A nova Guardiã.

5 Capítulo 5. Graças á você.


Notas iniciais
Gente!!! Desculpa a demora para postar, meu PC deu problema, e agora voltou com tudo. Aposto que vou ser lixada por causa desse Capítulo. Mais vamos lá :D!

P.V.O JACK ON

Já se passou uma semana que não vejo Elsa. Como será que ela está? Preocupada comigo? Triste? Com raiva? Tenho pena dela só de pensar nisso, ela se importa tanto comigo, poxa ela me ama! E agora eu estou aqui “tentando” chegar ao Polo. Corri, pulei e escorreguei pelas montanhas de neve ate que uma coisa chamou minha atenção, era o trenó de Norte navegando pelo céu azul e frio.

– Norte... A oficina! Eu devo estar perto da oficina! É claro! – Corri em disparada atrás do trenó.

Bem como pensei, o trenó foi direto para a oficina. Escalei uma montanha para poder chegar ate a entrada e bati na porta.

–... –Um duende veio abrir a porta para mim e eu entrei, ele foi me dirigindo na direção da sala principal e eu fui o seguindo até que vi uma pessoa deitada em um sofá ali perto, ignorei aquilo, eu estava ali para fazer somente uma coisa: Saber onde Elsa está.

– Onde está Norte? –Perguntei para o duende embora ele tivesse cara de quem não sabia nem o próprio nome.

Ele apontou para a esfera que representava a Terra, e todas as crianças que ainda acreditavam nos guardiões.

– Eu não entendo... –Foi ai que me toquei. As luzes estavam quase todas apagadas. – N-Não! Mais eu e Elsa... Nós...

– Humhum... –Fui interrompido por um murmulho vindo do sofá, tentei ignorar aquele barulho ate que explodi e fui tirar satisfação com a pessoa e fiquei chocado.

– Elsa? Como? –Elsa estava com uma mordaça e amarrada bem firme ao sofá, olhei para o chão e vi rastros de areia negra.

Humhum. – Tentei tirar as cordas dela mais não consegui.

– Elsa... –Sentei-me do seu lado, ela estava pálida, com certeza tinha perdido vários quilos, a aparência era a de uma pessoa que estava com muita fome.

Humhumhumhum... –Dessa vez tentei tirar a mordaça, e consegui. — Jack! –Ela suspirou. Sua voz estava tão fraca e tão insegura.

– Sou eu, fique tranquila não é aquele descarado do Pitch.

– Você não entende Jack. Ele não está sozinho ele está com... –Ela parou de falar e começou a ficar mais pálida.

– Com quem Elsa? Diga-me, por favor.

– Conte a ele Elsa. – Gelei, virei rapidamente para onde Elsa estava olhando e me deparei com um moço alto de cabelos ruivos e olhos verdes. Ele parecia um... Príncipe?

– Hans, por favor, não faça nada com o Jack!

– Por Favor? Você pensa que essa palavra vale alguma coisa para mim? Por favor, morreu pra mim á muito tempo!

– Espera quem é Hans? –Eu queria é pegar meu cajado e congelar aquele cara com cara de bonzinho.

– Eu sou Hans, e eu sei quem você é. – O ruivo me encarou como se eu fosse a pior coisa de sua vida.

H-Hans está ajudando Pitch. –Elsa falou com a voz trêmula, ela está com medo eu sinto isso.

– Elsa, eu vou te proteger não fique com medo.

– Eu não estou com medo!

– Oh você está querida. –Uma forma negra apareceu em nossa frente.

P.V.O JACK OFF

Lembro-me de ter levado uma pancada na cabeça, depois acordei aqui, na oficina de Norte. Estava tudo muito estranho, eu estava amarrada e com uma mordaça na boca, ate que ele apareceu: Hans! Como eu odiava esse cara. E... Como ele chegou aqui na oficina onde está Norte? As coisas estão confusas para mim, mais Hans me explicou que Norte estava fora e ele e Pitch resolveram me trazer para cá por um motivo “especial”. Agora Jack, Pitch e Hans, estavam na minha frente e eu não podia fazer nada.

– Eu não sou sua querida! –Disse tentando me levantar, mais as cordas me deterão.

– Oh você é Elsa, mesmo não querendo você é! –A voz dele ecoou pela sala mais alta e sombria do que já era.

– A deixe em paz! Você quer a mim e os guardiões a deixe ir! –Jack estava com uma cara de quem não dormia há dias, provavelmente eu estava com a mesma aparência.

– Hans, eu acho melhor você retirar algumas coisas indesejáveis da sala. –Disse Pitch olhando para Jack.

– Claro! É para já. –Hans pegou sua espada e foi em direção á Jack.

Entrei em pânico, comecei a tentar congelar as cordas, mais meus poderes estavam fracos e eu não estava conseguindo resultados.

– Pitch, deixe Jack ir... Por favor. –Comecei a chorar, eu não sabia o que fazer.

– Isso Elsa, me fortaleza!

– Elsa, está tudo sobre controle, eu vou te salvar! – Jack começou a falar em tom de grandeza.

– Não está tudo sobre controle!

– Está sim! –Ele retrucou.

– Não está!

– Hum... Interessante... –Olhei para Pitch e ele estava me admirando.

– Para de me olhar! –Disse começando a ficar irritada.

– Magnifico, mostre a ele Elsa. O ser que existe dentro de você! –Olhei para os lados e percebi que tinha criado uma nevasca, ali dentro mesmo.

– Elsa, acalme-se. –Disse Jack desviando dos golpes de Hans.

