A mulher do meu destino

70 Wake me up inside! Call my name and save me from the dark


Notas iniciais
* Wake me up inside! Call my name and save me from the dark = Acorde-me por dentro! Chame meu nome e salve-me da escuridão. - trecho da música "Bring me to life" do Evanescence. Olá!!! Finalmente saiu o capítulo da continuação da aflição de vocês... hehehehe To com uma gripe terrível, não durmo há dias por conta de uma tosse e por este motivo o ritmo da produção caiu. Muito obrigada pelos comentários!! Amo vocês!! XD Gente eu sei que causei o caos no último capítulo.. mas... estejam preparados para esse também.. hehehehe.. sou má!! o/ Sobre o capítulo... Esperem de tudo.. PS: Boas novas.. Novo romance à vista! O povo que está aguardando a fic de um certo ator, de uma olhada nas notas deste capítulo no outro site. Ok?

Tudo estava acontecendo como alguns dos pesadelos que tive. Sonhos ruins que pareciam alertar que não deveríamos confiar um no outro. Seria essa sua real mensagem? Como no sonho, minha Aredhel, a notória fiel e amada esposa, me atacara. Perguntei-me se teria que terminar daquele jeito. Se, como nos pesadelos, teria que escolher entre minha vida ou a dela.

Eu retirei a adaga de meu abdome e joguei-a longe. Avancei sobre Aredhel e a agarrei pelo pescoço, mas dessa vez com mais violência. Ela me encarava com raiva. Eu a olhava e tudo que sentia era ódio por amá-la demais. Queria poder lhe fazer mal. Mas o que sentia por ela me impedia de agir e de aceitar aquela situação. Ainda não conseguia entender o que estava acontecendo. Não podia compreender e nem aceitar que ela deixara de me amar.

– Diga, olhando em meus olhos, que não me ama mais. – falei em quase um sussurro.

– Eu não te amo, Loki. Amo James! – exclamou com frieza – Nunca mais deixarei você tocar em mim! Dos meus lábios só sentirá o sopro! Do meu corpo o repúdio! E da minha alma, o mais completo desprezo! – gritou furiosa.

Tranquei a mandíbula com raiva e senti as lágrimas descerem por meu rosto. Senti uma parte de mim morrer naquele momento. As promessas que eu havia feito a mim mesmo, de deixá-la ser feliz ao lado de quem ela desejasse, se esvaiam feito água entre meus dedos. Eu não podia estar mais erroneamente enganado. Aredhel jamais seria feliz ao lado de outro homem, porque eu nunca permitiria isso. Ela era minha, me pertencia, eu era seu dono.

Apertei involuntariamente minha mão sobre o pescoço dela. Eu ainda não a estava sufocando, mas, tomada pelo medo, ela começou a tentar tirar meus dedos de seu pescoço. Aredhel lutava em vão, era fraca demais para conseguir se soltar.

As palavras dela ecoavam em minha mente. Eu arfava tentando me agarrar nas linhas finas que ainda me prendiam à sanidade. “James, meu amor..” repetia meu cérebro, na voz dela. Eu estava afundando na escuridão do meu próprio ódio. “Amo James.” Podia ouvir claramente em minha mente. Eu precisava acordar desse pesadelo. Precisava de um raio de luz naquela escuridão. Temia estar perdendo o controle. Receava fazer uma besteira.

Olhei-a nos olhos e os vi se encherem de lágrimas enquanto ela se debatia para se livrar de mim. James começou a se mexer no chão. Aredhel desesperada começou a chamar por ele.

– James! Socorro! James, ele vai me matar! – gritava.

Ela gritava o nome dele, “James”. Tudo que eu desejava era que ela chamasse meu nome e me salvasse daquela escuridão. Ao ouvi-la gritar daquele jeito, inesperadamente algo me veio à mente. Era como se eu não quisesse enxergar a verdade que estava diante dos meus olhos. Depois de tudo pelo que passamos, eu não podia crer naquele desfecho.

Lembrei do primeiro pesadelo, das palavras do cisne. “Você a encontrará novamente. E mesmo não querendo, a machucará de forma demente. Você seguirá a amando e a ouvirá nas sombras lhe chamando. Verás tantas vezes ela cair e não poderá fazer outra coisa além de dor e pesar, sentir. Não desista, pois desde jovem você sabia, que ela sua seria.” Tranquei dos dentes com raiva. De repente aquilo tudo parecia fazer sentido, parecia tão claro. Não sabia se era a insanidade tomando conta do meu ser ou se era a interpretação correta dos pesadelos. Repentinamente, eu sabia o que tinha que ser feito. Não tinha ideia do que resultaria de meus atos, só sabia que me arrependeria amargamente, mas eu não tinha mais nada a perder.

