Notas iniciais
Vamos conhecer um pouco mais sobre a vida de Esme antes do encontro com os Cullen Boa leitura ;DDD Amanda: http://images.wikia.com/smallville/images/9/95/Lois_Lane.jpg Jack: http://fc02.deviantart.net/fs71/i/2010/087/8/3/true_blood_eric_dark_walk_wall_by_geeport.jpg

A pouco tempo...

Hey me chamo Esme Swan, para todos os efeitos tenho 26 anos, posso me apresentar como arquiteta, escritora, professora, botânica, e acreditem se quiser médica. Mas, esse ultimo não exerço muito. É desconfortável às vezes. Não lido muito bem com a morte. Atualmente moro em Chicago, trabalho como historiadora e mantenho uma firme amizade com Amanda, a única humana que sabe um pouco sobre a minha vida, minha verdadeira identidade. Ainda tenho que cumprir uma missão ou outra, mas vou parar.

Como disse não lido bem com a morte, por isso, evito laços humanos, mas com Amanda não pude evitar devido a circunstancia que nos conhecemos. E para pagar com minha língua ainda sou voluntaria em um dos maiores hospitais daqui. O fato de não lidar bem com a morte é uma coisa, não fazer nada por aqueles que não podem mudar seus destinos infelizes é outra completamente diferente. Sim, sou bipolar.

Tenho uma filha chamada Isabella. Quem eu apresento a todos como minha irmã. Para minha infelicidade, ela esta viajando pelo mundo tem algum tempo. Tenho muitas saudades dela. Apesar de não ter a gerado e criado desde pequena a amo como se tivesse feito isso. Transformei-a quando ela tinha 18 anos. Não quis fazer isso, mas vê-la frágil pedindo para não morrer me partiu. Mesmo não sendo a primeira morte em meus braços não consegui resistir a seus apelos. Sem falar que ela morreria por minha causa, por minha culpa ela esteve à beira da morte. Depois fiquei feliz por ter a transformado. Ela se tornou a filha que nunca tive. Vê-me como a mãe que perdeu e eu a acolho como a filha que matei. Como uma boa adolescente ela vive me dando dor de cabeça. Rezo para ela não mexer com as pessoas erradas nessa viajem dela. Minha Bella é um imã para tragédia. E eu como a boa mãe que tento ser vou correndo para livrá-la ou limpar a bagunça que ela faz.

Denomino-me como uma caçadora, em minha espécie eu sou uma das únicas 3 mulheres somando com mais de dez homens. Em minha vida humana era o que hoje alguns consideram especial, mas, antigamente era visto como uma maldição, coisa do inferno e por ai vai uma infinidade. Motivos pelos quais uma mulher era levada a morte em uma fogueira. Por essa condição fizeram coisas comigo me transformando no que sou hoje, imortal, amaldiçoada e condenada com um instinto predatório quase incontrolável. Os únicos que não despertam isso em mim são os humanos, se tiver o que quer que seja de sobrenatural meus instintos me alertam e dependendo da intensidade consigo não reagir negativamente, ou seja, caçando e eliminando. Função essa para a qual fui criada, transformada, moldada e treinada. Ainda não consigo encontrar uma unica palavra que denomine tudo.

Poderia ficar me lamentando e bla bla bla, mas não tenho paciência para isso. Gosto de fazer de tudo, aproveito as vantagens que minha imortalidade me oferece, gosto do acumulo de experiência e como não abusar dos prazeres que o mundo me oferece? Não vago por ai lamentando minha condição. Mas a única coisa que realmente me prende ao mundo é Bella. Assim que ela encontrar alguém que a proteja como ela mereça, eu irei finalmente descansar. Enquanto isso não ocorre, eu tento amenizar meus pecados e quem sabe assim ter uma chancezinha de não queimar no tão dito mar de sangue e cacos de vidro que o apocalipse diz ser o castigo dos pecadores, ou algo assim. Acredito sim no céu e no inferno. Persegui, torturei e matei. Estou conformada com meu fim.

E: Oh Deus, estamos tão atrasadas!!! — reclamou ouvindo sua amiga bufar.

A: Como se ele fosse parar o tempo pra nos ajudar – resmungou acenando para um táxi.

E: Hospital Central, por favor! 10 mais se fizer o caminho em menos tempo.

A: irônico!

E: Posso saber o por quê de toda essa impaciência sua hoje? Respeito sua falta de fé, mas, você me ofende com esse tom! – ralhou cruzando os braços e olhando para a janela.

A: Como consegue acreditar em algo que nunca viu? – perguntou não se esquecendo das tantas vezes que discutiram o mesmo assunto. Qualquer motivo o trazia de volta e as fazia discutirem.

E: Como pode acreditar em uma inexistência em um mundo desses que vivemos? – respondeu com outra pergunta.

