A história se repete

6 The Dopplegganger is carrying my child


Notas iniciais
https://youtu.be/uhG_m4n9Itw https://youtu.be/yazCyU4HJRI https://youtu.be/FWQgBgRqSZQ https://youtu.be/2l2bfWQSdUw

P.O.V. Renesmee.

Ser namorada do Elijah é uma roubada atrás da outra.

—Nos encontramos de novo.

—Onde ela está?

—Isso é solo consagrado e como já sabe vampiros tem que ser convidados a entrar, mas como mais uma vez estou desesperada. Entre.

—Onde ela está?

—Eu tenho uma surpresa pra você. E preciso que me ajude, se não me ajudar... eu mato ela.

—Oh, Renesmee pode se cuidar contra vocês bruxas.

—Você quer dizer nós bruxas e o Klaus. É o seu irmão decidiu se juntar ao time dos bonzinhos por agora.

—O que você quer comigo?

—Não é obvio? temos um problema com vampiros que vocês causaram e agora, vocês tem que consertar.

—E onde ela está?

—Ela está bem. Por agora. Você e ela tiveram uma conexão especial que eu sei.

—De que tipo de conexão estamos falando?

—Sexo. E aparentemente, essa conexão gerou frutos. E a sua namoradinha está grávida de você.

—É impossível. Eu sou vampiro.

—Eu sei, mas nada é impossível quando se trata da garotinha milagrosa. Pense á respeito, eles a chamam de A Híbrida. Ela é meio bruxa, meio vampira de uma raça diferente da sua. Tragam ela pra fora!

—Elijah, o que diabos está acontecendo dessa vez.

—Nos dê um momento por favor.

Nós conversamos e Sophie a arrastou de volta pra dentro.

—Elijah você tem que ouvi-las. O que quer que elas queiram, dê a elas e acabe logo com isso.

—Você está mesmo grávida?

—Eu sei que é impossível, mas eu to aqui não to? Eu sou uma duplicata meio bruxa, meio vampira. Eu sou as duas coisas ao mesmo tempo Elijah.

—Elijah, a garota está carregando seu filho.

—Você não esteve com mais ninguém?

—Porra! Te dei minha virgindade e passei três dias num pântano fedido e cheio de crocodilos, trancada numa tumba porque elas acham que eu to carregando algum tipo de bebê milagroso! Você acha mesmo que eu não teria dito alguma coisa se não fosse seu?!

—Me desculpe.

—Mais uma vez a vida da garota e do bebê são controladas por nós. Se você não cooperar, a Renesmee não vai viver o suficiente pra ver seu primeiro vestido de gestante.

—O que?!

—Já chega! Se querem alguém morto eu mesmo mato só me dê o nome.

P.O.V. Elijah.

Eu pude ouvir o coração do meu filho batendo dentro do ventre da mãe.

Eu liguei para a minha irmã pedindo ajuda.

—Que diabos?! Vocês me largam aqui nessa tumba nojenta cheia de ratos sem sangue e sem comida?! Esqueceram que eu to grávida?

—Como prova de boa fé, a garota está carregando o meu filho, por tanto é minha família.

—Pode parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui e como se eu fosse uma barriga de aluguel?

—Nos perdoe. Deixe-me leva-la pra casa, você fez o que tinha que fazer para mantê-la a salvo. Agora me deixe fazer o mesmo, eu posso lhe assegurar, não há ninguém mais forte.

—Ta.

Ela estava saindo.

—Espere.

—O que?

—Está frio lá fora. Por favor.

Eu a ofereci o meu paletó.

—Obrigado. Parece que o cavalheirismo não morreu, só está bem atrasado pra festa.

—Se você ou o seu irmão Klaus nos traírem. Renesmee morre. Você tem a minha palavra.

—Então eu lhe darei a minha palavra de que seremos seus parceiros novamente, faremos o que você mandar, mas se algum mal acontecer á minha namorada ou ao meu filho não nascido você não terá que temer Niklaus ou qualquer um se não eu. Adeus.

