A melodia da minha canção

26 Capítulo 26 - Hoje o céu está nublado


Notas iniciais
Boa noite lindas! Desculpe a demora... estava sem ideias e sem tempo :) Como já disse a Fic está chegando ao fim... estou pensando em fazer outra... mas isso só depende de vcs... se vão me dar moral rssrs, se vao continuar lendo tudo que escrevo! Quero agradecer de coração todas vocês pelos comentários! Beijos

Germán estava ligado há vários aparelhos dentro da UTI. O som de “bip bip” ecoava pela sala, e atrás do vidro que dividia a sala, estava Angie o olhando se derramando em lágrimas. Ela encostou sua testa no vidro, e soluçava. Passou uma de suas mãos pelo vidro como se pudesse toca-lo mesmo de longe.

POV’S ANGIE

A dor que se passa em meu coração é tão... mas tão forte, que só de imaginar perder o homem da minha vida, essa dor permanecia insuportável. Eu não quero perde-lo. Eu não posso perde-lo.

O médico se aproximou de Angie observando o desespero da loira.

– Você é a esposa não é?

– Sim.. sou – Disse Angie rápido, limpando o rosto, querendo saber o mais rápido possível alguma notícia. – O que vai acontecer com meu marido Doutor?

– Ainda não sabemos muito bem o que a dimensão do acidente pode ter causado. Sabemos que ele perdeu muito sangue, mas já está sendo feita a transfusão de sangue, temos que aguardar os exames e se ele vai reagir por agora.

– Mas doutor, preciso saber mais... quanto tempo que ele vai ficar assim? – Disse Angie aumentando seu choro.

– Você precisa se acalmar, e aguardar... não temos mais o que fazer. Tudo que foi possível já fizemos e vamos fazer. Agora se acalma, e tenta acalmar sua filha que está lá fora desesperada – Disse o médico se referindo a Violetta.

Angie concordou com a cabeça – Sim – E saiu da sala.

Ao sair da sala encontrou Olga, Violetta e Ramalho. Violetta chorava descontroladamente, Olga chorava também mas tentava acalmar a menina. Quando Violetta olhou para Angie, chorando, com a expressão desesperada, não fez outra coisa a não ser correr e abraça-la. As duas choravam muito sem dizer nenhuma palavra, até que o silencio foi quebrado por Violetta.

– An..Angie, foi minha culpa – As lagrimas rolavam pelo rosto da menina

– Para... não, não foi... – Angie a olhava com as mãos em seu rosto – Ninguém tem culpa disso Violetta, não se culpe.

– Se eu não tivesse feito tudo aquilo, ele não teria ficado chateado e saído nervoso... me perdoa Angie- Violetta soluçava.

– Meu amor, para de se culpar, acidentes acontecem... preciso que você fique calma – Voltou a abraçar a menina.

– Olga quem ficou com Isabela? – Perguntou Angie

– Sua mãe Angie... – respondeu Olga limpando o rosto com um lenço

– Já está quase na hora dela mamar, preciso ir rápido para casa... Vou dar o leite pra ela, tomar um banho pra voltar pra cá... – Angie disse enxugando uma lagrima de seus olhos.

Violetta, Angie e Ramalho foram para casa, Olga ficou no hospital. Ao chegar na mansão, logo ao abrir a porta, escutava-se o choro forte de Isabela, Angie largou a bolsa no sofá e correu subindo as escadas e foi até o quarto da neném, que estava no colo de Angélica, chorando incansavelmente.

– Graças a Deus minha filha, pensei em dar a mamadeira se você demorasse mais, mas como ela só toma o leite materno.. – Disse Angélica ainda balançando a neta, enquanto Angie lavava as mãos.

– Tudo bem mamãe, obrigada... tadinha da minha filha – Disse Angie pegando Isabela no colo e logo sentando no sofá que havia no canto do quarto, ela levantava a blusa e depois o sutiã. Isabela mamava rapidamente, e dava pequenos choros em intervalos pequenos – Calma meu docinho... pronto... desculpa a mamãe tá? – Disse Angie beijando uma de suas mãozinha e de novo começou a chorar.

– Calma Angeles, você precisa manter o controle minha filha...- Disse Angélica – Você é forte.

– Mamãe só de pensar em perder o ... – A voz embargou e ela desatou a chorar. Angélica se aproximou e beijou a testa da filha.

Assim que Isabela mamou, logo adormeceu, e Angie a colocou no berço, tomou um banho se ajeitou e já estava pronta para voltar para o hospital. Quando passou pelo corredor viu que Violetta já estava tomada banho a esperando. Ela entrou no quarto que estava com a porta aberta.

– Angie, já estou pronta, quando você for eu vou com você – Disse a menina se levantando da cama.

– Não, Vilu... você precisa ficar – Disse Angie

– De jeito nenhum que vou ficar aqui, meu pai está mal Angie, preciso ficar perto dele.

– Vilu, hoje foi um dia difícil, por favor, fique aqui... amanhã cedo você vai para o hospital.- Angie insistia

– Angie, não quero ficar ... – Ela começou a chorar.

