A maldição da Sucessão
28 Capítulo 28: Segredos.
Notas iniciais
Pode ser um dia de folga para eles, mas eles estão trabalhando de qualquer forma. Há arquivos em cada canto da sala, há pergaminhos amassados, pergaminhos escritos e rasurados, livros abertos e restos de comidas. E o mais importante três bruxos cogitando, refletindo, procurando e utilizando tudo o que está na sala de estar do Largo Grimmauld para encontrar a solução para tudo.
— Malfoy apareceu no baile e Gladstone foi envenenado. – Hermione recita enquanto escreve na lousa que ela trouxe para ajudar o Harry. — Malfoy estava depositando dinheiro na conta de Gladstone. Malfoy foi incriminado por Parvati de enfeitiçar o Nott, pois ela viu ele usando uma varinha no Nott.
— Mione, porque você não usa a varinha em vez de ficar sujando a mão com giz. – sugere Rony esparramado na poltrona folheando arquivos.
— Eu gosto de escrever usando a mão. – responde Hermione sem se virar. – Família de Gladstone não sabe sobre o motivo do dinheiro e nem a família do Malfoy. O que Malfoy pagava? Alguém está mentido? Seria Draco Malfoy o assassino de Gladstone? Se não, por que ele fugiu? Onde ele está?
Hermione se afasta do quadro olhando satisfeita para o seu trabalho de transformar a sala de estar de Harry em uma sala de investigação organizada.
— O que mais? – pergunta ela.
Harry lê as informações escritas por Hermione no quadro. Ele não pode negar que o sistema dela, com fotos alinhadas e um mapa mental para destacar informações importante é muito mais fácil de visualizar tudo.
— Ah, como Malfoy ficou sabendo que era um suspeito mesmo? – Hermione encosta o giz na lousa pronta para anotar.
— Harry soltou a língua para Parkinson quando foi interrogá-la. – esclarece Rony.
— Eu não soltei a língua, era minha estratégia. – defende-se Harry. – Só que deu errado.
Harry teve que contar para Rony e depois para Hermione sobre sua desastrosa tentativa de interrogar Parkinson, afim de que fizesse sentindo na hora que ele acusou Parkinson de ter sido a informante que avisou Malfoy sobre a acusação. É claro que ele ocultou alguns detalhes da discussão, do motivo de ela está fazendo em sua casa num horário tão tarde e outras coisas.
— Uma estratégia ruim. – Hermione escreve no quadro o nome da Parkinson. – Você não pensou em nenhum momento que ela poderia contar para ele depois. Eu sei que eles hipoteticamente não estavam se falando, mas ela poderia mandar uma carta.
— Sim, eu pensei. – mente Harry. — Olha, eu sei que foi uma estratégia ruim. E a única maneira de concertar isso, é encontrar eles. Por que você colocou um ponto de interrogação? Eu tenho certeza que foi ela que contou para ele.
Hermione se afasta da lousa.
— Tudo é só suposição, Harry. – explica ela. – Não temos provas.
— Ela deu testemunho contra o próprio pai para Gladstone, mas deu um testemunho a favor do Malfoy. – conta Harry. – Você acha que ela não contaria para ele sobre acusação? E coincidentemente um dia depois que contei para ela sobre a acusação, os dois desaparecem ao mesmo tempo. Isso não é indicativo suficiente que foi ela que contou?
— Eu não sabia sobre o pai dela. – Hermione anota na lousa as informações adicionais. — A gente está considerando a Parkinson como cúmplice do assassinato? Ou só a delatora? Que provas temos? Que motivos ela teria para matá-lo?
— Os dois, embora ela parecia não saber quando contei. Talvez ela saiba fingir muito bem. – relembra Harry a feição contida de surpresa dela. – E se levarmos em conta o passado dela com o Gladstone, o possível motivo seria se vingar pela prisão do pai dela.
— Por que você foi interrogar ela, mesmo? – Hermione bate o giz na lousa esperando. – Sobre o caso do Malfoy.
— Porque ela tinha tido contato com o Malfoy uns dias antes. – responde Harry. – Então, eu pensei que talvez ela pudesse saber de algo já que também foi o Gladstone que prendeu o pai dela.
— Como você soube que ela tinha tido contato com Malfoy, mesmo? – pergunta Rony virando a página do arquivo preguiçosamente.