James acordou e nos fitou por um tempo visivelmente confuso. Eu ergui Aredhel do chão, enquanto ela gritava por ajuda. James arregalou os olhos e se arrastou pelo chão.

– Loki, não! Não a machuque! – engatinhou vindo em minha direção.

Lágrimas escorriam pelo rosto de Aredhel, ela estava apavorada e não parava de lutar para se soltar.

– Perdoe-me.. — sussurrei.

Eu respirei fundo, fechei os olhos e joguei Aredhel com violência contra a árvore. Aredhel bateu com a cabeça na árvore e caiu desacordada no chão. James gritou e nos alcançou. Abaixei-me ao lado de Aredhel, James agarrou meu braço e debruçou-se sobre ela.

– Loki! Não! Não a mate! Ela está sendo controlada! – gritou James desesperado – Eu também estava.. Thanos nos controlou.. Ela não queria.. Eu.. – falava confusamente, enquanto protegia Aredhel com o próprio corpo.

Deixei escapar um suspiro de alívio. Meu palpite estava certo.

– Está tudo bem, James. Eu não ia matá-la. Eu nunca faria isso. — fui sincero – Apesar de tudo, eu desconfiei que ela estivesse sendo controlada. Ou pelo menos queria acreditar nisso.. — murmurei com tristeza — Por isso a joguei contra a árvore. Sabia que se ela estivesse sob o controle de alguém, depois de uma pancada na cabeça, ela voltaria a si. – expliquei.

– Como assim? Como você descobriu? – perguntou surpreso.

– Por alguns fatores. Primeiro ela nunca lhe chama de James... Só de Jim ou Jimmy... – falei meio sem jeito – Ela sempre lhe tratou com muita intimidade, não faria sentido lhe tratar com formalidade depois de vocês serem um casal. Segundo, pelos pesadelos que vinha tendo. Inicialmente parecia indicar que não deveríamos confiar um no outro, mas era o contrário. Deixava claro que Aredhel mudava repentinamente, como se estivesse sob um feitiço. E a canção do cisne era bem clara, Aredhel era e sempre seria minha. — conclui — Sei que parecem detalhes tolos, mas eram os últimos fios de esperança nos quais eu podia me agarrar. Eu não conseguia acreditar que ela havia deixado de me amar. Não depois de tudo que vivemos. Isso não fazia sentido para mim. – confessei.

– É verdade.. — murmurou James — Você hein.. Sempre perspicaz. — disse surpreso – Lembro-me de você e ela terem me contado esses pesadelos confusos. Que bom que interpretou dessa forma. Fico feliz que tenha confiado no amor que sabe que ela sente por você. — franziu o cenho.

James saiu de cima de Aredhel e se afastou um pouco. Eu a carreguei em meu colo e vi que talvez tivesse exagerado um pouco. Ela tinha um corte na cabeça, causado pela pancada contra a árvore. Apesar de não ter usado muita força, ela também possuía marcas de meus dedos no pescoço. Como ela se debateu muito, acabou ficando machucada. Deixei escapar um suspiro de frustração. Olhei para James e vi que ele também estava machucado. Ele estava com o nariz sangrando e um corte nos lábios do soco que eu lhe dera.

– É. Sorte sua. Eu não faria mal a Aredhel, mas você não teria a mesma sorte. — fui sincero.

– Eu sei disso. — deu um suspiro triste.

– Nunca vou deixar de ser possessivo. — falei com amargura.

– É.. Mas pelo menos tem se controlado mais. — deu um sorriso fraco.

Olhei mais uma vez para Aredhel e dei um beijo em sua fronte.

– Vamos para Asgard. — falei decidido.

– E a Terra? Não vai ajudá-los? — indagou James.

– Eles já têm Thor, Sif, Leir e os Avengers. Meu compromisso é com Asgard e não com Midgard. Além disso, tenho que socorrer Aredhel. — expliquei – Depois terei tempo para acertar contas com Thanos, Lorelei e Amora. — disse entredentes.

Entreguei Aredhel a James e conjurei a água do lago. Partimos de Midgard e retornamos à Asgard.

