Notas iniciais
É isso ai meninas eu voltei! Meu bloqueio criativo me deixou, tó com a cabeça fervilhando de ideias, o que é bom para vocês,rs. Aproveitem o capítulo e comentem, como venho dizendo eu tiro várias ideias dos comentários de vocês, as perguntas ou expectativas. E sempre irei responder todos.

Maura estava quase empurrando a porta do necrotério quando ouviu um barulho e parou para escutar, eram risadas, música e mais risadas, ela empurrou a porta de vez surpreendendo seus assistentes.

— O que é tudo isso?

Eles estavam comendo bolo e dançando, Maura olhou para tudo aquilo admirada.

— Estão dando uma festa no necrotério? Esse não é um ambiente para tal coisa.

Uma das assistentes de Maura colocou o braço pelo ombro da legista, que ficou encarrando a mão dela em seu ombro.

— Não é uma festa muito grande e não iremos contaminar as evidências, tomamos todo o cuidado necessário.

Maura conseguiu respirar, a mulher afastou-se alguns passos dela.

— Isso por acaso é bolo?

— Sim, quer um pouco? Se não quiser comer agora está na geladeira.

Maura arregalou os olhos, fazendo a mulher rir.

— É uma geladeira a qual reservamos exclusivamente para guardar lanche, gaveta B, de bolo_ Ela riu novamente_ Desculpe a nossa agitação, é que pensamos em comemorar sua volta e também o fato que a Jane Rizzoli ainda não pode trabalhar.

— Eu agradeço...Eu acho , mas porque estão tão felizes com a ausência da Jane? Ela é uma ótima detetive.

— Sim, mas ela come a nossa comida, comeu meu almoço uma vez, isso não se faz_ Ela falava irritada_ Tem certeza que não quer um pedaço?

— Não, obrigada.

— Gente, acabou a farra, vamos guardar tudo e trabalhar!

***

Jane decidiu visitar Korsak e o irmão na delegacia, os dois estavam sentados , Korsak estava falando ao telefone e Frankie tentava acertar bolas de papel na lixeira.

— Então é assim que vocês andam trabalhando por aqui?_ Perguntou Jane com seu tom irônico.

— Jane!_ Disseram os dois animados, ambos levantaram e abraçaram a detetive.

— Korsak..._ Falava Jane sussurrando_ Korsak, mas devagar você vai quebrar minhas costelas_ O homem soltou Jane, ele riu envergonhado, Jane respirou fundo_ Eu disse que quando me ausentasse vocês dois sentiriam falta.

— O que está fazendo aqui?_ Perguntou Frankie_ Não foi liberada ainda para trabalhar.

— Eu quis visitar vocês, senti falta desse lugar, do pessoal, de chatear os legistas.

— Da Maura_ Apontou Frankie.

Jane socou o ombro dele que massageou o local fazendo cara feia.

— Me conta como está sendo a fisioterapia_ Falou Korsak.

— O cara é louco, ele acaba comigo, vários exercícios, estou exausta e quando eu disse a ele “delicadamente” que não aguentava mais nenhum exercício, ele disse “ Vejo que você é uma mulher estressada, eu sugiro que faça yoga” . Qual é, vocês me conhecem eu não consigo nem contar até dez para me acalmar, como vou fechar os olhos e...

— Até porque Jane só fecha os olhos para dormir, até lavando o cabelo ela abre o olho, mesmo se o shampoo cair nos seus olhos.

Jane fez uma cara feia_ Saiba que é no banheiro que todo tipo de monstro gosta de atacar, ou você não vê filmes de terror? Continuando_ Disse ela olhando para Korsak_ Eu disse a ele que nunca, nunca, nunca vou fazer Yoga.

— Quem vai fazer Yoga? _ Jane virou-se logo que ouviu essa pergunta, era Maura trazendo uma pasta_ Não sabia que algum de vocês prática Yoga.

Frankie aproveitou a situação para pregar uma peça na irmã.

— É a Jane, recomendaram yoga para que ela controle o estresse, ela está pensando em fazer, mas não conhece ninguém que pratique.

— Isso é incrível! _ Maura riu e parecia empolgada_ Podemos praticar juntas, faz um tempo que não pratico Yoga e...

Jane ignorou o que Maura estava falando e olhou para Frankie com as sobrancelhas franzidas, certamente ele não viveria até o final do dia.

— Maura eu vou até o café e depois passo na sua sala para discutirmos os detalhes tudo bem?

A loira sorriu e assentiu com a cabeça.

Maura estava concentrada lendo alguns relatórios, quando ouviu uma batida na porta, era Jane empurrando a porta com o pé, suas duas mãos estavam ocupadas com os copos e ela trazia um pedaço de bolo na boca, Maura achou a cena engraçada, seus lábios formaram um leve sorriso.

Jane é muito boba, parece uma criança_ Pensou a legista.