— Vocês esqueceram que eu vigiava ela por causa da fuga de Azkaban, eu vi os dois conversando no dia que a Hermione recebeu o livro de presente, por isso que fui embora mais cedo. – conta Harry com calma. – Eu segui os dois e depois invadi o apartamento dela para questionar sobre esse encontro na calada da noite, já que ela havia me informado que eles não tinham mais contato e foi quando ela me contou que tinha sido atacada pelos parceiros de negócios do Nott. Eu prendi os bruxos logo depois...
— Você invadiu o apartamento dela? – interrompe Hermione perplexa.
— Ela foi atacada? – pergunta Rony confuso. – Por isso que tinha sangue no apartamento dela?
— Não, isso foi antes. Ela foi atacada depois da internação do Nott, antes da morte dele. – responde Harry.
— Ah, eu pensei que o sangue no apartamento fosse do ataque. – explica Rony. – Eu ainda não entendi o sangue no apartamento.
A fala de Rony faz Harry ficar pensativo.
“Como estivesse fugindo de algo.”
“Talvez ela esteja no Rio Tâmisa ou quem sabe num cemitério clandestino. Depois de seu grande feito, contando sobre os negócios do Theo, alguém deve ter ficado bravo.”
Harry estuda as setas, riscos e as fotos no mapa mental de Hermione e repasse tudo em sua mente. E se...?
— Será que ela foi atacada de novo? – especula Harry. — Eu prendi os bruxos, mas e se houvesse mais ou aqueles que eu prendi se comunicaram com os outros...
Harry agarra o arquivo de Parkinson folheando as anotações que fez.
— Por que teria sangue no apartamento se ela só estivesse fugindo com o Malfoy? – Harry se aproxima do lousa. – O auror disse que parecia pelas pegadas que ela estava fugindo, e se ela estivesse realmente fugindo de alguém.
“Eu pedi para que Blásio fosse se encontrar comigo porque eu tinha sido atacada... mas Draco foi no lugar dele.”
Hermione e Rony estão encarando perdidos a lousa tentando compreender o raciocínio que levou Harry a essa especulação.
Rony levantou um questionamento que Harry não havia feito até o momento. A primeira coisa que passou pela sua cabeça quando Parkinson desapareceu e que ele ainda acredita ser o caso, é a sua fuga com o Malfoy. E se isso não tivesse acontecido, e se ela tivesse sido atacada ou sequestrada.
“Tinha sangue no apartamento dela.”
Harry passa a mão na boca quando começa a andar de um lado para o outro pensando.
E se talvez ele tivesse tão cego por suas opiniões e rancor que nem analisou a situação como um verdadeiro investigador, um verdadeiro auror, averiguando todas as possiblidades antes de confirmar algo.
— E se talvez ela não tenha fugido com Malfoy. – constata Harry sentindo um arrepio no corpo.
— O quê? – pergunta Rony. — A sua teoria toda está baseada que ela fugiu com ele.
— Então não foi ela que contou para o Malfoy sobre a acusação? – questiona Hermione atrapalhada com a especulação aleatória de Harry.
— E se depois que ela saiu daqui, depois que eu a interroguei ela foi contar para o Malfoy e foi atacada ou sequestraram ela. – teoriza Harry voltando para lousa. – Só calhou que ela e o Malfoy desapareceram ao mesmo tempo, uma coincidência.
— Espere, você interrogou ela aqui? – interrompeu Hermione erguendo a mão. – Você não deveria ter interrogado ela no Ministério?
A mente de Harry trava quebrando a sua linha de raciocínio por causa pergunta dela.
— Eu estou perdido. – revela Rony. – Depois que você declarou a prisão do Nott a Parkinson foi atacada por uns bruxos que estavam relacionados com o Nott e o Dragão dourado e você prendeu eles. Nisso, você ficou sabendo que ela tinha tido contato com o Malfoy e foi por isso que você interrogou ela quando Parvati o acusou de enfeitiçar o Nott.
Harry assente voltando-se para os amigos.
— E você está supondo agora que ela foi atacada de novo depois que foi contar para o Malfoy sobre a acusação? – questiona Rony. – Por causa do sangue dela encontrado no apartamento.
Harry penteia o cabelo com a mão começando a se sentir ansioso com tanta informação que ele está tentando alinhar.
