A mulher que não pode amar

5 Capítulo 5: A proposta.


Notas iniciais
No capítulo anterior: Sara já estava quase recuperada do acidente e recebeu a noticia que em poucos dias ficaria boa e já poderia voltar para sua casa, Ana pôs em pratica mais uma vez seu plano para conquistar Hector.

Dois dias haviam passado desde a ultima visita de Ana ao doutor Hector, era uma tarde de terça quando Ana estava se preparando para visitar o medico, hoje ela pretendia dar mais um paço em sua vingança. a jovem experimentava vários vestidos de frente ao grande espelho da penteadeira, seus vestidos eram muito bonitos, eram curtos e tinham sempre um decote porem não chegavam a ser vulgar, era vestidos de bom tecido e eram muito caros, Ana os comprava em uma boutique próxima a vila, e por isso Ana sempre vivia endividada com essa boutique por que mesmo sabendo que não tinha condições financeiras para estar gastando em boutiques, ela insistia, Ana foi experimentando os seus vestidos um por um ate que finalmente escolheu um lindo vestido cor verde,o vestido era estilo tomara que caia e era bem ajustado a fina cintura da moça, o vestido ia ate a cima de seus joelhos. apos ter se vestido, Ana passou uma leve maquiagem, a jovem não tocou muito em seus cabelos, apenas deixou eles soltos ao vento, a jovem aproxima as suas mãos a um pequeno baú de madeira e ao abrir ela tira a única joia que ela tinha que era uma esmeralda presa em um colar, essa joia ela teria ganhado de sua mãe, Rosenda, que também teria ganhado da sua mãe que era a avô de Ana. Ana valorizava muito esse colar e apenas o usava em ocasiões especiais, Ana já estando pronta, sai de seu quarto e caminha em direção a porta, ao tocar a maçaneta ela é surpreendida por seu pai que estranha a jovem estar tão arrumada.
—Onde vai tão arrumada assim?- Olhou a jovem seriamente se aproximando dela.
—Vou ao hospital, o medico falou para eu voltar para ter outra consulta- Olhou para seu pai enquanto falava.
—E por que vai tão arrumada assim?- perguntou para a bela jovem
—Você sabe que eu gosto muito de me arrumar.- Então ela da as costas para seu pai e abre a porta saindo da casa sem terminar a conversa com seu pai.
Ana caminha em direção a saída da vila e para seu azar as fofoqueiras estavam lá, Ana se aproxima do grande portão da vila e para de frente as cinco, elas se encaram por alguns segundos ate que Leonor se destaca entre elas e fala.
—Você tem saído muito arrumada ultimamente não é?- Fez a pergunta se interessando pelo motivo pela qual Ana tem saído muito de sua casa.
—Deixa eu advinhar... Você já saio fofocando por ai sobre mim junto com sua manada de fofoqueiras não é?- Respondeu não muito agradável com o interesse da Leonor.
A mulher nada respondeu apenas ficou olhando Ana que ficou de braços cruzados apos sua resposta a Leonor, Ana novamente volta a falar -Pois bem... eu irei falar o motivo de minhas saídas, Eu estou namorando e em breve irei me casar com ele e sairei desse fim de mundo, finalmente vou deixar de morar junto com essa gente ignorante- Ana fez uma pausa e logo volto a falar -E o melhor de tudo é que vou ter a vida que sempre mereci, o meu futuro marido é muito rico e juntos seremos muito felizes, terei dinheiro, uma posição social, e terei um homem que me ama.- falou a jovem se referindo ao doutor Hector que mesmo ainda não tendo nada com ele, já se achava dona dele. as fofoqueiras nada falaram e apenas ficaram se olhando sem saber o que responder, Ana então da uma risada delas e sai da vila em busca de um taxi.

Enquanto isso no hospital principal de Coral...

