro. — e percebi que já havia passado quase uma hora que tínhamos saído do trabalho. Levantamos, colocamos a cadeira no lugar correto, junto a mesa. Saímos da lanchonete em silêncio, até chegar na rua, do lado de fora. — Mas Clark...

— Quer que te acompanhe até o ponto? — perguntou-me, interrompendo.

— Não, obrigada, é aqui perto. — e continuei — Clark, tem mais alguma coisa. Como assim eu sou diferente. Você não ia "atrás de mim" para nada, porque acho que o Superman tem mais coisa interessante para fazer. E é evidente que não foi tempo o suficiente para que se apaixonasse pela minha pessoa né. — falei nada humilde

— Não, Jane. — e eu juro que ele estava levemente corado — Não é isso. Mas... — e paramos na rua — Você... você vai descobrir de qualquer jeito. Já ouviu falar sobre Absorção de Poderes?

— Não estou me recordando agora... mas pode continuar. — e fiz um gesto com as mãos, para que ele continuasse falando.

— A gente fala sobre isso depois. — começou andar lentamente

— Ora Clark? — e dei passos apressados para acompanha-lo — Não me deixa de suspense.

— Trabalhamos no mesmo lugar Jane. Vamos acabar nos vendo todos os dias. — disse ele quando chegamos na esquina da rua do meu ponto de ônibus — Confia em mim.

Ele piscou um olho e continuou andando em direção ao Planeta Diário. Me deixando completamente curiosa. Absorção de poderes... a certeza que eu tinha, era que de certa forma, eu me encaixava nesse contexto.

...

Notas finais
Até a próxima, bye, bye...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.