A nova garota
22 Dia no Shopping
Notas iniciais
De uma maneira surpreendente a Mika convenceu os meninos irem para o Shopping com a gente... Pelo menos a maioria. Subaru e Reiji ficaram em casa. Não reclamei. Os dois realmente são casos perdidos.
Eu estou na sala esperando o resto do pessoal ficar pronto. Quer dizer... Esperando a Mika terminar de arruma-los. Aí vocês me perguntam: Como assim?
Bem... Eles se arrumaram como fora ordenado, e quando eles chegaram, a Mika seu um surto, alegando que “È um crime contra a moda” E o que eu fiz? Bem... Eu peguei a pipoca e assisti o chilique.
Bem... Agora eu e Shuu (Que fora o único quem a Mika aprovara o senso de moda) estamos extremamente entediados esperando eles chegarem logo.
Eu suspirei pesadamente e subi ao meu quarto, aproveitando a demora para poder ajeitar meu cabelo.
Me encarei no espelho. Eu usava uma blusa branca, com uma jaqueta de couro marrom estilo de motoqueiro, como também uma saia preta e rodada e uma bota com salto-alto com coturno alto.
Eu fiz uma cara um tanto decepcionada. Salto-alto é um paraíso quando se é baixinha... Mas a salto da minha bota só me faz ficar uns dois centímetros mais alta. Como eu odeio ser baixa.
Suspirei saindo de meu quarto e voltando para a sala. Quando voltei, me deparei com os meninos já arrumados e Mika batendo o pé impaciente.
Eu os encarei. Mika usava um vestidinho branco e rodado, junto de um casaquinho rosa, e usava um salto-alto preto.
Ayato usava uma camisa branca e uma jaqueta preta, junto de uma calça Jeans. Laito usava uma camisa verde e uma calça jeans preta. Kanato usava um moletom preto e calça jeans cinza.
Eu os encarei. Admito que realmente, se for comparar as roupas que usavam antes, elas eram um abuso contra a moda.
– Hey! – disse Mika com um tom raivoso – Porque demorou tanto?
– Eu demorei? Eu? — Perguntei perplexa – Quer saber, não vou argumentar... – Falei revirando os olhos.
– Então... Vamos? – Perguntou Mika animadamente.
– Eu não quer ir – Disse Kanato em tom choroso – O Teddy vai ficar sozinho – Ele falou de uma maneira tão fofa e chorosa que eu até senti pena.
– Quer que eu leve o Teddy na bolsa, Kanato? – perguntei. Ele me encarou surpreso, então assentiu abrindo um sorriso.
– Sim! – Ele disse rindo.
– Então vai lá busca-lo – Falei. Ele assentiu e saiu correndo em disparada para buscar o urso.
– Nossa – Disse Mika – Thammy sendo gentil com Kanato? Um feito inédito!
– Vai se ferra, viu? – Falei levantando o dedo médio. Mika riu. Logo em seguida Kanato entrou carregando o urso.
– Thammy... – Disse Kanato parando em minha frente e apertando o ursinho – Por favor, cuide muito bem do Teddy... – Ele disse me lançando um olhar venenoso, e em seguida com muita relutância me entregando o urso.
–Tá legal! — Falei revirando os olhos e colocando o urso na bolsa.
– Tchau Teddy – cantarolou Kanato de uma maneira rouca e assustadora enquanto eu fechava o zíper da bolsa.
– Vamos? – Perguntou Mika animada.
– Vamos – Eu afirmei sorrindo.
Nós entramos no carro (muito chique) E fomos em direção ao shopping. Nossa... Quanto tempo eu não venho para o Shopping... Eu não venho aqui desde... Desde... Desde que eu me mudei para a mansão Samaki...
Mika entrelaçou o braço no meu, e começamos a caminhar enquanto os meninos nos seguiam.
– Epa! – Mika falou freando de repente.
– O que foi? – perguntou Laito.
