A perseguida
2 Inícios das amizades
No final do ano, Rebeca, uma prima de Flávia, se mudou há pouco tempo para a cidade onde Flávia mora, ela tinha vindo do Rio de Janeiro, antes ela morava a três casas, agora morava a três quadras da casa de Flávia. Certa vez Rebeca convidou Flávia e sua irmã para visitá-la já que por ser nova por lá, não conhecia ninguém. Flávia ao chegar lá encontrou um grupo de amigos jogando vôlei. Ao aproximar-se para ver o jogo um garoto alto e magro veio falar com elas:
— Oi meninas, tudo bom? Meu nome é Gabriel, vocês estão afim de jogar?
— Sim. — Disse as três.
- Vocês moram aqui por perto? — Perguntou Gabriel puxando assunto para conhecê-las melhor.
- Elas não apenas eu. Moro ali na esquina, ela é minha prima Flávia, e ela é minha prima Beatriz, estão apenas me visitando.
– Ah, prazer Flávia, Beatriz e Rebeca, então... Vamos lá jogar?
– Vamos. — Disse Flávia que enquanto jogava, aos poucos ia conhecendo cada um.
Havia muita gente lá, cada um com um jeito de ser diferente, mas os que mais chamaram a atenção de Flávia foram Gabriel, que toda vez chamava Flávia de Ingrid, pois não lembrava o nome dela, ele era uma pessoa amigável e divertida, Eric, o primo de Gabriel, tinha olhos grandes e falava engraçado, Adriano, um garoto gordinho, meio calvo e de personalidade super infantil e Emanuel, um garoto baixinho de cabelos bastante enrolados, usava óculos e era muito desastrado, também chamado de Eman ou Emano.
Todo final de semana, Flávia ia lá, até que certo dia na chuva o pessoal resolveu jogar verdade ou desafio.
— Ei pessoal, vamos jogar verdade ou desafio? — Falou Eric animado.
- Eu topo. – Concordou Flávia, assim como todos, que logo formaram um círculo para jogar.
Assim o jogo iniciou-se, muitas perguntas foram feitas em relação à alguns casais que se encontravam na roda e durante o jogo Gabriel foi desafiado por Emano a dizer quem ele amava.
- Eu amo a Ingrid — Gabriel respondeu "Eu amo a Ingrid" e olhou para Flávia sorrindo, ela sem ter o que fazer ficou na dela, apenas sorriu. Gabriel esquecia o nome de Flávia às vezes então a chamava de Ingrid.
Com o tempo, devido aquele jogo de verdade ou desafio Flávia e Gabriel foram ficando cada mais íntimos então, certa vez, Flávia tomou uma atitude. Quando ambos estavam sentados sozinhos.
– Ahn... Então... Gabriel... — Gabriel a olhou sem entender um pouco sobre o que se tratava.
- Que foi?
- Olha nos meus olhos e me responde. Você me ama realmente?
Flávia não tinha noção do que tava falando, mas sabe que deixou ambos sem graça, ela nunca tinha amado ninguém, talvez Gabriel fosse o primeiro, ou talvez não, ela estava apenas tendo uma quedinha por ele, não podia ser o primeiro, pois não sentia uma atração tão forte.
Tempos depois eles ficaram juntos, mas não durou muito, já que Flávia não sentia muita coisa por Gabriel. Adriano vivia encrencando com Flávia e sua irmã e era por causa dessas infantilidades que ele não tinha amigo nenhum, pois era uma criança chata, até que se tocou disso, então um dia ele chamou Flávia pra conversar
- Flávia... – Falou Adriano um pouco tímido.
- Que foi Adriano?
- Você já deve ter percebido que não tenho amigo nenhum aqui, não tenho ninguém para conversar...
- Porque você é chato, aonde quer chegar com essa conversa?
- Não, eu queria apenas pedir pra você ser minha melhor amiga, já que eu sou sozinho, mas se não quiser, tudo bem, eu entendo.
- Sim eu aceito ser sua amiga. — Flávia não tinha tantos motivos para não gostar de Adriano, então aceitou o pedido e o abraçou, mas quanto mais amigos ficavam, mais os outros se afastavam dela, pois não queriam amizade com Adriano. Com o tempo Flávia se afastou de quem não queria amizade com Adriano, ou seja, deixou de mão vários amigos por um melhor amigo.
