A nova vida de Thomas Jackson
3 O Dom.
Notas iniciais
Bella Swan é uma vampira extremamente forte, e ligeiramente perspicaz. Como eu estava estupefato por suas habilidades físicas e mentais... Acho que posso falar isso, é meio estranho... Mas eu consigo ver uma camada ao redor de Bella que se expande em forma de um véu. Inicialmente fiquei intrigado com isso, mas depois que Renesmee me mostrou as imagens eu fiquei curioso sobre o que é ser um vampiro. Por um lado eles parecem tão comuns, parecem tão alegres e ao mesmo tempo, frios, mortos e predadores mortais.
Renesmee me explicou sobre sua capacidade, e eu não contive meus sentidos super aguçados de escutarem outro baque forte vindo da sala de estar. Meus olhos vermelhos tremeram e Bella sorriu para mim... Ela parece ser uma mulher boa, parece uma adolescente madura... Eu fiquei interessado nela, pois parente diferente dos outros.
Ela não é uma vampira sinistra, e parece me entender melhor que os outros.
– Como foi para você? – Bella me olhava cuidadosamente com um ar de leveza ao seu redor.
Eu bufei tentando esquecer toda a tensão. Lembrar-se de como o veneno de Emmett invadiu minhas veias e artérias, fazendo meu sangue borbulhar assim como quando ácido clorídrico entra em reação com água. Queimou e eu não gostaria de sentir isso de novo.
– Ardeu, queimou... Pareceu como se um inferno todo borbulhasse meu sangue... Foi como se sangue novo houvesse sido injetado em mim e o meu corpo o recusasse!
Jacob se mexeu desconfortável, ele fedia a pelo molhado, porém Renesmee parecia se sentir bem perto dele, pois sempre que os dois se olhavam sorrisos brancos, vividos e cheios de emoção era dado um para com o outro.
– Para mim foi difícil, no entanto – Bella olhou para Renesmee. – Mas necessário, foi escolha minha.
Eu fiquei confuso, aquelas palavras pareciam incoerentes e eu em sentia um corretor ortográfico que tentava encontrar um erro gramatical ou de colocação nominal. Eu passei a mão pela mesa e senti o atrito em meus dedos sem emoções.
– Como você pode ter escolhido para si essa vida?
Bella não mudou sua expressão, ela continuava com a mesma expressão sonsa que só agora o apelido que Emmett havia dado para ela começava a ter sentido. Sonsa, sinceramente era isso que sua expressão era. Os olhos não estavam refletindo sentimentos, suas sobrancelhas não eram expressivas; seu sorriso era aparente... Era como um rosto esculpido em mármore.
Ela não respondeu.
– É horrível? – Perguntei duvidoso, como se eu mesmo não tivesse certeza das palavras que saiam de meus lábios.
Bella se aproximou de mim, ela não era viva, todavia seu toque era quente. Eu sentia uma fria brisa, ou apenas minha mente sentisse aquele véu que envolvia a vampira.
– Não... Para mim não é, meu sonho foi ficar com Edward, eu tive o privilégio de ficar grávida e de ter minha filha, foram tantas emoções Thomas... É até difícil explicar...
– Eu posso mostrar... – Renesmee interrompeu a mãe.
Renesmee estendeu sua mão e a manga da blusa retrocedeu deixando seu pulso pálido amostra. Os dedos da menina eram finos e eu conseguia escutar o coração de Jacob bombear com mais velocidade, eu senti algo esquentando em mim... Os olhos do lobo estavam dourados e eu me assustei um pouco, pois no fundo da sua garganta suas cordas focais trabalhavam em produzir um rosnado baixo.
Eu segurei seu pulso com tanta força, velocidade e precisão que quase não me dei conta quando Jacob me segurou pelo pescoço e me levantou contra o ar. Se eu ainda respirasse, estaria sufocando. Eu segurei seu braço com desespero e o esmaguei com as mãos em ato de defesa. Jacob grunhiu de dor e Renesmee vendo o lobo sofrer me deu um chute na cara.