– Thammy... Olha isso aqui – Mika disse apontando para um acessório na vitrine. Eu olhei. Era um colar de ouro, com um pingente de cristal em formato de coração.
– Ai meu deus! – Falei – Que lindo! Quanto custa? – Perguntei.
– Me deixa ver... Hmm... – Ela falou, e logo em seguida deu um grito – gente! Isso tudo aqui são zeros?
– Ho... Não – Falei dando um suspiro triste junto de Mika. Ficamos observando a joia somente para alimentar o nosso sofrimento de não ter dinheiro.
– Fala sério... – Disse Shuu cruzando os braços – Já acabaram? Eu quero voltar logo para casa...
– Já? – Perguntei incrédula – Mas a gente acabou de chegar.
– Exato! – Rebateu Ayato – Se você forem ficar somente olhando os produtos e ficando de mimimi a gente vai embora!
– Mas é a única coisa que a gente faz quando vamos ao shopping – disse Mika dando ombros. Os meninos nos encararam estreitando os olhos.
– Sério? – Perguntou Laito.
– Sério! – Falei – As coisas legais são muito caras!
– Há... Não deve ser tão caro assim – Falou Shuu dando uma olhada no colar – È somente três mil e quinhentos reais... – Ele disse dando ombros.
– Você acha isso barato? – Perguntei incrédula.
– Já vi coisas mais caras... – comentou entrando na loja.
– Hey, que vai fazer? – perguntou Mika.
– Vou comprar isso para vocês, se pararem de frescura. – Assim que ele disse isso, eu e Mika demos um gritinho histérico.
– Ele vai comprar mesmo? – Perguntei – Não estou acreditando...
– Awwwnnn! – Disse Mika sorrindo – Isso é tão fofo!
– Gente... Sério... Alguém me belisca... Pois acho que estou sonhando...
– Isso só pode ser um gesto de amor por mim! – Disse Mika com um rosto de apaixonada.
– Xiiii... Piorou – Murmurou Ayato.
– Elas ficaram estranhas... – Disse Kanato franzindo a testa.
– Mas pelo menos a Thammy ainda tem um sangue bom... – Murmurou Laito.
– Voltei – disse Shuu saindo de dentro da loja com uma sacola nas mãos e em seguida entregando para Mika.
– Awwwwnnnn! – Murmurou Mika pulando de alegria – Obrigada! Foi à coisa mais linda que fez por mim! – Ela disse dando um selinho nele. Shuu seu um passo para trás franzindo a testa. Ainda bem que Mika não percebeu isso. Ela estava radiante demais para notar.
Mika foi saltitando igual uma gazela na frente. Eu cheguei perto de Shuu e sussurrei bem baixo para ela não ouvir.
– Parece que você entrou em uma enrascada...
– Como assim? – Ele perguntou.
– A Mika acha que você está apaixonado por ela.
– Mas eu não estou.
– Mas ela pensa que sim! Isso por que você beijou ela! – Falei cruzando os braços – Olha... Só vou te falar duas coisas: Primeira: Você vai ter que se virar sozinho nessa! E segunda: Se você magoar a Mika, eu te mato! – ameacei, e em seguida eu apressei um pouco o passo ficando ao lado de Mika.
– Mika... – eu murmurei – Eu vou dar uma passadinha na loja de doces, depois a gente se vê, tá legal?
– Okay! – Ela disse sorrindo – E Leva o Kanato com você... Você sabe que ele também gosta de doces...
– O Kanato?
– È... O Kanato! – Ela disse rindo. Eu bufei.
– Hey Kanato – eu o chamei – Eu vou na loja de doces, quer vir comigo? – Por favor recuse, por favor recusa, por favor recuse...
– Doces? – ele perguntou sorrindo – Eu gosto de doces... Eu vou com você... Mas também porque você é quem está levando Teddy... – Ele disse a ultima frase fechando a cara. Eu bufei.
– Então vamos – Falei pegando-o pelo pulso e o puxando para a direção da loja.
