A passagem do milênio
6 A cabeça da Ordem da Cruz de Kyo
Notas iniciais
No Sexto mês daquele ano as coisas continuavam tensas. Faziam quatro meses que o grupo de Kyotsugo se esgueirava pelas sombras para combater o Assassino e um mês que ele estava ‘infiltrado’ na casa de seu amigo para vigiar o Assassino.
Em um dia que parecia ser sossegado, Kyotsugo parecia mais natural impossível! Todos ali – até quem não o conhecia – estavam estranhando a forma como ele agia. O grupo misterioso chamou todos para conversarem no jardim do Clã. Eles disseram que tinham informações que podiam ajudar e todos prestaram atenção. Mas o que veio foi inesperado!
— Eu quero a cabeça da Cruz de Kyo agora! – ele foi direto e tirou expressões de dúvida de todos.
— Cabeça? Do que está falando? – Rikuo se colocou a frente para resolver.
— Não se faça de desentendido! Aqui é o Leste. Um grupo de informantes aleatório nunca teria êxito aqui graças a presença do Clã Nura e a independência de vocês neste âmbito. Só pode ser alguém deste Clã mesmo! Me entreguem! – o homem estava claramente enfurecido.
— Não sabemos nem o que está acontecendo direito e você quer que saibamos quem é essa cabeça que você tanto quer? – Tamazuki tomou a frente.
— Se é assim tudo bem. Vamos nos divertir! – o homem estalou os dedos e nenhuma reação veio.
Ele não entendia e todos ali muito menos e ele começou a gritar enfurecido chamando por alguém; até que uma pedra atingiu a cabeça dele, fazendo-o se virar e colocar seus olhos sobre quem atirou a pedra.
— Para de dar chilique! – era Kyotsugo que tinha atirado a pedra – Acho que o que você está tentando fazer é isto. – Kyotsugo estalou seus dedos naquela hora e milhares de combatentes apareceram.
As milhares de pessoas que apareceram estavam armadas de tudo quanto é jeito: espadas, armas, arcos, lanças, shikigamis... Tudo! Uma parte cercou o Assassino, outra colocou seus subordinados no chão, outra colocou ele no chão e outra se posicionou em volta e na frente de Kyotsugo.
— Eu posso ter o prazer? – Megami dirigiu-se a Kyotsugo que assentiu – Este é Kyotsugo, a cabeça da Ordem da Cruz de Kyo, a grande organização de informantes do Leste! O boato que corre por ai de que existe um humano no comando de uma organização de informantes é verdadeiro. – terminou Megami.
— Isso é mentira! Um humano nunca poderia comandar uma organização de informantes e me dar tanto trabalho! Jamais! – o Assassino estava claramente nervoso.
— E por que não? – Kyotsugo deu um passo a frete – Não fez sua lição de casa por acaso? – o Assassino o encarava espantado – Eu estive por meses limpando sua bagunça e perdendo meu sono por sua culpa e você me vem com essa? HÁ! Ta bom! – a indignação de Kyotsugo era clara – Você ameaçou minha família, meus amigos e minha casa e achou mesmo que eu ia deixar passar? Hosimaru Enero.
— Não pode ser... Um humano!? – um dos subordinados do Assassino se pronunciou.
— Como descobriu isso? – outro subordinado se pronunciou.
— Quem diabos é você? – o outro subordinado tentou se erguer para questioná-lo mas foi impedido pelas forças de Kyotsugo.
— Eu já lhes disse quem sou e me recuso a repetir-me. – Kyotsugo se pronunciou – Bem, antes de mais nada, acho melhor lhe esclarecer umas coisinhas: primeiro, achou mesmo que eu ia ficar parado e lhe entregaria a última sacerdotisa do santuário do Oeste? É óbvio que não! Jamais! Em hipótese razão circunstância nenhuma!; segundo, se está esperando seus subordinados eles não vão vir! Eu ordenei que fossem selados e/ou mortos para então serem todos isolados em dimensões nulas, para realmente não retornarem!; terceira, ninguém mexe com a minha família e meus amigos comigo vivo e sai ganhando! – ele terminou.
— MALDITO HUMANO!!!!! – Enero estava enfurecido.
— Bla, Bla, Bla.... Muda o disco cara! Todos falam a mesma coisa. – Kyotsugo debochou da ameaça – Bem, nada mais justo para o fim de um assassino de divindades do que ser executado por divindades. – naquele momento as divindades de seu grupo avançaram contra Enero e seus subordinados que ainda estavam vivos.
— De a ordem para podermos agir, por favor! – Megami era uma das divindades.
— Façam! – Kyotsugo deu a ordem e as divindades pulverizaram, literalmente, o Assassino e seus subordinados restantes.
Com o término todos começaram a rir descontroladamente da situação.
— Você realmente consegue! – Sore não se continha e ria sem parar enquanto tentava falar com Kyotsugo.
— Conseguimos! Você é de matar mesmo! – Megami se abraçou em Kyotsugo
— Você realmente não morreu ainda por que o diabo não quer concorrência no inferno! – Deniro (um dos membros do grupo de Kyotsugo) tornou pública sua teoria sobre ele e foi acompanhado do resto da organização.
A palhaçada e as piadas eram incessáveis; porém, um grupo não estava entendo aquilo.
— Cara, que qui ta pegando? – Shima estava indignado e confuso, assim como o resto da turma e todos que estavam ali.
— Vocês vão terminar de resolver esse problema. – Kyotsugo se dirigiu a seus subordinados – Eu tenho umas coisas para resolver por aqui.
— Você vai ficar bem? – Megami estava claramente preocupada com ele.
— Vou sim. Não existe mais razão para esconder isso. – ele ainda parecia apreensivo e com receio.
— Você consegue meu amor. – Megami lhe deu um beijo e foi embora com a organização inteira (exceto aqueles que ainda tinham divindades a proteger).
— Que tal sentarmos e batermos um papo? – Kyotsugo deu um falso sorriso com uma mascarada expressão de calma que seus amigos reconheceram na hora.
— Bem, por que não? – disse Rikuo indo em direção a sala de reuniões e sendo seguido por todos os líderes que ali estavam e seus amigos.
O clima estava muito pesado dentro da sala, e Kyotsugo continuava apreensivo. Ele, então, respirou fundo e falou:
— Por onde devo começar? Hmmmm.... Acho que pode ser desse ponto mesmo – ele pensou sozinho um pouco.
Todas as atenções estavam voltadas para Kyotsugo que começou a explicar.
Fale com o autor