A mulher certa para mim
26 Ela te ama
Notas iniciais
Jane bate na porta da sala de Maura e depois entra, a loira olha para ela e sorri, um sorriso cansado, Jane vai até a namorada e a beija, depois se posiciona atrás de Maura e começa a fazer uma massagem nas costas da loira.
— Hum... Isso é incrível! Principalmente hoje que eu estou bastante cansada_ Jane beijou o pescoço de Maura sem interromper a massagem_ Lisa está ... Alguma coisa com a Verônica.
— O que isso quer dizer?_ Jane perguntou confusa.
— Eu não sei o que elas tem, mas estão saindo.
— E nós gostamos disso?
— Não sei Jane, não quero que nenhuma das duas sofra, se alguém sair magoado ficarei do lado da Verônica, mas não será bom trabalhar com uma assistente que foi magoada pela sua melhor amiga. E Lisa também tem se mostrado uma amiga.
— Mas talvez..._ Jane deu a volta e juntou alguns papeis da mesa de Maura sentando no espaço_ Elas fiquem bem, quem sabe a Verônica encontrou alguém que faça com que ela sossegue.
Maura sorriu_ Eu espero que esteja certa amor_ Jane roubou um beijo de Maura e ficou algum tempo com a testa colada a testa da morena.
— Diz de novo.
— Amor.
Jane passou a mão pelo cabelo de Maura e chegou até a nuca da namorada, depois deu um outro beijo mais demorado que fez Maura ficar excitada.
— Sabia que tenho uma fantasia Jane? Eu e você nesta sala e você nessa mesa, assim como está agora só que com menos roupa_ Maura mordeu os lábios e Jane quase tirou as roupas, mas as duas foram atrapalhas por alguém batendo na porta.
— Entra! _ Jane disse chateada.
— Desculpe atrapalhar_ Disse Frankie_ Jane pode ver uma fotos de uma cena de crime? Não estou conseguindo nada de novo.
— Claro_ Jane levantou, foi até Frankie e colocou a mão no rosto dele o empurrou para fora, fechou a porta e virou-se para Maura_ Continuamos essa “ conversa” depois doutora Isles_ Jane sorriu e fechou a porta, Maura suspirou e olhou para o coala Albert, pegou ele e colocou na mesa.
— Está vendo, por isso eu amo ela.
***
Frankie estava pronto para ir embora, mas antes decidiu falar com Jane.
— Ei.
— Ei_ Jane disse e continuou lendo sobre um caso, alguns segundos depois ela fechou a pasta e olhou para Frankie_ Quer dizer algo?
— Faltam dois dias para o casamento do Korsak...
— Sim nem me fale, tenho que escrever um discurso, ao menos já tenho um vestido, eu acho que está tudo certo...
— Acha que eu devo me casar também?
Jane ficou sem palavras .
— Acha que é cedo? Acha que a Lucy aceitaria?
— Eu não sei, essa é a minha resposta para as três perguntas, você quer casar? Vocês moram praticamente juntos...
— Você mora com a Maura, mas quer que seja assim pra sempre?
— Estamos falando de você.
— Pode responder ao menos essa pergunta?
— Qual? Essa que fez agora, se eu posso responder?
— Jane pare!_ Frankie começou a rir e Jane também.
— Eu acho que uma hora, nós duas vamos... Nos casar, acho que sim_ Jane respirou fundo_ Peça a Lucy em casamento, faça isso e se ela não aceitar nós podemos beber alguma coisa forte e ouvir Adele. E se ela aceitar, não me chame para ser seu padrinho, ou madrinha por favor, eu odeio discursos, eu não sei o que dizer_ Jane deixou a cabeça cair de encontro as pastas em cima da mesa.
— Quando o drama começa, é a hora certa para ir pra casa e te deixar ai.
— Vai, seu questionador, nos vemos amanhã.
— Boa sorte com a sogra!_ Frankie disse quando entrou no elevador.
— Eu espero que a Lucy diga não!_ Jane gritou de volta.
— Porque a Lucy tem que dizer não? Para que ela tem que dizer não?
Jane levantou a cabeça e viu Maura pronta para ir embora_ Ele vai pedi-la em casamento, porque vocês estão cheios de perguntas hoje?
— Vamos pra casa, acho que ambas estamos bastante cansadas, eu só quero comer algo, tomar um banho com você e dormir.
— Vai ignorar a sua mãe?
— Eu gostaria de fazer isso, se soubesse como, mas eu posso me imaginar tendo uma noite agradável com você.
Jane levantou e segurou a mão de Maura_ Sim pode, vamos!_ Jane puxou Maura e as duas foram correndo para o elevador_ Tenho pressa de chegar em casa e ignorar sua mãe_ Maura balançou a cabeça e sorriu.
Maura abriu a porta de casa e encontrou Constance tomando vinho e lendo um livro, a loira foi para o quarto e Jane usou a sua chave para fechar a porta, o seu celular tocou e ela atendeu.
— Como está indo com a bruxa?_ Verônica perguntou.
— Eu não sei dizer.
— Ela está ai com você não é?
— Sim, está sim.
— E a Maura como está lidando com a visita da Constance?
— Como quem vai matar alguém a qualquer momento.
— Sério? Ela nunca reagiu muito bem, mas nunca dessa forma, Constance te ofendeu de alguma forma?
— Sim_ Jane respondeu, sem poder entrar em detalhes.
— Deve ser isso, a Maura te ama de verdade, ela irá te defender e isso vai se tornar um conflito, mas não se preocupem, no final elas sempre se entendem. Diga a Maura que faço uma visita quando possível, agora estou empenhada em conquistar alguém.
— A Lisa, Maura me contou sobre vocês, espero que vocês possam ficar juntas.
— O quão estranho é isso, quando te conheci achava que ficaria com você agora você está com a minha melhor amiga e eu nunca vi a Maura tão bem, agora eu superei isso e estou com alguém também. Bem era isso, boa noite Jane, mande um beijo para a Maura
— A vida é uma caixinha de surpresas, boa noite Verônica_ A detetive desligou o celular e percebeu os olhos de Constance sobre si, permaneceu imóvel esperando a mulher falar algo.
— É perigoso o trabalho da Maura?
Jane pensou bem antes de falar, lembrou da CEO que fez Maura de refém, por causa daquela mulher acabou indo para o hospital onde conheceu Louise. Não havia muitos riscos para Maura, mas sim, existiam.
— Pode ser um trabalho perigoso, mas eu sempre vou me esforçar para protegê-la.
— Você ama a minha filha?_ A mulher perguntou em um tom de voz sério.
— Sim, eu a amo muito.
— É só isso que eu preciso saber, eu não simpatizo com você Jane Rizzoli, nunca imaginei a Maura construindo uma vida ao lado de outra mulher, mas saber que ela estará bem é o bastante. Agora se me dá licença eu irei dormir.
Quando Constance foi para o quarto de hospedes Maura voltou, havia tomado um banho e estava com uma roupa mais leve.
— Minha mãe foi dormir?
— Sim, acho que do jeito dela meio torto, ela te ama, bem acabou de nos dar um pouco de privacidade.
— E já que ela abriu o vinho...
Mura serviu uma taça para Jane e outra para si.
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