A nova garota
48 Natal - Parte dois!
Notas iniciais
Hoje é dia 25... Mas quem se importa? Eu nunca vou conseguir comemorar um natal que valha a pena junto dos meninos...
Nem acordei... Só fiquei deitada na cama, com a cara enfiada no travesseiro.
– Thammy – Mika gritou entrando no meu quarto – Vamos! Acorda! Você não queria presenciar a “magia do natal?” – falou rindo.
– Não! – falei com a voz embargada – Mika... Eu nunca vou poder ter um natal feliz junto deles – falei, quando percebi já estava chorando no travesseiro – Eu queria poder estar em casa, com minha família, sabe, trocar presentes, ver alguém entrando e vestido de papai noel para animar os pequenos, com os tios chatos fazendo piadas ruins como “é pavê ou pacumê”. Ou então as tias perguntando dos namorados... Ou até mesmo a uva passa em tudo... Que dizer, menos a uva passa em tudo! – falei dando uma risada seca.
– Thammy... – Mika murmurou sentando ao meu lado – Não fica triste... Eu posso fazer algo por você?
– Não Mika – Falei – Eu vou ficar no meu quarto, assistir alguns animes e pronto! Já é o suficiente – falei enxugando uma lágrima.
– Mas...
– Tudo bem! – eu disse me sentando – Está tudo bem! – garati mias uma vez.
Ela me deu um sorriso triste, e então, muito hesitante saiu do quarto meio cabisbaixa.
Pov´s Mika
Poxa... A Thammy realmente está chateada com os meninos! Eu notei isso! Ela estava tão sonhadora falando em passar o natal com a família... Eu vou fazer algo por ela! Ela sempre faz tudo por mim! Eu não vou deixa-la triste dessa vez!
Pov´s Thammy
Eu passei literalmente o dia no quarto, somente assistindo alguns filmes natalinos, e aumentando a minha vontade de ter um natal feliz. E então, ficando cada vez mais deprê.
Como eu odeio minha vida com os Sakamaki! COMO EU ODEIO OS SAKAMAKI!
– Eu odeio vocês! – murmurei em voz alto enquanto jogava meu travesseiro na porta.
Só que... Na hora que eu joguei o travesseiro lá a Mika abriu a porta e o travesseiro acertou nela.
– Nossa... Que Stress! – Ela disse rindo.
– O que você quer, Mika? – murmurei com mal-humor.
– Eu quero que você pare de ficar tão deprê! – Falou me puxando para fora da cama – Vamos! Eu trouxe uma roupa limpa para você! Tome banho e se vista! – falou me empurrando para o banheiro.
– Mas... –eu falei.
– Nada de “mas” ... Agora vai logo! – disse fechando a porta do banheiro. Eu revirei os olhos. Fazer o que?
Eu tomei um banho frio, tentando me despertar ou tirar minha camada de “bad” mas eu só consegui ficar quase congelando da cabeça aos pés.
Coloquei a roupas que a Mika trouxe. Era uma blusa branca de mangas longas, uma saia rosa.
Quando sai do banheiro, ela me entregou um gorro, um cachecol e uma bota.
– Senão você fica com frio – Falou enquanto me entregar o cachecol. Eu revirei os olhos.
– Como se eu fosse sair do quarto – falei.
– Você vai sair do quarto! – afirmou Mika me empurrando para fora.
– EI! – eu gritei.
– Nada de ficar trancada aqui! – Ela disse pegando uma chave e trancando.
– Como você arranjou essa chave? – perguntei.
– Eu peguei do Reiji enquanto ele estava distraído – falou mostrando a língua. Eu revirei os olhos.
– Tá... O que você quer que eu faça?
– Nada! – Ela disse dando um sorriso secreto – Só quero que pare de ficar no quarto! Vamos explorar a casa e ver se tem algo para fazer!
– Tá... – falei sem vontade nenhuma. Mika bateu palminha e enlaçou o braço no meu, me puxando para fora do corredor – Não é como se algo fosse me ani... WOW! – Falei perplexa.
Como dizer? A sala estava toda enfeitada com dourado, vermelho e verde. Com vários sininhos e anjinhos pendurados em todos os lugares. Tinha uma lareira acesa que lembrava conforto.
– O que... – falei incrédula.
– Feliz Natal! – Disse Mika sorrindo.
– VocÊ fez isso? – perguntei olhando em volta.
– Sim! – Ela disse com um sorriso – E ainda tem mais! – Falou. Ela fez um sorriso amarelo – Eu disse ainda tem mais – Falou olhando para a porta.
– O que... – antes de eu perguntar, ela bufou e foi andando na direção da porta.
– Vocês não ouviram? – eu a ouvi gritar do outro lado da porta.
– Ouvi! – ouvi a voz de Ayato reclamando – Mas isso é muito vergonhoso! Não sei porque você obrigou a gente a fazer isso!
