A morte da bezerra
7 Trabalhar é difícil
Notas iniciais
– Então, você trabalha aqui? – perguntei, numa tentativa de quebrar o gelo.
– Sou advogado.
– Oh, bem legal. Serei o secretário do Dean.
– A esposa dele é maluca — Tiny contou. Como se eu já não tivesse percebido. — Ela já achou que eu era fêmea uma vez. Não que faça muita diferença, já que eu gosto de homem. — dei uma risada. Mesmo que morrendo de medo internamente.
– Ela te bateu com aquela bolsa gigante?
– Não, isso não. — ele respondeu, e dessa vez ambos rimos.
– Tiny, entre. — Dean chamou, saindo de sua sala. Tiny entrou em outro lugar. Reparei que na porta havia o nome dele. — Leo, a minha esposa quer lhe pedir desculpas.
– Sim, eu quero. — o bolo fêmea falou, se aproximando. — Sinto muito por você ser parecido com uma fêmea. De verdade.
– Não por isso, Sam. — Dean disse.
– E desculpa por ter batido em você. — Sam completou.
– Melhor desta forma. — Dean respondeu. — Leo, essa é sua mesa. Fique a vontade. Levarei a minha esposa até a casa dela, qualquer coisa chame o Tiny.
Empurrei minha cadeira de rodas até estar atrás do lugar que ele havia apontado, minha mesa, e comecei a ler uns papeis que já estavam em cima dela. Entendi nada, confesso. Aquilo ia ser mais díficil do que eu imaginava. Eu teria que lidar com um chefe pudim, um bolo ciumento e um sonho-de-padaria gay. Isso é demais para uma rosquinha espragatada.

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