A melodia da minha canção
5 Capítulo 5 - Quando tudo acontece de repente
Notas iniciais
German sente uma dor no coração, não podia aceitar que sua filha estava doente, passando por isso sozinha, ele viajando e distante. O seu pensamento não foi outro a não ser chegar o mais rápido possível em Buenos Aires.
– Ramalho, vou pegar o primeiro avião, e estou indo para casa, por favor cuida da minha filha, não a deixe sozinha nem por um minuto.
– Claro Germán, a Olga está o tempo todo do lado dela.
Angie ficou desesperada, nervosa e ansiosa. Precisava estar com sua sobrinha, para cuidar dela e estar ao seu lado nesse momento ruim.
– Angie... eu sei que cheguei agora, mas eu preciso ir ... ou melhor precisamos ir – Ele disse afirmando, mas a olhou com um ar de dúvida, sem saber se ela iria ou não.
– Lógico meu bem, estamos juntos e é com você que vou — Ela passou a mão no rosto dele, e deu um selinho.
– Obrigado – ele beijou sua testa
– Nunca deixaria a Vilu, num momento desses, eu cruzaria o oceano para estar junto dela. Vamos logo, temos pressa.
Saíram do apartamento, pegaram um táxi e foram em direção ao aeroporto Charles de Gaulle. Conseguiram um voo logo em seguida.
NO AVIÃO
Sentados um do lado do outro, entrelaçaram as mãos e se olhavam nos olhos, passando segurança e coragem um para o outro. Angie deitou no ombro de Germán.
– Tenho certeza que nossa menina vai ficar bem – disse Angie
– Eu também, mesmo sabendo que é uma situação que está sob controle, meu coração de pai não deixa de doer.
– Porque você é o melhor pai do mundo. Não se culpe por estar longe, acalma seu coração, eu também estou aflita, mas já já vamos resolver. – Ela deu um selinho longo nele, e depois vários outros.
BUENO AIRES
Assim que aterrissou o avião, eles rapidamente saíram do aeroporto e foram em direção ao hospital. Chegando lá viram Ramalho no corredor.
– Como está Vilu – disse Germán
– A febre não cedeu, mas ela está tomando antibióticos e vários outros remédios, os médicos disseram que ela vai ficar bem. O semblante de Angie caiu e seus olhos encheram de lágrimas. Germám não escondia em seu rosto a preocupação com sua filha.
– Vou entrar no quarto, Angie espera aqui.
– Claro que sim – Ela deu um pequeno sorriso
German entra no quarto e vê sua filha com soro na veia, muito pálida mas contente ao ve-lo.
– Papai – ela disse sorrindo, apesar de seu rosto abatido.
– Meu amor, minha filha, como voce está? Preciso ver você boa logo. Não gosto de te ver sofrendo. – Ele estava sentado na beira da cama de Violetta, passando as mãos no seus cabelos.
– Vou ficar papai, mas quero ir pra casa, não gosto desse lugar.
– Aguenta só mais um pouquinho tá, logo vamos voltar pra casa, e sermos muito felizes. – Ele sorriu para ela, e ela retribuiu.
– Onde você estava?
– Fui resolver um probleminha – passava os dedos sobre o rosto da filha.
– E conseguiu resolver?
– Sim, perfeitamente. – Dando um beijo na testa de Vilu
– Papai, queria que minha Angie estivesse aqui – ela disse com lágrimas nos olhos
Germán achou lindas a forma de como Vilu se referiu a Angie “Minha”. Ela a amava e sentia que precisava dela ali do lado, de uma amiga, de uma figura materna para cuidar e ama-la, e essa pessoa não poderia ser outra se não a Angie.
– Você gostaria é? – Ele ria
– aham – Ela concordou com a cabeça
– Mas você sabia que quando desejamos muito alguma coisa, e pedimos a Deus com fé, ele realiza nossos pedidos.
– Eu sei, Deus é bom... o tempo todo, mesmo quando não aceitamos certas coisas.
– Por isso que eu te amo – Ele beijou no rosto.
Logo a porta se abriu, era Angie, parece que tinham combinado, ela não poderia ter entrado numa melhor hora. Violetta não acreditava no que via, ela ficou parada com a boca aberta e seus olhos brilhavam. Angie a olhava com os olhos mais carinhoso do mundo.
– Angiiiiiiiiiiiiiiie – Vilu disse sem muita força, mas com a maior alegria em seu peito.
German se levantou da cama para dar espaço para Angie.
– Meu amor, minha princesa, eu to aqui – Angie a disse abraçando e dando vários beijos na sobrinha.
– Você tá aqui, eu não acredito – Violetta estava emocionada, e não conteve as lágrimas.
– Não chora – disse Angie enxugando suas lágrimas, mas não se conteve também – Você acha que eu ficaria longe de você assim. Eu faria tudo Vilu para estar aqui, por que eu amo muito você.
– Eu tbm amo voce. Mas nunca ia advinhar essa surpresa ... papai você é danado hein.
Todos riram. Era como se uma onda de felicidade e paz invadisse aquele quarto de hospital. Como se Violetta estivesse melhorando a cada segundo.
– Mas você foi buscar a Angie papai? – Violetta perguntou olhando para os dois, sendo impossível ambos não ficarem sem graça, abaixando o olhar para o chão e tentando disfarçar.
– Não... quero dizer Sim minha filha, é que...
– Vilu é que seu pai tinha alguns negócios em Paris, e quando ele soube que você estava doente, logo me ligou, nos encontramos e resolvi vir junto com ele... é isso. – Ela disfarçava, tentando ao máximo não olhar para Germán.
– É isso mesmo filha...
A enfermeira entra no quarto com uma bandeja com uma injeção, aplica no soro de Violetta, e instantaneamente ela pega no sono. Angie e German, se olham e vão até o outro e se abraçam, um longo abraço que dizia tantas coisas. Em seguida dão um selinho e colam a testa um do outro.
– Tudo isso vai passar logo logo – diz Angie acariciando o rosto de German
– Eu espero minha linda, daria de tudo para estar no lugar dela.
– Eu sei. Mas acho melhor a gente guardar nosso segredo por alguns dias, até ela se recuperar e estiver pronta pra saber, pode ser um choque para ela agora, e quero que ela esteja tranquila... em paz. – Angie dizia abraçada a Germán, olhando para Vilu dormindo.
– Voce tem razão, vamos esperar – dando um beijo no rosto de sua amada.
Sentaram no sofá ao lado da cama, e ficaram ali juntos, a noite toda, cuidando de Violetta...
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