—O bebê ta com medo. Sinto o medo dele.

—O que aconteceu?

—Pancada na cabeça e o resto você já sabe. Mas, essas bruxinhas vão ter uma surpresa.

—Que surpresa?

—Sophie pode ter seu dom especial, mas eu também tenho meu.

Comecei a ouvir gritos e choro. Lamentos, gritos de desespero.

—O que você fez?

—Me alimentei da magia delas. Pense no meu corpo como um vaso, um vaso sem fundo e a magia é a água que o preenche, eu sempre quero mais. Eu me alimento tanto de sangue quanto de magia. Como acha que eu derrotei a Qetsyiah?

—Elas não tem mais magia nenhuma?

—Nem uma gota.

—Inclusive Sophie?

—Sim. Pra ela nunca mais fazer mal pra ninguém. Mas, eu ainda estou ligada a ela e eu vou usar essa quantidade de magia pra me desligar dela. Mas, eu não quero que você a mate. Deixa ela viver.

—Porque eu faria isso?

—Porque você é nobre. Além do mais viver sem magia sendo que um dia ela foi uma bruxa poderosa é o pior castigo que ela poderia receber.

—Você tem um requinte de crueldade que eu nunca vi.

—É que eu passei um tempo com os Volturi.

—Quem são os Volturi?

—Ta brincando? Eles são os vampiros mais cruéis, sádicos e sanguinários da raça dos meus pais! Mas, a Jane aquela anã de jardim teve o que merecia.

Ela abriu um pacote de salgadinho e começou a comer.

—Hum, ela se acha porque consegue criar a ilusão de dor na cabeça das pessoas.

—E como sobreviveu á ela?

—Eu sou um escudo. Clonei o da minha mãe no ano passado.

—Isso não é saudável pro bebê.

—Falou ai papai. Mas, eu tava sem comer a dois dias.

—Eu vou te fazer comida de verdade, não esse lixo tóxico.

—Tá.

—Mau humor?

—Você também estaria se estivesse no meu lugar. Eu vou tomar banho.

Ela estava tomando banho e estava lá a mais de dez minutos. Eu a conheço, ela não faz isso.

—Renesmee?

Havia vômito no vaso sanitário e ela estava caída ao lado do vaso envolta na toalha.

—Renesmee!

O chuveiro estava ligado e ela estava molhada.

—Amor? Amor o que aconteceu?

—O que aconteceu? Onde eu to?

—O que houve?

—A minha pressão caiu. Eu to bem Elijah.

—Está bem? Te encontrei desmaiada no banheiro!

—Acontece. Eu to grávida. Grávidas tem queda de pressão mesmo.

Ela se levantou, fechou o chuveiro, deu a descarga no vaso e se secou. Ela fez escova e chapinha no cabelo.

Renesmee vestiu um pijama e disse:

—E a minha comida?

—Você se recupera rápido.

—Super rápido.

Ela comeu tudo o que eu fiz e não foi pouca coisa não. Depois ela bebeu sangue. Escovou os dentes de novo e se deitou.

—Vou deixar você descansar.

—Elijah, por favor fica comigo. Eu não quero ficar sozinha.

—Claro amor.

Ela dormiu não dormiu rapidamente, ela chorou. Chorou muito.

—Não chore.

—Me deixe chorar e não enche! Eu fui sequestrada por bruxas doidas porque eu to grávida. Eu sempre quis ficar grávida, mas não desse jeito, não desse jeito. Eu te amo Elijah, mas ser sua namorada está me saindo caro. Eu já fui sequestrada e torturada, sequestrada e mantida como refém num pântano fedorento, forçada a dormir numa tumba cheia de ratos, descobrir por uma bruxa pirada que iria ser mãe, ser ameaçada de morte mais vezes do que eu consigo contar. Ser ligada a outra pessoa, ter a minha mão furada por uma agulha, ser enchida de prata esterlina. Etc.

