A pobre e a Rica
21 Mas a soberba de Carmem é enorme
Notas iniciais
– Eu disse que vocês são um bando de falsos. Estou errada?
– Sim, Carmem. Você está errada. E eu vou provar.
– Pra variar, a dona da Rua vai proteger todos. Só falta querer me dar coelhadas.
– Eu os protejo porque eu tenho amigos. E eu vou é tirá-los de você para que você possa sentir falta e enfim pedir desculpas de verdade.
– Hunpf! Até parece. Eu sou rica! Eu tenho motorista, uma limusine, roupas adoráveis, sapatos caríssimos, acessórios...
– Ninguém está interessado nisso! Cale a boca! Estamos indo, ninguém vai ficar aqui com você.
– Felipe... Luísa... – Os primos também viram as costas. – Idiotas!
– Pode nos chamar de qualquer coisa, não ligamos.
– Quem cala consente!
– Ache o que quiser, quem tá errada aqui é você.
– ...
– Viu? Quem cala consente!
E Carmem percebeu que não havia como discutir com aqueles inúteis. Nenhum deles lhe agradava. Ela que era a bonzona, que possuía tudo e fazia questão de mostrar isso, junto com aqueles pestes ridículos? Pra quê? O que ela ganharia com isso?
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