A menina que não tem nome
2 A caminho de meu novo lar.
Notas iniciais
Acabei de chegar ao orfanato, posso ouvir uma voz doce me pegando no colo e ela dizia, que linda essa pequena menina, ela é órfã ou a mãe abandonou?
O homem que me trouxe até aqui disse á ela que eu era órfã, pois minha mãe faleceu no parto e meu pai se suicidou.
Ela ficou comovida com minha história, e disse tão pequena e já tem um fardo tão grande, vamos encontrar um bom lar para ela.
Essa moça cuidou tão bem de mim ela se chama a tia Olivia ou como todos a chamavam a tia Vivi, ela tão doce e amável, me pegava no colo, embalava e cantava canções de ninar, para mim que era apenas um bebezinho estava tão feliz. Até que eu completei cinco anos, ela faleceu também, foi a terceira pior noticia que recebi uma criança de apenas cinco anos, para mim foi o fim de tudo, daí em diante sofri muito, não tinha mais amigos, fora que já fui para três famílias e todas elas me devolveram, e nunca me colocaram um nome, então as crianças me chamavam de, “A menina sem nome”.
Sabe vou contar uma coisa para vocês, às vezes as crianças são cruéis umas com as outras, principalmente quando elas estão em um ambiente onde os adultos também são cruéis. Agora temos três tias que cuidam de nós, tia Carol, tia Sandra e a tia Denise, elas são muito más com as crianças inclusive eu, elas não limpavam não cozinhavam não lavavam roupas nem nada, elas colocavam as crianças para fazer as tarefas diárias eu era responsável por varrer todo o orfanato, tinha também, mas onze crianças oito meninas, a Julia tem dez anos ela me ajudava a limpar o chão, a Hellen tem oito anos ela tira o pó dos móveis, a Vanessa de cinco anos ajuda a Amanda de seis anos acordar todos e arrumar as camas, a Camila de quinze anos auxilia os menores e cuida da Pâmela de três anos, a Tuane de quinze anos cozinha de manhã, a Sara de dezessete anos cozinha meio dia,e os três meninos, o Ricardo de dezesseis anos cozinha á noite,Miguel de onze anos e Alex de sete anos lavam as louças, e nos revezamos entre a Camila e a Sara para lavar as roupas e nós os menores ajudamos a dobrar e guardar cada roupa em seu lugar.
Assim que as coisas fluem no orfanato, e as tias a todo momento estão gritando conosco, ontem mesmo a tia Denise pegou a boneca da Hellen e arrancou a cabeça só porque ela estava brincando, ela não permite brincadeiras, não permite risadas, nem nada relacionado a alegria, ela simplesmente odeia a felicidade alheia.
Bom as coisas nem sempre foram assim aqui no orfanato, antes quando tínhamos a tia Vivi (Olivia), podíamos fazer tudo que as crianças fazem, correr, brincar, rir, pular e tudo mais, ela era a melhor cuidadora que já tivemos, ela era carinhosa fazia tudo para nós. Sinto falta dela, as coisas mudaram tão de repente, não podemos nem ficar de luto, não podemos chorar a morte da tia Vivi, se uma das tias pegar um de nós chorando, ela nos coloca de castigo e o nosso castigo é terrível, temos que passar o dia no porão do orfanato, la não tem luz é sujo, cheio de teias de aranha tem até rato, aii me arrepio só de falar, tenho muito medo do porão, por isso evito mostrar qualquer sentimento.
Eu sei é um lugar horrível aqui, mas que escolha eu tenho sou apenas uma criança de cinco anos.
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