A: Esse é o ponto Esme, olha a merda de mundo que estamos!!! Como pode existir Deus nisso tudo? Como ele não faz nada?

E: Como, me explica, como você consegue viver sem acreditar em algo superior. Como consegue viver sabendo que simplesmente deixara de existir quando morrer? Sua vida soa tão mecânica!

A: Estou associando tudo isso a algo pratico na verdade. Nunca em todos esses meus 28 anos me deparei com algo que me dissesse algo referente a ele!

E: Como não! Seu nascimento foi um milagre... alias o sexo é algo muito bom, ou não? – sorriu vendo o rubor da amiga.

A: De acordo, nessa parte. Mas, ele também é motivo de muitas discussões, é tabu e bla bla bla. Quantas vezes vimos nos jornais motivos de assassinatos por causa de traição? Ou o que é pior... – sussurrou sabendo como o assunto era delicado.

E: Ele também é o motivo de vida. – disse melancólica.

A: Vidas essas colocadas em lata de lixo muitas vezes. – Amanda quando não concordava sabia ser teimosa.

E: Vidas essas que muitas vezes salva uma relação ou enternece quem não pode gerá-la.

A: Vidas essas que vem através de estupro. Me rebate essa flor! – piscou Amanda, se sentindo mal por tocar em uma ferida perigosa, mas contente por saber que ela não prosseguiria. Perguntava-se como elas conseguiam manter uma amizade tão solida sendo tão diferentes. Esme sendo o que era deveria estar mais do que convencida.

Vendo e ouvindo o motorista do táxi estacionou em frente ao dito hospital.

M: Entregue senhoritas, conforme o prazo – sorriu para elas.

Esme pagou o combinado e esperou sua amiga sair, pois dava somente de sair por um lado. Mas, não antes de ouvir o sussurro do senhor atrás do volante:

M: Pobre criança, uma alma perdida!

E: Não para mim – disse para si mesma.

Dentro do elevador Amanda segurava a porta para ela entrar, para depois apertar o 8º andar, andar referente à oncologia infantil. Um dos seus muitos motivos para não acreditar.

Não aguentando o sentimento de consciência pesada, Amanda resolveu ceder.

A: Me desculpe pelo que disse antes. Mas, não entra em minha cabeça você ter tanta fé quando foi deixada em um beco sangrando tanto que não se podia saber de onde seu sangue jorrava, morrendo... – lamentou encontrando o olhar de sua amiga.

Esme viu tantas emoções nesse olhar que esperou para responder a sua não pergunta.

E: Eu sei que você tem medo, medo do que não conhece. Mas, em um beco sujo, com tantas imundices se misturando ao meu sangue eu vi um anjo, um anjo em trajes normais vir ate mim, pedir calma, e me carregar nos braços por mais de 100 metros, mesmo eu sendo mais pesada que ela ate a sua casa e cuidar de mim, depois de ter implorado para não ir a um hospital. E ainda assim não sentiu medo quando viu o meu pior. – sorriu para sua amiga.

Suspirando, Amanda saiu do elevador e se recostou no vidro que a separava das crianças carecas que brincavam na sala de brinquedos.

A: Por que ele deixou essas crianças assim? Por que as deixa assim? – sussurrou num fio de voz. Sua amiga acreditava estar condenada, mas ainda sim pensava em Deus, mesmo ele tendo condenado a ela. Se ela acreditasse em Deus diria que seria impossível condenar alguém como Esme. — Vê o sofrimento delas? Eu estou vendo mortes prematuras.

E: Elas estão ai possivelmente por seus bisavôs, por seus pais, por esse mundo sujo que vivemos. Não por causa de Deus. – Esme que olhava para as crianças tocou o ombro de sua amiga e em seguida seguindo pelo corredor para deixar suas coisas e lavar suas mãos.

Esme e Amanda eram amigas desde o dia trágico no beco, há cinco anos. Amanda era jornalista, e junto com ela eram voluntarias no principal hospital de Chicago. Neste dia tinham sido escaladas para o setor oncológico, mais especificamente o infantil. Interagiam com os pacientes, tentando fazê-los esquecerem seus possíveis prognósticos, ou os incentivando a lutarem pela vida. Em nenhum momento Amanda falava em Deus, apenas ouvia. Ouvir, não entender, como muitas vezes Esme lhe falava. Era a parte fácil, ouvir, os pacientes sempre tinham muito a falar e Amanda sabia ouvir como ninguém. Passou os últimos anos ouvindo admiravelmente sua amiga relatar os acontecimentos históricos os quais muitos desconheciam. Por seu conhecimento e por ser mais fácil, Esme trabalhava como historiadora e outras vezes dando aulas em faculdades, fora seu antigo trabalho.

Após o termino de seus horários, ambas tentavam colocar ordem a bagunça deixada pelas crianças na brinquedoteca.