— Trabalhamos juntos no caso do Dawlish que levou até o Nott que foi internado naquele estado. Antes de ele morrer no St. Mungus, ela foi atacada. — resume Harry rapidamente. – Foi no dia que ela foi atacada que descobri sobre o encontro entre ela e o Malfoy, ela esperava o Zabini, mas o Malfoy foi no lugar dele. Como eles haviam tido contato, eu fui interrogá-la para saber se ela sabia de alguma coisa sobre Gladstone, se Malfoy havia comentado algo.
— Estou começando a ficar com fome. – boceja Rony massageando a testa. – Harry, pede para Monstro trazer alguma coisa para gente comer.
— Monstro. – convoca Harry.
Ele se senta no sofá folheando o arquivo não sabendo o que realmente procura, ele está ciente que nada foi acrescentado desde da última vez que ele olhou, mesmo assim espera que algo que passou despercebido surja. Quando está no final do arquivo encontra a carta que Parkinson havia mandado para o chefe da Comissão de poções.
Monstro aparata na sala.
— Me chamou, Mestre? – pergunta ele.
— Faça algo para comer. – solicita Harry sem tirar os olhos da carta.
— Por favor. – completa Hermione.
Monstro resmunga algo antes de sumir.
— Recapitulando. – pede Hermione. – Você começou vigiando ela, depois os dois trabalharam juntos no caso do Dawlish, ela foi atacada e agora desapareceu. E você acha agora que o motivo do desaparecimento dela seja por causa do caso que vocês trabalharam juntos? Então, você não está mais acusando ela de ser cúmplice no assassinato do Gladstone?
— Então é melhor passar o caso dela para outro auror investigar, Harry. – aconselha Rony. – E focar só no caso do Gladstone que pode ou não estar ligado com o assassino da marca negra e que pode estar ligado com a fuga de Azkaban.
— Eu acho melhor. – Concorda Hermione.
Harry lê os arquivos e a carta dialogando consigo. Por que ela enviaria a carta? A carta está escrita na caligrafia dela?
Harry agarra a ficha de testemunho dela contra o pai e compara com a assinatura da carta. As duas são idênticas.
Será que ela foi atacada e fugiu por causa do ataque? A carta é uma tentativa de não ser encontrada pelos bruxos que a atacaram?
Alguns fatos estão registrados, a mãe dela não está doente, Pansy nunca chegou até a casa da mãe dela e o sangue no apartamento pertence a ela que por dedução do auror seria de uma queda acidental, ocasionada numa tentativa fuga.
Ela teria tentando fugir e foi pega fora do apartamento? Será que ela foi obrigada a escrever a carta para não pensarem que ela desapareceu? Assim, não levantaria suspeitas.
— Não! – nega Harry veemente.
Rony e Hermione param com suas divagações e o encaram.
– Sobre ela ajudar no assassinato do Gladstone foi uma suposição mais aceitável por causa do passado dela com Gladstone e o Malfoy. – afirma ele. — No entanto, eu não levei em consideração os bruxos que atacaram ela antes. Se ela foi atacada novamente e fugiu com medo de ser atacada de novo, ou e se eles a sequestraram? Não importa qual seja as opções, é minha obrigação encontrá-la.
Na sua curta experiência de auror, sequestro sempre é seguido de um pedido de resgate ou morte. A segunda opção ele nem quer pensar.
Ele deve estar parecendo bem paranoico agora. Tudo de sua teoria pode ser real, ao menos que ele obtenha provas que comprovem o contrário.
— Eu só vou ter que falar novamente com o Zabini, ele não parecia preocupado porque talvez ele achasse que os dois fugiram juntos, como eu também achei. – continua ele.
— Ou talvez ela tenha realmente fugido com o Malfoy. – adiciona Rony indiferente. – E comunicou isso para Zabini, por isso ele não estava preocupado.
— E se ela não estiver com ele?!– insisti Harry irritado. – E o sangue no apartamento dela não for de uma queda acidental? Ela pode estar no estado no Nott, sendo torturada ou morta. E isso seria por minha culpa, já o ataque que ela sofreu foi por causa da ajuda dela na investigação de Dawlish. Eu tenho que encontrá-la.
Ele teria que ir falar novamente com Zabini, enviar uma carta para a mãe de Parkinson, investigar novamente o apartamento dela e dar uma visita aos bruxos que a atacaram na primeira vez. Ele vai precisar ter provas concretas que descartem toda essa teoria para que ele desista.
— Por que você trouxe a Parkinson para interrogar aqui, Harry? Você não traz ninguém além de mim e de Rony. – Questiona Hermione. – E por que você invadiu o apartamento da Parkinson?