Até certo tempo, uma pessoa que permanecia invisível para Flávia era Emano, até o momento em que ela começa a gostar dele, até se tornar um amor insistente, Emano é um garoto inteligente que adora desenhar anime claro, ele é viciado em animes, ela sempre foi louca por ele e pelo seu estilo e personalidade ela caiu em amor por ele.
Na sua escola antiga não fazia nada de interessante até que mudou de colégio e na nova escola Flávia não tinha com quem conversar, pois se sentia estranha perto de muitas pessoas na qual ela não conhece, fazia questão de não aparecer muito, por isso sentava no fundão da sala, no local menos chamativo possível. Passava uma semana, duas semanas, três semanas e nada de amizades, Flavia continuava invisível até que:
– Oi. — Disse um garoto a sua frente.
— Oi. — Respondeu Flávia meio sem graça.
– Meu nome é Leo, Leonardo Santana, prazer. — Disse sorrindo e deu as mãos à Flávia como forma de cumprimento. — Seja bem vinda ao colégio, pelo visto sou teu primeiro amigo, não é?
— É... É sim. Obrigada, Léo.
– Qualquer coisa é só falar comigo que eu te ajudo, ok? — Flávia acenou a cabeça dizendo que sim e Léo deu um sorriso e foi embora.
Flávia não imaginava que alguém fosse falar com ela, mas pelo menos agora ela tinha com quem conversar na educação física. Em toda sala de aula, sempre tem um grupo nerd, um popular e um que não é nenhum dos dois. Flávia não fazia parte de nenhum deles. Até que quanto com o tempo ela ia fazendo algumas amizades, graças a Léo. Léo sempre convidava Flávia pra jogar vôlei na educação física com as garotas, e sempre que ela faltava à aula ele pedia para Martha, uma menina que se sentava sempre na frente da sala na primeira fileira e era a mais inteligente de lá, emprestar exercícios passados nos dias que ela faltara.
– Ola, eu sou a Martha, é pra você que tenho que emprestar os deveres? — A menina inteligente falava sorridente com Flávia, mas ela como sempre, respondia normal, sem sorrisos e animações.
– Oi, é sim, obrigada por me emprestar. Mas antes da garota emprestar à Flávia, ela disse:
– Só tem uma coisinha, por favor, não rasgue, não molhe, não risque ou qualquer outra coisa que destrua meu caderno, ta bom?
– Sem problemas. — Disse Flávia meio sem graça, pois não entendia o porquê de tantas regras, a menina continuava a sorrir.
Tempos depois as garotas resolveram falar com a Flávia, pois perceberam que já se passara um mês e meio nada de ela conseguir outras amizades além de Léo.
– Oiee. — Se aproximou uma garota alta, magra e sorridente — Meu nome é Tamires, tudo bom?
– Tudo sim. — A garota sorria de uma forma tão animada que Flávia conseguiu soltar um pequeno sorriso.
– Quer sentar com agente? Vamos lá te apresento as garotas. — Então Flávia foi conhecer as garotas.
– Essa aqui é a Juliana e a Martha, creio que você já a conheça um pouco.
– Oi Flávia — Disse Juliana, uma menina de olhos pequenos e sorriso fino, Martha acenou pra Flávia.
– Essas são Lohanne e Letícia, são novatas aqui também e essa é a Gabriela ou só chame de Gaby mesmo.
– Oii, tudo bom? — Falou uma garota roqueira que aparentava ser bem maluca.
– Essa é a Melina, mas pode chamá-la de Mel. — Melina era uma garota bipolar, então mudava o seu humor inesperadamente.
– E por fim, essa é a Amanda — E quando Tamires terminou de falar, uma garota de cabelos enrolados e pretos se coloca na frente de Tamires, bastante sorridente e diz:
– Ooii. — Disse Amanda, no fundo elas queriam passar confiança para Flávia vencer sua timidez.
– Você é sempre assim ou é só por causa da timidez? — Perguntou Juliana.
– Deve ser timidez. — Respondeu Flávia ainda tímida, mas foi a partir daí que ela começou a se soltar mais, ao poucos ia ganhando intimidade, não seria fácil, mas também não seria impossível. Na rua da casa da sua prima, Gabriel recebia uma prima vinda de Brasília, Betina, uma garota eufórica e super agitada, tem apenas 11 anos, mas apesar de ser uma criança desastrada, Betina (Ou Bety, que era seu apelido) era uma garota inteligente e adorava ler e foi assim que com o tempo foi chamando a atenção de Flávia que por sua vez tornou-se sua amiga.
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