A: Como conseguem fazer tanta bagunça?

E: São crianças. O que esperava? – divertiu-se Esme vendo-a revirar os olhos. Terminando a arrumação ela acompanhou Amanda até o quarto onde suas bolsas estavam.

A: Estou famin...

E: Shhhh. Está ouvindo? – perguntou

A: O que? – parou tentando entender a que Esme se referia.

E: As crianças gargalhando – respondeu de olhos fechados. – Feche seus olhos. – disse após abri-los e vendo sua amiga fazer o que fazia momentos antes. — Estou te respondendo a sua pergunta quando saímos do elevador. Ouça, esqueça a criança careca e condenada a morrer, apenas sinta a felicidade que ela esta sentindo nesse momento e transmitindo através de um som. Você sorri com o que ouve sem participar, e se sente feliz mesmo não sabendo o que houve. Isso é Deus compensando pelos erros de seus antepassados. Esse é o alivio dado por tanto sofrimento.

Dando-se conta que tinha um sorriso singelo nos lábios, Amando abriu os olhos a tempo de ver sua amiga passando pela porta. Soltou um suspiro e seguiu-a.

...

A: Fala sério! Como pode comer feito um operário e ser tão em forma??? – se indignou enquanto via Esme comer um enorme bife mal passado.

E: Simples amada! Essa comida humana não tem o suficiente para me manter, portanto, como muito para tentar compensar. – piscou ela. – Não que eu precise. Apesar de que faço muito “exercício”. – mexeu as sobrancelhas rapidamente.

A: Há tantos marginais por aí, por que não pega um? – questionou fazendo uma careta do trocadilho, estava acostumada sobre a dieta de sua amiga, mas, ainda sim não se sentia confortável imaginando a cena.

E: Talvez eu faça isso. Mas, não por agora. Ainda tenho um tempo. Alem do mais, esses marginais são um tanto sujos e eu não acho o gosto muito apreciativo. Qual a graça de não poder usufruir do corpo deles?

A: Você é uma incorrigível!!! – arregalou os olhos – E eu sou sua maior fã – sorriu erguendo sua taça e brindando.

E: Tenho uma noticia!

A: Manda!

E: Estou me aposentando – disse feliz.

A: Pensei que gostasse de toda a adrenalina. O que pensa em fazer?

E: Bom, pode ter a certeza de que alguém ocupará meu lugar. Há outras formas de aventura. Quero que a frase “costelas quebradas” deixe de fazer parte da minha vida. E quanto ao que fazer, ainda não sei. Algo calmo, tranqüilo. Estou ficando muito velha para agitação. – disse suspirando e bebendo de sua taça se surpreendendo pela sonora gargalhada solta do outro lado da mesa que atraiu a atenção de praticamente todo o restaurante.

A: Vai se ferrar. Olha só pra você! “Velhota”! Não aparenta ter nem 30 anos. Como te odeio. – disse balançando a cabeça.

E: Você entendeu!

A: E o que sua “filha” disse a respeito?

E: Ela ainda não sabe. Tem um tempo que não nos vemos. Sabe se la em que parte do mundo ela está explorando nesse momento.

A: Hum. Bom, um brinde então a sua nova vida!!!

E: À vida! – concordou tocando na taça a frente com a sua.

...

Ao chegar a seu pequeno apartamento Esme se despiu indo em direção ao banheiro. Ligou o chuveiro no jato mais forte tentando relaxar os músculos tensos. Saindo do box secou-se vestindo uma calça de moletom e um top. Foi em direção a cozinha distraindo-se com a geladeira aberta sem pegar nada.

E: Seria muito educado de sua parte entrar pela porta sabia? – disse sem desviar olhar enquanto tirava uma jarra de água.

J: Não me acostumo fácil a esses costumes humanos e lentos. – disse um homem alto passando pela janela e sentando-se confortavelmente no sofá de sua sala. – Como vai?

E: Bem obrigada e você? – perguntou sentando de frente para ele e bebendo sua água.

J: Bem, não vai me oferecer nada? Um café, uma água? – sorriu charmoso.

E: Pensei que não tinha se acostumado com esses costumes humanos e desnecessários! – retrucou balançando as mãos em sinal de desdém como ele havia feito pouco antes — A que veio exatamente? – perguntou olhando por cima da borda de seu copo. Sua mente trabalhava freneticamente nas possibilidades e no que talvez fosse obrigada a fazer. Não confiava nele. Nunca confiou. E temia o porquê.

J: Sempre direta ao ponto! Sabe, você é mais receptiva com aquela sua amiga, observei vocês no restaurante. Vai se aposentar mesmo? – ele tentava provocá-la, sabia disso.

E: Sim, é definitivo. Por quê?

