A mulher que não pode amar

4 Capítulo 4: A consulta


Notas iniciais
No capítulo anterior: Ana conheceu Edgar o irmão gêmeo do Doutor Hector, em seguida ela foi para casa onde desabafou com seus pais e na conversa ela falou que iria se vingar assustando seus pais, no dia seguinte ela foi em direção ao clube porem não com a intenção de trabalhar e sim com a intenção de por sua vingança em pratica.

Era manhã de sábado e Sara como de costume estava se vestindo para ir a horta, Sara vivia sozinha pois a sete anos atras sua mãe faleceu e trés anos depois seu pai também faleceu. Logo a jovem escuta alguém batendo em sua porta e já estando vestida, Sara vai em direção a porta e ao abrir ela vê que é seu namorado o Edgar que mal espera a porta abrir e já vai dando um grande abraço nela seguido por um beijo.
—O que faz aqui? mori- Deu um lindo sorriso olhando para Edgar enquanto fez a pergunta.
—Eu decide passar para ir junto com você- Respondeu Edgar segurando as mãos de Sara a olhando de cima por ser alto.
—A que bom! Entre pode entrar- Falou Sara animada o convidando para entrar -Eu só vou pegar minhas luvas de jardinagem e já vamos.

Enquanto isso...

Ana estava em frente ao portão da vila na entrada, Ana estava na calçada esperando que algum Taxi pasasse pelo local pois ela pretendia visitar o hospital do doutor Hector, A moça estava muito bem vestida, usava um short jeans com um sinto muito bonito com decoração de flores, usava uma blusa de alça cor azul escuro e usava um salto plataforma e segurava uma bolsa de tamanho mediano e com alças longas, dessa vez usava apenas um batom beje em seus lábios e seus cabelos estavam amarrados fazendo um rabo de cavalo com uma mecha de cabelo solta a sua frente como se fosse uma franja. Não demorou muito e um taxi parou para Ana, Ana tira de sua bolsa o cartão do doutor e vendo o endereço do hospital, ela diz o nome do bairro e rua, assim que o carro sai as cinco fofoqueiras que espiavam a vida de Ana atras do portão da entrada da vila, saim e vão ate a calçada e Leonor pergunta ''Vocês viram como ela estava bem vestida?'' Maria Rita responde ''Sim, ai tem coisa'' Glaucia também fala ''Ela estava toda se achando e pior que ela só o motorista do taxi que parou na hora que a viu'' as fofoqueiras começaram a debater sobre Ana fazendo um grande barulho e deixando impossível de intender o que elas estavam falando.

Enquanto isso...