Já tendo passado dois dias apos o acidente de Sara, Sara já estava bem e em poucos dias ela já poderia retornar a sua casa, Edgar estava o tempo todo no hospital cuidando de Sara, estava tudo ocorrendo bem a não ser os dois irmãos que não se davam muito bem, Então Hector entra na sala dando um bom dia para a paciente, Hector veio checar algumas coisas do paciente, Edgar preferio sair da sala e esperar ate que seu irmão saia, Sara via a situação entre os dois irmãos mas preferio nada comentar e alem disso não saberia o que fazer para isso, Hector checa os curativos de Sara e em seguida vendo que tudo estava bem, o rapaz fala.
—Em aproximadamente sete dias você já vai poder voltar para sua casa.- segurava uma prancheta enquanto olhava para a jovem que prestava atenção no que o homem falava.
—Fico muito feliz!- Deu um pequeno sorriso.
Em seguida o jovem medico sai da sala para atender outros pacientes, Apos Hector sair, Edgar entra na sala indo em direção a Ana e dando um beijo em sua testa.

Trinta minutos depois ainda no hospital...

Ana finalmente chega ao hospital, ao adentrar o local ela chama a atenção de todos, principalmente dos homens que a devoravam com os olhos, Ana caminhou ate a secretaria com um rebolado irresistível e falou com ela sobre sua consulta com o doutor, em seguida foi para a sala de esperas onde mesmo não gostando teve que ficar ate chegar sua vez de ser atendida, Poucos minutos depois chega sua vez e Ana vai em direção a sala do doutor e lá ela adentra, o doutor Hector ao ver que era ela, da um sorriso e no fundo estava feliz pela visita da jovem, O doutor se levanta da cadeira a qual estava sentado e se aproxima da jovem para comprimentar, ao ficar de frente a ela, ele da uma de suas mãos esperando um aperto de mãos porem é surpreendido por Ana que ao invés disso da um abraço nele, o doutor ficar sem reação no momento, Ana percebe que Hector estava sem jeito por isso e da uma pequena e baixa risada, em seguida ela poem uma de suas mãos no rosto do doutor, as bochechas do homem coram levemente, então um clima é criado no local, Hector olha nos lindos olhos verdes de Ana e aos poucos suas faces vão se aproximando ate que seus lábios se encontram, então os dois começam a se beijar apaixonadamente mesmo que o único que tinha paixão fosse Hector, Hector ficava com suas mãos no quadril de Ana, Ana colocava seus braços em volta do pescoço do Doutor, em seguida o doutor acariciava seus ombros e seus cabelos enquanto a beijava, os dois se beijaram ate que Ana fingio estar envergonhada, Ela rapidamente para de beija-lo e fingindo fala.
—Desculpe! Desculpe!!!.
—Eu que me desculpo, eu não sei onde estava com a cabeça quando a beijei!- O doutor estava muito sem jeito com o ocorrido porem tinha gostado daquilo e não seria a primeira vez que foi infiel a Cecilia já que já teve um caso com uma doutora de outro hospital seu.
—Eu que fui a culpada, é que não consegue resistir a tentação... acho que me apaixonei por você desde a primeira vez que nos encontramos no clube e no mal entendido...- Abaixou sua cabeça fingidamente enquanto falava
—Apaixonada? Eu acho que correspondo a sua paixão... Desde nosso primeiro encontro eu senti algo estranho, algo que nunca havia sentido com minha esposa...- Abaixou o tom de voz ao falar.
—Verdade?!- Ana imediatamente voltou a beija-lo, o beijo foi inesperado pelo doutor porem ele se deixou por levar.

Uma semana depois...