J: Fiquei curioso sobre o porquê. E o que diabos fará de sua vida daqui para frente? Vai realmente conseguir ficar sem toda a ação do nosso dia-a-dia?

E: Sim, na verdade a uns tempos estou me habituando a esse cotidiano calmo dos humanos. Nosso mundo já não está mais no mesmo movimento como a alguns séculos. Não há porque eu ficar pelo mundo a fora procurando o que não tenho certeza se existe.

J: Interessante! E posso saber pra onde você vai?

E: Não! Talvez a gente se esbarre por ai. Espero não ter dificuldade – disse erguendo uma sobrancelha para ele. – Seja um bom garoto e não me traga problemas, certo?

J: Eu jamais seria um bom garoto – disse ofendido. – Bom, se você quer largar toda a ação eu não posso fazer nada. Mas, lamento. Afinal tivemos nossos momentos – sorriu olhando-a de cima a baixo.

Jack sempre foi do tipo sedutor, quando seus mentores caíram, ele se tornou um rebelde sem causa aparentemente viajando pelo mundo matando a qualquer criatura que tirasse seu falso sossego. Esme o conheceu pouco depois de sua criação, estiveram juntos em algumas missões. Mas, na época eram muito calados e reservados, como suas funções exigiam. Quando não tinham mais a quem obedecer exatamente, Esme mudou pouco do que era enquanto ele tornou-se extrovertido metido a galanteador com seus 190 centímetros de altura, corpo musculoso, olhos penetrantes e cabelos loiros compridos conquistando a todas as mulheres que despertavam seu interesse. Porem, ela não se enganava com seu jeito despreocupado, sabia o quanto ele ansiava por poder e controle dos demais. Viu sua gana ao tocar sua pele, não que tivesse que reclamar como o tocou. Não se metia em seu caminho fingindo não saber de seu envolvimento com o líder dos frios e ele fingia não saber de seu conhecimento e não propunha a ela juntar-se a ele quando já sabia de sua resposta. Retirando o fato de ela ser uma das poucas coisas capazes de impedi-lo. Ele sabia que ela poderia, mas nunca tentou fazê-lo, o que o deixava irritado, não ter motivo para atacá-la, o que não justificava sua personalidade. Jack sempre atacou primeiro e perguntou depois, esperar pela iniciativa dela era uma perca de tempo. Então sempre tinha uma pergunta em mente. Por que ele nunca tentou matá-la? Ele passou a evitar qualquer contato pouco antes do ocorrido no beco, quando eles se desencontraram.

Esme sempre estivera contra a violência, mesmo quando obedecia a seus superiores tentava agir racionalmente e pesar sobre o porquê determinadas criaturas deveriam morrer, se elas realmente mereciam isso. Odiava julgar e condenar algo ou alguém.

Antes de terminar sua água ele se levantou indo embora em direção a janela, mas, não antes de dar uma piscadela em sua direção. Suspirando cansada, ela levou o copo ate a pia quando sua atenção se voltou para o aparelho da secretaria eletrônica que piscava alertando de uma nova mensagem de voz. Sabendo de quem se tratava ela expandiu uma bolha em volta de si e do aparelho impedindo que qualquer som emitido por tal fosse captado pelo individuo que ainda estava no telhado acima buscando alguma informação importante dela.

“Como sempre não está em casa, é tão difícil comprar um celular?" Sorriu ouvindo a voz de sua filha. "Sinto saudades, tenho algumas noticias importantes que sei que vai gostar e outras nem tanto." Seu sorriso sumiu. "Ligarei na semana que vem nesse mesmo dia as 6hs para falar contigo, ok? Amo você, bjos” A mensagem foi cortada por um bipe comum a esses aparelhos.

Após apagar a mensagem, Esme foi para a cama certificando de que tudo estava trancado e em seu devido lugar, estava ansiosa para rever sua filha, tentava não pensar nas noticias que não gostaria, mas, contentou-se em pensar que provavelmente ela estaria com alguém importante ou aceitando o que Esme queria para ela, uma vida normal. Rezava para que fosse esse ultimo.

Encostou a cabeça no travesseiro repassando os últimos dias. Tentava classificar alguma das coisas em sua vida, mas não conseguia. A única coisa que teve certeza foi a importância que Amanda estava começando a ter a sua vida. Precisava se afastar. Ter uma filha como alvo para atingi-la era mais do que o suficiente. Ter uma humana poderia complicar em proporções que talvez não desse conta.

Uma pena, pensou suspirando. Gostaria de ver Amanda sendo realmente feliz em sua vida. Não essa jornalista solitária que a salvou da tão esperada morte.

Notas finais
É isso, obrigada pelas visitas caros leitores fantasmas! ^^ Que tal um incentivo?! Heim heim heim... Como vou saber se está agradando alguém e continuar??? AUHEUAHEAUSE
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.