Ela entregou o copo a Maura e retirou o bolo da boca, mas não sem antes da uma mordida, Jane permaneceu de pé próxima a Maura, ela percebeu que a loira não tirava os olhos dela, Jane decidiu esperar Maura, mas não disse que esperaria quieta, então ela faria de tudo para que a loira não resistisse.

— Quer um pedaço?

— Ah, n..._ Antes que Maura pudesse negar Jane colou um pedaço do bolo na boca dela e Maura olhou para ela com olhos reprovadores, mas depois sorriu.

— Esse bolo é maravilhoso, macio, comprou no café?

— Não, roubei dos seus colegas.

— Jane..._ Maura repreendeu a morena.

— Maura se eles não quisessem que isso acontecesse não colocariam o bolo em um gaveta com B de bolo.

— Sua implicância com os legistas tem algum motivo?

— Eu preciso irritar alguém, vocês legistas são fáceis de provocar_ Jane tomou mais um pouco do café, depois foi até Maura, ficou por trás dela_ O que está fazendo?_ Ela disse olhando para tela do notebook da legista.

— Pesquisando um lugar para fazermos Yoga.

— Claro que está_ Jane se aproximou mais ainda, ela prendeu Maura entre ela e a mesa, colocando suas mãos de cada lado da mesa, depois se aproximou do ouvido da legista­_ Dizem que os praticantes de Yoga se tornam flexíveis.

Maura estremeceu, e Jane percebeu, estava dando certo.

— Sim, demora algum tempo, mas Yoga aumenta a flexibilidade, além disso, ajuda a conquistar e manter uma boa saúde, aprimora o intelecto, a concentração e a memória e..._ Maura parou de falar quando Jane roçou os lábios na rua orelha, ao falar.

— Você decide quando começamos Maura, mas não gostaria de fazer isso com muita gente, poderíamos fazer algo na sua casa, não sei, talvez meditação.

— Logo...Após as nossas corridas_ Maura falou, ela estava desconcertada e um pouco corada, o que fez Jane sorrir, adorava Maura desse jeito, já saiu com mulheres que a jogavam na parede e faziam um sexo agressivo, porém tinha noção que isso era só sexo, Maura não era como essas mulheres, mas sabia tomar o controle da situação quando queria, afinal o primeiro beijo delas foi iniciativa da loira, tudo era novo para Maura e Jane entendia o porque dela querer e com calma, contudo provocar não faria mal.

Em um segundo Jane estava prendendo Maura contra a mesa e no outro estava se escondendo em baixo da mesa, Maura não entendeu a ação da detetive até ver o chefe parado na porta.

— Doutora Isles, desculpe a intromissão, viu a detetive Jane Rizzoli pelo departamento?

Maura pensou no que iria dizer, se mentisse urticarias iriam aparecer, mas ela tinha que fazer.

— Não.

— Entendo_ Ele saiu e Maura respirou, mas depois voltou novamente assustando ela_ Se a ver pode dizer a ela que vá para casa?

— Sim, eu direi.

Quando ele saiu Maura levantou da cadeira e fechou a porta, Jane saiu debaixo da mesa, gargalhando.

— Essa foi por pouco_ Ela olhou para o rosto da loira, Jane se aproximou e tocou o rosto dela com a ponta dos dedos_ O que são essa manchinhas vermelhas?

— Urticárias, isso acontece quando minto, por isso evito mentir, mas não tive outra opção.

— Obrigada Maura_ Jane abriu a porta e colocou apenas a cabeça do lado de fora_ Agora eu tenho que ir, antes que ele me veja.

— Até mais Jane. Ah, acha que seria bom levar algo no jantar da sua mãe, é daqui há três dias.

— Não se preocupe, minha mãe vai fazer muita comida, e eu já havia esquecido desse jantar , obrigada por me lembrar Maura_ Jane disse irônica_ Ela saiu pela porta e Maura pensou que ela havia ido embora, foi quando Jane voltou e beijou o canto da boca da loira, depois saiu porta a fora.

— Será que se eu colocar na porta “ Ao sair demorem a voltar” , eles deixarão de me assustar voltando logo em seguida? _ Maura riu_ Eu fiz uma piada.

Ela sentou na cadeira e tentou ler um relatório, mas o cheiro de Jane estava no ambiente, assim como as lembranças da morena falando próximo ao seu ouvido, era necessário muito controle para não se atirar nos braços de Jane. Maura abriu dois botões da blusa e usou um dos relatórios para se abanar.

— Está quente aqui!

***

Já era noite, Jane estava na sala brincando com Jo Friday, a cachorra estava deitada de barriga para cima esperando as mãos da morena, Jane solta o ar em um suspiro pesado, ela olha para cada canto do apartamento.

Como pode um lugar tão pequeno, se tornar tão espaçoso? Tão solitário? Maura, eu sinto a sua falta.

