A poesia em todos nós
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Sempre que penso e me recordo da minha relação com o meu pai, permeada por diversos momentos que trocamos juntos, como caminhadas à beira do mar, e em assistir filmes juntos, como Rei Leão, me vem à mente também uma canção do Padre Fábio de Melo, na qual, antes de iniciar a canção, ele conta a seguinte história:
"Quando o sol ainda não havia cessado o brilho
Quando a tarde engolia aos poucos as cores do dia
E despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio a sentar-se
Perto do fogão de lenha da minha casa
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água num pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia
E que agora, recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe
Eu o olhava e pensava
Como é bom ter Deus dentro de casa
Como é bom viver essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos
Puxar a caneta do seu bolso
E pedir que ele desenhasse um relógio bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri
Que o meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu jeito infinito de ser homem."
Dedico para todos os pais que amam e cuidam de seus filhos, e para todos aqueles que desejam ser pais, pelas formas corretas, justas e íntegras, e que desejam passar seus valores, ensinamentos e conhecimentos da forma reta e correta para seus filhos.
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