Okay... Talvez eu esteja sendo meio bruta com ele.
– Thammy... Você está andando meio rápido demais – Ele disse meio descontraído. Eu suspirei e desacelerei o passo – Os doces ficam muito longe? – Ele perguntou levantando a sobrancelha. Eu enlacei meu braço no seu e respondi:
– Não muito... – Respondi. Estávamos quase chegando ao local, quando de repente uma velhinha passou por nós dizendo.
– Que casal bonitinho... È tão raro se ver pessoas se amando desse jeito hoje em dia... – Ela murmurou com um sorriso. Eu demorei um pouco para constatar que ela falava de mim com Kanato. Eu corei na hora e me distanciei de Kanato rapidamente o empurrando.
– O-o que? – Eu perguntei perplexa me virando para a velhinha – N-nós somos apenas amigos! Quer dizer... Nem isso nos somos! – Falei mais vermelha que um tomate.
– Não tenha vergonha de seu namorado... – Disse a velhinha apontando para Kanato – Ele é um menino tão fofo...
– Ele não é meu namorado... – Falei corando ainda mais (se é que é possível)
– E você rapaz – Disse a velhinha para Kanato me ignorando totalmente – Você gosta de sua namorada?
– Namorada? – Perguntou Kanato confuso tentando raciocinar a pergunta. E em seguida alternou olhares entre mim e a velhinha, e então corou (um feito inédito) – Oque? Não!! Eca! – Ele disse fazendo cara de nojo. Okay... Isso ofendeu.
– Vamos Kanato... Vamos deixar essa senhorinha alucinando ai – Falei puxando seu pulso e apressando o passo.
– Isso foi... – Ele murmurou.
– ... Estranho... – Completei.
– E nojento – Ele disse cruzando os braços.
– E assustador... – Murmurei revirando os olhos. Eu parei na frente da loja de doces, e fiquei decepcionada ao constatar que estava em reforma. – Droga! – Murmurei.
– Sem doces? – Kanato perguntou tristemente.
– Sem doces... – Eu disse suspirando.
– È... Parece que eu e Teddy não vamos ter doces hoje... – Ele disse tristemente.
– Hey! – Falei – Que carinha triste é essa? Estamos aqui no Shopping para se divertir, e não chorar! E sei de um lugar bem legal para melhorar o astral... – Falei pensativa, e em seguida eu o puxei até chegar no local desejado.
– Que lugar é esse? – perguntou Kanato.
– Essa aqui é a Arcade Zone, uma área de jogos! – Falei – As coisas são bem simples aqui – Falei o puxando para dentro – Você compra um cartão, coloca créditos, joga os jogos, ganha tickets e troca por coisas legais! – Falei sorrindo.
– Parece chato...
– Chato? – Perguntei incrédula – Vamos ver o que é chato... – Eu disse estreitando os olhos – Mas antes... Você tem dinheiro para colocar no cartão?
– acho que sim... – Ele disse pegando algo no bolso e entregando em minha mão Eu arfei. Quanto dinheiro! Dá para ficar jogando a tarde toda e ainda sobrariam bastantes créditos no cartão.
Eu sorri animada e entrei na fila para fazer o cartão, e peguei dois. Um para mim e outro para Kanato.
– Pronto? – Perguntei.
– Acho que sim... – Ele disse dando ombros. Eu sorri e peguei seu pulso o puxando.
– Vamos em qual primeiro... Humm... Vejamos... Que tal “acerte o rato” é um clássico! – Falei.
– Parece chato...
– chato? – perguntei incrédula – Eu sempre vinha aqui antes de ir morar com vocês... Chamar esse local de chato é como uma ofensa contra minha pessoa!
– Esse local é chato...
– Vou mudar sua opinião agora! – Falei. Eu passei o cartão no local, e em seguida peguei o martelo de borracha – O jogo é o seguinte: Os ratos vão subir pelos buracos, e você tem que acerta-los com o martelo. Entendido?