Segui com Aredhel nos braços direto para nosso quarto. Eu mesmo cuidaria de seus ferimentos, vez que não eram de grande gravidade. Coloquei-a na cama e James sentou-se na poltrona, ao lado da cama, enquanto fui buscar o material para fazer curativo nos ferimentos de Aredhel. Preparei os medicamentos e os arrumei sobre a mesa ao lado da cama. Primeiro atenderia Aredhel, depois James.

Enquanto eu cuidava de Aredhel, notei que James olhava para ela meio constrangido. Eu também notara que ele parecia evitar me encarar. Por um momento eu ponderei sobre todo o ocorrido e novamente dúvidas sombrias vieram à minha mente. Larguei as coisas sobre a mesa, agarrei James pela camisa e o fiz me encarar.

– Por que todo esse constrangimento, James? Por acaso, você tocou nela? – indaguei agressivamente – Afinal vocês agiam de maneira diferente. Pareciam agir como um casal de verdade. – falei entredentes – Vocês não chegaram a ter relações, não é? — rosnei cego de ciúmes.

– Não, Loki. Acalme-se. Eu vou lhe explicar o que aconteceu. – respondeu rapidamente – Eu nunca tinha sido controlado. Eu tinha consciência de meus atos, mas sentia que amava Aredhel e odiava você. Era como se tivesse seguindo o roteiro de um filme. Eu só sabia que tinha que fazer e o que sentia. Mas tinha coisas que eu fazia que geravam desconforto, uma angústia. Como quando tive que atacar você. Era como se, mesmo sendo controlado, eu soubesse que estava errado o que eu estava fazendo. Mas não conseguia evitar fazer. – explicou.

– Não enrole! – vociferei – Você tocou ou não nela? — perguntei novamente.

– Bem, nós não chegamos a fazer nada do que você está pensando. — disse seriamente — Mas... – mordeu os lábios, visivelmente nervoso – ..eu beijei Aredhel. – disse corando.

– Você a beijou? – rosnei furioso.

– Acalme-se, a gente se beijou apenas duas vezes. – disse gesticulando as mãos nervosamente – Uma na frente de Thanos e a outra vez na frente de Amora e Lorelei. Acho que eles queriam saber se estávamos convincentes como casal, pois depois do beijo notei que eles pareciam satisfeitos. As duas chegaram a rir. – deu de ombros – Foi tudo muito estranho. Estávamos lá recebendo instruções e, de repente, senti uma vontade inexplicável de beijar Aredhel, sem uma razão aparente. Mas assim que a beijei, o desejo passou tão rapidamente quanto veio. – disse rapidamente — A segunda vez foi ela que me beijou. – baixou a cabeça, visivelmente constrangido — Como expliquei, sentia que gostava dela e também que era errado o que estava fazendo, mas ainda assim fazia. Era como seu eu não tivesse vontade própria. Imagino que isso deve ter sido mais torturante para Aredhel. Afinal, ela falou tanta coisa ruim para você. – deu um suspiro – Eu me sinto tão culpado. Sei que não podia controlar minhas ações ou o que sentia, mas não deixo de ter a sensação de que traí Greta. E também sinto remorso por Aredhel. Ela foi atrás de mim para me avisar que sonhara comigo sendo levado por Jack. E no final ela foi envolvida nisso tudo junto comigo. Ela vai se sentir tão culpada por tudo que lhe disse e pelo que fez. – disse com tristeza.

Larguei James e voltei a olhar para Aredhel. Ele tinha razão, Aredhel não iria se perdoar pelo que fizera e falara, mesmo sabendo que não respondia por seus atos.

– Eu estou acostumado a atuar, interpretar que amo outras mulheres, mas isso foi diferente. Eu sentia algo real por Aredhel, tive desejos por ela, era tão confuso. Era como ser uma marionete, mas com emoções confusas e contraditórias. — James falou visivelmente confuso.

– Pelo jeito Thanos aperfeiçoou suas técnicas de controle mental. Agora é capaz de controlar mais de uma pessoa por vez e pode criar fortes emoções em seus controlados. Isso é muito perigoso. — pensei alto — O que será que ele utilizou para fazer isso? — questionei retoricamente.



