P.O.V. Elena.

Estou morrendo de medo da reação das meninas, menos a da minha prima onisciente. Ela já disse que apoia totalmente o meu relacionamento com o Elijah e ameaçou matar ele se me magoar.

—O que foi?

—Estou apavorada. Mais apavorada do que quando o seu irmão estava me matando.

—E como foi?

—Doeu quando ele me mordeu e depois tudo foi apagando lentamente. A minha vida toda passou diante dos meus olhos.

—Me desculpe.

—A culpa não foi sua meu amor. A culpa é dele!

—Calma.

—Desculpe, foi a raiva. Mas eu já estou melhor.

—Vamos?

Respirei fundo peguei a mão dele e disse:

—Vamos.

Antes mesmo que eu colocasse a mão na fechadura a Renesmee abriu a porta com um sorriso enorme.

—Oi casal ternurinha! Entrem, eu fiz chá.

Eu ri. Ela continuava a mesma doidinha de sempre.

—Ela é sempre assim?

—Sempre.

—Esqueci de mencionar que contei pra todo mundo sobre vocês.

—O que?!

—Desculpa! Sou sobrinha da maior fofoqueira do mundo, Mary Alice Cullen!

—E como eles reagiram?

—Primeiro ficaram chocados, depois incrédulos e por fim transtornados e raivosos.

P.O.V. Elijah.

A prima da Elena é a pessoa mais diferente que eu já conheci.

—Sabe o que temos que fazer agora não é?

—Ah, não. Por favor!

—É a tradição! Temos que fazer!

—Posso saber que tradição é essa?

—Sempre que trocamos de namorado nós saímos para nos divertir á noite e bebemos todas.

—E quem inventou isso?

—Um dos nossos ancestrais! Dã!

—Renesmee!

—Que foi? Perguntas idiotas merecem respostas idiotas.

—Você é uma figura menina.

—Eu sei! E quanto ao bebê?

—Bebê?

—Sei da sua ideia de jerico de engravidar de um vampiro.

—O que é um jerico?

—Um burro! Daqueles bem orelhudos, uma mula.

—E porque é uma ideia de jerico?

—Faz alguma ideia do que eu fiz com a minha mãe?!

—Não.

—Vou te falar. Quebrei os ossos dela, me alimentei do sangue dela e no fim da gestação quebrei-lhe a coluna por ter deslocado a placenta.

—Nossa!

—Em resumo, ela quase morreu! Se não fosse meu pai transformar ela, bom...

—Iria morrer.

—Bingo! Estou com a sensação de que esqueci alguma coisa.

—O chá.

—Ah, o chá! Realmente, obrigado por me lembrar.

Os amigos de Elena foram chegando um por um e então por último entram a bruxa Bennett e o irmão de Elena.

—Jeremy!

A minha encantadora namorada foi correndo abraçar o irmão.

—Ai. Ainda dói.

—Desculpe. Mas, porque dói?

—Sei lá, eu estava morto!

—Gente! Trouxe o chá!

—Não está faltando nada Renesmee?

—Não! Eu trouxe o chá.

—Mas e as xícaras? O açúcar?

—Oh, isso. Vou buscar.

Todos rimos.

—Algumas coisas nunca mudam.

—Pronto. Agora não falta nada.

—E a toalha?

—Ah, vá se ferrar Elena! Quer uma toalha, levante essa sua bunda de duplicata do sofá e vá buscar!

—Implica, implica, implica! Nunca nada é bom o suficiente pra vocês, seus frescos!

Todos deram risada e isso não agradou a senhorita Cullen que acabou explodindo.

—Parem de rir de mim!

Bum! A cozinha explodiu.

—Nossa!

—Eu consertarei. Agora vou precisar que algo muito mais forte do que esse maldito chá.

A menina entornou a linda garrafa de Bourbon do senhor Salvatore.

—Uau! Você bebe como gente grande menina.

—E não acontece nada. É preciso muito mais do que essa minúscula garrafinha pra me embebedar.

—Extraordinário.

—Eu sei. Sou incrível.

Elena deu risada.

—É verdade priminha, ninguém resiste ao meu charme!

A garota jogou o cabelo pra trás.

—Poderosa ein querida?

—E só percebeu isso agora?

Mais risadas.

Porque a minha família não podia ser assim?

—Meu filho, dizem que cada um tem que carregar a sua cruz e essa é a sua.

—O que disse?

—Sua família é sua cruz, Aro Volturi a minha e a da Elena é Klaus Mikaelson.

—Como sabia o que eu...

—Ela pode ler pensamentos.

—Você sabe que eu sou um original não é?

—A vá? Que pergunta idiota. Claro que eu sei!

—Ela também é capaz de compelir vampiros como vocês.

—Não, isso não é possível.

—Posso?

—Vai tentar me compelir?

—Quero ver quão forte é a sua força de vontade.

A garota conseguiu controlar a minha mente! Ela me compeliu!

—Me conta, como é ter o seu livre arbítrio arrancado de você?

—Horrível.

—Eu sei, bom na verdade não sei. Não posso ser hipnotizada.

—Por ser bruxa.

—Não exatamente. Por ser um escudo mental e uma bruxa.

—Um escudo?

—Isso dons puramente defensivos são chamados de escudos.

A família da duplicata é mesmo complicada e muito louca.

—Nós sabemos.

—Pare com isso!

—Desculpe. Vou desligar.

—Não desligue a humanidade!

—Elena, eu não poderia fazer isso nem que quisesse. Mas, eu posso desligar o dom de ler as mentes.

—Ah! Então desligue.

Quando a reunião familiar acabou fiquei sozinho com ela. Só aproveitando a companhia, os beijos e as caríceas enquanto passava um filme qualquer na televisão do quarto.

Prometo a mim mesmo que vou tentar ao máximo ser merecedor de uma garota tão especial como ela.