– Concordo com ele! – Era a voz de Subaru – Isso é humilhantes! – falou com um rosnando.
– Sei que a Bitch-Chan está triste... Mas isso é estranho – Era a voz de Laito.
– Lembram o que eu disse? – Falou Mika – Se vocês não fizerem, eu vou postar o vídeo onde derramo lama em cima de vocês no meu blog! E tem muita gente que acessa esse blog!
– Não é como se eu ligasse! – reclamou Subaru.
– Tá... Que tal a foto de você usando cueca?
– COMO VOCÊ ARRANJOU ISSO? – Gritou Subaru. Eu comecei a rir. Não sei do que estão falando, mas ouvir isso é muito engraçado.
– Eu vou voltar lá, vou falar de novo, e vocês tem que ir quando eu der o sinal! – Mika falou, e logo em seguida ela voltou para a sala – E demorei? Eu tive que... Resolver uns assuntos! – Disse rindo.
– Tudo bem Mika – falei revirando os olhos.
– Então... Você gostou, não foi? Pois prepare-se! Ainda tem muito mais – Ela disse a última frase quase rangendo os dentes.
E então... A cena foi MUITO hilária.
A porta se abriu, e lá estava Ayato e Laito vestido de duendes. E Subaru vestido de papai noel.
– Ho, ho, ho... Feliz natal – Falou Subaru totalmente com mal-humor, e rosnando.
– Yaaay! – falaram Laito e Ayato desanimados.
Eu não me segurei, e comecei a gargalhar. Com a barriga doendo de tanto rir. Ai meu deus!!!! O que diacho aconteceu?
– PARA DE RIR! – rosnou Subaru.
– Não dá! – falei – O que foi que a Mika faz com vocês?
– Quem disse que fui eu? – perguntou Mika.
– Deu para adivinhar – falei me recompondo enquanto enxugava uma lagrima de tanto rir — Mas o que foi isso?
– “Magia do natal” – falou fazendo um gesto com as mãos. Eu ri.
– Entendi – falei rindo.
– E Subaru! – murmurou Mika olhando para ele com um olhar ameaçador – Não está esquecendo nada?
– Tsc... – Ele murmurou tirando uma sacola das mãos e tirando um pacote de dentro – Presente para você! Feliz natal! – disse com tédio.
– Até ano que vem – Falaram Laito e Ayato com tédio, pegando confete dos bolsos e jogando no ar. Os três foram andando para trás, e então entraram na porta que levava ao corredor. Eu comecei a rir.
– Não abra o presente agora! – falou Mika tirando o pequeno pacote de minhas mãos – somente depois da ceia.
– Vai ter ceia também? – eu quase gritei.
– Vai! – falou Mika – E desta vez foi bem mais difícil convencer os participantes especiais – falou revirando os olhos. Eu levantei uma sobrancelha.
– “Participantes especiais”? – perguntei.
– Sim! – ela respondeu rindo – E que todos vão participar da ceia – Falou em empurrando na direção da sala de jantar – Mas tiveram dois participantes que eu personalizei para você!
– Como assim? – Perguntei.
– Você vai ver – Ela disse rindo enquanto em empurrava para dentro da sala de jantar.
Lá também estava decorado com as coisas de natal, e a ceia estava lá, com peru, bolos, arroz e...
– Uva passa... – falei.
– Você disse que...
– Mas eu falei que não gostava da uva passa – falei rindo. Mika começou a rir também.
– Tudo bem... Mas enfim...Acho bom agente chamar os outros convidados – Falou abrindo uma porta.
A primeira coisa que vi, me fez rir para caralho.
Shu estava vestido com um terno xadrez verde com uma gravata vermelha, e um bigode falso enorme no rosto. E logo estava Reiji, que foi de quem eu ri mais.
Ele estava usando um VESTIDO cor de rosa, com uma almofada na barriga para parecer gordo, e uma peruca enorme de cabelo. Eu comecei a rir. Parecia aquelas tias velhas e gordas.
– Opa! – Falou Mika tentando não rir – Chegaram os primeiros convidados! A tia chata e o Tio “engraçadão” – Falou com ironia.
– Só estou fazendo isso porque você ameaçou queimar todos os livros de minha biblioteca! – falou Reiji rangendo os dentes.
– E eu porque você ameaçou fazer greve – Disse Shu com um suspiro.
–“greve”? – perguntei a Mika em um sussurro.
– Eu disse que se não fizesse, iria ficar sem fazer sexo por um mês – falou como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu lhe encarei incrédula, mas ela me ignorou.
– Okay, agora vãos chamar os outros! – falou enquanto Shu e Reiji se sentava a mesa, de mal-humor.