—Eu sinto muito.

—A parte boa é que você está sempre lá pra me salvar. E ser atacada por uma horda de vampiros, esqueci de mencionar.

—Eu sinto muito.

—Você passou séculos fazendo inimigos, eu achava que sabia no que estava me metendo, mas vou te falar eu não tinha ideia. E trazer uma criança pra esse mundo? Desse jeito, pra viver sob a ameaça? Eu não sei se quero isso.

—Como assim não sabe se quer?

—Eu estou pensando seriamente em deixar você e ir embora com o bebê.

—Tirar o meu filho de mim?

—Pense á respeito, que tipo de vida você acha que pode proporcionar a essa criança? O que você esperava? Que seus inimigos, seus milhares de inimigos nos deixassem em paz para vivermos uma vida feliz e saudável e que a nossa criança não estaria na mira deles?

—Ninguém machuca minha família e vive.

—Exatamente! Vocês continuam se afundando! Vocês não só afundam o navio, vocês dançam no deck em chamas! Os Mikaelson, os vampiros mais sanguinários da sua raça, os primeiros vampiros do mundo que se acham invencíveis, inatingíveis, se acham Deus. Mas, novidade, você não é Deus e tem uma coisa ruim vindo ai Elijah, tipo muito ruim mesmo. Um poder negro, mais poderoso do que qualquer coisa que eu já senti.

—E o que é?

—Eu não sei. A coisa seja o que for é forte o bastante pra me bloquear. Acho que finalmente encontrei um adversário a altura.

—Adversário?

—A coisa não está vindo em paz. Isso é magia negra Elijah, muito negra. Um poder tão grande que... Deus me perdoe a ousadia é capaz de matar um Original.

—Você é capaz de matar um Original?

—Com e sem as estacas. Mas, eu não quero matar ninguém. Eu acho que pra derrotar essa coisa vou ter que libertar... a força fênix.

—Força Fênix?

—Um poder tão negro que tenho medo até de falar o nome. Pense no meu corpo como um vaso, um vaso super resistente. Eu sou telepata e sou Balcoin, a última herdeira da linhagem negra, do império negro de Asheron descendente direta de Francis Balcoin.

—Direta?

—Ele era meu avô. Pai do meu pai. O pai biológico do meu pai.

—Ele sabe?

—Ele sabe, mas é um segredo de família. Os Balcoin são os portadores de uma séria magia negra. Os portadores da Força Fênix desde gerações imemoriais. Elijah, essa coisa existe desde o Egito antigo e os Balcoin são os únicos que conseguiram não só contê-la, mas manipulá-la. Se unir a ela a um nível que nem dá pra entender. Ela não é só destruição, podemos manipular a matéria, parar balas, mudar o próprio tecido da realidade á nosso Bel prazer. Eu sei, eu já fiz.

—Fez? Como?

—Era para Elena ter morrido no acidente de carro que nem acidente foi. Era pra ela ter virado vampira, era para Qetsyiah ter vencido e Amara ter morrido, era para o Silas ter tomado a Cura, era para a Katherine ter morrido de velhice, mas eu não permiti. Elas são a minha família e eu sempre estarei lá para defendê-las. Além do mais agora eu ganhei um aliado poderoso.

—Aliado poderoso?

—Silas.

—Sim. Ele é de fato um aliado poderoso. Mas, o que a faz pensar que ele é seu aliado?

—Qual é? Me livrei da Qetsyiah, salvei ele e o mais importante o reuni com seu único e verdadeiro amor que ele pensava estar morto. Você desconhece a força do verdadeiro amor. Isso é uma pena. Quando é de verdade, não dá pra fugir. E vale a pena brigar por ele. Você faz qualquer coisa por alguém que ama verdadeiramente. Silas estava pronto pra morrer por Amara. Mas, e você? Está pronto pra morrer por mim? Porque eu estou pronta pra morrer por você e pelo bebê.