Harry abre a boca desacreditado com a questão irrelevante para o momento.
— E qual é a relevância disso? – exclama ele.
— No dia que eu avisei sobre o ensaio do casamento pela rede de flu, eu ouvi vozes, especificamente uma voz feminina. – continua Hermione com os semicerrados de desconfiança. – Era ela que estava aqui, não é? Era muito tarde para você estar em horário de trabalho e porque ela viria aqui para ser interrogada num horário tão tarde da noite?
Hermione lança uma olhada rápida para Rony antes de prosseguir.
— Você por acaso estava tendo um caso com ela?
Harry congela não fazendo ideia do que responder. Como ela havia chegado a essa conclusão?
A entrada de Monstro com as bandejas de comida o salva da necessidade de uma resposta imediata.
— Aqui está, Mestre. — fala Monstro colocando na mesa de centro.
Hermione continua fitando Harry seriamente que não desvia o olhar.
— Então, Harry, sobre a Parkinson? – persisti ela.
— A senhorita Parkinson virá? – interrompe Monstro com os olhos se arregalando. – Monstro não foi avisado sobre a visita da senhorita Parkinson, faz tempo que ela não vem. Monstro tem que se arrumar para recebê-la. Monstro deverá preparar a bebida que ela gosta? Preparar o quarto?
Harry não consegue se impedir de fechar os olhos.
— Não acredito. – murmura Rony rindo.
— Não, Monstro ela não virá. – avisa Harry o dispensando com aceno da mão. – Obrigado pela comida, pode se retirar.
— Depois disso, eu vou comer. – Rony começa a se servir depois que Monstro saí.
Hermione está com os braços cruzados e censurando Harry com aceno negativo da cabeça.
— Das coisas mais estúpidas, essa é a pior! – briga ela com a voz aguda. – Dormir com a bruxa que tentou te entregar ao Lorde das trevas e que você estava incumbido de vigiar para o Ministério, a qual você presta serviço. Aliás, você deveria ter passado o trabalho de vigia para outro auror a partir do momento que se tornou chefe. Isso é completamente antiético! Harry Potter, seu idiota! Seu...
Hermione está para continuar com seu sermão após tomar fôlego quando Harry decide cessar.
— Sim, eu estava dormindo com ela. – confessa ele finalmente com peito estufado. – Agora podemos retomar ao que é importante.
— Não, eu ainda quero xingar você! – braveja Hermione. – Rony, você sabia alguma coisa sobre isso?
Rony para de comer e olha para eles.
— Eu prefiro não me meter nisso. – admiti ele antes de se dirigir a Harry. – Eu espero que você mesmo conte sobre isso para Gina.
Harry agora se sente constrangido. Não é da conta de Hermione ou de Rony sobre quem ele traz para sua cama, porém contar para Gina será uma história completamente diferente. Ela não poderá ficar brava com ele já que eles estavam dando uma pausa em seu relacionamento, quem sabe até ela teria tido algum caso nesse meio tempo, e a ideia incomoda um pouco Harry. Ele não tem que pensar nisso agora!
— Hermione, não faz diferença nenhuma agora se eu estava dormindo com ela ou não. – expressa Harry. – O que importa realmente é a investigação.
— Ótimo, vamos voltar para investigação. – Hermione agarra o giz. – E vamos fingir que você não estava de caso com a bruxa que você investigava para ao Ministério e que tentou te entregar para o próprio Lorde das trevas, a filha de um apoiador do Lorde das treva e fugitivo de Azkaban. Só me pergunto como você pode reclamar do Ministério escondendo coisas de você quando você faz o mesmo.
Harry se encosta no sofá soltando um longo suspiro.
— Ficar me criticando por uma coisa que já aconteceu não vai fazer diferença nenhuma! – diz ele. – Então podemos esquecer isso e voltar para investigação? Voltar para como vamos encontrar o Malfoy.
— E a Parkinson. – joga Hermione raivosa. – Você ainda tem que encontrar ela.
— Sobre a Parkinson, eu vou resolver. – Harry afirma. – Sobre o Malfoy, temos que comprovar se ele lançou um feitiço novo para não ser encontrado ou se ele lançou o feitiço fidelius. Temos que pensar em formas de quebrar um feitiço novo ou em quem seria o fiel do segredo. Além de descobrir o motivo do corpo do Goyle estar enterrado no cemitério da Mansão Malfoy.
