A nova vida de uma alma sem lembranças
5 Capítulo 5 - Primeiros passos, primeiras palavras.
Notas iniciais
Um pouco mais de um ano se passou.
Eu sei que passou um ano pois foi feito uma pequena festinha em casa no meu aniversário.
Algumas outras mulheres adultas apareceram e conversaram com minha mãe.
Algumas com crianças e outras sem.
Meu pai também estava lá, ele e minha mãe pareciam bastante felizes.
Um pouco antes houve a festa de meu irmão, ele ganhou alguns presentes então eu soube que era aniversário dele.
Só depois de um tempo que eu fui descobrir que ele fez 6 anos, então nossa diferença é de pouco mais de 5 anos.
E eu achava que ele era mais velho.
Agora eu já estou arranhando no idioma local, consigo perguntar algumas coisas para minha mãe e meu irmão, e aos poucos eu estou aprendendo bastante coisa.
De fato, meu nome é realmente Dinus, minha mãe se chama Miena, meu pai se chama Targo e meu irmão se chama Metz.
Durante a minha festa eu descobri que tinha uma irmã gêmea, que nasceu momentos antes de mim, mas ela faleceu no nascimento.
Ela se chamaria Dinas se estivesse viva.
Ouvi uma mulher perguntando à minha mãe "E a outra criança que nasceu junto?" e por isso descobri.
Achei esses nomes muito diferentes, mas eu não tinha certeza dos nomes que eu conhecia em minha outra vida.
Eu me lembrava de nomes de pessoas importantes para a história como Napoleão, Washington, Elizabeth e Nobunaga, também me lembrava de nomes que eram considerados comuns no meu país, como João, José, Maria, entre outros. Mas esses nomes novos fugiam do comum para mim.
Outro ponto que notei aqui dentro de casa é que não existe tanto pudor.
Minha mãe não parece se importar em ficar nua na minha frente, na frente do meu pai ou do meu irmão.
Principalmente a parte de cima do corpo.
Eu frequentemente vejo-os sem utilizar nenhuma roupa na parte de cima do corpo quando estão dentro de casa.
Ninguém parece se importar muito com isso.
Por isso também eu vejo o quanto minha mãe e irmão são magros.
É possível ver as costelas deles facilmente.
Até o meu pai, que é bem mais encorpado, eu consigo ver seus ossos com facilidade.
É como se eles tivessem alguma doença ou sofressem de desnutrição.
De qualquer maneira eu também consegui começar a andar.
Por causa de meus esforços eu consegui forças para começar a andar antes de completar 1 ano, e agora eu consigo ir sozinho para todo o canto da casa e ficar enchendo minha mãe de perguntas.
Quando eu comecei a andar minha mãe ficou bastante surpresa, mas ela ficou bem feliz também, dizia que eu era muito precoce para essas coisas.
Já eu fiquei aliviado de ela não ficar com medo.
Meu pai por outro lado abriu um sorriso enorme no rosto e ficou todo alegre de me ver andando, dizia que os dois filhos deles eram gênios.
Acho que meu irmão também foi um pouco precoce. Eu mesmo achei que ele era mais velho no começo.
Talvez isso me ajudou a não chamar tanta atenção assim.
Obrigado Metz...
?
~ Ponto de vista de Miena ~
Um ano se passou desde que Dinus nasceu.
Quando ele nasceu eu estava grávida de gêmeos, mas a outra criança não sobreviveu ao parto.
Ficamos muito felizes em saber que ele sobreviveu até 1 ano e decidimos comemorar.
Algumas amigas minha e amigos do meu marido vieram nos visitar, pois eles também estavam preocupados.
De qualquer maneira, com apenas 1 ano de idade Dinus já fala muito bem.
Ele me pergunta muita coisa e sempre está falando.
Ele fala até mais do que o normal para uma criança que já sabe falar.
Também faz perguntas que eu não sei responder.
Além disso, antes mesmo de completar 1 ano ele já havia aprendido a andar.
Eu já não ficava tão surpresa, mesmo assim, é muito cedo.
E ele não andava como uma criança que acabou de aprender a andar, parecia mais que ele sempre soube andar e só precisava criar forças para isso.
Quando mais novo ele era sério e sorria poucas vezes, mas agora ele é muito carinhoso e sorridente.
Ele sempre agradece e é educado.
Apesar daquele comportamento estranho no começo, agora ele está muito mais fofo e vive me abraçando e adora quando eu faço um cafuné nele.
Seu irmão não foi assim, logo que ele aprendeu a andar e falar ele ficou mais distante, mas Dinus parece ter sido o oposto e ficou muito mais apegado a mim agora.
Ele também gosta muito do seu pai, que está sempre ocupado com o trabalho, então sempre que ele está em casa Dinus fica perto dele conversando, perguntando um monte de coisas e abraçando.
É um comportamento incomum e não fomos nós que ensinamos isso a ele.
De qualquer maneira, isso o torna bastante único e eu me sinto muito bem em relação a isso.
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