Notas iniciais
*História de minha autoria, plágio é crime! *capa feita por mim (apenas imagem de fundo pega do google) *qualquer coisa, entrar em contato. Espero que gostem... Boa leitura!!!

Meu nome é Thália, alguns me chamam de Lia. Meus cabelos são longos, pretos e encaracolados; possuo olhos cor de mel. Tenho 16 anos mas sou muito imatura para minha idade. Estou no 2° colegial e sou dada como “aluna exemplar”, admito, acho isso bobo e desnecessário. Moro na Rua dos Pinheiros, casa 783, fica em Londres; sou filha única; minha única amiga é a Grace, minha vizinha de trás. Não que eu seja chata mas não gosto de me socializar muito, por isso Grace é a única amiga que eu tenho. Bom, chega de apresentações e vamos ao que interessa, a história.

segunda-feira, dia 15 de fevereiro.

— Filha, acorda, está na hora! — era mamãe me gritando lá de baixo para eu ir pra escola.

São 6h da manhã. Levantei, relutante, do conforto da minha cama para ir tomar banho. Estava frio, tirei minha roupa na marra e corri para debaixo daquela água quentinha. Me arrependi de não ter lavado meu cabelo ontem à noite, estava tão frio que não iria dar pra ir com ele molhado, o único jeito é ir com ele fedendo mesmo *risos*. Fiz o que tinha de fazer, peguei meu material e fui tomar café.

— Amor, o pão está na cesta, o suco e o leite na geladeira e o cereal está no armário. Já vou indo, estou atrasada. Seu dinheiro está ao lado do abajur. Amo você. – falou mamãe pegando as chaves e seu casaco.

— Obrigada, mãe, bom serviço. Também amo você. – disse eu, dando-lhe um beijo de despedida.

E foi. Minha mãe é um exemplo de mulher. Meu pai nos abandonou quando eu tinha três anos apenas, ele fugiu com uma outra mulher; minha mãe não tinha condições de me criar sozinha, porém, não me abandonou em nenhum momento. Hoje estamos muito bem de vida, graças a Deus por nunca deixa-la desistir.

A campainha tocou, era Grace. Sempre íamos para a escola juntas desde que me mudei para a vizinhança. Assim que fechei a porta, me bate aquele arrepio por causa do frio. Os flocos de neve se destacavam em minhas madeixas escuras.

— Lia, tem como eu passar o fim de semana na sua casa? Mamãe e papai terão que viajar e não vai ter como eu ir junto. – perguntou Grace a mim.

— Mas é claro que pode né, Grace. Minha mãe vai fazer hora extra no fim de semana, que ótimo que não vou ter que ficar sozinha de novo. – falei rindo, odiava ficar sozinha em casa. Eu ficava com muito medo que não conseguia nem ir na cozinha; da última vez, fui dormir morrendo de fome.

Finalmente havíamos chego na escola, Grace ficou o caminho inteiro programando o nosso fim de semana juntas. Ela fala demais.
Chegamos atrasadas, então, entraríamos só na segunda aula e ainda ganhamos uma advertência.
Fomos até a biblioteca para passar o tempo. Estávamos ambas entretidas com os livros até Grace soltar um grito de doer os ouvidos, sorte estarmos sozinhas na biblioteca. Assim que levantei para ver o motivo do grito de Grace, levei um susto enorme. Era uma trilha de aranhas, pequenas mas de dar calafrios.

Vamos segui-las, Lia! – disse a loira, praticamente gritando.

Não acho uma boa Grace, acabamos de levar uma advertência e você já está querendo levar outra? – perguntei indignada.

Ah, tudo bem então. – falou Grace cabisbaixa.

Admito, fiquei com vontade de ir atrás das aranhinhas mas não queria levar duas advertências no mesmo dia para minha mãe assinar.

Meninas, a diretora está chamando por vocês. – a bibliotecária chegou nos tirando do silêncio que havia se formado ali.

— Grace o que você acha que é? –para a diretora nos chamar.

— Tsc, do perguntei, confusa, não havia motivos jeito que aquela velha nos odeia, aposto que deve ter achado algum motivo para nos deixar na detenção.

Balancei a cabeça, concordando.

Chegamos à sala da Sra. Janets. A sala era fria e sem cor, dava arrepios só de chegar na porta.Ara

—Meninas... – falou a megera com um ar de arrogância – bem, é a segunda vez que chegam atrasadas e as aulas mal começaram. Eu exijo uma explicação!

— Ér, bem... nós... – Grace tentou explicar.

—Nós, havíamos esquecido o dever, Sra. Janets, pedimos desculpas e não deixaremos isso acontecer novamente! – Falei tão rápido que nem sei se ela conseguiu entender alguma coisa. Pelo menos consegui nos tirar dessa.

A diretora nos olhou com ar de desconfiança e pediu para nos retirarmos.

O resto das aulas seguiu normal, tirando o fato de termos visto a mesma trilha de aranhas que vimos quando estávamos na biblioteca.
Mamãe veio me buscar para irmos pra casa. Me despedi de Grace, entrei no carro e fui. Fiquei o caminho inteiro pesando naquelas aranhas, cheguei a conclusão de que era apenas uma coincidência termos visto duas vezes no mesmo dia.

Mal eu sabia que isso era muito mais que uma mera coincidência...

Notas finais
espero que tenham gostado. Desculpe qualquer erro. Deixem comentários, críticas e sugestões serão sempre bem-vindas. Beijoossss e até o próximo capítulo...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.