– Entendi... – disse Kanato com uma cara de tédio – Provavelmente eu não vou gostar... – Ele murmurou começando o jogo.
Um minuto depois
Kanato ria diabolicamente enquanto acertava todos os ratos que subiam.
– Está se divertindo? – Perguntei rindo.
– Os animais sobem para serem machucados... È tão patético e estranho e ao mesmo tempo maníaco! Adorei! – Ele disse em um tom assustador.
– Você ainda está falando do jogo? Pois parece que na verdade você se autodescreveu... Sabe... Maníaco... Estranho... Patético... – Murmurei provocando-o. Ele me encarou fechando a cara.
– Isso não é muito legal de se falar... Desta vez irei perdoar, mas na próxima lembre-se de seu devido lugar – Ele murmurou em um tom maníaco e assustador. Eu ia rebater, mas pela expressão em seu rosto eu somente engoli um seco e me encolhi. Agora eu é quem sou a patética... Que droga!
Provavelmente Kanato percebeu a expressão em meu rosto, pois ele abriu um largo e assustador sorriso. Eu suspirei e fingi que não vi. O tempo de duração no joguinho do “acerte o rato” finalmente acabou.
Peguei os tickets que vinham com metade de minha animação anterior, enquanto Kanato estava mais que o dobro de animação do que eu.
– Vamos jogar outro jogo? – Perguntei.
– Mas esse jogo aqui é legal... – Ele disse cruzando os braços.
– Tem vários outros jogos legais – Falei revirando os olhos – Vem – Falei segurando seu pulso – E Aliás... O “acerte o rato” Nem dá muitos Tickets, e quando chegar ao final do dia eu quero ter Tickets o suficiente para trocar por alguma coisa que preste – Avisei enquanto lhe puxava para o próximo brinquedo.
Por mais que pareça impossível, admito que essa tarde brincando com Kanato foi bem divertida. Nos rimos e nos divertimos para caralho enquanto jogávamos e acumulávamos Tickets. Teve uma hora que eu estava tentando pegar alguma coisa naquele jogo da garra, e quando eu perdi (de novo, como sempre) Eu me virei para Kanato, e constatei que ele estava segurando o Teddy.
– Hey... O urso não estava na minha bolsa? – perguntei levantando a sobrancelha.
– Eu peguei o Teddy... Achei que talvez ele queira brincar também... – ele disse com um sorriso um tanto assustador. Eu estremeci.
– Há... Que se dane! Você segurando o urso ou não eu nunca vou conseguir pegar os quinhentos Tickets! – Falei suspirando.
– Quinhentos Tickets?
– Isso! No jogo da garra, se você pegar uma pelúcia ela vem com quinhentos Tickets... Mas é impossível pegar uma!
– Posso tentar? – Ele perguntou.
– Há, há... Boa sorte – Falei com ironia. Ele abraçou o urso, e em seguida suspirou, tentando jogar o jogo da garra.
Eu olhei minhas unhas, já esperando Kanato começar a choramingar porque perdeu, mas quando me virei para encara-lo, ele tinha uma pelúcia que saiu de dentro das máquinas nas mãos.
Eu arfei lhe encarando de olhos arregalados.
– Fala sério! Como você conseguiu? – perguntei perplexa – Ninguém consegue pegar esses bichos nesses jogos!
– Eu pedi ajuda para o Teddy... Não é mesmo Teddy? – Ele disse falando com o urso. Revirei os olhos. Mas pensando bem até que faz sentido... Não conheço alguém que gosta tanto de pelúcias quanto Kanato!
– No total temos por volta de uns sete mil Tickets... Mas para mim ainda não é o suficiente... – Murmurei pensativa.
Eu olhei em volta a procura de um brinquedo que ainda não jogamos, e só consegui encontrar o jogo do martelo, onde você tinha que bater o martelo no botão, e de acordo com sua força você iria ter pontos...
