A história de Leo e Calipso
6 I can see the stars again
Notas iniciais
Pov’s Leo
Assim que chegamos Jason, que havia ficado em casa sem saber de nada, nos olhou assustado.
Thalia tentava consolar Calipso, o que não estava dando muito certo.
– Calma vai dar tudo certo, ela vai ficar bem- dizia com um sorriso solidário, mas, ela sabia que a situação de Zoë era muito grave. Quando ela voltou tomamos um chocolate quente, e fomos dormir, subimos os três para o quarto de Thalia, e apesar de tentar protestar e dizer que não iria conseguir dormir, dormiu logo que deitou. Eu dormi lá também a pedido do pai de Thalia.
Me deitei em um saco de dormir perto da janela. E logo adormeci.
Na manhã seguinte acordei e vi Calipso sentada contra parede com a cabeça enterrada nas mãos, chorando e soluçando
– Ei! Vem cá- disse a levantando do chão.
Fomos na cozinha, e ela sentou na bancada, fiz um café para ela e peguei um pote de Nutella, peguei colheres para comermos e me sentei ao seu lado.
Ela sorriu com os olhos inchados e agradeceu. Tentei anima-la, mas, não funcionou muito. Ela não queria conversar muito em tão ficamos em silêncio. Meia hora depois a família acordou e óbvio acharam estranho eu e ela juntos na cozinha. Porém não disseram nada.
Pov’s Calipso
Era bom ter alguém que te compreendia que você pode contar o que está sentindo, só que as palavras não saiam da minha boca.
Fomos para o hospital e o médico nos disse que ela havia melhorado, entretanto a situação dela era muito grave. Certo aquilo me tranquilizou, ouvir que havia esperança, mas, quando finalmente pude ir vê-la, havia tubos na sua boca cortes no seu rosto, sua perna engessada, queimaduras no braço esquerdo, e ela não estava acordada. Leo entrou comigo, mas, ficou tremulo ao ver as queimaduras. Porque eu não sabia, mas, aquilo mexeu com ele.
– Você está bem? — perguntei
Eu vi lagrimas em seus olhos e percebi que ele se segurava para não chorar.
– Minha mãe morreu num incêndio...ela foi encontrada morta, sem muitas queimaduras, mas, morreu sem oxigênio... É difícil, para mim ver bombeiros, ver no jornal prédios em chamas, ver queimaduras, apesar disso eu amo o fogo, mas, o odeio pelo que fez com a minha mãe, a culpa foi minha, eu tinha certeza de ter deixado a porta aberta, ela se fechou e eu não consegui abrir falhei com ela. – ele falou cabisbaixo
– Ei a culpa não foi sua a porta bateu, e provavelmente em emperrou- protestei
– sabe porque eu sempre estou sorrindo e fazendo piadas?
– Não, eu...não sei.
– Porque o senso de humor é uma ótima forma de esconder a dor.
Realmente depois de ouvir aquilo, fiquei me sentindo uma idiota, ele perdera a mãe quando tinha sete anos, não teve chance nem esperança, eu tinha chance minha irmã estava viva não tinha morrido, o médico dissera que ela melhorou, ele não pode ouvir isso, não pode achar, acreditar que ela ficaria bem.
– Olha Leo, eu nunca perdi ninguém, e eu posso não saber o que você sente nem ter passado pelo que você passou, mas, sei que nenhuma palavra consola uma perda. — disse tentando parecer confiante
– Valeu.
Aquele dia foi extremamente longo, os médicos fizeram cirurgias, e deram remédios, e só informaram a situação dela a noite.
– A hemorragia foi controlada – disse o homem de jaleco chamado Félix- Ela está respondendo aos medicamentos, e aos sedativos porém...
– Porém? Porque sempre tem um porém- resmungou Thalia
– ...Porém ainda não sabemos os danos cerebrais pois os resultados dos exames ainda não saíram.
Aquilo me deixou um pouco nervosa, mas, eu estava melhor sabendo que ela estava reagindo.
– Posso vê-la ela está acordada? – perguntei
– Está mas não pode falar, venha. — respondeu o médico.
Eu entrei no quarto e me aproximei dela, ela virou o rosto e me viu.
Eu queria abraçá-la, queria gritar, e chorar, mas, tinha que manter a calma.
Lagrimas desceram pelo seu rosto e ela tentou falar com o tubo na boca, só que não conseguia, a enfermeira com dó de nós tirou o tubo por alguns instantes e avisou que ela não devia se esforçar muito, então saiu nos dando cinco minutos.
– Zoë...- disse
Ela olhou para janela atrás de mim.
– As estrelas- disse ela- posso ver as estrelas novamente.
(autora: por que eu será que eu acho que li isso em algum lugar?)
Eu sorri assentindo.
– Pode, e ainda vai vê-las muito. – disse tremula
Lagrimas escorreram por nossas faces, e ela pediu para eu ser forte, e me disse que ficaria tudo bem que eu não precisava chorar.
A enfermeira entrou e ela fixou os olhos nas estrelas, pequenos pontinhos brilhantes no céu que ela tanto admirava.
Eu não olhei para o céu, mas, sabia qual constelação ela contemplava enquanto era entubada, a constelação de uma caçadora, com um arco e flecha. Sua constelação favorita.
Sai da sala bem melhor, por ter ouvido a voz dela, e as palavras reconfortantes, entretanto ainda estava com medo de perde-la.
Nós fomos embora, eu peguei minhas coisas de escola na minha casa mais roupas e fui para casa deles de novo.
Nós dormimos cedo já que amanhã tínhamos aula.
Na manhã seguinte fomos para escola no carro de Thalia.
Minha primeira aula era de filosofia, a aula foi tão chata que eu não sei como não dormi.
As outras aulas foram iguais até o lanche. Hazel minha melhor amiga estava viajando com o meu outro amigo Frank o namorado dela.
– Ei Calipso senta com agente- gritou Conor indicando o grupo detenção.
Balancei a cabeça agradecendo mas considerando que minha cabeça estava cheia neguei o pedido.
Fiquei perambulando até que alguém segurou o meu ombro.
– Oi- disse Leo
– Oi- disse pensativa
– Você vai ficar andando por ai feito um zumbi de The walking Dead , ou vai aceitar se sentar comigo no teatro?
– Bem eu não gosto de ser um zumbi então vou aceitar seu convite cara de pau- disse e ele ficou vermelho.
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