A nova garota
32 Primeiro dia de acampamento
Notas iniciais
Estávamos acampando! Que maravilha!
Quer dizer, que bosta! Nós estamos andando há três horas fazendo trilha na floresta que havia perto da mansão Sakamaki, e meus pés estão doendo.
– Gente! – Eu resmunguei – Dá para parar? Meus pés estão doendo! – Falei cansada.
– Foi você quem quis acampar, Morango! – Disse Ayato com um sorriso maldoso.
– Vai se ferrar! – Eu falei, mas bem devagar, igual a um zumbi – Minhas costas estão doendo! – eu reclamei – Estou levando muito peso! – Murmurei.
– Thammy... – Disse Mika rindo e estreitando os olhos – Lembra que há alguns minutos atrás você entregou a mochila para Subaru levar?
– Há... È mesmo! – Eu disse rindo, e então encarei Subaru – Obrigada “Suba” – falei chamando-o pelo apelido que eu mesma inventei.
– Da próxima vez não vou ser tão bonzinho! – Ele disse com um rosnado.
– Okay, okay, podem esconder, mas eu sei que no fundo, vocês me adoram! – Eu disse rindo.
– Nunca– Respondeu Subaru rispidamente.
– Não – Respondeu Shu.
– Provavelmente não – Respondeu Reiji.
– Você tem sangue bom, nada a mais! –respondeu Ayato rindo.
– Bitch-chan... Você não tem nem peito... – Respondeu Laito com um sorriso malicioso.
– eu e Teddy lhe odiamos – Respondeu Kanato me lançando um olhar venenoso.
– Eu sou sua amiga, mas nem eu te aguento – Respondeu Mika. Eu cruzei os braços.
– Tá legal! – Eu disse parando de andar – Agora eu fiquei chateada! Vão se foder vocês, filhos de uma puta! Caralho, puta que pariu! Eu quem sou mordida, chupada, machucada todos os dias! TODOS OS DIAS! E mesmo assim tento no mínimo ser amigável com vocês... Se é assim que enxergam a nossa amizade, então não vão se importar em ir sem mim! Vão, me deixem aqui, vou me perder na floresta com risco de morrer sozinha– eu gritei.
– Já vai tarde – Murmurou Shu.
– cuidado com os lobos – Disse Reiji.
– Tomara que morra mesmo! – Rosnou Subaru.
– Provavelmente a próxima noiva vai ter um sangue melhor... – Murmurou Ayato pensativo.
– E quem sabe até peitos... – Murmurou Laito.
– Tchau Thammy, eu e Teddy vamos rir enquanto você morre! – Disse Kanato de uma maneira psicopata.
– Até mais Thammy, a gente se vê na volta! – disse Mika acenando.
– Há! Qual é? – Eu disse perplexa. Mas eles já estavam andando para longe – HEY! ESPERA! AQUIETA A BUNDA AÌ! BANDO DE FILHOS DA PUTA! – eu gritei correndo atrás deles.
– Sabia que você não iria manter a birra por muito tempo – Disse Mika rindo.
– Você sabe que eu estava brincando, não sabe? – Falei levantando uma sobrancelha – Se eles me odeiam... Ò... Fodam-se! – eu disse levantando o dedo médio – Saibam que eu odeio vocês também! – Falei rindo. Mia riu batendo palmas.
– Thammy, você precisa de um psicólogo! – Ela disse rindo que nem uma doida.
– Nunca! – Eu falei revirando os olhos – Enfim... Vai demorar muito para a gente parar, aquietar o cu durante um minuto, e dormir? – Perguntei para Reiji, que segurava o mapa.
– Sra.Litok! – Ele disse censurando-me – Revise seu linguajar!
– Não obrigada! Mas enfim... RESPONDE LOGO! – eu gritei, mas eu logo ri. Definitivamente hoje não consigo ficar brava.
– Acho que aqui estão bom para descansar! – Ele disse parando. Eu suspirei aliviada, e praticamente me joguei no chão.
Como é bom se deitar depois de horas caminhando.
– Thammy! – Gritou Mika – Se levanta! Se não entra formiga no cabelo!
– Aff... Ta legal! – Eu disse me sentando. Olhei para o céu. O sol estava se pondo, mas mesmo assim dava para ver as estrelas no céu.