Sara e Edgar estavam a caminho da mansão onde trabalhavam, os dois andavam de mãos dadas pela rua e quem os olhasse juntos veriam que nasceram para ficarem juntos, no caminho ao trabalho Sara pergunta.
—Mori, A Carmelita me disse que você tinha ido falar com seu pai lá em Coral.- Falou Sara olhando para ele enquanto caminhava.
—Sim é verdade, ele ligou para mim me chamando para falar com ele.- Respondeu Edgar.
—E o que ele queria falar com você?-Perguntou Sara curiosa.
—Mais uma vez ele me ofereceu dinheiro e quando eu não aceitei ele fez aquele mesmo discurso enorme comparando Eu e Hector.-Respondeu Edgar com uma cara não muito animada.
—Você é tão honesto, Sua família toda é rica e você optou ser o que sempre gostou desde pequeno e ser pobre, Outro no seu lugar esqueceria sua carreira dos sonhos e optaria por ter uma que desse muito dinheiro.- Falou Sara admirando a honestidade de Edgar.
Logo os dois chegam a grande mansão e Edgar vai em direção ao jardim ondem trabalha, já Sara vai em direção a horta e lá ela encontra seu Jair que a recebe muito bem com um bom dia, Seu Jair chama a atenção de Sara e fala ''Infelizmente o rapazinho que trabalhava na estufa ficou doente e não está podendo vir, Sera que você poderia cuidar da estufa enquanto eu cuido dessa horta ao ar livre'' Sara concorda com seu Jair e sai em direção a estufa que não fica muito longe dali, a jovem adentra a grande estufa de vidro de dois andares, ela começa a regar as plantas uma por uma e em seguida corta as folhas mortas das plantas, em seguida coloca adubo nas que necessitavam e minutos depois tinha terminado de cuidar da parte de baixo da estufa e já estava pronta para cuidar da de cima que não era muito, era apenas alguns jarros, alguns eram de plantas que tinham que ficar longe do chão, Então Sara sobe a escada que leva ate a parte de cima e começa a regar as plantas, depois de alguns minutos ela percebe que esqueceu de regar as plantas que ficavam presas no teto da estufa, Sara começa a regar as plantas que estavam mais fáceis de alcançar e quando termina vai para as mais difíceis que necessitavam de alguém mais alto para regar porem Sara não se deu por vencida e tentou regar as plantas que ficavam próxima a beirada do andar onde Sara se encontrava, o primeiro andar não era tão grande pois havia uma abertura ao meio do local para que a luz solar pasasse assim o piso era próximo a parede com um corre-mão que ia ate o quadril de Sara, Sara então faz um esforço para tentar alcançar o jarro e em um movimento enfalço ela acaba se desequilibrando e caindo do primeiro andar, Sara cai de uma altura considerável em cima de duros jarros de plantas, com o impacto da queda ela quebra os jarros ao cair com seu corpo em cima e acaba ficando inconsciente ao bater sua cabeça nos duros jarros, Seu Jair escuta o barulho e vai correndo em direção a estufa e ao abrir toma um grande susto ao ver Sara caída em cima de pedaços de jarros, ele então sai correndo atras de ajuda e acaba encontrando Carmelita que ao saber oque houve sai correndo em direção ao telefone da casa para ligar para uma ambulancia, enquanto isso seu Jair vai atras de Edgar que ao saber sai correndo em direção a estufa deixando o velho muito para trás, Edgar com medo de ela ter quebrado algum osso do corpo, não a toca mesmo que a preocupação seja grande, depois de vinte minutos a ambulancia chega e a leva cuidadosamente ao hospital da cidade, chegando lá as enfermeiras fazem alguns simples procedimentos e logo chega o medico do hospital e avisa que o hospital não tinha recursos suficientes para trata-la como deve e os recomenda leva-la para o hospital de Coral que tem recursos para poder atende-la como deve, então a colocam de volta na ambulancia e seguem em direção a cidade Coral, na ambulancia estava Edgar que estava muito preocupado com ela.

Enquanto isso em Coral...

Pela cidade ser pequena Ana chaga ao hospital, a jovem paga o taxista e adentra o hospital, ao adentrar ela fala com a recepcionista e vai ate os bancos na fila de espera, durante a espera Ana olha em volta os doentes com uma cara de nojo, o tempo vai passando ate que chega a vez dela de ser atendida, Ana vai em direção a porta que leva ate a sala dele e adentra, ao entrar ela é logo reconhecida por Hector.
—Então você realmente veio.-Falou Hector dando um sorriso olhando Ana de baixo para cima.
—Eu me preocupo muito com minha saúde.-falou Ana dando um leve sorriso.
—Então vamos examinar a sua perna, por favor sente-se naquela maca.-Pediu Hector a conduzindo ate a maca.
—Esta bem.-Ana sobe na maca se sentando.
—Deixa eu examinar...-Hector com uma luva começa a tocar na perna de Ana a examinando.
—Espero não ter nada grave.-Falou Ana fingindo preocupação.
—Acho que não tem nada para se preocupar, acho que foi apenas uma dor muscular passageira.- respondeu Hector continuando a examinar a jovem.
Logo uma das enfermeira entra as pressas na sala e fala ''Temos uma emergencia doutor!'' Hector então sendo obrigado a sair fala ''Tenho uma emergencia agora, você pode voltar outro dia?'' perguntou o doutor, Ana não muito feliz, confirma movendo sua cabeça para cima e para baixo e pede ''Pode me ajudar a descer?'' Hector responde com um ''sim'' e Ana pula sobre seus braços ficando os dois bem abraçados e com seus rosto próximos, Hector fica envergonhado e sem jeito diz ''E-eu tenho que ir...'' então ele sai da sala e Ana fala para sigo mesma ''Maldita emergencia! Atrapalhou os meus planos!'' Ana então sai da sala e a caminha da sala de esperas vé a pessoa que estava em estado de emergencia em uma maca arroadeada de médicos e enfermeiras, Era a nossa querida Sara, Edgar também estava junto e perguntava a Hector seu irmão, se ela ficará bem, Hector sem saber o que responder ele apenas diz que ''Você não pode passar para a sala de cirurgia por favor Edgar, espere por noticias na sala de espera.'' Ana observou tudo e reconheceu Edgar, Edgar foi ate a sala de esperas bastante preocupado e se sentou em um dos bancos, Ana o observou de longe ate que decidiu ir ate ele, Ana então se senta ao seu lado e fala com uma voz calma ''Tudo bem?'' Edgar a olha e logo a reconhece e fala ''Eu que pergunto, Tudo bem? você estava chorando na praia a uns dias atras.'' Ana da uma pequena risada e responde ''aquilo não foi nada, o importante foi que eu superei...'' Edgar um pouco desanimado fala ''Que bom...'' Ana vendo a desanimação do homem pergunta ''Quem era aquela mulher? Ela era muito importante para você?'' Edgar a responde ''Sim e muito... Ela é minha namorada...'' Ana então passa um bom tempo conversando com o homem e acaba se distraindo ate que uma enfermeira chega ate Edgar e avisa que Sara já podia receber visitas, Edgar então sai caminhando rapidamente ate o quarto para ver Sara e ao entrar ele a encontra dormindo, Edgar já mais calmo se aproxima dela calmamente e acaricia seu cabelos enquanto a vé dormindo, Ana um pouco incomodada por ter sido ignorada pelo homem, sai do hospital a procura de outro taxi para pode voltar para casa.

