A mulher certa para mim

3 Idiota, cabeça dura, mas é corajosa


Notas iniciais
É sempre bom ler os comentários de vocês, que bom que estão gostando da fanfic, mais um capítulo para as minhas flores, aproveitem e....Comentem!

— Maura esse é o meu irmão Frankie Rizzoli e esse é um grande amigo e parceiro Vince Korsak_ Os dois estenderam as mãos para Maura_ E caras essa é ...

Jane deixou a deixa para Maura.

— Maura Isles, é um prazer conhece-los.

— Não temos muito tempo de nos conhecermos agora porque Cavanaugh está uma fera, mas quando solucionarmos o caso podemos ir ao Dirty Robber, um bar que nós frequentamos o que você acha?_ Disse Korsak.

Jane pensou que Maura daria uma desculpa, ela não parecia o tipo de mulher que frequentava um lugar comum, mas a resposta da loira a surpreendeu.

— Claro, eu gosto de conhecer lugares novos.

— Jane_ Disse Frankie_ Eu e o Korsak temos que ir agora, temos uma pista, Maura foi muito bom conhece-la.

Maura sorriu para eles, quando os dois homens se afastaram Jane olhou para ela.

—Tem certeza que quer ir ao Dirty Robber com a gente?

— Sim, eu tenho que começar a conhecer todos aqui, assim facilitará o meu trabalho, no entanto eu tenho dificuldade de me aproximar das pessoas, mas com eles dois é mais fácil porque você está aqui para me ajudar.

— Eu poderia ajudar com os outros, mas não vai dar, nem todo mundo gosta de mim nesse departamento.

— Eu gosto. Preciso voltar para o trabalho, até mais Jane.

Eu gosto, ela disse “EU GOSTO”, vou morrer. Jane se controle, você é uma mulher, não uma menininha de 12 anos conhecendo o amor pela primeira vez.

Jane olhou para Maura, mas precisamente para bunda de Maura que estava perfeita naquele vestido vermelho. Nesse momento ela imaginou a legista sem roupa, deveria ser uma visão incrível_ Pensou Jane.

— De volta ao trabalho Jane, se concentre no trabalho.

Ela ouviu um som característico e olhou o celular para ler a mensagem que havia recebido.

Volto de viagem em cinco dias os negócios se complicaram, desculpe por mandar uma amiga em meu lugar. Ainda quer falar comigo?”

Jane estava tenta a responder um NÃO, porque Verônica não importava mais, quem sabe ainda poderiam manter uma amizade, mas nada além disso, desde que Jane viu Maura naquele restaurante, borboletas voavam na sua barriga e a cada dia outra aparecia, quando a loira sorria todas se agitavam ao mesmo tempo, decidiu responder o mais educado possível.

Tudo bem podemos conversar, mas sinto dizer que estou interessada em outra pessoa”.

Verônica não mandou outra mensagem, talvez elas nem se encontrassem mais depois disso, que pena porque Jane gostava dela, só não era a mesma coisa que ela sente por Maura.

Os pensamentos de Jane foram quebrados por uma mulher que entrou gritando e chorando.

— Senhora, a senhora não pode entrar aqui_ Um policial tentou impedir a mulher de avançar.

— Quero falar com os detetives que estão investigando a morte do meu marido! Por favor_ O sotaque demonstrava que a mulher chegou há pouco tempo no país.

— Deixe-a_ Disse Jane_ Meu nome é Jane Rizzoli, sou uma das detetives responsáveis pela investigação da morte do seu marido. Podemos conversar em um lugar mais reservado?

Jane acompanhou a mulher até uma sala, a mulher sentou, ela estava assustada, olhava para os lados como se alguém estivesse lhe seguindo e tentasse lhe matar a qualquer hora.

— Qual o seu nome?

— Maria De La Rosa.

— O senhor Rodriguez estava aqui há bem mais tempo que você não é?

— Ele não se chamava Ângelo Rodriguez e sim Ramón De La Rosa.

Jane já sabia que Ângelo Rodriguez II usava um nome falso, mas ela queria saber o verdadeiro.

— A senhora ou seu marido conheciam esse homem?

Jane mostrou a foto do verdadeiro Ângelo Rodriguez.

—Sim, esse era nosso vizinho Paco.

A cabeça de Jane dava voltas, nenhuns dos dois homens se chamavam Ângelo Rodriguez, então quem diabos é ou era Ângelo Rodriguez?

“Agora ficou interessante”.

— Seu marido mudou de nome quando entrou no país e conseguiu os documentos de um homem morto, ao qual o seu vizinho já havia usado, mas agora ambos estão mortos, a senhora sabe quem vendeu os documentos?

— Se eu disser, promete que irá prendê-lo?

Jane sabia que era arriscado fazer esse tipo de promessa, quando quebrava uma era como se alguém a chutasse, as cicatrizes na mão começaram a coçar.

