Notas iniciais
https://youtu.be/m_SNnFRqjqc-Finjam que não é a Hayley. https://youtu.be/GuH0JLflinU https://youtu.be/OkiujX0Yap8

P.O.V. Renesmee.

Essa gente me pegou, me torturou mas, eu resisti.

—Não vai falar?

—Não. Eu não vou falar nada.

—Sabe que na primeira oportunidade que ele tiver vai te matar não sabe?

—Talvez, mas eu não sou dedo duro.

Eu vi um vulto preto e logo eu estava desacorrentada.

—Elijah?

—Ora, Rosemary, nos encontramos de novo.

—Elijah.

—Você conseguiu sua liberdade somente para desperdiçá-la.

—Me ouça Rosemary, vingança não vai trazer o seu amigo de volta.

—Você é a cara dela.

—Mas, eu não sou. Eu não sou.

—Eu sei que você não é! Mas, trouxe ele pra mim.

—Você não pode matá-lo. Ele é mais forte.

—Mas, eu tenho uma dessas.

—Como conseguiu entrar no meu cofre?

—Foi fácil. Você é duplicata, você e as outras são cópias. Tudo é igual, até mesmo as digitais.

—Você ameaçou a minha prima?! Sua desgraçada!

P.O.V. Elijah.

Ela incapacitou e atacou Rosemary recuperando a estaca. E a mandando embora.

—Pra onde mandou a estaca?

—De volta pra o lugar de onde ela nunca devia ter saído.

—Mas, eu tenho outra. Eu não sei porque, mas quando eu toco ela, ela se multiplica.

—Eu sei.

Ela tirou uma dúzia de estacas de carvalho branco de Rose e as mandou de volta para o tal cofre.

—Onde fica o cofre?

—Num lugar seguro. Onde nenhum vampiro pode pegar. Eu levei anos fazendo os feitiços de proteção daquele lugar.

—E os seus feitiços falharam.

—Não. Rose mandou a Elena pegar porque não pode entrar. Ela ameaçou matar o Stefan.

—Isso é verdade?

—É.

—É tudo verdade. Os feitiços de proteção são impenetráveis e a tecnologia é de ponta. O cofre é feito inteiramente de aço reforçado com prata esterlina, não pode ser explodido. Tem uma barreira em volta, reconhecimento de digitais, scaner de retina. O lugar é uma fortaleza impenetrável.

—Mas, ainda assim você passou.

—Não. Elena passou.

—Elas são tão iguais que até as digitais combinam.

—Não. Isso é mentira. Você não passou e nem a Elena. Está blefando.

—Quer pagar pra ver?

—Eu sei que é mentira. O scaner de digitais não aceitou as da Elena. O alarme tocou e você saiu correndo deixando-a para trás.

—O que?

—Isso é verdade Rosemary?

—Não!

—Eu perguntei se isso é verdade?

—É. Eu nunca entrei no cofre. As estacas eram de madeira comum.

—Como sabia do feitiço de duplicação?

—A duplicata contou. Ela cantou que nem um canarinho.

—Você a feriu. Feriu uma inocente.

—E quantos inocentes você já não feriu?! Seu hipócrita desgraçado!

—Ela está ferida. Você a torturou Rosemary!

—E dai? Não é como se você se importasse ou como se não tivesse feito pior!

—Se você não se importa, isso tá doendo demais e eu acho que vou desmaiar.

—Agora?

Foi eu falar que ela perdeu a consciência.

—Tudo bem amor, eu peguei você. Eu peguei você. Sorte sua que o estado dela é grave. Porque se não fosse eu matava você aqui e agora.

Eu a levei até a nossa casa.

—Essa é a nova duplicata?

—É.

—Está desmaiada.

—Sim Rebekah. Ela foi torturada.

—Está sangrando muito. O ferimento nas costas é muito profundo.

—Ela precisa se alimentar.

Eu a alimentei, mas ela não estava curando.

—Ela não se cura completamente.

—Pensei que você estava morta.

—Não. Eu não morro tão fácil. Mas, isso realmente dói muito.

—Me desculpe.

—É isso. A cura corre por suas veias.

—O que?

Ela se levantou, cambaleante, me abraçou.

—Eu te amo Elijah. Eu sinto muito, mas eu tenho que me curar.

Eu senti o caco de vidro sendo enfiado na minha carótida e ela começou a sugar meu sangue.

—Não se preocupe. Você vai viver outro dia.

Eu me curei, mas ela começou a ter alucinações. Felizmente o meu sangue a fez vomitar e se curar.

—Que nojo. Porque ela tá vomitando?

—É a prata. Acho que já saiu tudo. Me desculpe por ter enfiado um caco de vidro no seu pescoço e vomitado no seu banheiro.

—Eu sobrevivo.

—Que bom. Eu vou lavar o banheiro.

Acho que ela é a única pessoa que canta lavando o banheiro cheio de sangue.

—Você é doida sabia?

—Porque você acha isso Rebekah?

—Você lava o banheiro cheio de sangue e canta no processo?

—Você queria que eu fizesse o que? Alguém tem que limpar.

Depois ela foi para casa tomar banho e trocar de roupa. Demorou, mas ela voltou.

—Porque você voltou?

—Por você Elijah. Por você. Você me salvou duas vezes sem pedir nada em troca, parece que está começando a se tornar o homem que finge ser. Devia se orgulhar disso.

—Adorei. Você é burra o suficiente para acreditar.

—Niklaus.

—Se ele estiver me enganando, eu vou saber. Acredite. Eu vou saber. Todos fazemos coisas das quais nos arrependemos, mas a maioria das pessoas morre antes que a lista fique embaraçosa.

—Mas, a gente não.

—Não. Por isso temos que tomar cuidado. Pra não esquecermos quem somos de verdade. Quem é você de verdade Klaus?

—Eu sou aquele que vai matar todo mundo que você ama se não fizer exatamente o que eu mandar.

—E é esse o exemplo que quer dar pra sua filhinha? O mesmo que Mikael deu pra você?

—Eu não sou igual a ele!

—Não é o que tá parecendo não. Vai querer que a criança viva com medo? Medo de você? Medo do mundo? Vai querer que essa menina fique com a cabeça zoada igual a sua? Porque vou te falar, você é uma das mentes mais inquietas e perturbadas que eu já conheci.

—Como pode saber?

—Eu tenho muitas habilidades. Entre elas a telepatia. Eu leio mentes.

—Ler mentes? Isso é uma habilidade valiosa.

—Três palavras. Vai se foder.

—Uau! A telepata sabe falar palavrão.

—Eu sou uma pessoa. Não uma coisa. Não sou troféu de ninguém!

Ela parou olhou para a cozinha e disse:

—Seu triturador tá quebrado.

—Como sabe disso?

—Sou tecnopata. Eu posso controlar a tecnologia com a minha mente.

—Pensei que fosse telepata.

—Eu sou os dois. Vou concertar seu triturador.

Ela de fato concertou o triturador, dava pra ver os raios azuis que saiam de sua mão.

—Legal.

—Tenta ligar.

Rebekah apertou o botão e o triturador ligou normalmente.

—Você é foda!

—Eu sei.

—E nem um pouco modesta.

—Eu sei.

—Gostei de você. Parece comigo.

—Deus me livre. Não me leve a mal não, mas vocês Mikaelson tem uma fama horrível!

—Eu sei.