A nova garota
42 Ratos
Notas iniciais
VOLTAMOS PARA CASA! PUTA QUE PARIU! ALELUIA!
Tive vontade de sair correndo para meu quarto e abraçar minha cama, mas meu pé ainda estava quebrado.
– Chegamos! – os meninos exclamaram animados assim que pisamos dentro da casa. Pareciam que queriam beijar o chão, sério.
E Kanato... Tenho certeza que ele queria me jogar para fora de suas costas, como s eu fosse somente uma mochila pesada (quer dizer, nada pesada), mas acho que lembrou que eu sou um ser vivo antes de fazer tal ato.
– Posso finalmente te colocar no chão? – perguntou Kanato, entediado.
– Claro que não! – argumentei – Assim vou ter que subir uma reca de escadas com esse pé machucado! Ou seja: PARA O QUARTO! – Falei apontando para as escadas. Kanato bufou.
– Teddy, a Thammy é muito relaxada – murmurou resmungando enquanto subia bem devagar as escadas. Um degrau por vez, com bastante esforço.
– Qual é? Eu não sou tão pesada assim! – falei dando um tapinha na sua cabeça – Vai com fé, porque fé move montanhas, ou seja, quilos de Nutella! – falei claramente avacalhando com sua cara.
– Cala a boca – ele murmurou.
– Awwwwn, está ficando irritadinho! – murmurei segurando em suas bochechas.
E então, ele me tirou de suas costas, e me colocou sentada na escada.
– Melhor assim, não é, Teddy? – ele disse direcionando a ultima pergunta ao urso.
– HEY! – falei – E eu?
– Eu não vou te ajudar – Declarou Kanato se virando para subir o resto da escada.
– Espera! – eu segurei em seu tornozelo, impedindo-o – Kanato... Lindinho, prometo que não te irrito mais – falei fazendo bico.
– Não – falou com uma cara entediada.
– Por favor – falei quase implorando.
– Não.
– Vai Kanato...
– Argh! Somente se você cala a boca!
– Yaaaay! – comemorei. Mas ele não me colocou sob suas costas, e sim em seu colo. Eu engoli um seco e corei um pouco.
– Assim fica mais fácil de te carregar – ele murmurou, ao ver minha cara.
– Há, tá... – murmurei.
Assim que chegamos em meu quarto, Kanato me olhou e perguntou:
– E agora?
–Me coloca na cama – falei – E chama a Mika para ela me ajudar — Kanato deu um suspiro e me deitou na capa, e saiu do quarto murmurando um “ela dá muito trabalho, né Teddy?”.
Eu dei uma risadinha.
– Ai, ai... Kanato – murmurei rindo.
Logo Mika chegou no quarto. Ela teve que me ajudar a tomar banho e trocar de roupa (já que virei uma completa inútil com meu pé).
– Thammy, já vou! — ela disse quando terminou de me ajudar – Mas eu não vou estar aqui sempre, como você vai fazer na minha ausência? – Ela perguntou, mas com um enorme sorriso malicioso.
– Eu não vou pedir ajuda ao meninos – esclareci cruzando so braços.
– Há! Assim você vai quebrar meu coração shippador! – ela disse fazendo bico.
Eu ri da reação dela, e logo em seguida ela foi embora.
E então, no meio do meu quarto confortável... Eu dormi.
***
Acordei com um barulhinho.
Eu, bem devagar abri os olhos. Estava escuro, e não tinha nada no quarto. Ascendi o abajur, tentando enxergar alguma coisa.
Vi alguma coisa correndo pelo chão. Eu estreitei os olhos e vi. UM RATO!!!!!!!!!
Eu dei um enorme grito de pavor. Logo, a posta do quarto abiru, e lá estavam os meninos, de pijama, me encarando incrédulos.
– O que aconteceu? – perguntou Ayato.
– Um rato – Falei apontando para o chão.
Todos eles me encararam como se eu fosse louca.
– O que? – perguntei – Eu tenho trauma! – Falei.
– Não deve ser tão terrível assim... – murmurou Ayato dando um passo para dentro do quarto. Assim que ele fez isso, debaixo da cama, veio uma ninhada de ratos pulou em cima dele.
Sim, você leu direito. Ela um monte! Parecia mais um enorme jato de agua, do que ratos.
A minha primeira reação foi dar um grito, um grito enorme enquanto eu me agarrava as cobertas.
A minha segunda reação foi rir. RIR PARA CARALHO ao ver Ayato no chão, com um monte de ratos e ratazanas em cima dele.
– Meu deus! – falei entre risos – Caralho... Ayato, o que você estava dizendo mesmo? – perguntei entre risos.
O mesmo, no chão, me lançou um olhar venenoso
– Que era pra vocês me tirarem logo daqui! – falou tentando se levantar. Mas os outros meninos estavam mais preocupados em tentar não rir.
Nesse momento, enquanto eu me acabar de rir, um rato pulou em cima de minha cama. Eu gritei, um grito super alto e agudo que acho que poderia estourar os ouvidos de alguém.
– ALGUEM ME TIRA DAQUI! – pedi – Tem UM rato em cima da minha cama! – falei pegando meu travesseiro e batendo varias vezes no rato tentando espanta-lo.
– Sai daí sozinha! – murmurou Ayato com ironia enquanto tentava se levantar.
