Notas iniciais
“O dragão postou-se diante da mulher, que estava para dar a luz, afim de lhe devorar o filho tão logo que nascesse. E ela deu a luz um filho, um varão: é ele que deve apascentar todas as nações com vara de ferro.” Apocalipse, 12: 4-5"

ESTOLCOMO, SUÉCIA

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— Luna! Luna! – Oliver gritava embaixo da janela do antigo casarão da família Olsson. A casa que já havia perdido sua cor original, era agora uma grande casa com tinta branca triste em suas paredes.

Luna ouviu os gritos de Oliver e correu para a janela do seu quarto que ficava na parte de trás da casa velha, se pendurou e fez um sinal com a mão para que a esperasse.

Ela respirou fundo. Calçou suas botas de couro que estavam no pé da cama e correu segurando seu vestido branco cheio de camadas e saias, pegou um castiçal que estava na mesa da cozinha e correu porta a fora, se jogando nos braços de Oliver. Saíram os dois juntos correndo pelo enorme jardim da casa.

— Por onde andastes? Pensei que não vinhas mais. – Dizia ela num longo abraço ao amado. Seus grandes olhos verdes como esmeraldas se destacavam na escuridão da noite, iluminada pela lua.

Oliver respirou fundo pensando em como dar aquela triste notícia a mulher que ele mais amava no mundo: Luna Olsson. Resolveu dizer de uma vez.

— Ouça Luna, Estou partindo. Seguirei meu caminho longe de você. Desculpe-me, mas este é o correto.

O coração de Luna acelerou. Seus olhos se encheram de água, uma água salgada. Se amavam, tinham um relacionamento longo, não deveria acabar assim.

—Que dizes, amado Oliver? Enlouqueceste?– Disse afastando-se daquele provavelmente último abraço. – Não podes simplesmente partir, se fores irei junto contigo.

— Preciso partir, esta cidade não tem mais a mim, e eu tenho certeza que irás sobreviver. – Oliver Não queria deixa-la mas naquele momento era a coisa certa a se fazer. – Antes prometa-me uma ultima coisa.

— O que queres que prometa? Prometo-te tudo! O céu, o mar, as estrelas, o que quiseres!

— Já ouviste falar na “bíblia do Diabo”?

Luna empalideceu, nunca tinha ouvido falar nesse livro até aquele instante.

— Prometa-me que por onde fores, irás divulgar esse livro. Vá até a biblioteca central daqui de Estolcomo e procure um exemplar dessa obra, foi escrita por um monge em uma noite e você precisa desse livro.

— Não sei se devo. Parece-me um livro com uma temática ruim.

— Engana-te. Deves prometer para teu bem e de toda tua família. És tu a minha amada, a única que pode salvar minha alma. Vamos Luna, Prometa!

Não havia saída.

— Se é para vosso bem, amado Oliver, eu prometo. Agora explica-me uma coisa: Por que dizes que apena eu posso “salvar tua alma”?

— Um dia saberás, Luna, Não hoje. Prometo-te que um dia voltarei e te direi tudo o que quiseres saber ao meu respeito. Agora venha e despeça-se de mim.

Os dois correram pelo jardim. Pelo caminho Haviam rosas, tulipas, margaridas... O jardim dos Olsson era considerado o mais bonito entre todos os jardins da região, Era tão bem cuidado por Helga que dava inveja a qualquer um. Entre uma flor e outra, os passos do casal ecoavam quebrando o silêncio da noite, chegaram então a uma macieira, a preferida de Luna.

Uma leve chuva começou a cair e um cheiro de terra molhada invadiu o corpo dos dois, a chuva também começou a desmanchar os longos cachos dela. Oliver também começou a sentir leves fios dourados caírem sobre seu rosto.

Luna segurou nas mãos de Oliver, um toque leve porém quente. Por um instante Luna e Oliver eram uma só pessoa. Ele olhava fundo nos olhos dela. Com uma das mãos desfez o laço que cobria o belo busto de Luna, ela então deixou se entregar e ele lhe disse apenas uma frase que ela nunca esqueceu:

— Me dê apenas sua alma esta noite.

E as lembranças de Luna apagaram.

Notas finais
Oie, Espero que tenham gostado. A História vai ser atualizada todo Sábado, então fiquem atentos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.