A lenda de Alice

6 Capitulo 6: Senta que lá vem historia


Notas iniciais
Olá imortais, esse capitulo é um pouco maior do que estamos acostumados, muita historia bem interessante para vocês. Boa leitura.

~(Alice)

Entramos no portal a primeira coisa que vejo é uma forte luz branca, parece que estamos em um jardim ou coisa do tipo, é bem bonito tem flores para todos os lugares e estátuas de grama com varios formatos: criaturas, pessoas, objetos. Uma me chama a atenção, a de uma garota com um menino uns 3 anos mais velho que ela, parece muito com o garoto do meu sonho mas nessa estátua ele está diferente: aqui ele parece confiante, focado e com uma das mãos levantadas mostrando que ele está obstinado e em meus sonhos ele estava: confuso, com medo, sem esperanças.

–O que foi Alice? Algo de errado?- Raven me pergunta curiosa e tentando se arrumar, ela está toda suja e desarrumada.

–Ah nada, só achei interessante essa estátua, quem são esses garotos?- olho para ela esperando a resposta, ela olha diretamente para algum lugar, seus olhos brilham um pouco e ela fica parada por uns 4 segundos.

–Essa garota...é....você, e esse garoto é, quer dizer, era seu irmão.

–Como assim eu? Meu irmão? Você está pior que minha avó- eu falo me recuando e encarando ela.

–Eu te explico depois, mas agora vamos, preciso te levar para um lugar.

–Não! Eu te conheci ontem! E eu não sou um cachorrinho que você manda eu ir a um lugar e eu vou sem problemas!- ela morde os labios e fica olhando para tudo, menos para mim.

–Até agora eu te segui sem pensar 2 vezes mas agora eu quero uma explicação!- uma mulher aparece..voando?...ela tem asas.

–Você tem razão Alice, temos que te explicar muitas coisas, mas antes venha conosco- ela tem um ar de confiança bem maior que Raven, decido acompanhar-la, até por que eu não tenho para onde correr é um jardim fechado.

Nos andamos, andamos e andamos, é um jardim enorme cheio das mais variadas estatuas de grama que eu ja vi, quase todas aparecendo a garota e o garoto. Saimos do jardim e entramos em uma floresta, pelo o que parece, e chegamos em um acampamento com varias casas de madeira no centro há um grande edifício, a Raven e a moça não deixam eu admirar a paisagem. Elas me levam para um cabananinha quando abro a porta vejo um pessoa, a mimha avó.

–Vóóó!? O que está acontecendo!?- apenas corro para ela e a abraço e depois a encaro para ela me explicar tudo.

–Raven e Sam, vocês podem nos deixar a sós?

–Claro senhora Wan, vamos ter treinamento amanhã as 8:00 horas.

–Tudo bem Raven, ela vai estar lá- elas fecham a porta e ficamos sozinhas na cabana de madeira bem arrumada.

–Vó, o que está acontecendo? Como esse povo te conhece?- falo quase chorando de tanto confusa.

–Apenas se sente Alice que lá vem...historia chinesa- quase interrompo ela porque penso:"ela vai falar sobre mitologia em uma hora dessa?" mas obedeço e me sento na primeira cadeira que vejo.

–Há quase uns 3 mil anos atrás, quando no mundo ainda não existia governos ou coisas do tipo, deuses reinavam e basicamente quem se destacavam eram os dos elementos da natureza: água, terra, fogo, entre outros..

–Quer dizer que esses caras estam atrás de mim?- me inclino me apoiando nos meus braços.

–Alice, não me interrompa, por favor. Esses deuses viviam em guerra em busca de poder e adoração dos humanos, sempre haviam uns mais fortes que outros, houve um momento em que algums deuses se cansaram de lutar constantemente...

–Deuses se cansam? Como isso? Eles não são onipotentes?

–Alice...cala a boca?- ela espreme os olhos e faz um sorriso falso.

–Está bem vó, prometo não atrapalhar mais.

–Eles decidiram formar um artefato contendo uma boa parte de seus poderes...

–Quanto?

–O suficiente para eles terem o mesmo nível de poder e além dos poderes parte da personalidade deles também foi contida lá. Esse artefato tomou a forma de um amuleto, com todos com mesmo nível de poder guerras não adiantavam de mais nada...

–Sempre daria empate no caso?

–Isso, passou-se muito tempo em paz mas em algum dia o amuleto foi roubado por homens que queriam poder. Cheios de desconfiança os deuses mais radicais começaram uma guerra.

–Mas eles não tinham o mesmo nível de poder? Do que isso iria adiantar?

–Eles sabiam que se lutassem entre si não iria adiantar de nada, então eles usaram parte de seus poderes para "controlar" os humanos e treinar-los para a guerra.

–Quer dizer que usaram os homens como arma?

–Exatamente, a guerra durou cerca de 50 anos...

–Vó eu já entendi, houve uma guerra por que queriam o amuleto de volta e tals....mas, o que isso tem haver comigo?- ela revira os olhos, toma fôlego e começa a falar novamente.