Sabe, eu nunca admiti isso, mas minha parte favorita de acampar era observar o céu durante a essa hora.
Nem dia, nem noite, mas intermediário. Com o céu em um tom estranho de roxo-alaranjado, e com a visão de lindas estrelas.
Nunca se dá para ver isso na cidade, ou em casa. Mas aqui é diferente. Você olha para o céu, e vê as estrelas, mas mesmo estando a bilhões de quilômetros de distancia, parece que vão iluminar a sua noite.
– Mika... – Eu disse encarando a mesma – È melhor a gente montar logo a barraca, a gente vai dividir, lembra? – Perguntei levantando uma sobrancelha.
– Há sim! Eu lembro – Ela disse rindo – Hey, Subaru! – Ela disse encarando o mesmo – Pode me devolver minha mochila? – Ela perguntou, e Subaru respondeu jogando para ela de qualquer jeito. Sim, Mila também tinha pedido para Subaru levar a bolsa enorme dela. E quando digo enorme, quer dizer, enorme mesmo! Não tem aquelas mochilas gigantes que os alpinistas usam, cheias de tralha?
Enfim... A mochila da Mika é mais ou menos daquele tamanho. Acho que cabe até uma pessoa lá dentro!
Enfim... Mika (com dificuldade) Pegou umas coisas dentro da bolsa, e tirou aquelas coisas que se usam para fazer uma barraca.
Ela colocou no chão, e então nós duas ficamos encarando.
– Como se monta? – perguntei.
– Hmm... – Ela pareceu pensativa enquanto lia o manual – Tente encaixar a peça B na peça B3... Espera... O que? – Ela perguntou enquanto tentava juntar as peças.
– Há... Dá essa merda aqui! – falei tirando o manual de suas mãos – QUE PORRA È ESSA AQUI? – Perguntei apontando para o manual.
– Eu também não entendi merda nenhum! – Disse Mika cruzando os braços.
– Francamente... – Murmurou Reiji – Vocês precisam de ajuda? – Ele disse suspirando. Eu lhe encarei. Fiquei boquiaberta ao encontrar a sua barraca, feita, arrumada, e refinada.
– Claro Reiji! Por favor! Ajude a montar a barraca! – Eu e Mika praticamente imploramos ao mesmo tempo.
– Claro... – Ele disse começando a montar a barraca.
Resumindo os minutos que se passaram: TODO MUNDO ficou sem entender porra nenhuma de como se monta a merda da barraca, e então Reiji montou todas, em menos de dez minutos. COMO ESSE BICHO FEZ ISSO? PACTO COM O CAPIROTO, POR ACASO?
Quando ele terminou, todo mundo estava com cara de tacho. Menos o Shu, que foi o único que recusou a ajuda de Reiji. E é claro, o preguiçoso estava lá, com uma barraca mal feita e torta.
– è o suficiente para dormir – Ele murmurou dando ombros. Mika comprimiu os lábios, observando-o.
– Acha melhor eu falar para ele pedir ajuda? – Mika sussurrou para mim.
– Eu acho que é melhor não... – Murmurei – Até onde eu sei, Shu e Reiji tem uma espécie de rivalidade. – Falei baixinho. Mika assentiu.
Com o passar do tempo, finalmente escureceu... E esfriou para caralho também.
Eu peguei meu moletom dentro da mochila enquanto os meninos acendiam uma fogueira.
Eu me sentei na frente da fogueira, tentando não congelar.
– Quentinho... – Eu murmurei me aquecendo.
– Hey Thammy! – Gritou Mika – Pega! – Ela disse jogando uma coisa no meu colo. Eu encarei o pacote.
– Marshmallows! – Falei batendo palminhas.
Logo começamos a assar marshmallows! (que estavam deliciosos) Mas então...
– Hora do jogo! – Falou Mika pegando uma coisa na sua “mochilinha”.
– Jogo? – perguntei levantando uma sobrancelha.
– SIM! Hoje vamos jogar “Eu nunca” – Ela disse tirando algumas garrafas com liquido transparente de dentro da bolsa. E eu tinha certeza que aquilo não era agua.