Eu voei contra a parede, o que restava de vivo em mim pulsou de ódio. Eu sentia a loucura fervilha minha consciência, e o frenesi me entorpeceram. Que não pensei duas vezes quando caí no chão, curvei meus joelhos e tomei impulso, investindo em direção à garota que me olhava receosa. Ela não iria esquivar do meu ataque porque não era necessário, Edward já estava posto com a mão no meu peito empurrando todo o meu corpo com meu chão e me imobilizado com a ajuda de Emmett. Jasper, o loiro que andava de mãos dadas com Alice, vinha logo atrás com uma postura impecável e um olhar aguçado mortífero que me impossibilitava dos pés a cabeça.
– O que aconteceu? – Emmett perguntou olhando de Bella para Jacob que tinha o braço quebrado e ensanguentado.
– Ele perdeu o controle! – Renesmee tinha a voz tremula.
Edward olhou para mim com um pouco de raiva e grunhindo para mim.
– Disso eu já dei.
– O segurem! – Eu me debati e o chão rachou com a força que bati minhas pernas no chão. – Com mais força, não quero correr riscos!
Alice colocou a mão no ombro do noivo e beijou o lombo da orelha dele, enquanto estampava um sorriso sapeca no rosto.
– Jasper, não seja bobo... Ele é só um recém-criado.
Jacob deu um grito de dor.
– Alguém pode me ajudar? – Ele estava com cara de choro. Renesmee desesperada se posicionou ao lado de Jacob e ficou receosa de mexer no estrago que fiz.
– Mamãe, Papai! – Renesmee clamou aos pais.
Bella ficou parada onde estava.
– Não podemos fazer nada filha, a não serem alguns tratamentos... Sinceramente, Carlisle você pode fazer algo por ele?
– Bella! – Jacob reclamou do tom que ela usou falando sobre ele.
Jasper parado na minha frente se ajoelhou e com a mão direita agarrou a parte de trás da minha cabeça e fez meus olhos se encontrarem com os seus. Eu ainda estava puto com todos e queria matar eles todos, porém os olhos de Jasper estavam me influenciando à outra coisa... Minhas emoções começavam a se tornarem Zens e minha estrutura física relaxou por completo não necessitando da força de Emmett e Edward para me segurar.
– Ele não é mais perigo, mas parece ser um recém-criado bem selvagem. – Ele fez uma pausa dramática e pura ilustrativa para todos se focarem nele. – Você parece ter escolhido alguém bem esquentadinho, para ter como submisso grandalhão!
O sorriso sarcástico de Jasper fizera Emmett oscilar, Rose estava parada na porta da cozinha com uma expressão de intolerância estampada no rosto. Carlisle estava com um quite médico dormindo ao seu lado enquanto tratava de colocar o osso do braço de Jacob no lugar e preparando um suporte para que o movimento do andar não prejudicasse o osso do braço.
– Aí, dói! – Reclamou.
– Não seja molenga, Quileute!
– Molenga?
Edward riu.
– Fique calada, fadinha brilhante!
Provavelmente ele não deveria ter falado aquilo, todos o encararam de uma forma tão ameaçadora que até mesmo eu grogue e entorpecido por essa sensação de paz e leveza fiquei arrepiado e recuado. Era simples explicar o que senti, era como se vários e vários predadores estivessem encurralando uma única presa. Era medonho, assustador e traumatizante.
– Que babaca, não tem medo da morte! – Rose cuspiu as palavras e foi até a geladeira pegando um drinque vermelho e colocando o mesmo dentro de uma taça que colocou dentro do forno e deixou esquentando por algum segundo, quando saiu do aparelho estava quente, aromático e um pouco borbulhante.
– Sangue? – Balbuciei.
Emmett me ajudou a levantar e concordou.
– Sim, é sangue.
– Numa taça, guardado na geladeira? – Perguntei confuso.
Todos riram.