Hermione fica em silêncio recusando a falar. Harry entende por um lado o motivo de ela ficar brava, não é ético ele dormir com bruxas que ele vigia, mas ele não acha que ela tem o direito de ficar com raiva já que se o seu caso casual com Parkinson viesse a público ele que sofreria as consequências, não ela.
— Eu pensei nos pais do Malfoy, talvez eles saibam de algum feitiço que Malfoy vinha trabalhando, ou podem ser os fiéis do segredo. – continua Harry ignorando o silêncio de censura dela. – O problema é que eles nunca falaria por vontade própria e então nunca conseguiremos encontrá-los.
— Não se a gente ameaçar mandá-los para prisão ou usar a veritaserum neles. – indica Rony mastigando.
— Eu pensei no Blásio Zabini. – presume Harry. – Eu falei com ele no dia da despedida de solteiro. Ele disse que não sabe de nada.
— É claro que ele falaria isso. – debocha Rony.
— Eu acho que o Malfoy não seria tão previsível. – deduz finalmente Hermione pondo-se em frente a lousa novamente. – Se ele lançou o feitiço Fidelius ele próprio seria o fiel, como Astória. Também penso isso sobre a criação do novo feitiço, ele não seria previsível.
— Eu também pensei nisso. – concorda Harry recebendo a atenção dela.
— Eu ainda não acredito que Malfoy tenha a capacidade de criar um feitiço complicado. – comenta Rony pegando o copo de suco. – Talvez tenha sido a Greengrass. Droga! Harry, isso era importante?
Rony mostra o pergaminho que os Greengrass deram para Harry, que agora está com uma mancha molhada e redonda do copo.
— É o endereço que os Greengrass deram para mim. – fala Harry.
Rony olha para o pergaminho.
— Só manchou a parte do brasão. – fala ele. — Mione, esse brasão não é parecido com que tem no livro que você ganhou? Eu vi uma vez de longe e é parecido.
— Não aquele brasão é da família Malfoy, esse é dos Greengrass. – responde Hermione simplesmente escrevendo na lousa sobre Harry e Pansy terem um caso.
— Você ganhou um presente da família Malfoy?! – exclama Rony indignado.
Hermione se vira para eles para encontrar os dois a encarando.
— Eu...- começa ela hesitante. – Eu ganhei o livro do Draco Malfoy.
— Por que ele te daria um livro?! – Rony pergunta se levantando.
— Pelo jeito, não era só eu que estava guardando segredos. – resmunga Harry.
Hermione coloca as mãos ao lado do corpo mexendo no giz nervosamente.
— Ele me presenteou depois que ele contratou a elfa para cuidar da Greengrass e... – Hermione trava o olhar no chão.
Hermione parece estar lendo algo no tapete da sala de estar de Harry.
– Elfos são criaturas muito leais. — sussurra ela.
Harry e Rony ficam confusos vendo ela falando sozinha.
— O quê?! – questiona Rony.
— Harry, você tem o testemunho da elfa aqui? – pergunta ela dirigindo-se para ele.
— Sim, por quê? – Harry vai para a pilha de arquivos.
— A elfa foi a última a vê-los, não é? – confirma ela. – Quando eu pedi para Malfoy pegar o livro de volta ele disse que elfos são criaturas fiéis, mesmo que eles estivessem pagando por seus serviços. Ela contou para ele que o Ministério estava o vigiando usando ela como intermédio.
Hermione abre o arquivo “Draco Malfoy/ assassinato no St. Mungus” que Harry entregou e passa o dedo lendo rapidamente as informações.
— A gente tem falar com ela de novo. – avisa Hermione. – Talvez ela saiba mais do que disse. Eu só tenho que ver em que casa que ela está trabalhando ou se voltou para o instituto.
Hermione devolve o arquivo para Harry e corre para sua bolsa tirando um grosso livro.
Rony franze o cenho para Harry.
— Deixe me ver. – Hermione folheia rapidamente o livro que parece ser de registros até encontrar o que quer. – Aqui, ela foi contrata quando eu fui viajar para lua de mel e ela está trabalhando para.... Ada Zabini.
Harry solta uma risada cínica jogando o que tinha em mãos na mesa.
— De qualquer forma irei ter que falar novamente com o Zabini. – aceita Harry. – Isso com toda certeza não é uma coincidência.
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