Angie se aproximou, beijou sua testa e a abraçou – Preciso de você aqui Vilu, preciso que ajude a cuidar da Isabela, ela adora seu colo, está mais acostumada com você... ela não vai estranhar tanto se eu sair. Nós precisamos nos ajudar agora, e nesse momento preciso que você fique com sua irmãzinha, tá bom? – Disse Angie a olhando nos olhos.

Ela respirou fundo, e consentiu com a cabeça — Pela Isabela eu fico, mas por favor me liga me dando notícias tá.

– Sim claro, tirei meu leite e coloquei em várias mamadeiras, ela come de 3 em 3 horas isso você já sabe, qualquer dúvida me liga, eu não vou dormir – Ela tinha um semblante triste – xau querida – Angie virou as costas e saia em direção a porta.

– Angie... –Violetta a chamou, ela se virou – Me diz a verdade... o papai vai morrer? – Nessa hora a voz de Violetta quase não saiu.

– Não, não vai meu amor... – Angie voltou a chorar e chegou perto da menina segurando em seu rosto- Ele vai ficar bem, vai voltar pra casa... tenho certeza.

– Já perdi minha mãe, não quero perder meu pai... não quero ficar sozinha tia – Ela começou a soluçar.

– Meu amor, você nunca vai ficar sozinha...nunca... você tem seu pai que vai se recuperar, tem sua avó, sua irmãzinha, e tem a mim, que te amo muito – Angie dizia abraçada a menina – Fica bem, cuida da Belinha, confio em você... – Ela beijou o rosto da menina e saiu.

Já no hospital, por muita insistência deixaram Angie entrar na sala onde Germán estava, ela entrou e o olhou lágrimas escorriam ao vê-lo ali deitado naquela cama, cheio de aparelhos. Seu coração doeu. Ela sentou –se do lado dele, passou a mão levemente em seu rosto, beijou sua mão.

– Germán meu amor – Ela suspirou – Se você soubesse o quanto eu te amo, o quanto preciso de você. Só de pensar em ficar sem você minha vida se torna um vazio enorme, parece que nada vai fazer sentido – Ela alisava seus cabelos e falava com um voz muito doce. – Você é meu porto seguro, em seus braços me sinto a mais feliz das mulheres, a mais completa...a mais amada. – Ela parou um alguns segundos segurando o choro, mas permaneceu com a voz doce sem chorar – Germán... preciso de você pra criarmos nossas filhas... juntos... como a família que somos... ah! Nossa família... – Ela fechou os olhos e deu um leve sorriso, abriu novamente – Nossa família é o bem mais precioso que temos, o maior presente que eu já ganhei, nossa Violetta tão amada, a filha que ganhei de presente que nasceu do meu coração, a Isabela nosso docinho, ela foi... foi feita e gerada com tanto amor, e eu te agradeço tanto por tudo isso... Eu te amo – ela deu um selinho de leve nele.

Angie precisou sair da sala... por alguns instantes, teve a certeza que ele ouviu tudo que ela disse, e de alguma forma suas palavras daria forças para ele se recuperar. O médico se aproximou dela.

– Alguma novidade Doutor? — Angie perguntou

– Angeles, os exames está tudo OK, não há infecção, nem hemorragias, ele está um pouco fraco por conta do sangue que perdeu, os ferimentos já estão sendo tratados, agora só depende dele, acordar do coma, isso não temos previsão... pode ser hoje ou daqui meses. – Ele dizia muito atencioso

– Meses? – Ela assustou

– Sim, é algo que nós médicos não podemos calcular. Tenha fé, ela é capaz de mover montanhas e mudar qualquer situação – Disse o médico.

– Obrigada doutor – Angie se sentou na sala de espera, fez uma linda oração sincera e aberta. Teve fé que tudo ia se resolver. Por fim, ela adormeceu no sofá meio desajeitada. Era por volta das 06:00, Angie despertou rapidamente, se levantou e foi novamente até UTI, pediu a enfermeira para entrar. Ao sentar ao lado de Germán, sentiu uma vontade imensa de cantar.

– Meu amor, um dia escrevi essa música para você... ou melhor para nós, senti um forte desejo de cantar pra você... como diz a canção, Hoje o céu está nublado... mas eu vou te encontrar... – Ela beijou seu rosto e começou a cantar perto de seu ouvido num tom baixo e acariciava seu rosto.

Si te sientes perdido en ningún lado
Viajando tu mundo del pasado
Si dices mi nombre yo te iré a buscar

Si crees que todo está olvidado
Que tu cielo azul está nublado
Si dices mi nombre te voy a encontrar

[..]Ya verás que algo se enciende de nuevo
Tiene sentido intentar cuando estamos juntos

Algo se enciende de nuevo
Tiene sentido intentar cuando estamos juntos
Cuando estamos juntos
Cuando estamos juntos
Podemos soñar

Nesse instante, Germán mexeu um de suas mãos bem lentamente, Angie parou e observou sem dizer nenhuma palavra. Seus olhos tremiam, ele fazia uma força enorme para abri-los. Ela continuou por sua vez, cantando o refrão da música, como se aquilo fosse o combustível para ele voltar a realidade. Por fim, ele abriu os olhos, ficou ali por alguns segundos e lentamente olhou para Angie, que já tinha um sorriso lindo no rosto.