A nova garota
45 Tentando sobreviver algemados!
Notas iniciais
Estar algemada com Kanato é HORRIVEL! Tá? HORRIVEL!
Não passamos nem um dia acorrentados para eu descobrir que é um inferno!
Bem... Como assim? Primeiro, estamos muito constrangidos um com o outro! Segundo, não dá para ele me dar nenhuma ordem com nós acorrentados, então não dá para quebrar o clima! E terceiro: È SIMPESMENTE HORRIVEL
“Como assim?” Somente leia...
Primeiramente, estamos procurando Mika para cala, para a gente pedir para ela soltar a gente (correção: matar ela). Mas não estamos a encontrando de jeito nenhum!
– Acho que ela deve ter se escondido por ali! – Falei apontando para um corredor na esquerda.
– Não! – reclamou Kanato – Por aqui! – disse apontando pelo corredor a direita. Conclusão: nós dois fomos andando ao mesmo tempo para cada lado, e então as algumas nos puxaram de maneira que caíssemos para trás.
Minhas costas bateram com a dele, e então caímos de bunda no chão.
Nós nos encaramos, meio enrubescidos. Realmente é difícil não corar do jeito que estamos perto um do outro.
– Er... – murmurei meio constrangida. Nós nos levantamos, sem nos encarar.
– Teddy... Vamos ir pelo caminho da Thammy – ouvi ele murmurar para o urso enquanto seguia o corredor da esquerda.
– Não – falei – Vamos pelo teu caminho! – Afirmei indo pela direita. Viu gente? Nossas opiniões estão sempre ao contrario! Ou seja! INFERNO!
Bem, nós fomos, de novo por caminhos opostos... E por isso fomos puxados de novo... Mas foi bem pior dessa vez...
Eu caí primeiro, desabando para trás, puxando consequentemente Kanato, fazendo com que ele acabe caindo em cima de mim.
Nós nos encaramos corados.
– V-vamos seguir pela esquerda – murmurei engolindo um seco. Kanato assentiu concordando.
Viu o que eu falei? È realmente um inferno ficarmos presos assim!
Enfim... Depois de procurarmos a peste pela casa toda, decidimos que a doida já tinha ido embora!
E isso foi confirmado quando eu decidi perguntar ao Shu e ele disse:
– Ela foi embora já faz algumas horas – falou sem nem abrir os olhos. EU MATO A MIKA!
Eu encarei a algema em minha mão... Considerei a hipótese de amputar meu braço. Talvez se eu colocar fogo ou algo do tipo essa algema derreta ou algo do tipo.
Enquanto eu pensava em mil e uma maneiras de tirar essa merda, Kanato falou?
– Thammy – ele chamou. Eu lhe encarei.
– O que foi? – perguntei.
– Bem... – Ele olhou para baixo enrubescido – Eu preciso ir ao banheiro...
– Então vá! – murmurei. Ele me encarou incrédulo. Demorei dois segundos para entender o que ele estava querendo dizer. No momento que entendi, enrubesci – Há... N-não dá para você segurar? – perguntei meio sem-graça.
– S-Segurar? – Ele perguntou.
– Sim! Até eu encontrar Mika quando ela vier amanha e forçar ela a tirar isso da gente!
– Assim você vai matar o garoto – murmurou Shu que ainda estava ouvindo a conversa.
– Cala boca que conversa entre A e B, C não entra! – falei frustrada.
– Mas não vou conseguir segurar por muito tempo! – murmurou Kanato.
– Okay! Então vamos ver se conseguimos tirar isso! Okay! – falei. Ele assentiu!
Tentativa numero um!
– Vamos puxar as algemas! – falei – Você puxa para um lado, que eu puxo para o outro! Entendido?
– S-sim!
Nós tentamos puxar as algemas, um para cada lado, como se fosse um cabo de guerra.
No fim não aconteceu nada! Somente uma dor de braço!
– Posso ir ao banheiro agora? – perguntou Kanato.
– Não! – falei rapidamente! Porque é hora da...
Tentativa numero dois!
Estávamos na cozinha. E eu estava tacando detergente no nosso braço.
– È bem parecia com a primeira, mas desta vez tem detergente.
– Não acho que vai dar certo! – murmurou Ayato que estava lá, só observando a treta.
– VAI FUNCIONAR SIM! – reclamei – Agora vamos Kanato, puxando em um... Dois... Três!
Deu a mesma merda da tentativa numero um!
– Já posso usar o banheiro? – perguntou Kanato novamente.
– NÃO — Gritei frustrada.
Tentativa numero três!
– Atenção! — Falei para Kanato – Eu tenho um clipe de papel! E vou tentar abrir as algemas a força.
– Você consegue?
– Claro que consigo! – falei sorrindo!
Não consegui! Porra! Nos filmes parece bem mais fácil...
– Posso ir agora? – perguntou Kanato.
– Nananinanão – argumentei.
Tentativa numero quatro
– Isso não vai dar certo... – Murmurou Ayato que estava por perto.
– Não pedi tua opinião! — Exclamei. O que iria acontecer? Bem, eu tinha um martelo em minha mão! E estava pronta para detonar aquela porra!
– T-Thammy... E-E se acertar a gente? – Perguntou Kanato.