uma hora depois Ana chega na vila e vai em direção a sua casa, ao entrar Ana encontra seu pai sentado no velho sofá da casa lendo um jornal, Ana da um suspiro de felicidade e se senta ao lado dele pondo sua cabeça no ombro de seu pai, Rogerio pergunta ''Onde estava?'' Ana o responde ''Fui ao medico, mais não se preocupe não é nada grave.'' Rosenda que estava arrumando os quartos, escuta sua filha por ser uma casa pequena e vai em direção a ela, Rosenda chega a sala que era onde estava seu marido e sua filha e fala.
—Filha, Eu percebi que você não esta mais indo ao trabalho, o que houve? Não me diga que foi demitida!- perguntou Rosenda preocupada.
—Não, eu não fui demitida.- Respondeu Ana.
—Então por que não esta mais indo? lembre-se! Você não pode faltar pois temos muitas contas para pagar e seu salario quase não da pra nada, imagina só se você é demitida, o que será de nos?.- Perguntou Rosenda.
—Não se preocupe mamãe, Logo logo nossos problemas financeiros vão se resolver e vamos poder viver como pessoas decentes...-Respondeu Ana enchendo seus olhos de brilho pensando em dinheiro.
—Ana Narval! O que esta falando? Olhe! muito cuidado!-Exclamou Rogerio.
—Bem, por enquanto não vou falar nada mais logo irão descobrir.-falou Ana.
—Seu pai tem razão filha, tenha muito cuidado em suas escolhas.- falou Rosenda.

Enquanto isso...
Hector estaria em sua sala no hospital pensando bastante concentrado em Ana, ele não sabia quem era aquela mulher mais sabia que era a mulher mais linda que ele já viu em toda a sua vida, aqueles olhos verdes eram hipnotizantes e aqueles lábios eram muito atraentes que dava a tentação de beija-los, No fundo Hector torcia para que essa mulher voltasse novamente ao seu consultório, ''quem era aquela mulher?'' se perguntou o jovem doutor pensando na linda mulher, Era como se essa mulher tivesse o enfeitiçado, seus devaneios logo são interrompidos por uma enfermeira que entra em sua sala para avisar que Cecilia, sua esposa tinha vindo o visitar, ele pede para que a deixe entrar e a enfermeira sai para chama-la, logo Cecilia entra na sala e da um selinho em seu marido.
—O que deseja? Cecilia- Pergunta Hector.
—Vim perguntar se podemos almoçar juntos.- responde Cecilia.
—Claro, não vejo problema.- responde Hector.
Cecilia então vai dar um beijo em Hector porem Hector impede -Aqui não por favor Cecilia.- Pede Hector.
—Você acha que me engana? Eu sei que isso não passa de uma desculpa, eu sei que você nunca me amou, mais acredite, eu te amo muito.- fala Cecilia.
—Não é isso...-fala de cabeça baixa e com um tom de voz baixo.

Cecilia e Hector são casados forçadamente, a família de Hector e a de Cecilia são muito amigas e quando os dois nasceram os seus pais juraram que seus filhos iriam casar, Elizabeth a mãe de Hector entre os seus dois filhos gêmeos, preferiu o Hector para se casar com Cecilia pois sempre teve preferencia a ele, Por causa disso os dois se casaram sem amor a não ser por Cecilia que realmente o amava.

Notas finais
Por que Hector não para de pensar em Ana? E o que Ana pretende fazer para deixar de ser pobre? Descubra no próximo capítulo de: A mulher que não pode amar.