— Farei tudo que puder senhora De La Rosa.

A mulher forneceu as características do suspeito e um retrato falado foi feito, em pouco tempo uma denúncia anônima fez a policia chegar ao endereço do suspeito. Jane, Korsak e Frankie cercavam a casa junto com outros policiais, Jane e Frankie deram a volta na casa e deixaram Korsak com a entrada, ele arrombou a porta e viu o suspeito fugindo pelos fundos. Coitado – pensou Korsak_ Quando encontrar a Jane vai desejar ter corrido ao meu encontro.

— Parado! Mãos na cabeça!

A casa foi revistada encontraram raízes de cicuta e vários documentos falsos. O homem estava na sala de interrogatório.

— Vamos ver se você me ajuda com isso_ Disse Jane_ Você envenenou os seus dois clientes e vendeu o mesmo nome para ambos, sabemos que Paco pagou metade da quantia que você pediu, mas quando chegou aqui ele não encontrou emprego, por tanto a falta de pagamento da segunda parcela foi o motivo para você mata-lo, mas porque matar Ramón também?

— Ele descobriu, quando soube que vendi a ele os mesmos documentos que vendi para Paco.

Cavanaugh cumprimentou os seus detetives, o chefe estava feliz com mais um caso solucionado e também estava feliz com a nova legista, no dia seguinte era a folga dela, por tanto deixaria para apresenta-la aos demais na segunda-feira, foi para casa feliz.

Jane bateu na porta e ouviu Maura pedindo que entrasse.

— Ei, eu sei que hoje foi um dia cansativo, mas eu, Frankie e Korsak iremos ao Dirty Robber, quer ir conosco?

— Claro, eu só preciso pegar a minha bolsa.

Os três bebiam cerveja enquanto Maura bebia vinho, Jane não sabia se vinho agradava mais a loira, ou se ela nunca havia bebido uma cerveja.

— Podemos fazer assim_ Disse Frankie_ Dizemos três coisas sobre nós, quem quer começar?

Jane tomou um gole de cerveja_ Você deu a ideia, você começa.

Maura olhou cada lugar do bar e aquele espaço lhe agradou, estar com aqueles três também era bastante agradável.

— Insistente, um ótimo cara e bonito.

Jane socou o ombro dele e todos olharam para Korsak.

— Um bom detetive, também sou um bom parceiro_ Jane olhou para mãos e teve que concordar, se não fosse por Korsak estaria morta_ Tenho sorte em conquistar as mulheres, mas não consigo fazer com que elas fiquem muito tempo.

— Isso é verdade_ Disse Frankie.

Jane sabia que era a vez dela e estava ensaiando na mente tudo que iria falar, mas Frankie e Korsak se adiantaram.

— Minha irmã é idiota e teimosa.

Jane olhou para ele de um modo que fez Frankie se encolher, mas ela ficou vermelha quando percebeu que Maura a estava observando.

— E corajosa_ Completou Korsak_ Uma vez um dos suspeitos apontou uma arma para minha cabeça e eu pensei que fosse morrer, ouvi o barulho da arma sendo disparada, mas era Jane, ela havia atirado no cara.

Jane blindou com os outros caras, três garrafas e uma taça, agora era a vez de Maura contar algo sobre ela, mas ela não fez, Jane mandou um olhar para os outros dois, um olhar que dizia que Maura se abriria no tempo certo. Frankie precisou ir embora, porque queria passar um tempo com a namorada, Korsak iria ver Kiki. Jane terminou sua cerveja e levou Maura até o seu carro, a loira parou e olhou para Jane.

— Eu tenho poucos amigos, mas sou leal aos que tenho, sou uma como dizem... “Sabe tudo” e Preciso de provas, no meu trabalho e na minha vida, preciso de coisas concretas que possam ser provadas.

De inicio Jane não entendeu o que Maura estava falando, mas depois percebeu que essas eram as três coisas sobre ela.

— Porque não nos contou lá dentro?

— Porque eu quis dizer só a você. Boa noite Jane.

Borboletas se acalmem por favor”.

— Boa noite Maura, está sendo maravilhoso conhece-la.

— Bem, a Verônica me deu um presente.

Jane ficou algum tempo pensando nas palavras de Maura, o que era aquilo? Ela disse que não era lésbica, mas se sentia confortável com Jane, dizia coisas que a faziam acreditar que exista um sentimento, mas talvez Maura só gostasse de Jane como amiga e se ela precisasse de Jane como amiga, então era justamente isso que a morena seria, sem segundas intenções.

“Mas ninguém pode controlar meus pensamentos”.

Jane sorriu e entrou no seu carro.

Notas finais
Tenho algo para dizer : Estou com você Jane,"ninguém pode controlar os seus pensamentos", haha.