– Fica frio! – falei. Coloquei nossas mãos sobre uma mesa, e então me virei para Ayato – Ayato, já que você quer observar, porque não faz algo de útil e segura nossas mão, sabe, para evitar movimentos involuntários.
– Tsc... Tanto faz – Ele murmurou dando ombros e segurando – Não vai dar certo mesmo!
– Cala a boca – murmurei – Se não vou me desconcentrar!
– Nã-o va-i dar cer-to! – Ele falou silaba por silaba.
– CALA A BOCA! – Gritei bem na hora que abaixei o martelo, com força total. E... Acertou a mão de Ayato.
– AI PORRA!!! – Ele gritou segurando a mão – Você acetou minha mão!
– E você não calou a boca! – Gritei.
– Thammy... Posso ir ao banheiro agora? – perguntou Kanato, cruzando as pernas.
– Já falei eu não!
Tentativa numero cinco
– Agora! Em vez de um martelo, eu tenho um machado! – falei mostrando a Kanato.
– E-eu to com medo – pronunciou.
– Não fica com medo! Mesmo se acertar sua mão, a gente fica livre! – falei. Ele me encarou incrédulo.
– Não! Não quero essa! – ele disse – Eu quero usar logo o banheiro! –disse desesperado. Lhe encarei. Ele estava de pernas cruzadas, se mexendo inquieto e apertado.
– Ai meu deus! Não tem nada que posso fazer? – perguntei. Ele negou com a cabeça.
– Tá! FAÇA LOGO! – falei com raiva.
Ele saiu correndo, me levando junto, pela casa, indo até o banheiro.
Eu me virei, de costas, evitando olhar. Foi meio difícil, já que as algemas ficavam puxando meu pulso enquanto ele tirava as calças.
Não consegui evitar olhar. Mas foi bem sem-querer! Eu juro! Eu não quis olhar, foi sem-querer!!!!
Kanato percebeu que eu olhei, e então logo desviamos o rosto, corados. Automaticamente eu me lembrei “daquela noite”
Senti meu rosto ficar mais vermelho ainda.
– A-Acabou Kanato? – perguntei sem lhe encarar.
– Sim... – O ouvir falar em um sussurro. Senti as algumas puxarem o meu pulso enquanto ele levantava as calças.
Cada vez mais eu penso que usar algemas é um inferno!
***
Agora é de noite... Depois de mil e umas tentativas para tentar tirar essas algemas (que só podem ser de aço) e falar todas as vezes, estou morta de cansaço, e com muito sono!
Não fui tomar banho, não fui rocar de roupa! Somente me deitei na cama. E Kanato, também(afinal, estamos acorrentados).
Deitamos o mais longe possível um do outro. A posição que fiquei para dormir foi muito desconfortável por conta das algemas. È definitivo, um dia ainda mato a Mika!
***
– Como assim não vai poder vir hoje? – perguntei no telefone. Estava conversando com Mika no celular, e ela acabou de falar que não podia ir nos visitar hoje.
– Pois é... È que meu irmão engoliu uma formiga viva, e mina mãe levou ele para o hospital!
– Mas e eu e o Kanato? – perguntei.
– Não tenho culpa se meu irmão é muito escroto! Uma vez ele comeu minhocas no lugar de macarrão durante uma semana! E ainda colocava ketchup!
– Eu não ligo se seu irmão é estranho! Quer dizer, deve ser genético, já que você também é estranha – murmurei.
– Como assim estranha? Sou uma pessoa completamente normal! – falou na defensiva.
– Claro... Uma pessoa completamente normal que algema a melhor amiga á um vampiro! – falei com ironia.
– Opa! Meu irmão está vomitando... E saiu umas moedas... Teno que desligar! Tcau!
– Mika! – gritei – Espera! ESPERA PORRA!
“Tu...Tu...Tu...Tu...”
Eu desliguei o celular, fervendo de raiva.
– O que ela disse? – perguntou Kanato me encarando.
– Disse que não podia vir por causa do irmão escroto dela! – falei com raiva. Nesse momento que queria ser Subaru para poder dar um soco na parede e quebra-la. (Ou melhor... Na Mika).
– Ho... Não... – ele murmurou desanimado.
– Sabe o que vou fazer? Vou ficar sem me trocar, sem ir ao banheiro, sem tomar banho até amanhã quando ela vier!
–Você é muito porquinha mesmo! – murmurou Ayato que se aproximava.
– E eu ligo para isso? – perguntei levantando uma sobrancelha.
De repente, do nada, Ayato tira um balde das costas, cheio de lama e derrama dobre mim.
– O QUE È ISSO? – perguntei perplexa.
– VINGANÇA POR TER ACERTADO MINHA MÃO! – gritou mostrando a mão, toda enfaixada.
Eu lhe encarei, incrédula.
– EU VOU TE MATAR! – Gritei tentando desferir um soco em sua cara, mas Kanato me segurou.
– Calma Thammy! – ele murmurou.
– Solta, Kanato! – falei.
– Boa sorte a vocês – murmurou Ayato piscando um olho e saindo do local.
– EU VOU TE MATAR, VIU AYATO? CONSIDERE-SE UM VAMPIRO MORTO! – gritei, fervendo de raiva.
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