A magica do amor

4 Capítulo 4 - O velhote que é novo


O novo dia estava ensolarado, borboletas voando, passarinho cantando, típica primavera.

– ZIGGSSSSSSS!!! PARA PORFAVOR!!! — Lulu gritava se rolando na grama na frente de casa, com as mãos no ouvido, fazendo a maior birra.

– Mais Lulu, você tá bem crescida, tem que saber dessas coisas... Os homens quando veem a mulher, sentem atração, e quando chegam perto tem vontade de... — E tentava explicar Ziggs, com as bochechas vermelhas, suando frio e um pouco sujo de pólvora.

– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAO QUERO MAIS SABER! — Os olhos da Lulu encheram de lagrima. — CHEGA CHEGA!

– Mais o que está acontecendo? — Heimer disse acompanhado pelo garoto misterioso.

– Você que me forçou falar disso com ela! — Ziggs gaguejou.

– Venha, preciso de sua ajuda com uns experimentos... — Os dois entraram dentro da casa.

– Agora sua inocência se foi um pouco né... — O menino se sentou do lado dela na grama rindo.

– AHHHHH, eu estou morrendo de vergonha, PREFERIA NUNCA SABER DISSO! — Fica mais corada. — Já que não quer me falar seu nome, como posso chama-lo?

– Hum... Pode me chamar de V. — Começa a limpar seus equipamentos. — Ah, obrigado por salvar minha vida, novamente!

– Não a de que, V. — Sorri.
– Eu não sei por que ultimamente ando tão fraco na batalha... Andei treinando tanto.

– Você é um yordle não é mesmo?

– Sim... Eu sai da cidade quando pequeno...

– Hum... Aqui todos nós saímos ou fomos expulsos... Sinto tanta saudades de lá... — Os olhos de Lulu enchem de lágrimas.

– Sinto muito, o povo de lá realmente são estressados. — Se aproxima da garota e meio que abraça. — Não sinta falta de lá, você vale mais que todos eles!
– O-Obrigada... — Ela enxugou as lágrimas e sorriu.

– Erm... — Fica corado e se afasta. — Não posso abraçar você!

– Por causa do que Ziggs disse?

– Não, porque sou do mal!

" É, depois que sai do quarto, Ziggs me deu uma bela patada dizendo para não tentar nenhuma gracinha novamente com a neta dele, achei bem estranho."

– DO MAL? — Coloca a mão na barriga e começa a dar altas gargalhadas.

– Eu sou mal! Pare de rir!

– Ta bom, ta bom , senhor maligno, venha, preciso fazer almoço pros meus três avôs!

– Três? Que eu saiba, um aparenta ser só um pouco mais velho que a gente...

– ÃM? — Arregala os olhos e fica espiando os três senhores pela porta. — Como assim...

– Repara o Ziggs quando tirar os óculos, você é tão bobinha Lulu...

Quando Ziggs tiro os óculos e colocou a cima da cabeça, deu para reparar melhor sua fisionomia, afinal, sempre está com o óculos e sujo de pólvora, nunca deu para reparar seu rosto.

– Nossa... Ele é... Bonito... — Cora.

– Nem é, cala boca. — Veigar encara Lulu.

– O que estão cochichando? — Heimer pergunta rindo.
– Nada. — V responde enquanto Lulu fica muda de tão vergonhada perante Ziggs.

Lulu fez o almoço como sempre, com todo o carinho as maiores delicias de seu livrinho de receita, a comida foi servida, todos se reuniram na mesa, e a menina ainda não o parava de encarar.

– Heimer, olha o que você fez acontecer! — Aponta Lulu. — Agora ela está com trauma de mim, não para de me olha estranho.

– Ou é porque ela descobriu que você não tem idade pra ser avô dela. — Veigar ri.

– Fica quieto V. — Vira o rosto para o prato com as bochechas avermelhadas e segurando o garfo com força e com a outra mão enrolando seus sedosos cabelos roxos.

– É verdade, Ziggs é alguns anos mais velho que você pequenina... Só que se acha um velhote como a gente... Muitos confundem pela sua vós ou mentalidade. — Corki responde com um sorriso. — Vocês até poderiam casar!

– CORKI! — Ziggs fica super acanhado que mal consegue pensar nas palavras que estava falando. — Minha idade não importa, menos estranho então pra você Lulu, ser minha irmã caçula?

– Sim. — Sorri. — V, a comida está com gosto ruim ? Você está com uma cara que comeu algo estragado...

– Não. — Veigar não mudou a expressão do rosto, continuou fuzilando Ziggs com os olhos.