A magica do amor
6 Capítulo 6 - Angustia
Notas iniciais
[...]
Veigar foi arremeçado para fora do quarto de Lulu por Pix e seus feitiços, as janelas e a porta foram trancadas por mágias para que dessa vez ninguém pude-se tirar seu sussego.
Sua noite foi agonizante, tristeza misturada com a canrência da madrugada. A menina se deitou, abraçou o travisseiro e começou a chorar durante horas, até pegar no sono e seus nervos e mente se acalmarem.
Amanheceu, uma manhã comum, chuvosa e com o clima bem cinza. No jornal do pequeno vilarejo já dizia que viria uma massa de frente fria durante uns 3/4 dias, e depois voltaria ao clima normal.
– LULU! Venha tomar o café que a Poppy nos preparo! — Corki bateu gritando na porta da jovem.
– Lulu, se você não tomar o café da manhã irá enfraquecer! — Quinze minutos depois, Heimer insistiu em chama-la. Nenhuma resposta da pequenina.
– Toc Toc! — Ziggs bateu. — Era pra dizer quem bate! — Força a fechadura. — Lulu, vou quebrar a porta, já são uma hora da tarde e você não deu sinal de vida! — O rapaz tenta quebrar o trinco, até mesmo com sua bomba, e nada.
– Ziggs... A porta está com um feitiço... Nada irá abrir! — Tristana aparece do lado.
– Ela pode estar morta... — Se aproxima da garota meio descontrolado.
– Não fale besteira! Além do mais, se ela estivesse morta, seu feitiço pararia de funcionar!
O dia se passou rápido como um passe de mágica...
– UHUUUUUUUU! Poppy você foi incrível no top. — Ziggs berrou, enquanto Lulu fez um feitiço para poder enxerga-los.
– Nosso inimigo morreu com honra, e nós, ganhamos nossa vitória! — Corki disse com um copo de chop na mão prestes a brindar.
– É mesmo, dei meu melhor! — Poppy respondeu com um sorriso no rosto, todos pegaram seus copos e beberam até cair, principalmente Veigar.
– Está de parabéns, Poppy. — V disse erguendo a taça.
De madrugada, o sereno estava começando a gelar, Lulu pegou seu cajado encostado na parede, saiu pela janela apenas de camisola.
" Por causa do orgulho e arrogancia desses Yordles que me fizeram chorar quando criança, eu não vou abaixar minha cabeça de novo... Vou treinar, aprender feitiços novos... Eu vou ficar forte faze-los calar a boca!"
– Vamos Pix, jogue a mágia mais forte que você conseguir em mim!
–Devo registir tudo! — Lulu gritou em posição de defesa. — Meu coração dói...
Passaram mais alguns minutos , treinando e treinando... A jovem se cansou e sentou em uma rocha.
– Por que dói tanto Pix? Nunca senti isso antes... Espera... QUEM ESTÁ AI? — Pergunta apontando seu cajado para uma árvore. — Sinto sua presença... Saia!
– Desculpa estar te espionando assim... Ouvi os gritos e explosões lá de casa e não pude conter minha curiosidade... — Tristana saiu de trás da ávore, com um pedaço de bolo.
– Não foi nada... — Enxuga as lágrimas tentando desfarsar.
– O que aconteceu Lulu? — Se aproxima.
– Erm... — Mesmo não confiando em Tristana, ela não consegue se controlar, teve que desabafar, chorou e contou o que estava sentindo.
– Sabe Lulu... Essa dor... É de paixão! — Tristana abraça a jovem que soluçava.
– P-Paixão?
– Sim... Lembro quando criança,você se isolava dos outros, e tinha seu mundinho, então acho que você nunca sentiu isso.
– Paixão dói?
– Na verdade, paixão é uma coisa gostosa de sentir! — Sorri. — Quando você vê aquela pessoa, sente um arrepio, parece até que está com borboletas na barriga! Mas, quando não é correspondida dói... Demais!
– Minha mágia fica fraca por causa disso? — Enxuga as lágrimas.
