A poesia em todos nós
29 Capítulo 29
Notas iniciais
A despedida
" — Então venha para a praia, meu herói. E vamos colocá-lo em seu caminho.
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A jangada era uma plataforma de um metro quadrado feita de troncos amarrados, com um poste como mastro e uma simples vela de linho branco. Não parecia resistente o bastante para o mar, ou mesmo para o lago.
— Vai levá-lo aonde você quiser — prometeu Calipso. — É bastante segura.
Peguei sua mão, mas ela a puxou da minha.
— Talvez eu possa visitá-la — disse.
Ela sacudiu a cabeça.
— Nenhum herói encontra Ogígia duas vezes, Percy. Quando partir, nunca mais o verei.
— Mas...
— Vá, por favor. — Sua voz falhou. — As Parcas são cruéis, Percy. Apenas se lembre de mim. — Então um leve vestígio de um sorriso voltou a ela. — Plante um jardim em Manhattan por mim, O.K.?
— Eu prometo.
Subi na jangada. Imediatamente ela começou a se afastar da praia.
Enquanto velejava, avançando no lago, eu me dei conta de que as Parcas eram mesmo cruéis. Elas enviavam para Calipso alguém que ela não conseguiria deixar de amar. Mas era uma via de mão dupla. Pelo restante da vida eu pensaria nela. Calipso seria sempre meu maior "e se"...
Em minutos a ilha de Ogígia estava perdida na névoa. Eu velejava sozinho em direção ao sol nascente.
Então disse à jangada para onde ir. Falei o nome do único lugar que me ocorreu, pois eu precisava de consolo e de amigos.
— Acampamento Meio-Sangue — anunciei. — Leve-me para casa...".
A despedida de Percy ao sair da ilha de Calipso é uma cena incrivelmente tocante. Que entristece e emociona, ao mesmo tempo. Sempre ficaremos nos perguntando sobre certas situações, sobre certos "e se..." que povoam tanto nossos pensamentos.
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