A jornada
3 Ariel
Notas iniciais
Ursula me entregou um colar com uma concha como pingente.
– Aqui está. Você só precisa colocá-lo e, puf, virou uma sereia.
–obrigada. Mas você tem ideia de onde eu posso encontrar essa tal de Ariel?
– é só seguir para o norte, indo cada vez ao fundo.
–obrigada de novo.
Pulei na agua e coloquei o colar em meu pescoço. Automaticamente, minhas pernas foram substituídas por uma calda rosa. Então, fui afundando e afundando, sempre em direção ao norte. Até então, eu achei que minha jornada estava perdida pois não estava vendo nenhum sereiano.
Porém, enquanto passava por perto de uma caverna, ouvi vozes de dentro dela. Encontrei o ouvido na caverna e percebi que havia alguém...cantando la dentro. Uma voz feminina
–olá? Tem alguém ai? — perguntei para a caverna
–o que você quer?!- perguntou uma voz feminina vindo la de dentro. A mesma que a pouco tempo estava cantando.
–oi...é.... eu estou procurando uma sereia chamada Ariel... já ouviu falar?
Nesse instante, o que deveria ser a porta da caverna se abriu. Para a minha surpresa, lá dentro era muito claro. Tinham um monte de objetos... de humanos
–o que você quer? — perguntou a sereia saindo de debaixo de uma cama
–eu... bem, você é Ariel?
–sou
–é... eu busco por meus pais. Um feiticeiro, acho que era isso que aquele cara é, me disse que eles estão vivos e que você poderia me ajudar a encontra-los... o nome do meu pai é Erik... já ouviu falar?
Nesse momento, os olhos da sereia se iluminaram.
–Erik? — perguntou ela. Confirmei – o príncipe Erik?
–hummm... não exatamente... tá mais pra rei Erik. Mas, enfim, você o conheceu?
–claro! Eu o salvei de um acidente com o navio dele. Se eu não me engano, o navio ainda está aqui em baixo... foi de lá que tirei todos esses objetos maravilhosos!
–hum... maravilhosos... sei. Então você deve saber sobre o paradeiro do meu pai! Sabe onde ele está agora?
–olha, eu acho que talvez nós estejamos falando de cara diferentes... o Erik que eu salvei tinha idade pra ser seu namorado! Mas, enfim. Eu o tirei da agua e o levei para a superfície. Quando ele acordou, me perguntou o que havia acontecido e eu expliquei tudo para ele e tals. Daí eu perguntei o nome dele, que era Erik, e de onde que ele estava vindo. Ele me respondeu que tinha ido a uma tal de Terra do Nunca, e que estava voltando para levar as filhas até lá.
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