Terminei os curativos de James e ele saiu cabisbaixo do quarto. Disse que iria conversar com Greta e avisar a todos de nosso retorno. Fiz um curativo em meu abdome. Aredhel havia me ferido superficialmente, o que não me surpreendeu. Ela não teria força o suficiente para me machucar. Por ser Jotun, sou mais resistente a ferimentos. Além disso, recupero-me muito mais rápido.

Sentei-me ao lado de Aredhel e fiquei aguardando ela despertar. Fiquei observando ela dormir. Acariciei seu rosto me sentindo culpado. Ela tinha um pequeno corte no lábio inferior por conta da bofetada que eu tinha lhe dado e outro na cabeça, bem próximo aos cabelos, resultado do choque com a árvore. E ainda tinham as marcas em seu pescoço. Estava muito arrependido por tê-la machucado. Esperava que ela compreendesse e perdoasse-me.

Passado mais ou menos meia hora, Aredhel acordou. Ela olhou ao redor e depois me fitou por um tempo com uma expressão assustada. Estendi a mão para tocá-la e ela recuou. Temi pelo pior.

– Loki... Eu.. Eu.. — gaguejou.

– Acalme-se, meu amor. — falei rapidamente – Eu sei que eu não deveria ter feito aquilo.. — comecei a me explicar.

Repentinamente ela me abraçou e rompeu em soluços.

– Aredhel? Perdoe-me, eu não quis te machucar.. Eu.. — dei um suspiro frustrado e a abracei forte – Perdoe-me, por favor.. — implorei.

Era inútil eu tentar me justificar, quando nem eu mesmo aceitava minhas justificativas. Aredhel nada falou, apenas chorava. Ficamos abraçados por um longo tempo. Dei um beijo em sua fronte e acariciei seus cabelos. Eu havia sentido tanto a falta dela. Por algum tempo pensei que havia perdido Aredhel para James. Cheguei tão perto de acreditar naquela farsa toda. Por pouco eu não matara James.

Aos poucos Aredhel foi se acalmando.

– Eu não quis dizer nada daquilo para você, meu amor.. — disse Aredhel em um sussurro – Por favor, me perdoe. — pediu – Thanos nos controlou e.. — olhou para mim assustada – Onde está o Jimmy? Você não fez nada a ele, não é? — perguntou preocupada.

– Ele está bem, Aredhel. James está aqui em Asgard. Ele me contou tudo. — falei calmamente.

– Eu fui tão cruel com você.. Falei coisas terríveis. — falou baixinho ainda em meio às lágrimas.

– Tudo bem, Aredhel. Esqueça isso. — afaguei seus cabelos – Quero que você me perdoe por ter lhe dado aquela bofetada e por tê-la jogado contra a árvore. — disse tristemente – Sei que não tem desculpa eu ter perdido o controle e ter lhe batido, mas fiquei chocado com o que disse. E quanto a árvore, eu lhe joguei porque sabia que se levasse uma pancada na cabeça, poderia voltar a si. Eu desconfiei que você estivesse sob algum feitiço, pela forma que se referia a James. Você sempre o chamou de Jim ou Jimmy, nunca por James. — expliquei.

– Está tudo bem, eu mesma não teria me controlado se você falasse algo assim. Eu teria lhe esbofeteado. — disse visivelmente triste — E quanto à batida na árvore, foi algo necessário. — deu um sorriso fraco.

– Está tudo bem mesmo? — indaguei erguendo seu rosto para encará-la.

– Sim.. Tudo bem mesmo. — afirmou.

Aredhel me encarou por um tempo e depois baixou os olhos fitando as próprias mãos. Ela apertava o lençol nervosamente.

– Eu.. Eu beijei o Jimmy.. — disse baixinho – Nos beijamos duas vezes. Eu não queria, mas não pude evitar.. — murmurou com a voz embargada.

– Eu sei, Aredhel. James me contou tudo. Explicou toda a situação. — dei um suspiro – Se lhe serve de consolo eu também fui beijado. — disse meio rindo.

– Por quem? — indagou-me com uma expressão raivosa.

– Amora. Ela me pegou de surpresa. — mordi os lábios – Er.. Ela também foi minha amante no passado. — expliquei rapidamente.

– Aquela vaca! — rosnou Aredhel – Você pegou as duas irmãs ao mesmo tempo? — perguntou indignada.

– Mais ou menos. Amora queria usar Lorelei para me envolver em uns planos dela, mas as duas se apaixonaram por mim. Que culpa eu tenho? — falei convencidamente.