– Eu não posso! Você quer que as coisas estejam sobre controle, pensando que estamos prestes á morrer! –Eu estava tão brava, a raiva percorria meu corpo, a vontade de me soltar e a vontade de acabar com Pitch estavam me deixando louca.

– ANDE ELSA! É ISSO QUE ELE PENSA DE VOCÊ, ELE PENSA QUE VOCÊ É UM MONSTRO QUE NÃO SABE SE CONTROLAR! QUE PRECISA DELE PARA ESTAR SOBRE CONTROLE! –A voz de Pitch ecoou pela minha cabeça.

“...”

Fechei meus olhos na expectativa de me acalmar, e quando tornei a abri-los vi que a sala estava coberta por neve. Eu fiz aquilo? Será que atingi alguém? Será que alguém irá ficar igual Anna?

– Jack... –Disse tirando de cima de mim os restos das cordas.

Cof Cof. –Ouvi um tossir vindo debaixo de um grande monte de neve.

Corri até lá e comecei a retirar a neve. Assim que terminei, vi o rosto da pessoa, infelizmente não era Jack e sim Hans.

Elsa... – Ele pegou no meu braço.

– Me solta!

– Elsa... Eu tenho que te... – Senti alguma coisa entrando em minha barriga.

Hans... O que você fez? –Cai do lado dele.

– Fiz o que me pediram, os... Cof cof... Guardiões estão fracos... Não há mais ninguém... Pitch governará as crianças a partir... De agora. – Disse Hans demonstrando dor nas suas palavras.

A dor estava percorrendo o meu corpo, Hans tinha me acertado com sua espada, eu estava sangrando, e agora? Como eu ia disser para Jack que o amo se estava prestes á morrer.

– Hans... Você não precisava ter feito isso, você tinha chances de se tornar uma pessoa boa... –Me forcei a disser

Agora já... Foi... Nos dois morreremos juntos! –Olhei para ele e ele não estava mais se mexendo.

– Snif... –Comecei a chorar novamente, a dor realmente era imensa.

– Elsa! Elsa!! –Ouvi a voz de Jack á alguns metros me procurando.

– Jack... –pensei

Elsa! Por favor, apareça! –Ouvi mais passos.

–Jack, o que você está fazendo aqui? –Essa é a voz de Norte...

– Vocês estão bem? Mais como? –Jack parecia surpreso.

– É uma longa história, conseguimos fazer as crianças acreditarem na gente, graças a Elsa! – Ooh fadinha... Sempre tão gentil.

– Isso mesmo, ela fez um boneco de neve ganhar vida cara! As crianças o amaram! – Nunca ouvi Coelhão falando tão risonho assim. Será que o boneco é Olaf? Anna... Irmã querida ajudou os guardiões...

– Esse monte de neve na minha sala é obra de quem? –Norte parecia meio bravo.

– É que Elsa se irritou, mais graças a isso Pitch foi embora com medo.

– Elsa é minha heroína! Onde está ela? – Fadinha estava meio preocupada.

– Eu não sei... –Jack disse com desanimação.

– Vamos procurá-la! – Ouvi os passos de coelhão.

–... – Sadman deve estar falando algo...

– Sim Sadman, ela deve estar... Embaixo de algum... Monte de neve, vamos... Acha-la! –Impressão minha ou Jack estava chorando?

Olhei novamente para o lado, Hans estava congelado, e eu estava ali sofrendo a dor de perder á vida. Eles não iriam nos achar fácil, já que estávamos cobertos por vários montes de neve, o jeito é morrer ali, sem ninguém pra ver meu sofrimento. Olhei para o teto, e digamos que não era um “teto” e sim uma abertura que dava para ver perfeitamente a Lua.

– Imaginar... Que foi graças a você que tudo isso... Aconteceu. Que eu conheci... O Jack... Que eu pude deixar... As crianças felizes! – Conseguir disser, por mais baixo que fosse. – Graças á você...

De repente me lembrei do que minha mãe sempre dizia quando eu tinha medo de meus poderes.

– Qual o oposto do medo?
Do Amor é o ódio. Da alegria, a tristeza.
Mas o medo... Medo não tem oposto.
A coragem é claro! É claro que não, a coragem é o oposto da covardia.
Assim como a noite é o oposto do dia.
Como o sim é o oposto do não.
O frio é o oposto do quente, e o molhado do seco.
O rígido é o contrário do flácido, bem como o salgado é o contraponto do doce.
Em cima e em baixo. Fundo, raso. Alto, baixo.
Pobre e rico; gordo e magro.
Bonito e feio. Yin e yang.

Tudo têm o seu oposto que é a sua anulação.
Ou seu equilíbrio. O meio termo.
Mas o medo não tem meio, nem mais e nem menos.
Ou é ou não é. Ou tem ou não tem.
Pouco medo até existe, muito medo também.
Mas meio medo? Ah, isso não tem.

Se não tem oposto como atingir, como anular, como equilibrar, como combater, como solucionar?
Não tem oposto, mas tem antídoto: a FÉ, que dá força pra encarar.
O medo é uma grandeza proporcional à maturidade. Quanto mais maduro, mais intenso torna-se o medo. E por isso mesmo mais profunda deve tornar-se a FÉ.

Não acredite no que vê. Acredite no que é.

A fé... É isso, isso pode acabar com o Pitch de vez! Eu preciso falar com o Jack, mais como? Minha vista está começando a ficar embaçada não vejo mais nada, será a morte vindo me buscar? Eu preciso arrumar um jeito de...

“...”

“Não vejo mais nada somente a escuridão.”

Notas finais
#CorrendoDosLeitores. Socorro Jack!!! x.x