A nova garota
29 Castigo
Notas iniciais
– Chato... – Murmurei quase pegando no sono.
– Senhorita Litok... Se não queria enfrentar “coisas chatas” devia ter pensado antes de começar uma briga... – Murmurou Reiji sem tirar os olhos do livro. Provavelmente você devem se estar perguntando: O que diabos está acontecendo?
Bem... Depois que eu e Kanato saímos da briga, Reiji chamou nós dois até a biblioteca, e colocou nos dois em uma espécie e “detenção”. Se eu quisesse uma detenção, eu aprontava na escola!
E aliás... Toda a vez que eu reclamo Reiji bate com o livro na minha cabeça.
– CHAAAAAATO! – murmurei, logo recebendo uma “livrada” na cabeça.
– Já falei! Se não quisesse sofrer consequência, não começasse uma briga... – Murmurou Reiji voltando a se sentar na poltrona. Ouvi Kanato tentar disfarçar, em vão, uma risada ao meu lado. Reiji levantou a cabeça, e logo se levantou, batendo com o livro na cabeça do idiota.
– Hey! – reclamou Kanato passando a mão livre na cabeça (já que a outra segurava o urso) – Porque?
– è indelicado rir do fracasso dos outros!- Reiji falou simplesmente. Quase ri... Quase... Mas me contive com um sorriso vitorioso.
– Teddy... Isso aqui não é nada divertido... – murmurou Kanato baixinho o suficiente para Reiji não ouvir, mas eu ouvi. Eu simplesmente ignorei, não vou ser fofoqueira...
Mas quando de repente, minha testa virou alvo de papeis com bilhetinhos, eu perdi a paciência. Kanato jogou um papel na minha teta, que logo caiu no meu colo. Eu franzi a testa, e abri esse bilhetinho, onde estava escrito “você é uma boboca”.
Espera... è isso? Kanato... Você tem cinco anos de idade por acaso?
– Reiji! – cantarolei – O Kanato jogou isso aqui em mim... – Falei mostrando o bilhete.
– Quem? Eu? – O shota (N/A: Gostaram do apelido que a Thammy deu para o Kanato?) se fez de desentendido.
– Você mesmo! – Falei rangendo os dentes — Não se faça de desentendido!
– Parem os dois agora! – Disse Reiji batendo na cabeça de nós dois ao mesmo tempo – Duas crianças! – Murmurou comum ar superior.
– Mas nos somos adultos! – reclamamos. Reiji ignorou, estava procurando alguma coisa entro dos armários, então suspirou, indo em direção á porta.
– Hey, aonde vai? – perguntei.
– Vou buscar uma coisa ali e já volto... Já que os dois são “adultos” podem muito bem ficar sozinhos uns minutos sem e matar! – Ele murmurou passando pela porta, e fechando-a atrás de si.
Eu e Kanato começamos a nos encarar com um ódio mortal.
– Olha o que a Thammy fez... – ele murmurou para o urso – Ela é tão incompetente que até espantou o Reiji! – Ele murmurou. Eu respirei fundo, contei até dez, e então dei um sorriso simpático.
– Quem, eu? – me fiz de inocente.
– Claro que sim, sua idiota... – Ele disse com um sorriso assustador.
– Desculpe... Não entendo a linguagem de pessoas inferiores. – Falei com ar de desdém.
– Eu quem digo o mesmo – Falou Kanato dando as costas, e se levantando.
– Hey, Shota! Onde você vai? – perguntei levantando uma sobrancelha.
– S-shota? – ele perguntou perplexo. (N/A: Para quem ainda não está sabendo: shota: meninos com jeito de criança podem ser associados a "veado", "frutinha", e outras denominações brasileiras.) Mas logo ele balançou a cabeça, indignado, e respondeu – Eu vou siar daqui...
– Mas achei que estávamos de “castigo” – falei levantando a sobrancelha.
– Eu sei... Por isso eu e Teddy vamos fugir! – Ele disse com um riso assustador e fofo.
– Mas estamos de castigo... – falei franzindo a testa.
– Sabia... – Disse o Shota para o urso – Que a Thammy era fraca demais para fugir.
– HEY! – falei indignada – Ninguém me chama de fraca! Muito menos um pedacinho de shota que você é! – falei com raiva
– Como assim shota? – Ele perguntou confuso.
– Pode-se ser usado como um termo para definir garotos com aparência infantil e fofa, em outras palavras... Gay! – falei levantando uma sobrancelha. Ele quase engasgou, e começou a tossir freneticamente.
– O-oque? – ele perguntou perplexo. Awwwwnn... Toquei na ferida?
– Foi exatamente o que ouviu... Shota – falei a ultima parte bem devagar para poder jogar sal na ferida.
– Ora sua... – Ele começou a fechar a mão em um punho, mas de repente a porta do biblioteca fora aberta, e Reiji entrou, encarou Kanato e em seguida deu uma “livrada” na cabeça dele.
– O que você está fazendo em pé? – Reiji perguntou rangendo os dentes.
– E-eu... – gaguejou Kanato.
– Ele ia fugir – falei sem nem pestanejar. Reiji encarou Kanato com fúria.
– Mais três horas de castigo! – Declarou, e então se virou para mim – E Thammy, já pode se retirar!
Eu sorri. Levantei-me, e fui andando na direção da saída. No caminho esbarrei propositalmente meu ombro com o de Kanato, e pisquei um olho para ele antes de sair. Senti seu olhar de ódio sobre mim enquanto eu saia do cômodo.
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