Depois do primeiro beijo deles, Hector acabou se apaixonando por Ana e as visitas dela agora são diárias. Ana se aproxima da recepcionista onde fala de sua consulta que na verdade era apenas um pretesto, A recepcionista já estava ate familiarizada com Ana por suas constantes visitas, a recepcionista a olha meio torto e fala.
—Você deve estar bem doente nê? Tem vindo muito aqui.- foi ironica ao falar.
—Não é da sua conta sua abusada!.
Enquanto isso em um dos quartos do grande hospital estava Sara se preparando para voltar para casa, junto a Edgar ela arrumava uma pequena mala que só contia poucas roupas e coisas essenciais como escova de dentes, Sara mal podia esperar para voltar a seu trabalho pois amava agronomia, Então os dois terminam de arrumar tudo e Edgar pega a mala da jovem assim a carregando, Os dois caminham pelo corredor e atravessam uma grande porta de vidro que dividia a areá dos quartos da sala de esperas, os dois caminham em direção a saída quando Ana o vê e o reconhece, então a jovem caminha ate os dois e fala.
—Olha quem eu encontrei novamente- Deu um leve sorriso.
—Ola, como vai?- Retribui o sorriso
—Vou bem obrigada, Me apresenta sua namorada?.
—Mais é claro! Sara, conheça a Ana e Ana conheça a Sara.
As duas se comprimentaram com um aperto de mãos, e trocaram olhares, Ana não gostou muito dela e Sara não foi muito com a cara de de Ana -Bem, temos que ir, ate mas- se despedio saindo do hospital. minutos depois chega a vez de Ana ser atendida e ao entrar na sala ela da um longo beijo em Hector. ''Vim perguntar se você pode almoçar comigo hoje.'' Diz Ana, Hector por estar muito apaixonado por Ana, logo diz que ''sim'' e Ana lhe agradece com um beijo, Dessa vez a jovem não fica muito tempo na sala de Hector, Ana sai do hospital e caminha um pouco quando esta prestes a atravessar a esquina ela dá de cara com Cecilia, as duas ficam sem reação alguns segundos ate que Cecilia fala.
—O que faz próximo ao hospital do meu marido?! Achei que tivesse aprendido a lição!.- Cruzava seus braços e demonstrava estar incomodada com a presença de Ana.
—Você meteu em sua cabeça transtornada que eu tenho alguma coisa com seu marido.
—Não se faça de inocente sua rata imunda!-Aumentou seu tom de voz.
—Eu sei porque tanta preocupação, Porque você sabe muito bem que você não é nem um pouco atraente e ainda por cima é irritante, já eu sou tudo o que um homem desejaria- Falou de uma maneira acida com um sorriso em seu rosto e logo deu uma risada ao completar a frase.
—É uma pena que com tantas qualidades não tenha dinheiro, classe, e nem decencia! Agora eu sim tenho tudo isso.-Deu uma risada que disfarçava seu ódio pela jovem.
—Eu sinto pena de você Cecilia, com tanto dinheiro e luxo, nunca vai ser nem o começo do que eu sou- Ao falar Ana sai do local deixando Cecilia quase para explodir com oque falou.
Cecilia logo em seguida foi em direção ao hospital onde adentrou a sala de seu marido sem se importar com as pessoas que estavam prestes a ser atendidas, Hector se assustou pela ação de sua mulher e ao mesmo tempo que se assustou também ficou confuso, Cecilia o encarou por poucos segundos quando começou a discutir.
—Você continua me traindo com aquela mulher?!!!
—Que mulher?-Pensava em Ana no momento mais ao mesmo tempo se perguntava se era mesmo ela a quem Cecilia se referia já que é a primeira vez que tem ela como amante.
—Não se faça de idiota! Você sabe que eu estou falando da empregada do clube a qual te peguei todo simpático com ela!-Seus berros davam para se ouvir em todo o hospital porem ninguém tinha coragem de ir acalmar a mulher.
—Você ainda insiste nisso? Eu já te disse milhões de vezes que nunca tive nada com ela.-Apesar do barulho que sua mulher fazia o doutor se mantia calmo.
—Você acha que me faz de boba?- Fez uma pequena pausa- Eu a vi a poucos metros do hospital!- Cecilia então respirou fundo vendo que essa discurção não levaria a nada, um pouco mais calma porem ainda brava, sai da sala com os olhares dos pacientes todos voltados a mulher.
Uma hora depois do escandalo de Cecilia, estava Hector e Ana almoçando no restaurante mais caro da pequena cidade, Ana estava muito bem arrumada, vestia uma calça bem jeans justa com um salto, usava uma camiseta de botões que possuía mangas que iam ate seus cotovelos, dois botões da camiseta estavam desabotoados fazendo um decote não muito exagerado, a jovem gostava de usar roupas justas, com decotes, ou curtas porem não se vestia vulgarmente. Ana mesmo sendo pobre sabia como usar talheres, ela comia como se fosse uma dama, Hector sabia que ela vinha de uma família humilde por isso ficou surpreso pela jovem ser muito refinada, Ana então passa o lenço sobre seus lábios e fala.
