A nova garota.
7 Capítulo 7
Acordei no meio da noite, ouvindo alguns barulhos esquisitos, vesti meu roupão e calcei meus chinelos, acho que calcei errado, porque estava escuro, mas foda-se.
Vi alguém mexendo na minha geladeira, peguei o vaso de flores pronta pra jogar na cabeça daquele infeliz esfomeado.– WHAT!! QUER ME MATAR SUA VACA? – Hiro? – NÃO, O RANGER VERMELHO! VIM EXPLODIR SUA CASA UM POUQUINHO!– AGORA QUE EU TE MATO MESMO! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NA MINHA CASA? – Wi me contou tudo o que aconteceu ontem, então eu vim aqui te proteger, E VOCÊ TENTA ME ASSASSINAR.– VOCÊ TAMBÉM ME ASSASSINARIA SE EU ESTIVESSE FUÇANDO À SUA GELADEIRA EM PLENAS 2H DA MANHÃ!– Tá tá, eu entrei aqui pela sacada, aí comecei a assistir televisão e fiquei com fome, então vim pegar algo pra beliscar. – Eu não preciso que você me proteja! Aliás, Ray já se desculpou. – Aham, bom, se você quer assim, eu vou embora, mas se isso se repetir novamente, eu pego às minhas tralhas e venho morar aqui!– Isso se você conseguir.– Hiro deu às costas e desceu às escadas na sacada, depois à guardou perto do balcão de ferramentas. Deu um tchauzinho e foi embora. Eu voltei à dormir, tive sonhos estranhos, em um deles eu beijava Wi e no outro, Hiro, credo, parece triângulo amoroso.Despertei, com um viado chamado Ray gritando, parecendo garotinha de filmes de terror. Eu até o mataria, mas tem muita testemunha no prédio, então deixa pra depois. Nós fizemos o café (esse ''nós'', quis dizer ''ele''). Ray foi fazer às coisas dele, ligar pra mãe dele e tals, eu saí pra passear pela cidade, sei lá, esfriar a cabeça.Por favor, que eu NÃO encontre o Hiro, nem o Wi, NEM UM IMBECIL COM CANTADA DE PEDREIRO!!Li um cartaz enorme escrito :–- Hoje haverá o baile da única escola da nossa cidade! Traga o seu par! Esteja lá, ESTEJA LÁ! --Baile, pffff... me segurei pra não dar um ataque de riso no meio das pessoas, vai que alguém chama o hospício.Vi uma, ou melhor, duas pessoas que estragaram meu dia, Hiro e Wi. Com certeza eles leram o cartaz, e em quem os retardados pensaram?( A ) Poeki.( B ) A. ( C ) B.Acertou quem disse todas. Wi pegou meu braço direito e Hiro o esquerdo. – Mas o que é isso? Me soltem! – Quer ir ao baile comigo? — Os dois disseram juntos.– NÃO!– A cara de piedade que eles me fizeram, cortou meu coração.– Ok, eu vou ao baile, mas pra vocês dois não brigarem, vou com os dois. Mas só UMA dança! Que fique bem claro!– Tudo bem, pelo menos você vai!– Eles abriram um sorriso, beirando o sinistro.Foram embora saltitando, parecendo cervos alegres, agora só me faltava comprar o argh... vestido. Entrei em qualquer loja, comprei um vestido mais simples, nada muito afrescalhado. Voltei para casa pra me arrumar, não que eu esteja preocupada com isso, mas eu estava parecendo um bagaço. Prendi meu cabelo como sempre, passando um pouco de creme, penteando e tals. Coloquei o vestido (pelo amor de Deus, que caiba, pois eu tenho preguiça de ficar no provador). – Graças à Deus serviu. Me sentei no sofá esperando aqueles dois tontos virem me buscar, porque eu não vou a pé! Ouvi um bater na porta, eu queria não atender, mas não tinha escolha.
Meu sorriso foi mais falso que nota de 3R$.– O-o-o-i Poeki.– Hiro e Wi gaguejavam, quase deixando seus buquês caírem.– Oi, bem, vamos logo.– Cada um pegou um braço. Algumas pessoas faziam piadinhas tipo ''lá vai a dona Flor e seus dois maridos'', coisas do tipo. Depois eu acertava às contas. Tinha um carro bonito me esperando, tomara que o baile seja bom também. A escola estava mais enfeitada que banda gay. Cheio de lacinhos, purpurina, aff maria, estou começando a me arrepender.Sentamos em uma mesa, enquanto várias pessoas dançavam, conversamos bastante, até Wi tomar coragem e me convidar para dançar. Eu fritaria um bacon na cabeça do Hiro numa boa. Como os dois lesados não sabiam dançar, apenas nos abraçamos, indo para um lado e para o outro, até a música acabar. Sentamos de novo, Wi estava tremendo, coitado.Bebi um pouco além da conta, quando dancei com Hiro, eu já estava totalmente bebada.– Vamos embora Poeki, você n...– Me estatelei no chão de tanta manguaça, dormindo igual uma pedra.Acordei no outro dia, na minha cama, ainda de vestido. Que raios... Minha cabeça dói.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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