– MIKA! – eu disse perplexa – Você trouxe bebida alcoólica para o meio da floresta! – murmurei incrédula.
– Eu trouxe sim! – Ela falou se sentando ao meu lado – Ou então, qual seria a graça de ser reunir em volta da fogueira e jogar “eu nunca”?
– Meu Deus... – Falei batendo a mão na testa – Você realmente não tem jeito! – falei rindo.
– Espera! – murmurou Ayato – Como se joga “eu nunca”? – Assim que ele perguntou, Mika lhe encarou perplexa, como se ele tivesse perguntado como se respira.
– VOCÊS NUNCA JOGARAM “EU NUNCA”? – Ela perguntou perplexa. Os meninos deram ombros, meio desconfortáveis.
– Explica a eles como se joga – Eu falei suspirando. Pois é, a noite vai ser loooonga...
– È assim! – Disse Mika pegando uns copos de plástico na bolsa. Ela encheu um com bebida, e falou – è o seguinte, eu vou falar algo que nunca fiz como... Eu nunca... Dei um soco no funcionário de um fast food porque tinha pouco ketchup no hambúrguer! – Ela disse lançando um olhar para mim
– E a pessoa que já tiver feito isso, vai ter que beber! – Ela disse estendendo o copo para mim com um riso irônico.
– Vai se foder... – Eu murmurei – A brincadeira ainda não começou, então não vale! – Falei empurrando o copo, Mika riu. Ainda bem que ela não deu muita bola para o caso.
–Espera... – Disse Shu – Você já bateu em um funcionário de fast food...
– Porque tinha pouco ketchup? – completou Ayato.
– Sim! – Falei – Eu estava se mau humor no dia.
– Enfim! Vamos continuar a brincadeira! – Disse Mika rindo enquanto entregava alguns copos para todos os meninos, e enchia de bebida – Agora Thammy, é sua vez!
– Tá legal... – Eu disse pensativa – Eu nunca mordi uma pessoa só por causa de sangue! – falei ironicamente dirigindo o olhar para os irmãos Sakamaki. Os mesmos me lançaram um olhar venenoso, e em seguida beberam o conteúdo do copo.
Logo depois que Kanato bebeu, ele começou a tossir freneticamente. O engraçado é que ele fora o único que teve essa reação.
– Há, há! Parece que alguém não aguenta uma bebida um pouquinho mais forte! – falei rindo e levantando a sobrancelha. Kanato me encarou com um olhar mortal.
– Cale sua boca imunda! – ele murmurou se ajeitando no local – Você está causando desconforto ao Teddy – Ele murmurou abraçando o urso. Eu revirei os olhos e ri.
– Legal! – Disse Mika rindo – Já teve treta, e agora é hora do próximo! È sua vez Ayato!
– Tá legal... – Ele murmurou pensativo – Eu nunca... Eu nunca... – Ele parecia estar pensando em algo que provavelmente me afetasse. Mas pela cara dele, percebi que ele não achou, então ele suspirou e falou: – Eu nunca pintei o cabelo! – Ele disse lançando um olhar para Mika. Ela murmurou algum palavrão bem baixinho, e então bebeu rapidamente o conteúdo do copo.
– Pronto! – Ela disse estremecendo assim que bebeu – Agora é sua vez, Kanato! – Ela disse apontando para o mesmo.
– Bem... – Ele parecia pensativo – Eu e Teddy nunca ficamos presos em uma arvore... – Ele disse lançando um olhar para mim. Eu cerrei os dentes. Moleque maldito! Eu te odeio!
E eu, como já fui patética o suficiente para ficar presa em uma árvore, nos meus primeiros dias convivendo com os irmãos Sakamaki, tomei de uma vez a bebida no copo.
Sabe... Eu nunca fui muito de beber...
Enfim... A bebida veio queimando e ardendo em minha garganta, eu não resisti, e comecei a tossir freneticamente.
– Há, há, há!- Kanato começo a gargalhar – Olhe só Teddy! A Thammy recebeu o troco! – Ele disse rindo.
– VAI SE FODER! – eu falei entre os dentes, já me recompondo.
Okay, o resto da noite foi divertida, eu admito.
Mas uma coisa eu sei... Um dia ainda mato a Mika por ter feito essa brincadeira doida!
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