– MAS O CHÃO ESTÁ INUNDADO DE RATOS!!! – gritei.
– E então está querendo dizer para um de nós entrar na “inundação”? – Perguntou Subaru.
– Exatamente isso! – falei. Eles me encararam, como uma cara dizendo “Foda-se”.
– Não obrigado – murmurou Ayato.
– Dessa vez não, Bitch-chan... – Disse Laito.
– Isso não é um dever meu... – Falou Reiji ajeitando os óculos.
– Não estou afim – falou Shu preguiçosamente.
– Nem fodendo! – Disse Subaru.
– Eu e Teddy não queremos entrar aí! – Disse Kanato.
Ai meu deus! To fodida... De repente passou uma ideia na minha cabeça. UMA PESSIMA IDEIA, mas uma ideia...
Eles estava já fechando a porta do quarto, quando eu digo:
– Eu vou ser submissa por uma semana para quem me pegar! – falei. Okay, essa definitivamente é a pior ideia de todas.
Mas pelo menos deu certo. Todos me encararam um segundo.
– Eu quem vou pegar primeiro! – Disse Ayato entrando no quarto.
– Eu quem vou! – reclamou Laito – Eu quem vou me divertir com a Bitch-chan.
– O que vocês está pensando? – murmurou Shu – Eu quem vou pegar! Ter sangue sem sair do lugar?
– Vocês são inferiores demais! Eu quem vou pegar! – Disse Reiji.
– Seus idiotas! Eu quem vou pegar! – Disse Subaru rosnando.
– Teddy! Vamos! — Disse Kanato para o urso.
Nossa... Foi realmente uma mudança drástica.
Eu encarei os meninos, entrando no meio da avalanche de ratos, e se empurrando tentando chegar em mim primeiro.
Tentei não rir, mas foi difícil.
Eles ficaram o tempo todo, empurrando um ao outro, e nem se preocuparam em vir me buscar.
Eu suspirei, apoiando a cabeça nas mãos. Eles são tão idiotas...
– Thammy! – Ouvi chamarem – Olhei para o lado e vi Kanato, que estava ao lado da Kanato, tentando ficar em pá por causa dos ratos.
– Há... Você quem chegou primeiro – murmurei sem surpresa.
– Eles estavam brigando demais, né, Teddy? – ele perguntou ao urso.
– Tá legal, agora me tira daqui! – Falei subindo em suas costas e me sentando em seus ombros.
– Achei que era eu quem tinha que te dar as ordens... – Falou fechando a cara.
– Só depois que me tirar daqui! – murmurei.
Nesse momento, enquanto Kanato atravessava os quarto, os outros pararam de brigar e me encararam, perplexos.
– DROGA! – Eles reclamaram.
– Não é minha culpa se vocês ficaram brigando em vez de me salvar – falei.
E ao falar isso, recebi um monte de olhares venenosos enquanto eles saiam do quarto.
– Kanato, pode buscar minhas roupas no armário? – pedi.
– Não! – Ele respondeu rapidamente – Eu e Teddy já estamos fazendo demais vindo te buscar!
– Se você for buscar eu aumento o prazo para três semanas! – falei. Ouvi Kanato bufar. Ele me colocou ara fora do quarto, sentada no chão(já que estou com pé machucado), e então voltou para dentro.
Encarei os meninos que estava no corredor.
– Boa noite pessoal! – falei com um sorriso irônico. Eles me lançaram um olhar mortal, e logo foram embora. Como eu ri gente... Eles são tão bobos!
– Está aqui! – disse Kanato saindo do quarto e jogando uma mala em meu colo.
– Deixa eu adivinha, você socou as roupas que viu aqui dento, não foi? – perguntei.
– Isso não é da sua conta! Agora cale-se! – falou me encarando.
– Mas...
– Você disse que iria obedecer – Falou com um sorriso macabro. Eu comecei a querer me matar, depois de muita luta interna, eu somente concordei com a cabeça.
– Teddy... A Thammy está obedecendo... – Ele murmurou ao urso, rindo. Resisti o impulso de lhe dar um soco.
Fechei as mãos em um punho e comprimi os lábios com raiva. Essas três semanas vão ser fogo.
De repente, eu me dei conta de algo.
– Kanato... – eu chamei.
– O que foi? – ele perguntou me lançando um olhar venenoso – Eu te disse para não falar! – gritou. Eu fechei os olhos, contei até dez, e então fiz um sinal apontando para a boca
– Tá... Pode falar. – disse. Tive vontade de quebra-lo ao meio... Sério!
– Se meu quarto está infestado de ratos... Onde vou dormir? – perguntei.
– Vai dormir comigo – falou. Eu me sobressaltei.
– Porque? – perguntei – tem tantos quartos nessa casa e...
– Você vai ser minha serva durante três semanas – falou me encarando com um ar de superioridade – nada mais justo do que você dormir no meu quarto – falou.
Eu realmente quero esgana-lo até a morte... Mas resisti a esse impulso.
– Há, tá... Entendi... – murmurei resistindo a minha raiva.
Ele começou a andar.
– ESPERA! – gritei – Eu ainda estou com pé machucado!
– Teddy... A Thammy realmente acha que nós vamos fazer esses tipos de favor a ela? – Ele perguntou ao urso enquanto ria.
Já vi que essas três semanas vão ser um INFERNO!
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