A mais Bela Flor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Quando era pequeno adorava flores. Elas fazem-me sentir bem, relaxado. Não sei o que mais gosto nelas, o cheiro ou a beleza. Elas tem um cheiro tão simples e complexo ao mesmo tempo . Quando as cheirava não importava o quão deprimido estava aparecia um sorriso nos meus lábios. A beleza delas é única no mundo . Elas são tão frágeis , que parece mentira o facto de estarem vivas. Isso era o que mais adorava nas flores do jardim do palácio, quando era apenas um filhote.
Depois dos treinos ia sempre belas, as minhas belas flores. No jardim aviam de todo o tipo, narcisos , campainhas, margaridas, dálias, crisântemos ,copos de leite ,rosas de diversas cores ,lírios japoneses e encostados aos muros alguns girassóis, mas as minhas preferidas eram as flores de sakura. Estas flores estavam perfeitamente organizadas de forma harmoniosa. Eu gostava de me sentar em baixo de uma arvore de sakura e ler, enquanto observava as belas flores ,e ademito que também gostava de observar Sakura-san, a humana que tinha a tarefa de cuidar as flores . Embora não me agrade admitir essa humana, era para o meu pequeno coração a mãe que nunca tive. Quero dizer tenho mãe, mas esta não era a mãe que eu desejava ,nunca me chamou de “filho” era apenas “a criança” ou o “herdeiro de Inu no Tashio” . Gostava da sua amabilidade, da forma como tratava as flores e me sorria, como eu disse ela era a mãe que eu nunca teria .
Minha ,verdadeira, mãe não entendia como o “ herdeiro do grande Inu no Tashio” podia gostar tanto de um ser tão frágil e banal como essas flores. Mas para mim isso não importava, pois esses seres “frágeis e banais” eram o meu mais belo tesouro.
Mas um dia , no final da primavera, tinha acabado de cumprir 7 anos , o palácio foi atacado . O meu pai ,Inu no Tashio , derrotou os intrusos em menos de nada , com uma rapidez que me surpreendeu. Era apenas uma criança e apesar de sempre ouvir sobre os feitos do meu pai , nunca o tinha visto em acção .
Do nada senti um cheiro a queimado vindo do meu jardim. E então como se o meu corpo se move-se sozinho foi a correr em direcção do meu jardim. Quando lá cheguei o meu coração encheu-se de diversos sentimentos: pena, tristeza e medo, de ver arder aquilo que mais gostava neste palácio onde tudo esta no seu lugar, onde tudo esta tão prefeito. O meu jardim estava a arder perante os meu olhos e eu não fiz nada a penas fiquei parado a ver. Então algo me ocorreu a essa hora do dia Sakura-san estava a cuidar do jardim. Com os meus pequenos olhos procurei-a , enquanto rezava para que esteve-se bem. Então encontrei-a , deitada a sangrar num lugar perto das arvores de Sakura , enquanto estas eram devoradas pelas chamas. Aproximei-me ela ainda respirava, embora com muita dificuldade. Olhou para mim e disse, com uma voz fraca :
- Perdoa-me , mas não as consegui proteger …- fez uma pausa enquanto tossia sangue -… as tuas belas flores. — e no final desta frase ela morreu.
Embora as duas coisas que eu mais amava neste lugar, onde é tudo tão perfeito, tivessem morrido mesmo a minha frente ,a verdade é que , eu não derramei uma só lágrima. Fiquei apenas a ver tudo ser sucumbido pelas chamas ate o corpo daquela que eu gostava de poder chamar “mãe”. Do nada senti um toque no meu ombro , virei-me lentamente para traz e vi quem era. Era o meu pai , com uma expressão na cara um pouco triste. Sorriu amavelmente e disse :
- Não te preocupes , Filho . Mandarei que façam outro jardim ainda mais bonito para ti – sei que ele sabia que isso não resolveria o problemas , mas era a única coisa que ele podia fazer por mim.
Nessa noite não comi muito bem e foi-me deitar mais sedo, na verdade era a minha hora de deitar eu é que ficava acordado ate tarde.
Na manha seguinte, durante o pequeno almoço ,o meu pai não se encontrava, tinha ido resolver uns assuntos em relação ao ataque da tarde anterior. Apenas era éramos eu e a “minha mãe” estava tudo no mais completo silencio ,não pelo que se passou mais sim porque ela não gostava muito de falar e quando o fazia era só para se queixar ou ser cínica. Ela olhou e disse:
- Entendes agora que as flores são inferiores e demasiado frágeis, assim como os humanos certo?
- Sim, minha mãe
Sim, agora entendo as flores e os humanos não frágeis , são inferiores . Podem ter beleza mas no final a primavera sempre ficam murchas. E aquelas que morrem antes disso são as mais inferiores , pois nem sequer chegaram a viver . Sim agora entendo.
Notas finais
Este é o primeiro capitulo, da minha primeira fic. Espero tenham gostado.
Por favor comentem!
E muito obrigada por lerem!
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