– Sei. Você é um santo. — disse em tom de ironia – Amora vai aprender a não chegar perto do que é meu! — sibilou.

– Vá com calma, meu amor. — ri.

– Você sabe que não estou brincando, Loki! Sabe o quanto eu sou ciumenta. — puxou meu traje.

– Sim, eu sei disso. — sorri e beijei-a.

Estava sedento pelos lábios de Aredhel. Beijava-a ardentemente. Minha sede por ela só fez aumentar com a situação toda. O ciúme, a possessividade por Aredhel só me deixava mais excitado. Precisava possuí-la. Eu já estava abrindo aquele traje que ela usava, quando ela me interrompeu. Aredhel franziu o cenho, em uma expressão preocupada.

– Loki, acho que temos coisas mais importantes a fazer agora. — disse dando um sorriso torto – Temos que ajudar Thor e os outros. Precisamos resolver as coisas com Lorelei, Amora e Thanos. — apertou minha mão.

– Midgard não é um problema nosso, Aredhel. — falei calmamente – Lorelei, Amora e Thanos podem esperar mais um pouquinho. — voltei a continuar a abrir sua roupa.

– Loki. — falou seriamente – Isso pode esperar. — sorriu maliciosamente.

– Certo.. — dei um suspiro frustrado – Mas quando tudo isso terminar.. — aproximei meus lábios de seus ouvidos – ..vou fazer você gritar meu nome tão alto, que o reino inteiro vai ouvir. — sussurrei.

Aredhel ficou rubra. Eu sorri lascivamente, apertei sua coxa e mordi os lábios. Ri mentalmente pensando que ela mal podia imaginar o que a aguardava.

– Vá colocar seu traje. Vamos para Midgard. — ordenei.



Aredhel fora ver os filhos rapidamente e, em seguida, os pais e o irmão. Reunimo-nos primeiro com Fandral e depois com os demais. Ficara combinado que apenas Aredhel e eu iríamos para Midgard, porém nem todos ficaram satisfeitos com a determinação. William, Váli e Narfi queriam ir junto. Cheguei a discutir com Váli.

– Não é justo! — Váli aumentou o tom da voz – O senhor sabe que tenho condições de lutar! Eu já falei que meu nível em magia é melhor que o da mamãe! — insistiu.

– Basta! Eu já disse que não! — vociferei — Não tenho tempo para ficar discutindo com você, Váli. Sua mãe não quer ver vocês envolvidos nisso! — fui incisivo.

– O que está acontecendo aqui? Por que vocês estão discutindo? — perguntou Aredhel entrando no quarto.

– Nada! — rosnou Váli empurrando Aredhel e saindo do quarto bufando.

Aredhel ficou boquiaberta com o comportamento do filho.

– Ele é igualzinho a você. Que gênio.. — murmurou Aredhel.

– Váli! Volte aqui! Peça desculpas a sua mãe! — gritei da porta do quarto.

– O que vocês discutiram para ele ter ficado assim? — perguntou Aredhel.

– Ele queria ir para Midgard. — respondi – Ele não pode falar assim com você. — falei ainda agastado.

– Deixe, meu amor. Quando retornarmos eu converso com ele. Com certeza ele virá falar comigo. — disse Aredhel com tranquilidade.



Depois de nos prepararmos, partimos de volta para Midgard.

Ao chegarmos lá, uma das aeronaves já havia desabado em uma espécie de lagoa. Outra ameaçava cair e uma terceira estava sendo atacada por Stark e Thor. Hulk atacava grandes veículos terrestres que avançavam lançando bombas. Midgardians atiravam uns contra os outros, era uma guerra generalizada.

– Loki, temos que ir até a Casa Branca. É lá que Amora e Lorelei estão escondidas. — revelou Aredhel.

– E quanto a Thanos? — perguntei.

– Eu não sei onde ele pode estar. A última vez que eu e Jim o vimos foi ainda na outra realidade. — respondeu.

Corremos em direção a tal Casa Branca. No caminho fomos atacados por alguns guardas. Aredhel os distraía com ilusões e desacordava outros. Eu apenas tentava não matá-los. Algumas bombas foram lançadas em nossa direção. Agilmente, agarrei Aredhel pela cintura, saltei e aterrissamos um pouco mais à frente. Em seguida sentimos o impacto da explosão metros atrás e depois uma chuva de terra cair sobre nós.