– O único jogo que nós não jogamos foi aquele ali – Falei apontando para o tal jogo – Mas eu tenho bracinhos de macarrão e você... Bem... – Murmurei olhando Kanato – Não sei se o consideraria forte o suficiente para conseguir bastantes Tickets... E a única pessoa que conheço que iria conseguir bastantes Tickets para gente decidiu ficar em casa... – Murmurei pensando em Subaru.
– Sem Tickets? – Kanato perguntou desapontado. Eu franzi a testa. Na hora uma ideia me passou pela cabeça.
– Eu tenho uma ideia – Falei – Mas é uma péssima ideia...
– Muito ruim?
– Provavelmente a gente vai acabar internados em um hospital a beira da morte... Mas é uma ideia... – falei mordendo o lábio.
– Parece divertido... Não é mesmo Teddy? – Perguntou Kanato ao urso.
– Tem certeza que quer testar o plano? – perguntei. Ele assentiu. Eu respirei fundo, peguei meu celular e comecei a discar o numero...
– Alô? – Sua voz ressoou no outro lado da linha. Eu respirei fundo e falei.
– Subaru! – falei fazendo a melhor voz de desespero possível – Venha aqui! Rápido! Precisamos da sua ajuda! È um assunto urgente de vida ou morte e só você pode nos ajudar! Rápido! Nos encontre no Shopping na área do Arcade Zone! Por favor! Venha! E rápido! – Falei, e em seguida desliguei o telefone sem ouvir sua resposta.
Eu puxei o a para meus pulmões. Nem percebi que prendia a respiração. Encarei Kanato, que me olhava um tanto perplexo. Não aguentei e caí na gargalhada, e logo em seguida Kanato também.
– A gente vai morrer com certeza!- Falei rindo.
– Só você! Eu e Teddy vamos continuar vivos! – disse Kanato dando ombros, mas rindo.
– Então foi bom conhecer vocês dois! – Eu disse com ironia.
Depois de um tempo (Quase pensei que ele não vinha) Eu avistei Subaru entrando na Arcade Zone, provavelmente nos procurando. Ele me encontrou, e logo em seguida veio em minha direção.
– Ho... Você veio! – Falei surpresa.
– Eu queria ter ficado em casa... Mas lembrei que se você morrer eu vou ficar sem sangue durante um tempão – Ele respondeu em um rosnado – Então, o que foi?
– Bem... – Eu disse tentando me segurar para não rir – A gente estava jogando... E aí tem um jogo ali que precisa usar a força que dá Tickets para caralho... Então... Você pode fazer esse favor para a gente ? – Perguntei sorrindo. Ele me encarou com um ódio mortal. Parecia se controlar para não fazer picadinho de mim naquele instante.
– O que foi que você pediu? – Ele perguntou tentando conter a raiva. Eu engoli um seco enquanto ouvia Kanato gargalhar ao meu lado.
– Bem... – Falei – Para você descontar toda a sua raiva que sente de mim nesse momento usando aquele martelo para bate no botão... – Falei engolindo um seco. Essa foi a gota da agua para ele. Tenho certeza. Ainda bem que ele descontou a raiva da maneira que pedi, senão tudo teria sido a toa. Mas assim que ele o martelo no botão... Acho que o brinquedo quebrou...
E logo em seguida os Tickets chegaram sem parar.
– Você tem muita ousadia- Disse Subaru passando por mim – Da próxima vez eu não serei assim tão generoso! – Ele falou em um rosnado. Eu somente engoli um seco e assenti abrindo um sorriso amarelo. Ele deu um rosnado enquanto ia embora.
– obrigada “Suba” – Falei enquanto ele já estava distante. Ele se virou para me encarar e semicerrou os olhos. Eu sorri com ironia.
– Thammy...- Chamou Kanato. Eu me virei, e me deparei com muitos Tickets... E quando digo muitos, quero dizer, Tickets para caralho! Gente! Eu sabia que Subaru era forte... Mas não tão forte assim!