Mika abriu outra porta e vieram os resto dos meninos. Assim que viram Shu e Reiji, percebi que se seguraram para não rir.
– Ei Subaru... O que aconteceu com a fantasia de papai Noel? – perguntei com ironia.
– Não sei do que está falando! – Disse rispidamente se sentando á mesa.
Tenho que admitir que estou começando a ficar feliz. Estou realmente contente por estarem fazendo isso por mim!
– Alguém quer pavê? – perguntou Mika de repente, do nada meio da ceia. Ela lançou um olhar esperançoso para Shu.
Ele suspirou bufando, pegou um papel no bolso e falou.
– “È pavê ou pa cumê” – falou em um tom totalmente entediado — Sério... Essa piada é péssima! – falou com desinteresse – Pronto? Minha missão acabou? Posso dormir?
– Sim – falou Mika rindo – Obrigada amorzinho! –falou com uma voz fofa. Shu se levantou e saiu logo do local. Tentei não rir, mas foi bem difícil.
– Agora sua vez Reiji – Falou Mika.
– Eu não vou falar! Esse papel toca em assuntos indelicados! Sinceramente... Vocês humanos são tão... – Reiji falou com raiva.
– FALA LOGO! – Disse Mika com raiva.
– Fale você! – Disse Reiji – Eu já fiz o que tinha para fazer! – falou tirando a peruca, jogando no chão e saindo.
– Tá... – Murmurou Mika rindo – E realmente melhor eu falar, ele não ter personalidade para perguntar isso! – falou rindo. – Então Thammy... E os namoradinhos? – Perguntou para mim com um sorriso malicioso. Eu corei.
– Não tem ninguém! – falei rispidamente. Sei que é somente Mika “encenando” mas é constrangedor do mesmo jeito.
E então... Essa foi a ceia. Assim que acabou, a Mika me puxou para fora, e me colocou do lado de fora, em abaixo de uma janela.
– Porque eu estou aqui? – perguntei levantando uma sobrancelha.
– Espera aqui! Ainda falta o último passo!
– Mas já aconteceu tudo que eu tinha falado! Uva passa, papai Noel, tios e tias... E até ganhei o presente... E aliás pode me devolver para eu ab...
– Não! — Ela falou – Ainda não é hora de abrir o presente! – Falou – A última surpresa foi algo que você não listou, mas eu lembrei! – falou com um sorriso secreto.
– E o que seria? – perguntei. Ela riu.
– Aguarde! – falou, e então saiu correndo para dentro da casa.
Eu revirei os olhos. O que ela está planejando. Sinceramente... Me deixando aqui sozinha no meio do frio... Sem contar que estava escuro.
– Thammy? – Era a voz de Kanato, eu me virei e me deparei com ele, segurando o urso e uma lanterna(provavelmente porque estava escuro) me encarando confuso – O que está acontecendo? Porque a Mika me empurrou aqui?
– Eu não sei! – falei.
– A culpa é sua? – Perguntou já ficando estressado.
– Claro que não! – falei rindo – Não precisa me olhar assim! Ela fez isso sem mim!
– Teddy... O que ela quer me deixando aqui fora? – Kanato perguntou ao Teddy. Eu franzi a testa. Isso deve ter algo haver com a tal “ultima surpresa”.
E então, eu percebi o que era, logo corei feito tomate.
– HÁ MERDA!!! – gritei corada.
– O que foi? – Perguntou Kanato me encarando.
– Eu entendi o que a Mika quer! – falei. Olhei rapidamente para cima, e fiquei aliviada em não ver um visco pendurado na janela.
– O que é? – Perguntou naquela carinha de todo inocente. Eu suspirei.
– Bem... Geralmente tem uma tradição... Que se um casal passar por baixo de um ramo de viscos... Eles tem que... – Eu abaixei a cabeça corada.
– Tem o que? – perguntou Kanato.
– Tem que se beijar – falei em um sussurro.
– QUE? – Ele gritou perplexo – Teddy! A Thammy está fantasiando! Eu nunca vou beijar ela!
– Primeiro, eu não estou fantasiando! – falei – Segundo, eu não quero beijar você! E terceiro: no fundo até ofende se você falar assim – falei com ironia. Kanato me lançou um olhar venenoso.
– THAMMY! – ouvi a voz de Mika me chamar. Eu olhei para cima e a vi na janela.
– O que está apontando? – gritei prevendo o pior.
– Pega isso! – Ela disse jogando uma coisa em minha direção, que estava amarrada á um barbante.
Eu com medo, quase que não pego, mas suspirei aliviada ao saber que era somente meu presente. Acho que no fim ela deve ter desistido da ideia do visco...
– O que é? – Perguntou Kanato apontando para o presente.
– Vou descobrir agora – Falei abrindo-o. Era um visco. – O QUEEEE? – gritei corada.
– Não! Não! Não! Não! – falou Kanato corando.