– Você não deveria ter vindo, Aredhel. Isso é muito arriscado. – resmunguei.

– Eu não deixaria você vir sozinho. – fez uma careta.

Toda pessoa que tentava se aproximar da casa era alvejada por tiros e bombas. Como Aredhel não tinha a mesma habilidade que eu, avançávamos lentamente. Pensei em teletransportarmos, mas receei que Aredhel não conseguisse. Alguns policiais nos alcançaram e, no meio da luta, Aredhel e eu acabamos nos distanciando. Quando percebi que ela não estava por perto, me virei tentando localizá-la. Vi o Capitão segurando Aredhel pelo braço e os dois discutindo. Teletransportei-me em um átimo para perto deles.

– Ei! Largue minha esposa! — rosnei empurrando-o para longe de Aredhel.

– Loki, ela está do lado de Thanos! Ela e o seu sósia! — rebateu.

– Eu já disse que não estou mais. Era Thanos quem estava nos controlando. Loki nos livrou do encantamento. Eu sei onde estão Lorelei e Amora. Temos que alcançá-las. Só assim quebraremos os feitiços que elas colocaram nos soldados. — explicou Aredhel.

– Eu acho bom que seja verdade. Ainda não confio em vocês dois. — disse apontando o dedo para nós.

Tive vontade de avançar nele, mas Aredhel segurou meu braço e tentou apaziguar as coisas.

– Ei! Nosso inimigo é outro. — se interpôs entre nós – Vamos! Temos que acabar logo com isso antes que mais gente morra! — disse seriamente.

– Você está certa. Vamos entrar lá e nos dividiremos. Assim a encontraremos mais rápido. – falou o Rogers.

Aredhel, o Capitão e eu entramos no prédio. Mais guardas atirando contra nós surgiram em nosso caminho. Assim como Aredhel, o Capitão apenas desacordava ou desarmava os soldados. Avançamos dentro da casa e Rogers seguiu por um dos corredores. Aredhel ia seguir por outro, mas a agarrei pelo braço.

– Você não vai ficar longe de mim. Não vamos nos separar. – falei seriamente.

– Mas Loki.. – começou a falar.

– Esqueça! Toda vez que você some da minha vista, algo acontece com você. – fui seco.

– Está bem... – murmurou Aredhel vencida.

Seguimos entrando em várias salas. O local parecia um labirinto. Depois de algum tempo abri uma porta dupla e encontramos Lorelei, Amora, o Capitão e alguns soldados em uma sala.

– Finalmente! Meu casal preferido! – exclamou com ironia.

– Temos contas a acertar, Lorelei. E com você também, Amora. – disse Aredhel com raiva.

As irmãs deram uma gargalhada sonora.

– Você é tão engraçada, Aredhel. – começou Lorelei — Depois da surra que levou o que faz você acreditar que me venceria? Ainda tenho o Aether. – indagou.

– O que uma pobre mortal pode fazer contra nós? – desdenhou Amora — Acho que Loki não explicou bem o abismo que separa suas ridículas habilidades das nossas. – comentou.

Aredhel bufou e inclinou-se na direção delas, mas a detive.

– Não tenho porque sujar minhas mãos com vocês. – Lorelei fez um muxoxo — Meus guardas e o Capitão farão isso por mim. – sorriu cinicamente.

Rogers jogou seu escudo em nossa direção. Empurrei Aredhel e desviei do escudo, o qual se enterrou na parede atrás de nós. O Capitão veio para cima de mim, enquanto os homens avançaram sobre Aredhel. Acertei um soco no capitão e conjurei a Gungnir.

– Loki, não o mate! Lembre-se de que ele está sendo controlado! – gritou Aredhel.

– Avise-me quando essa tolice toda terminar. – disse Amora indo em direção à outra porta do local.

– Então.. – falei enquanto bloqueava um novo ataque de Rogers — Se não posso matar o Capitão e Lorelei está com o Aether, creio que preciso equilibrar as coisas por aqui. – sorri – Amora, entregue o cetro a Aredhel. – falei calmamente.

Amora, que estava próxima à saída da sala, virou-se e olhou para Aredhel. Ela jogou o cetro na direção de Aredhel e esta o apanhou.

– Você ficou louca, irmãzinha? – sibilou Lorelei perplexa.

– Amora, mate sua irmã. – ordenei.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem. PS: A primeira fala da Aredhel é baseada na fala do "Contratador" da novela "Xica da Silva".