– Eu tinha uma avó, e ela era feiticeira, eu lembro que ela sempre dizia que a verdadeira mágia era sempre movida pelo amor e nunca pela tristeza! Amor é um sentimento fortem, que move o mundo!
– É uma linda frase...
" Pensando bem... Quando eu era criança, sentia algo assim pelo Veigar e com mais ninguém... Era tão gostoso, mas nunca me liguei que poderia estar apaixonada... Achei sempre que era um sinal de confiança ou algo do tipo. "
– Bom... Em relação a Poppy... Ela é uma boa amiga, mas só pensa em si, ajuda e é legal apenas com quem ela gosta!
– O que eu fiz para ela não gostar de mim?
– Nos primeiros anos que começamos a frequentar a escola de Bandle City, ela se apaixonou pelo Veigar, pelo motivo dele não dar bola para ela. Sabe como é ela, gosta do dificil desde criança! E você era a única que ele se aproximava e era gentil...
– Nunca imaginaria que era por causa disso...
– Sim e ela no fundo te culpa do desaparecimento dele...
– Mas como assim... Me culpa?
– Pois é, nem eu que sou amiga há tantos anos entendo ela...
Uma semana depois disso passou, Lulu começou a sair do quarto e a falar com Heimer, Ziggs e Corki, mas não com tanta frequencia. Já Veigar e Poppy, ela nem chegava a olhar em seus rostos. E assim foi sua nova rotina, todos os dias de madrugada saia escondido treinar e fortalecer sua mágia. Mas não imaginou que estava passando dos seus limites.
Todos novamente foram para mais uma batalha semanal, Lulu ficou sozinha cuidando da casa, e Pix foi na cozinha lavar a louça que deixaram.
" Bom, essa é minha chance de deixa tudo isso aqui brilhando e sem nenhum grão de pó! Fazer a melhor janta que eles já comeram também!"
– Pix? — Para de varrer a casa e olha para todos os cantos.
" Estranho... Estou sentindo uma presença... Será que é Pix me pregando uma peça?"
Quando se aproximou do corredor, as portas dos quartos estavam com uma aura azul escura nos trincos.
– Mágia? — Lulu recuou andando de costas.
– Penso que ia conseguir me evitar por muito tempo? — Da uma gargalhada no ouvido da menina.
– V-V! O que você está querendo dizer com isso? — Se afasta.
– O que aconteceu com a Lulu? Pelo que te conheço ou você ia quebrar a magia que te prende nessa casa, ou iria me atacar! — Vai se aproximando com um sorriso sárcastico.
– N-Não quero gastar minha magia com pessoas falsas que nem você!
– Hum... Você está meio verde... E sua cor normal é roxa! — A empurra contra a porta.
– É a lu-luz! — Tenta empurra-lo.
– Quero que você volte a falar comigo direito! — Usa uma magia para abrir a porta e em seguida joga a jovem contra cama e sobe em cima.
– V!!!!! O que você vai fazer? — Se debate. — ME SOLTA!
– Para de se mexer! — Tira seu vestido, apenas deixando-a de roupa intima.
– PARA O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO. — Sua força estava cada vez mais fraca.
– Penso que ia esconder seu braço por muito tempo... — Passa a mão onde está o roxo da pancada que levou de Poppy. — Você não passou rémedios?
– Não... — Deixa o rosto virado, tentando não olhar para o rapaz.
– Ah Lulu... — Abraça a pequena bem forte. — Me desculpe ... Deveria ter te protegido!
" Foi a cena mais fofa que vi vindo do V... Ele estava me abraçando tão forte, que passou uma sensação de conforto e segurança... Quando me afastei um pouco e deu para perceber as manchas de lágrimas em sua mascara. Confesso que não segurei o choro."
– Lulu, porque está chorando? Está com dor? — Coloca a mão no rosto da menina.
– Um pouco... — Desmaia.
É, a Yordle estava fraca demais que acabou desmaiando, a batida que levou do martelo de Poppy, inflamou por dentro por falta de cuidados. E como estava esgotada demais de tanto treinar, sua imunidade abaixou, deixando a inflamação ir pro sangue, seu estado estava extremamente grave, V correu chamar uma curandeira na cidade vizinha.
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