—Eu quero falar com você sobre algo, por isso perguntei se poderíamos almoçar juntos...- Falou com um ar de seriedade.
—Pode me falar,amor.- Disse demonstrando estar interessado no que Ana tinha para se falar.
—Eu já estou cansada de ser a amante, eu te amo muito porem não quero viver as escondidas com você, Você tem que terminar com a Cecilia ou não vamos mais poder nos ver.
—Amor eu te amo muito mas isso é algo dificel, Meus pais nunca vão concordar com isso, desde crianças meus pais prometeram que eu e Cecilia iriamos nos casar...-foi uma proposta dificel para Hector, Ana era o amor da vida dele porem ele sabia muito bem que seu pais nunca iam apoiar isso.
—Prove seu amor por mim, prove seu amor mostrando que você é capaz de ir contra seus pais por mim.- Falou pondo Hector em uma posição dificel.
—Intenda meu amor, se ponha em minha situação, isso é algo dificel de se escolher, eu não quero decepcionar meus pais mas também não quero perde seu amor...
—Hector, eu não posso viver como a outra, Se você me ama peça o divorcio a Cecilia e se case comigo.
—Esta bem meu amor... Eu aceito sua proposta, vou lutar pelo nosso amor mesmo que tenha que lutar contra os meus pais.
Ana deu um sorriso pois em breve seus sonhos iriam ser realizados, ela iria se vingar de Cecilia e ainda iria conseguir oque mais queria que era a riqueza, o tempo foi passando ate que ambos retornaram a sua casa, Hector não morava na mesma cidade que Ana porem estava hospedado no melhor hotel da pequena cidade, era um dos poucos hoteis do lugar, Ana retorna a sua vila já com o sol se pondo e logo na entrada encontra as fofoqueiras, ela avista as cinco de longe e da uma risada e decidi ir ate elas, ao se aproximar Ana fala.
—Em pouco tempo eu nunca mas vou voltar a rever-las, felizmente nunca mais, em breve irei me casar com meu namorado e seremos muito felizes.-Passou na cara das cinco
—Ainda bem que nunca iremos mas nos ver, hahahaha- Falou e rio Leonor
—Como sou muito humilde talvez quando eu me casar eu de uma passadinha aqui para dar uma esmolinha vocês pobres coitadas, é uma pena que com o dinheiro que vou dar a vocês, não dé para fazer uma plastica em vocês, mas acho que se desse se chamaria milagre e não plastica- Ana deu uma risada e saio do lugar indo em direção a sua casa, ao entrar ela logo é recebida com um abraço de sua mãe, Rogerio, seu pai, estava no sofá vendo um jogo de futebol na pequena e antiga televisão quando se levantou para falar com sua filha.
—Ana, está correndo um boato por ai que você tem um namorado e que é cheio do dinheiro, é verdade?
—Ai papai, eu já te disse muitas vezes para não acreditar no que essa gente fala.- Mentio Ana.
Seu pai ficou satisfeito com a resposta de sua filha e Ana como tinha passado o dia quase todo fora decidio ir descansar em seu quarto, quando estava a caminho a sua mãe a parou chamando atenção dela ''Filha, eu fiz esse lindo vestido para você, passei dias preparando, perdi algumas noites de sono, e me deu um grande trabalho pois fazia tempo que não usava a velha maquina de costura, mais no final deu um bom resultado'' disse a mãe muito feliz ao mostrar o presente surpresa a sua filha, era um vestido lindo cor branco e era do jeito que Ana gostava, Ana pega o vestido e o olha de baixo para cima e da um sorriso forçado para sua mãe, ela não gostou nem um pouco do vestido porque não era um vestido de grife, nem de marca cara ou de tecido caro, Rosenda percebeu que sua filha não ficou muito contente com o vestido e perguntou ''O que houve filha? Não gostou?'' Ana a olhou e a respondeu ''Mas é claro que eu gostei, eu adorei mas é que estou muito cansada, vou me deitar um pouco'' Ana deu um beijo na bochecha de sua mãe e foi em direção ao quarto que ao adentrar tranca a porta e olha mas uma vez para o vestido e em seguida o joga em uma lata de lixo no seu quarto, Ana então deita em sua cama pensando na proposta que fez a Hector, ela estava feliz pois sabia que em breve iria conseguir tudo que sempre quis.

Notas finais
Será que Hector irá mesmos e divorciar? Ana conseguira a vida que tanto anceia? Descubra no próximo capítulo de: A mulher que não pode amar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.