– Para caso de emergência garoto, não somos feitos de aço! – A mulher mais velha com olhos gentis e sorriso acolhedor estava envolvendo a mim em um abraço.
– E isso é um caso de emergência?
– Vamos dizer que sim, se Rose não se satisfazer agora vai tentar arrancar seus membros e fazer uma grande fogueira com eles!
– Esme, não diga isso. – Carlisle repreendera a mulher que deveria ser sua esposa.
Jacob ainda reclamava do machucado, mesmo que o vampiro anfitrião tivesse feito tudo ao seu alcance ele ainda balbuciava coisas e grunhia inconformado.
– Não reclame tanto Jacob, você vai se recuperar rápido. É novo e vigoroso. – Carlisle falava.
Eu olhei para as minhas mãos e notei a confusão que havia feito e me senti um pouco mal, não queria machucar Jacob que mal conheço. Levantei-me, não sabia bem o que estava fazendo, minhas mãos agiam por vontade própria e só consegui me dar conta que agarrava a mão do lobisomem e me concentrava em algo.
– O que faz? – Jacob o olhava receoso.
Os outros avançaram, mas Carlisle interviu.
– O deixem! – Falou autoritário.
Meu corpo formigava, eu me lembrava da sensação de queimação do veneno e mais intensamente lembrei-me de como minhas células e anticorpos tentavam lutar, em minha cabeça eu gravei a lembrança de como o meu tecido se regenerou. Minha mente e corpo se lembravam da rápida sensação de reconstruir um osso, enquanto o cálcio agia com agilidade para renovar o a casca e fechar a rachadura.
Eu passei essa sensação para o corpo de Jacob, as lembranças das minhas células foram transferidas para a cabeça de Jacob que tinha seu braço sendo posto no lugar. Não se passou muito tempo para mim, porém quando olhei para o céu além da vidraçaria estava amanhecendo e todos pareciam abismados com o que eu havia feito.
O braço dele não estava mais acabado. Estava intacto e Renesmee era a que mais me admirava junto com Carlisle e Jasper.
– Meu braço.
– Está sarado! – Renesmee tinha alegria ma voz.
Emmett veio até mim e escutei um grunhido de raiva de Rose e um copo voando contra a parede.
– Eu vou me retirar! – Disse Rose.
– Isso foi incrível! – Emmett tinha um sorriso bobo no rosto, era o mesmo de quando ataquei o puma, era um sorriso de orgulho e brilho no olhar.
Carlisle veio até mim e colocou a mão em meu ombro.
– Foi realmente espetacular garoto, você tem um dom magnífico!
Eu sorri. Fazia um tempo que me sentia perdido, que em sentia um nada desde a minha vida humana. Mas agora como um caçador noturno, como um vampiro eu era superior a qualquer um que em humilhou... Eu sou superior ao patife do meu pai.
–- Você sempre foi superior ao seu pai! – Edward falou.
Eu agradeci timidamente pelo elogio.
– Obrigado... Mas o que eu fiz?
– Parece ter a capacidade de acelerar o trabalho celular da reconstrução de tecido, músculos e ossos. Deve ser algo como uma aceleração do processo de cura do corpo em geral, simplesmente deve ser capaz de criar anticorpos também para combater doenças. – Carlisle me via com outros olhos. – Preciosismo, você é um talento único.
– Carlisle, está falando como os Volturi! – Advertiu Esme.
O anfitrião dos vampiros tomou compostura e coçou a garganta. Ele olhou para os outros e se preparava para anunciar algo.
– Os que estavam na sala já sabem a decisão, acho que só preciso repetir para Bella, Nesme e Jacob... E para você também Thomas!
Eu assenti.
– Vão fazer algo comigo?
– Muito pelo contrario garoto, nós o Clã Cullen tomamos a digníssima decisão de adotar você como um de nós.
Eu baixei os olhos.
– Por causa da minha habilidade?
Ele balançou a cabeça.
– Não jovem Thomas, nós já havíamos deixado com que você ficasse com nós antes mesmo de você chegar aqui.
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