–Não eram todos que iam lutar na guerra, foram formados clãs e apenas quem nascesse nesses clãs lutavam na guerra ou seja...

–Existiam pessoas desabrigadas que sofriam com a guerra?

–Basicamente isso Alice. Quando a guerra completou 44 anos um garotinha nasceu, ela tinha irmão, mãe e pai, todos desabrigados por causa da guerra, após ela completar 14 anos seus pais são mortos e ela fica sozinha com seu irmão...

–Vó, o irmão dela tinha quantos anos?

–Ele era uns 3 anos mais velho...por que?

–Apenas curiosidade.

–Por mais incrível que pareça o amuleto caiu nas mãos do irmão dela e ele passou a usar-lo para proteger sua irmã, mas tinha um porém...

–O amuleto o enlouquecia...- falo meio deprê lembrando da expressão dele no meu sonho.

–Como sabe Alice?- ela pergunta bem curiosa, eu nunca havia contado sobre o que eu sonho.

–As vezes, em meus sonhos, eu vejo algo como "filmes" coisas bem estranhas mas a maioria eu conseguia fazer o que queria, porém desde que entrei na universidade eles ficaram "roteirizados" como se fossem...

–Lembranças?

–Talvez, nunca entendi isso mas também não ligava muito para isso.

–Alice...você devia ter me dito isso antes, talvez o ataque na sua escola não tivesse acontecido.

–Como assim? A quer saber? Eu não ligo para isso, mas ainda não entendi o porquê de estarem atrás de mim- falo me levantando da cadeirinha e me direciono para a cozinha, tambem feita de madeira.

–Não deixou eu terminar de falar, seu "irmão" não conseguia controlar o poder do amuleto e com o tempo de uso as personalidades que haviam lá começaram a controlar-lo e ele começou a enlouquecer, isso veio no pior momento possível, em um dia de sol você catava galhos para uma fogueira e acaba se encontrando com alguns soldados, você grita e o Simon vai te encontrar, quando ele te acha os homens vêem o amuleto no pescoço de Simon.

–Então eles nos atacaram?

–Sim, Simon tentou te proteger, houve uma batalha mas ele nao conseguiu te salvar, Simon ficou inconsciente e jogado muito longe e eles não conseguiram pegar o amuleto, então te levaram para que ele voltasse para te pegar. Sabendo que era caso de vida ou morte ele foi decidido a te salvar- meus olhos começam a lacrimejar talvez um sentimento reprimido, nunca tive uma relação muito forte com ninguém, mas só de falar do Simon desse jeito...

–Ele esperou anoitecer para invadir a sede deles, foi facil ele achar era algo bem alto, usando os poderes elementais ele subiu cada andar, derrotando cada soldado la presente até chegar no 23 andar, onde você estava amarrada e presa, ele fez o possivel para te soltar, te jogou do predio e você caiu em segurança garças ao amuleto que ele havia colocado em você.

–Então ele pós o amuleto em mim para que eu sobrevivesse a queda?

–Isso e após você estar a salvo ele explodiu o prédio.

–O que?- me levanto revoltada

–Ele se explodiu e ainda me deixou com o amuleto amaldiçoado?

–Calma, eme foi decidido a te salvar, antes de invadir a sede ele procurou uma medium para quebrar essa maldiçao de loucura, o unico jeito era sacrificando uma vida, ou seja, a dele.

–Então ele fez tudo isso por mim? Deu tudo de si até sua vida por mim?

–Sim, você usando o poder do amuleto forjou pedras divinas contendo os poderes dos deuses, assim se tornando uma deusa e protegendo todos, assim você se tornou a Nu Wa. Antes de você morrer...

–Você não disse que eu tinha me tornado uma deusa?

–Em sentido de poder, você teve uma vida longa mas não imortal- ela franziu a testa e olhou para baixo com a boca torta. Antes de você morrer você criou uma sociedade mágica e lhes confiou as pedras divinas, com medo do que os deuses fizessem ela "hibernou" todos os poderes o que a levou a morte.

–Isso mesmo! Você morreu! Muahaha- grita a Raven de uma janela que só percevi agora.

–Caramba Raven! Que susto!

–Agora você ressucitou, o que significa que as pedras "acordaram" e os deuses as querem- Raven ficou em um tom sério.

–Temos que treinar-la para poder controlar seus poderes.

–Espera! Se eu preciso das pedras para usar meus poderes como eu fiz tudo aquilo que me disseram?- minha avó fica com uma expressão de culpa.

–O seu bracele Alice, contem parte de seu poder, eu fiquei com medo de algo acontecer a você e você não conseguisse se defender- ela vai até o novo quarto dela e tras outro bracele e me entrega.

–Com eles você usa cerca de um oitavo de um oitavo de todo seu poder- respiro fundo e fecho os olhos, passa-se 4 segundos e então digo:

–hoje Alice morre e Nu Wa renasce...

–Na verdade não, Nu Wa é só um codinome, não é o nome verdadeiro- Raven me interrompe.

–Raven, vai se lascar e não estraga o momento.

Notas finais
E ae pessoal? Como foi? Obrigado por ler, fiquem com o tio felype :3