– Olha! Não está em cima da gente! – Falei jogando no chão – Então não cont... – Antes que eu terminasse de falar, percebi que tinha um barbante amarrado no visco, e então ele foi puxado, fazendo com que ficasse acima de nossas cabeças. Olhei para cima e vi Mika sorrindo.
– Boa sorte para vocês! – falou amarrando o barbante na janela e sumindo de vista.
Eu encarei Kanato corada.
– E-Eu vou tentar tirar o visco dali! – Falei rapidamente, mas não alcancei. Droga... O que eu faço?
– E-Eu não vou beija você! – declarou Kanato corado.
– E-Eu também não quero beijar você – falei corada. Um vento forte passou, fazendo com que meu cachecol saia de meu pescoço e caia na cara do Kanato.
– Tira isso de mim – Falou. Eu assenti, e me aproximei tirando o cachecol do rosto ele e colocando em mim.
Olhei para cima, vendo o visco pendurado acima de nossas cabeças.
– Eu não vou fazer isso – murmurou Kanato baixinho, seguindo meu olhar.
– Não é como se eu também tivesse vontade – falei corada lhe encarando. Estávamos a centímetros de distancia. Não sei porque, de repente eu senti vontade de sentir o gosto dos lábios dele.
Provavelmente deve ter sido o clima que gerou ao ter um visco acima de nossas cabeças, mas eu senti alguma coisa diferente no momento.
– Para de me olhar assim – Ele falou com raiva – Teddy! Fala para ela que não quero fazer isso! Todo mundo vai ficar pensando que...
– Ninguém precisa sabe – Falei baixinho segurando a sua mão e desligando a lanterna que ele segurava, deixando nós dois no meio da escuridão.
– V-Você realmente vai fazer isso? – ouvi Kanato perguntar.
– Eu acho que sim – Falei me aproximando, corada – E-Eu nunca beijei debaixo de um visco antes.
– Nem eu – ouvi Kanato murmurar.
Tateei o escuro, a fim de achar seu rosto. E então eu lhe segurei pelos ombros, e bem devagar eu me aproximei dele, e o beijei.
Seus lábios encontraram os meus, retribuindo o beijo com ferocidade. Fui empurrada contra a parede, me apoiando na mesma.
Senti suas mãos subirem hesitantes sobre minha saia e segurando minha coxa, prendendo-as em seu quadril. Coloquei minhas mãos dentro de sua blusa, acariciando suas costas.
Era um beijo intenso, onde nossas línguas se encontrava quase batalhando uma contra a outra. Eu tirei meu próprio cachecol. Não estava com tanto frio no momento.
Senti os lábios de Kanato desviando os lábios dos meus e descendo, beijando em meu pescoço. Eu gemi baixinho, encravando as unhas em suas costas.
Senti suas presas perfurarem o local, mas não liguei. Logo senti sues lábios pressionando contra os meus novamente.
Então... Devagar nos afastamos nossos lábios, sem sair da posição que estávamos. Nós paramos, encaramos um ao outro, arfando.
– Feliz natal, Kanato – Sussurrei com os lábios ainda roçando nos seus, e então me desvencilhei dele, corada.
– Feliz natal – falou ajeitando a blusa. Eu ajeitei minha saia e coloquei meu cachecol de volta.
– Hm... – Eu cocei a garganta chamando a atenção de Kanato – Foi somente um “crise de hormônio” – falei corada.
– Foi! – Falou assentindo rapidamente, e então logo voltamos para dentro de casa.
Assim que voltei, eu encontrei todos os meninos na sala.
– O que... – Antes de eu perguntar, todos falaram ao mesmo tempo.
– Feliz natal!
Eu me sobressaltei
– Quanto a Mika pagou para vocês fazerem isso?
– Nada – Falou Laito me abraçando – Bitch-Chan! Você parecia tão chateada! Fiquei com vontade de cuidar de você! – falou acariciando meu cabelo. Eu corei enquanto me desvencilhava dele.
– Tsc... – murmurou Ayato – Estou fazendo isso, mas vou querer algo em troca, ouviu Morango?
– Ouvi – falei rindo.
– Só falei porque você ainda está com meu fone! E eu quero de volta@ — declarou Shu, usando como desculpa. Eu ri.
– Tsc! Não tenho nenhum motivo em especial! – rosnou Subaru coado. Eu ri de sua reação.
– Eu não tenho nada a declarar! – falou Reiji.
– Mas... – Falei – Obrigada! – falei sorrindo – Sabe, eu estava querendo passar o natal em casa, com minha família mas... Embora eu não ouse admitir mas... – eu suspirei – Aqui é minha casa, e vocês são minha nova família! – Falei sorrindo.
Desta vez vou admitir... Esse foi uns dos melhores natais que passei na minha vida!
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