A melodia da minha canção
1 Capítulo 1 - A saudade é o amor que fica
Notas iniciais
O táxi seguia em direção ao aeroporto, os olhos de Angie permaneciam fixos na janela, sua mente passavam mil coisas. A decisão de ir a França era muito mais do que uma nova oportunidade em sua carreira, mas era principalmente a forma de estar longe do seu grande amor, pois sabia que não era correspondida.
Chegando ao aeroporto, logo embarcou, quando viu o avião decolar, tinha certeza da vida que havia deixado para trás, um amor não vivido, os beijos que não haviam dado, o amor pela sua sobrinha. Não sabia o que a esperava em Paris, mas tinha certeza do que havia deixado em Buenos Aires.
Na mansão:
Germán está em seu quarto, quando Violetta entra, com os olhos cheios de lágrimas, a voz trêmula.
- Papai, e agora como será? Pergunta ela sentando na cama.
- Não sei pequena – German olhava para o chão
- papai, porque tudo tem que ser tão difícil pra mim, meu maior sonho era que você ficasse junto com a Angie. – Violetta o encarava.
- Vilu, eu... as coisas não deram certo.
- Sem ao menos tentar? – Ela balançava a cabeça – Como pode dizer que não deu certo se nunca entregou seu amor para ela?
- As coisas não são como você imagina – Diz German com a testa franzida e colocando a mão no queixo.
- Minha tia te ama, e você ama ela. Será que é tão difícil assumir uma paixão? Garanto que deve ser mais difícil tentar resistir. – Violetta se levanta e bate a porta do quarto.
Por alguns minutos Germán fica sentado na cama, pensando em tudo que viveu. Relembrando as risadas e as brigas que teve com Angie. Por um minuto se pegou rindo sozinho, e acabou falando sozinho.
- É dona Angie, o que vai ser sem você?
Violetta adormeceu em seu quarto, estava começando a escurecer ainda, entrava um vento gélido pela janela aberta, fazendo com que a cortina balançasse. Sentiu frio, mas não tinha forças para levantar, quando Olga entra pela porta, e tranca a janela, ela olha Violetta e a sente um pouco estranha. Resolve aproximar e colocar a mão sobre a menina.
- Vilu minha menina, você está com muita febre – Diz Olga com a mão em sua cabeça.
- Não me sinto muito bem Olguinha.
- Vou chamar seu pai – Ela sai, para avisar German.
Neste momento, quando German entra no quarto, vê que o nariz de Vilu está sangrando e a menina queimando de febre. Ele se apavora.
- Minha filha, o que foi? Vamos para o hospital agora mesmo.
German ajuda Violetta se levantar e a leva ao carro, indo em direção ao hospital.
No hospital:
O médico examina Violetta, faz algumas perguntas e logo diagnostica.
- Sua filha tem febre emocional. Foi um quadro de stress, o que fez o nariz sangrar. Ela passou por alguma situação de forte emoção?
- Sim – responde German – Sentiu como tudo aqui fosse sua culpa, e sua filha estava sofrendo por isso.
- Vou receitar alguns remédios, mas ela deve evitar passar por fortes emoções novamente.
Ramalho levava Germán e Violetta para casa. A menina adormeceu no ombro de Germán. E ele seguia sério e pensativo.
- E agora meu amigo? – Perguntou Ramalho
- Isso é tudo culpa minha- responde German
- Não se culpe- Ramalho olhava pelo retrovisor
- Sim, a culpa é minha, não fiz nada para evitar de Angie ir embora, agora eu sofro, minha filha mais ainda, foi mesmo que tirar a mãe da Violetta novamente. Já tirei tanta coisa dela, e me sinto muito culpado. Oque faço? Me responda Ramalho?
- Pra tudo tem um jeito, tudo se resolve quando se quer de verdade.
- É exatamente isso que vou fazer, deixar meu orgulho de lado e resolver essa situação mais rápido.
Chegaram em casa, Violetta dormia em seu quarto, e German desci as escadas com uma mala pequena na mão. Avisou Ramalho que estava de partida e que cuidasse de Violetta juntamente com Olga.
- Estou indo, vou ficar fora por alguns dias. Diga a Vilu que é uma viagem de negócios. Vou resolver minha vida.
Germán foi para Aeroporto, estava feliz. Seu coração acelerava e a vontade louca de rever seu grande amor.
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