Jane voltou sua atenção para a cachorra que agora estava dormindo.

— Ótimo, minha única companhia acabou de dormir!

Jane encheu uma tigela com salgadinho, abriu uma cerveja e foi para sala, seu celular tocou, ela viu uma mensagem de texto “ Como ela é?” ,era da Verônica.

— Depois de dias, ela me manda uma mensagem e a primeira coisa que quer saber é sobre a mulher que estou apaixonada. Nem um “ Oi Jane, como está Jane?”.

Jane respondeu “ Linda, inteligente, muito inteligente, ela me faz bem, mas não acha que devemos falar sobre nós?”

Alguns minutos depois Verônica respondeu “ Fico feliz que ela seja tudo isso para você, e sobre nós, acho que nunca houve um NÓS, só duas pessoas solitárias conversando pela internet, é claro que ainda estou chateada e quando te encontrar vou te dar um soco, por não me esperar”.

Jane riu_ Considerando tudo acho que ela levou na boa, isso até saber que a outra mulher é a Maura.

Verônica mandou mais uma mensagem “ Tenho que dormir, reunião muito importante amanhã”.

“ Ok, boa noite”.

Jane sentou no sofá, ligou a TV e tomou um gole da cerveja, seu celular tocou novamente, dessa vez era Angela.

— Mãe, como você está?

— Em casa, cheguei hoje á noite.

— Quer que eu vá ai?

— Não! Quer dizer, eu estou cansada, só vou tomar um banho e dormir, liguei apenas para te dizer isso.

— Tudo ...bem.

— Boa noite Jane, um abraço apertado e um beijo.

— Boa noite mãe.

Jane ficou alguns segundos encarando o celular. Não muito longe dali, Angela ria e comemorava com Frankie com um high five.

— Deu certo?

— Claro, ela ficou desconfiada, mas não sabe de nada.

— E você estava em casa o tempo todo?

— Sim, eu ia ao café algumas vezes, cheguei a cruzar om o Korsak, mas pelo visto ele não contou para a Jane.

— E tudo isso para a Maura cuidar da Jane?

— Maura é uma das poucas mulheres boas que apareceram na vida da sua irmã e a Jane com certeza iria estragar tudo, coube a mim ajudar, ainda que talvez não seja a Jane que precise de ajuda e sim a Maura, mas ainda temos o jantar_ Angela riu.

— Mãe, não sei se a Jane vai gostar quando souber de toda essa interferência.

— Ela não vai saber, se você abrir a boca, eu conto para Lucy estórias de quando você era bebê, e também mostro fotos.

Frankie colocou a mão na boca, e com esse gesto disse para a mãe que ficaria calado.

***

Jane pegou novamente a cerveja e quando ia tomar outro gole o seu celular tocou.

— Todo mundo dessa cidade parece que quer falar comigo hoje_ Jane atendeu_ Rizzoli.

— Jane, sou eu Maura, estava pensando se você gostaria de vir na minha casa.

— Sim, chego ai dentro de alguns minutos_ Jane ouviu Maura rindo, e essa risada fez o coração da detetive bater mais forte.

— A segunda chave fica em um vaso de planta na entrada.

Jane deixou a cerveja de lado, e correu para a porta do apartamento, depois parou um pouco, cheirou a blusa que estava usando e voltou para o quarto trocar, ela deixou a cachorra na casa da vizinha e seguiu para a casa de Maura.

Abriu a porta e encontrou Maura vendo TV, ela estava assistindo uma série, Jane se aproximou e Maura mudou rapidamente para um documentário.

— Não adianta Maura eu já vi, não foi você que disse que séries são fantasiosas, e faltam com a verdade?

Jane sentou ao lado dela no sofá, Maura voltou para a série.

— Eu admito, eu gostei de Grey’s Anatomy, agora fique calada para vermos esse episódio.

— O que? Me chama para sua casa e me manda calar a boca?

Jane riu, adorava tirar Maura do sério. A morena pegou a chave e devolveu a Maura.

— A sua chave Maura.

— Não, a sua chave.

Jane se surpreendeu com as palavras de Maura.

— Eu não sei bem o que temos, talvez seja apenas uma grande amizade, mas em qualquer um dos casos estou te dando à chave da minha casa, para que venha quando quiser.

Jane assentiu com a cabeça. Ela pensou em dizer sobre as mensagens que Verônica mandou, mas o clima entre elas estava bom, bom demais para falar sobre isso.

— Gostou do coala que te dei?

— Sim, dei um nome para ele, se chama Albert, como Albert Einstein.

— Claro que sim_ Disse Jane irônica.

Maura percebeu e chocou seu ombro contra o da detetive, Jane revidou e as duas passaram alguns segundos assim, se empurrando e rindo.

Notas finais
Só tenho uma coisa a dizer, fiz várias cópias da chave da casa da Maura, e estou vendendo,kkkkk.