– Temos Tickets o suficiente para pegar algo decente! – Falei dando pulinhos histéricos. Eu peguei os Tickets no colo, e logo em seguida fui para o balcão onde se trocavam os Tickets.
– Wow! – Disse o atendente olhando tudo que tínhamos – Você conseguiram bastante coisa! Vão trocar pelo o que?
– O que dá para trocar com... quantos tem mesmo?
– Pelo meus cálculos acho que por volta de vinte mil...
– Uau! – falei impressionada.
– Dá para trocar por pelúcias gigantes...
– eu topo! – falei sorrindo – eu quero o panda! – Falei.
– Aqui está! – O atendente falou me entregando o penda. Eu sorri agradecida.
Kanato me encarava de longe. Eu dei um sorriso amigável e fui em direção, e logo entrelacei meu braço no seu saindo do Arcade Zone.
– Ei... Fique com uma fome... Vamos lanchar?
– Lanchar? – Ele falou me encarando com um sorriso um tanto malicioso, e os olhos sedentos.
– Lanchar! Normalmente! Nada de vampirismo no shopping! – Falei revirando os olhos. Ele assentiu bufando.
Nós fomos andando até a praça de alimentação, onde comprei meu sanduiche (do Mac Donald) E escolhi uma mesa para sentarmos.
Eu lanchei enquanto Kanato somente me observava.
– Quer provar? – Perguntei apontando para o sanduiche. Ele franziu a cara.
– Não! Não gosto de sanduiche... Eu prefiro sangue! – ele disse roçando os lábios no meu pescoço. Eu revirei os olhos e coloquei aminha mão na sua cara distanciando-o.
– Nada de vampirismo no Shopping – Cantarolei. Kanato me encarou com cara emburrada. Eu lhe lancei um olhar irônico. Logo eu ouvi a voz aguda de Mika nos chamando.
– Thammy! – Eu a ouvi gritando, e logo em seguida avistei correndo até a nossa mesa – Onde vocês se enfiaram? Nós te procuramos por tundo onde é canto...
– Há... – Eu murmurei nem um pouco surpresa – è que eu levei o Kanato para o Arcade Zone...
– Há... – Disse Mika incrédula – Fala sério! Você ainda vai lá? Isso é coisa de criancinha...
– Olha o que eu ganhei lá! – Falei mostrando o panda.
– Awwwwwnnn! Que fofo! Esquece o que eu disse! Quero um também! – Disse Mika histérica.
– Exagero... – Murmurou Shuu se sentando-se à mesa.
– Talvez eu esteja exagerando mesmo... – Mika comentou se sentando ao lado de Shuu e apoiando sua cabeça no ombro dele. Ele me encarou pedindo ajuda com os olho, mas eu somente ri.
– Eu vou lá comprar meu lanche! – disse Mika se levantando – Já volto! – Ela cantarolou. Eu ri.
– Não seja tão cruel com ela – Falei para Shuu – Diga logo que não quer nada.
– Cruel? – Perguntou Ayato levantando uma sobrancelha – Você está achando que nós somos cruéis?
– Acho! – Afirmei.
– Bitch-Chan... – Disse Laito suspirando – Não sabe de quase nada...
– Tão bobinha... – Murmurou Kanato.
– Como assim? – perguntei
– Antes de você vir nós concordamos em tentar pegar leve com você – Murmurou Ayato dando ombros.
– Por que?
– Nosso pai pediu – Disse Kanato estremecendo – Ele disse que nós estávamos sofrendo demais porque nós nos apegamos á uma mortal que morreu... E então disse para não matarmos a próxima... – Ele murmurou abraçando ainda mais o urso.
– Espera... O que? – perguntei perplexa. Antes que eles pudessem responder, Mika voltou com o seu lanche. E começou a falar de um papo qualquer.
Nem prestei atenção, pois nesse momento minha cabeça não estava mais no local.
Como assim eles têm sido gentis comigo? Isso que dizer que eles são piores do que são comigo? Nesse momento senti pena de quem quer que tenha vindo antes de mim...
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